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[RP Fechada - Flashback] Your Heart's Desire.

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YOUR HEART'S DESIRE
A RP irá começar com um post de Cyrenna Arryn. Esta é uma RP fechada entre Lady Cyrenna Arryn e Zakintia de Asshai, Mestra dos Sussurros. A interação se passa em um jardim aparentemente vazio da Fortaleza Vermelha, logo após o ataque de dragão no Torneio do Rei. Ciente de sussurros que podem interessar à Senhora do Vale, Zakintia vai até a mulher e seu pequeno grupo de damas de companhia, durante uma manhã de clima ameno.


Zakintia Tyrell
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Red Spider
Cyrenna Arryn não era famosa por seu bom humor matutino, e estar presa a Porto Real não melhorava a situação. Enquanto o marido conquistava a glória na competição de arco e flecha, a Lady procurava as mais diversas maneiras de suportar a estadia. Sorrir para a família real era como veneno, matando uma parte de seu corpo por vez. Ficaria confinada em seu quarto sem qualquer reclamação, não fosse pelo bom senso e pela agitação causada pelo ataque do dragão. Os arredores ainda fediam a carne carbonizada, e Cyrenna era capaz de jurar que ainda soltava fumaça.

Aquela havia sido uma derrota enorme para a casa Targaryen, que viu uma de suas bestas sucumbir de forma medonha. A Lannister-Arryn facilmente se alegraria com o acontecido, se não representasse um risco à sua própria integridade. Agradeceu ao destino por ter decidido manter a filha no Vale, longe do perigo, do fogo e do sangue. Cyrenna não concebia um mundo sem a pequena Aliah. Não seria capaz de suportar que a menina fosse tocada.

Com os pensamentos direcionados a filha, a Lady deslizava, em uma manhã estranhamente quieta na Fortaleza, em um passeio monótono com suas damas de companhia. As moças eram em sua maioria do Vale, e mesmo as que vinham do Rochedo, eram tão desagradáveis quanto as primeiras. Estavam ali por formalidade, enquanto um cavaleiro do Vale, sempre atento, se mantinha afastado. Proteção era tudo para Damon, e Cyrenna se habituara a isso.

A Lady se concentrava no barulho produzido por seus pés contra a pedra, alheia aos cochichos das jovens, que se limitavam ao receio de um novo ataque. Com que surpresa os olhos de Cyrenna alcançaram a figura morena entre os arbustos. A mulher parecia entretida com as flores, mas bastou um suspiro de Cyrenna para que seus olhos se voltassem pra ela. A Mestre dos Sussurros trajava vermelho, assim como nos outros momentos que haviam compartilhado. Não haviam sido devidamente apresentadas, e a Lady Arryn não poderia dizer que não se importava.

Estava curiosa, como tantos outros no mundo, sobre a estrangeira que alcançara tão alto posto. Assim, não pensou duas vezes ao ver a expressão amigável e até convidativa de Zakintia de Asshai. Seguiu com paciência na direção da mulher, questionando o passo assim que o deu, considerando tudo que ouvira sobre ela através de seu irmão mais novo, Jensen. Mesmo que aquela situação acabasse por se mostrar um truque de Zakintia, Cyrenna concluiu que valia a pena.

Suas damas a seguiram, prestativas. Cyrenna ajeitou as mangas do rico vestido dourado que usava, munida da doçura que sempre usava quando queria convencer Damon de alguma coisa, e se colocou a poucos metros de Zakintia. Sorriu amavelmente enquanto avaliava a figura, entortando os lábios de forma característica, um costume herdado do pai. – A Aranha Vermelha. - Disse e fez uma pausa. -Justamente quem eu ansiava por conhecