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[RP Fechada] Before The Devil Knows

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[RP Fechada] Before The Devil Knows

Mensagem por Jakub Gerhardt em Qua Jun 22, 2016 7:08 pm

Before The Devil Knows
Esta é uma RP fechada envolvendo: Jakub Gerhardt e Visenya Blackfyre. A mulher é surpreendida pelo aparecimento de uma figura nova e uma tentativa de assassinato. O ocorrido se passa em Pentos, no continente de Essos durante a madrugada.


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Re: [RP Fechada] Before The Devil Knows

Mensagem por Jakub Gerhardt em Qua Jun 22, 2016 7:26 pm



Where You Fall

This is when you get up, this is where it all begins
Poucos benefícios a escuridão trazia, junto da enorme calma e silêncio do nada, um par de dúvidas emergia sobre o manto negro da noite. Primeiro vinha a sensação de liberdade, depois a de imponência, sensações só superadas pelo poder gritante que inflama no íntimo de quando se tem a oportunidade de estrangular alguém com as próprias mãos. Não é algo que todos podem desfrutar, não é algo que todos querem aproveitar. A crença muitas vezes confundia-se com o ofício, certo e errado eram conceitos inexistentes para qualquer um que quisesse ter aquele tipo de vida, pessoas eram como gado e em ambas as situações é costumeiro pagar alguém para abatê-los.

O uivo da brisa noturna encobria o som dos passos calculados. Não vestia capa mantos negros ou máscaras mitológicas, seria puro amadorismo de sua parte querer fazê-lo. Se você é bom, entra e sai sem se permitir ser avistado e se for não deixa testemunhas, se você é esse tipo de mercenário acostume-se com a ideia de não ter uma lápide com seu nome, uma viúva para chorar ou um órfão para herdar o nome. Na realidade, o nome é mero detalhe, parte de um rosto que jamais será reconhecido, pois o nada vem do nada, e nada ou ninguém reconhece aquilo cuja fama é inexistente.

Respiração calma, foco no objetivo. Estava praticamente blindado de influências externas desnecessárias. Não foi difícil adentrar nos limites do castelo, já havia passado pelo muro e a pouca fiscalização ativa na noite. Os homens nem sequer imaginaram a sua presença no recinto, para todos os casos ele não deu chance ao asar. Estancou os passos no exato espaço do vértice entre duas paredes, o corpo que não era nada musculoso feito atletas renomados e guerreiros glorificados encaixou com facilidade nas sombras produzidas pelas chamas de luz e o brilho noturno. Uma vez dentro um próimo passo deveria ser dado, e resumia-se em pensar onde poderia encontrar o alvo.

Ele devia dar o braço a torcer, não era adepto a longos estudos silenciosos de forma perspicaz sobre o costume a rotina completa das vítimas. Era um trabalho muito simples. Você entra, mata ou rouba, e sai. Mata testemunhas eventualmente caso seja necessário. Ele não precisava passar longas horas durante toda uma semana sabendo os hábitos do alvo, a hora que vai comer, a hora que vai foder ou a hora que gosta de observar o peixes no lago. A visão e a audição comandavam a escolha da estratégia e naquela situação menos era mais, afinal Visenya Blackfyre um moribundo que devia dinheiro à um agiota, não era o líder de uma facção social emergente, não era um comerciante promissor que roubava a clientela dos concorrentes por apresentar produtos melhores. Não, a mulher estava num patamar acima, ou melhor, alguns patamares acima. E a mesma excitação que quase o fez recusar a missão era a que gritava estridente em cada âmbito de seu corpo para que aceitasse. Não era aquela velha história de conquistar renome em feitos, era a de ser desafiado por algo que você sabe que, se falhar, a terra vai lhe engolir como faz tão bem com um velho no leito de morte.

O sorriso sutil desenhou-se no rosto de barba fina, já tinha passado tempo demais no mesmo ponto e não precisa ser um especialista para saber que isso é um risco que não se precisa correr. Voltou a se movimentar tendo a cautela como amante, o pouco tempo observando a movimentação de homens, servos, visitantes ou quaisquer outros que também poderiam estar ali já havia lhe dado uma ideia do fluxo de pessoas no local, a imagem espacial no terreno também já estava na sua mente. Considerava uma possibilidade a senhora Blackfyre não andar sozinha, apesar de nunca ter visto quaisquer seguranças. É sempre melhor se precaver do que esperar o que a sorte decidir o futuro.

Conferiu se o pequeno machado com marcas de ferrugem estava bem fixado em sua cintura, gostaria de ter arma melhor, mas dada as últimas tentativas contra a sua vida era sorte não estar acamado no momento ou mesmo descobrindo o que há depois da morte. No entanto, o que mais lhe incomodava era o fio do machado, a lâmina pouco afiada o fazia se sentir um açougueiro, fato que até o fez considerar uma rápida passagem na cozinha para roubar uma faca ou algo mais letal. Optando por não alongar demais sua estadia ali o único pensamento que podia alimentar era torcer para a mulher morresse num único golpe, se não aquilo iria se tornar um banho de sangue, mas não confundam esse pequeno gesto de preciosismo com dignidade ou honra, essas são apenas palavras usadas para abrandar as feridas dos vivos e não dos mortos.

Cessou os passos uma segunda vez quando notou a estridente onomatopeia da movimentação calma abaixo de si. Estava numa espécie de telhado rebaixado, à sua frente um pátio externo semi-aberto digno do amor e admiração de construtores e artistas. Um amplo espaço limpo com algumas ornamentações e algum sistema de captação de água pela chuva. A varanda coberta era exatamente onde ele estava, quer dizer, acima. Curvou-se em busca de mais equilíbrio tocando a cobertura de pedra polida com um dos joelhos e uma das mãos. Estreitou os olhos como se aquilo fosse alguma técnica para melhorar a audição e mesmo não sendo foi feliz em identificar os passos que deveriam estar logo abaixo da colunata que sustentava o telhado daquela varanda. Calculou mentalmente a distância de uns 10 passos, até finalmente a mulher de aparência divina caminhar ao centro do pátio na direção da fonte.

Ele avançou um par de passos até parar novamente e aguardou para que o rosto da mulher fosse revelado, quando foi não lhe restaram dúvidas de que era seu alvo. Aguardou mais alguns segundos apenas para conferir se ela não era observada por mais alguém além dele, estava em parte tranquilizado por saber que, dada a pouca iluminação e a posição dos dois o olho humano dificilmente iria identificá-lo ali, no entanto mal pôde conter a animação de ver as coisas se esclarecendo. Poderia pensar em inúmeras formas de concretizar o ato, mas nenhuma delas parecia tão boa se avaliarmos as reais condições. Não tinha alternativa além de arremessar o machado com precisão descomunal ou se aproximar pelas costas ou flanco e tentar desferir um corte limpo e fatal. Claramente preferiu a segunda opção.

O sorriso que exibia parte da arcária dentária saiu de seu rosto, uma serenidade inigualável tomou-lhe o rosto. Em passos de rato percorreu a extensão lateral do telhado até atingir o ponto cego, teoricamente, dela. Esgueirou-se pelas bordas até descer sem fazer barulho utilizando uma das colunas como apoio. A cautela o fez olhar para todos os lados apenas para ter certeza que não havia alguma espécie de segurança ou fofoqueiro que pudesse atrapalhar, não, não tinha. Era a hora. Aproximou-se da mulher que parecia num misto entre aflição e reflexão, sacou o machado e fez o corte e quando todo o momento se reduz ao zero do silêncio implacável o baque das ações o atingiu como um murro na boca do estômago. Ele errou, era oficial, ele falhou. O choque natural foi embebido pela surpresa, os olhos se encontraram por alguns segundos enquanto se encaravam, vítima e assassino ou assim deveria ser, era nítido que ficaram sem reação por alguns segundos enquanto a mente processava o ocorrido. Recuperado da hipnose da falha ele rodou o machado num tique antigo mas logo tentou outro corte na altura do pescoço, se iria errar ou não? Bem, saberemos a seguir.


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Visenya Blackfyre
Com: Jakub Gerhardt; Words: 2395; Local: Pentos

Aquele havia sido um dia atípico para a morena que normalmente encontrava-se mergulhada entre tomos e velhos papéis, também havia sido um dia muito mais longo que os normais. Quando Jae lhe obrigava a passar horas treinando com ele, ela já sabia que ele não permitiria que ela encerrasse seu dia tão cedo. O tutor sempre lhe advertia que passava muito tempo exercitando a mente e muito exercitando o corpo, se pretendia lutar para conquistar seu trono deveria se dedicar mais as artes dos combates. Ela não podia dizer que ele estava errado, preferia passar horas do seu dia com Pyat Pree aprendendo sobre história e magia, do que a tarde e parte da noite na arena, suando e ouvindo Jae gritar que ela estava lenta, por mais que ele e ela soubessem que seus movimentos estavam perfeitos. O mercenário era muito exigente quanto aos ensinamentos para Visenya e para Maegor, dizia ele que os dois deveriam ser os melhores, pois se pretendiam liderar uma batalha, deveriam ser os primeiros a dar o exemplo. Novamente ela tinha que dar razão a ele e admitir que estava relapsa com seus treinamentos, pouco antes de deixar a arena, prometeu a ele que não se descuidaria mais de seus treinos.

Visenya já estava em seu quarto, mas ainda não havia tirado as roupas de treino, a calça negra era justa demarcando seu corpo, era nítido que o material se travava couro, mas discernir de que animal o couro fora tirando e como havia sido feito para se tornar tão resistente era um mistério. Protegendo o peitoral, havia a cota de malha negra, não era tão pesada como a usada por um homem, mas era resistente para protege-la, por baixo da mesma, havia uma túnica vermelha com dragões cuidadosamente bordados em negro, uma alusão ao brasão da família. Os cabelos ainda estavam presos em uma longa trança, a maneira peculiar como era feita deixava a mecha branca totalmente exposta em toda a extensão do cabelo da Blackfyre. Enquanto andava de um lado para o outro, a morena passava a mão pela longa trança a trazendo para frente, sua cabeça estava distante e os pensamentos dispersos, não somente naquela noite, mas em muitas outras, bem como em parte de seu dia, algo que inquietava a íntimo da princesa.

Insistentemente a imagem do homem tomou seus pensamentos, não era a primeira vez naquele dia e da primeira vez custou alguns machucados em sua mão e Jae chama-la de desatenta e relapsa. Visenya bufou de raiva, se negava a pensar nele, principalmente a àquela hora da noite, mas era algo tão forte que nem mesmo ela podia controlar e seu coração acelerava ao peito de uma maneira incrível: — Ora Visenya, está parecendo uma dessas donzelas bobas que ficam o dia a pensar em casamentos. — Repreendeu-se em voz alta, caminhando com passos pesados pelo quarto, mas ainda assim, o sorriso de Endric vinha a todo instante em sua mente, ao ponto dela mesma sorrir sem motivo. Por mais que odiasse admitir, o Baratheon havia mudado algo dentro dela, que nem mesmo a própria saberia dizer. Visenya trincou os dentes e revirou os olhos cianos, se perguntava a todo instante o que estava acontecendo com ela, mas não encontrava resposta em lugar algum, o que a deixava cada vez mais irritada com o que acontecia.

Precisava espairecer sua mente, algo que tomasse sua atenção por completo e no mundo só havia uma coisa capaz de fazer isso. Visenya caminhou com passos rápidos até a mesa de estudos de seu quarto, vários pergaminhos e tomos estavam sobre ela, mas nenhum lhe chamava a atenção de fato. Displicente a Blackfyre enfiou a mão entre os papeis a procura de alguma coisa, quando a dor aguda foi sentida em sua mão, fazendo-a puxar de súbito: — Não acredito! — Praguejou a mulher enquanto observava o fino corte que deixava a pele extremamente branca rubra. Não era nada que precisasse se preocupar, era um corte bem superficial, capaz apenas de manchar a mão da princesa. O pequeno acidente, porém, serviu-lhe para lembrar-se do seu último estudo, com cuidado buscou entre os papéis uma pequena e rara coleção de escritos, algo que segundo seu tutor, poderia ter vindo da própria Valíria antes da Perdição. Não sabiam ao certo dizer se isso era verdade, mas o fato era que, haviam interessantíssimas anotações sobre um dos mais preciosos legados de Valíria, o documento eram relatos de estudos sobre o sangue do dragão.

As primeiras linhas pareciam confusas até mesmo para a Blackfyre, tinha certeza que tudo que ali estava escrito estava em alto valiriano, porém uma língua que lhe era tão comum parecia totalmente estranha ao mesmo tempo. Ela estreitou os olhos, comprimindo a testa, criando um sulco entre as sobrancelhas desenhadas, era como se o documento exigisse dela muito mais habilidade que normalmente precisaria: — O Sangue do Dragão. — O título do documento fora lido em voz alta pela princesa, seu dedo indicador suavemente começou a deslizar pelas linhas lidas. Aquele era um exercício de paciência, tudo que ela necessitava naquele momento, algo que lhe roubasse a atenção por completo de qualquer coisa. A medida que as páginas se viravam ela notava que a escrita se tornava mais complexa e rebuscada, um vernáculo de palavras desconhecidas até mesmo para ela. Mas a essência do documento parecia correr pelas veias dela, permitindo que ela desvendasse cada palavra.

O conteúdo do documento não era nenhuma novidade para a Blackfyre, muito pelo contrário, não podia se quer contar quantas vezes havia lido as coisas escritas ali, das formas mais diferentes e inusitadas. O Sangue do Dragão era realmente uma incógnita para muitos, entender o que ele significava era algo que ia muito além de simples estudos e pesquisas, precisava ir além e liberta-se de muitos conceitos racionais, na opinião dela. Havia um misto de magia e banalidade que encantava Visenya, talvez por essa razão ela sempre tenha tido tanto orgulho de sua herança, ainda que ela a unisse aos Targaryen. Mas o que realmente do mito sobre seu sangue era verdade ou apenas uma invenção? Ela poderia apontar uma série de fatos que se contradizem deixando com que a dúvida permaneça no ar. Muito se dizia sobre a imunidade ao fogo, talvez essa fosse a bravata que Visenya mais achasse graça, mesmo sabendo que a usurpadora havia conseguido andar sobre as chamas. Quando estudou um pouco sobre essa história chegou à conclusão que não era somente o sangue dela, com certeza havia algum outro tipo de feitiço ou magia que a permitiu realizar tal feito. Se tal imunidade fosse verdade, seu próprio pai não estaria morto, afinal o homem se atirou em uma pira com o único intuito de dar vida a Caraxes. Diferentemente da usurpadora, seu pai não foi capaz de resistir as chamas que o engoliu aos gritos como contava Pyat Pree. Ainda que não tivesse nenhuma lembrança de Aegon, ainda que nunca tivesse conhecido a cor dos olhos de seu pai, não podia negar a falta que o homem havia feito toda a sua vida, ainda mais por sua mãe nunca permitir que a memória dele morresse.

Visenya escorregou a mão pela testa limpando algumas mínimas gotículas de suor que havia surgido em sua testa naquele instante, foi necessário respirar fundo algumas vezes, não sabia desde quando estava ficando emotiva ou algo assim. Os olhos azuis da mulher pairaram novamente sobre as amarelas páginas, na exata página que o mesmo narrava a possível imunidade a doenças que o sangue do Dragão concederia, muito já havia sido dito sobre isso, já havia lido sobre vários Targaryen que havia sucumbindo a doenças, ela mesma quando criança já havia sucumbido a enfermidades que a deixaram de cama por dias quando criança. Tinha certeza que era apenas mais uma dessas histórias que se contava para crianças dormirem. Mas se o sangue de Valíria que carregava em suas veias parecia tão normal, o que o fazia especial? O que o tornava único? Ainda que muitos negassem ela acreditava que de algum modo seu sangue era ligado aos dragões e era isso que permitia que eles domassem os dragões, Visenya tinha conhecimento que seu sangue já havia muito se diluído através do tempo, mas a aquela mecha branca estava lá e a lembrava todos os dias que no momento certo ela conseguiria montar Caraxes. Ela sentia que aquele elo, o vínculo existia entre os dois, por mais que ele estivesse rebelde, por mais que Caraxes parecesse selvagem, ela sabia que magicamente algo os unia de uma forma tão forte que em algum momento nem ela e nem ele, poderiam fugir dessa união. Havia algo de mágico no sangue do povo de Valíria, em eras passadas foram feiticeiros primorosos capazes de criar maravilhas que todo o mundo ainda se curvava. Ignorar a magia do sangue do dragão era um ato leviano, as premonições através de sonhos eram algo inquestionável, Daenys, a Sonhadora era a maior prova disso, anos antes conseguiu prever a destruição de Valíria e assim salvar a Casa Targaryen. Não havia uma forma racional de explicar isso, pelo simples fato de que tudo isso se tratava de magia. Mentalmente Visenya praguejou por ter seu sangue tão diluído através dos tempos, queria poder sonhar com o futuro, mas será que o futuro que se apresentaria diante de seus olhos seria o que ela desejava ver? A Blackfyre se viu dispersa mais uma vez em seus próprios pensamentos e jogou os papeis sobre a mesa, precisava respirar, em algum momento o quarto havia se tornado muito sufocante para ela, ou talvez fosse o gosto amargo da frustração.

Visenya levantou-se da cadeira de repente, seus pensamentos estavam dispersos e ficar divagando sobre seu sangue naquele momento não estava ajudando a acalmar-se, na verdade a deixava um pouco mais inquieta. Por um momento pesou em se desfazer das roupas pesadas do treino de mais cedo, mas logo desistiu, ainda portando sua espada e seu chicote, a princesa deixou seus aposentos tomando a direção dos negros corredores da morada dos Blackfyre. Apenas as tochas fixadas estrategicamente nas paredes iluminavam seu caminho, alguns poucos guardas passaram por ela, mas nenhum indignou-se a encara-la. Mas quem o faria? Ainda mais com um semblante carrancudo e fechado, deixando explicita sua irritação com a situação. Pensou em procurar Maegor para uma conversa, mas seu gêmeo deveria estar ocupado, além de cuidar dos números da família, o mercenário deveria estar o treinando a àquela hora, a senhora sua mãe também não lhe parecia uma boa opção. Maelys sempre duvidará da perspicácia da filha, mas ela não sabia dos verdadeiros anseios e desejos de Visenya, que provavelmente seriam bem maiores que os dela.

Não guiou seus passos, deixou que eles a guiassem, um costume bobo que tinha desde quando era criança, muitas vezes seus pés a guiavam até onde Caraxes estava, mas aqueles eram outros tempos. Tempos esses que o dragão era bem mais dócil e amigável com os gêmeos, um tempo que ela sentia saudade, por mais que negasse. A brisa da noite fez alguns fios displicentes do seu cabelo bailarem no ar, mas aquilo não a incomodava, respirou fundo sentindo os aromas da noite que só havia em Pentos e pensava como sentiria saudade daquilo quando fosse para terrar distantes. Já havia alcançado o pátio externo que estava vazio, caminhava em direção a fonte sem desviar o olhar da mesma, seus pensamentos estavam em desordem, ela estava em desordem e podia sentir isso cada vez mais forte dentro de si, algo que fazia com que ela perdesse as rédeas sobre si, tornando-a tão selvagem quanto o dragão que pretendia montar um dia. Todavia, ela sabia que isso era inadequado, alimentar sentimentos era algo que ela não podia se dar ao luxo de fazer, essa regra era quebrada apenas quando se tratava de Maegor e somente ele era capaz de cultivar o amor da morena, mas talvez os tempos estivessem mudando.

Por algum tempo, seu olhar se perdeu estava vazio e frio como costumava a ser, essa era a Visenya que sempre precisava ser. Ela respirou fundo mais uma vez e sentiu enquanto seus pulmões se enchiam de ar totalmente, sua mente se tornou vazia e então pela primeira vez naquela noite ela encontrou o que tanto procurava. Paz. Um calafrio, porém, percorreu a espinha dorsal da mulher ao mesmo tempo que percebeu o aproximar do homem tarde demais, teve apenas um lampejo de visão e tudo que o que pôde fazer foi confiar em seus reflexos, ou seu pescoço estaria longe do pescoço em uma fração insignificante de tempo. Seu pé direito moveu-se para trás e seu corpo inclinou-se para trás o suficiente para ver a fina linha da lâmina do machado passar diante de seus olhos, o pé esquerdo também recuou à medida que seu corpo voltava a procurar por equilíbrio. Seu olhar cruzou-se com o do agressor por alguns instantes, ela conseguiu com nitidez, ver no fundo de sua alma que o desejo dele era matá-la ali mesmo.  Mas ela era Visenya Blackfyre, Princesa de Pentos e não morreria sem lutar.

Seu olhar acompanhou o girar da arma nas mãos do assassino, mas desta vez estava preparada e quando a arma veio de encontro ao seu pescoço a mulher abaixou o tronco esquivando-se em um movimento rápido, fluído e perfeito. Seu tutor era o melhor mercenário de Essos e nunca poupou esforços para ensina-la a arte do combate. Quando seu tronco voltou a se erguer sua perna direita fingiu um chute na altura do joelho do inimigo, mas quando ela percebeu que ele estava pronto para se defender a perna esquerda copiou o movimento e o golpeou na perna esquerda em cheio no joelho. Ela percebeu o homem perder o equilíbrio, porém não foi o suficiente para derruba-lo, mas foi o suficiente para que ela tomasse uma distância maior e pegasse o extenso chicote negro que estava em sua cintura. Ela o balançou de forma mais lenta e depois com um movimento firme o mesmo estalou no ar, por sorte ainda tinha a espada presa a cintura também: — Se pretende me matar, vai precisar de muito mais do que isso. — A princesa sorriu o encarando em seus olhos e já pronta para revidar qualquer ataque. Ela não se preocupou em gritar ou chamar por alguém, queria ver se era capaz de proteger a própria vida.

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Re: [RP Fechada] Before The Devil Knows

Mensagem por R'hllor em Sex Jul 15, 2016 3:07 am

Avaliação de treino de habilidade

Visenya Blackfire

   
Narrativa incrivelmente aprofundada e bem descrita, intercalando com pensamentos da personagem na medida certa de forma que o texto continuasse interessante sem se tornar entediante. Parabéns!

   
Critérios de avaliação
   

   + Conteúdo e Coerência (40/40)
   + Estrutura e Coesão (30/30)
   + Enredo e Criatividade (20/20)
   + Ortografia e Organização (10/10)

   
Total (100/100)
   


   + 22% de experiência pelo atributo de inteligência com 8 pontos
   - 35% de experiência por ter a habilidade no nível 6

   
Recompensas
   
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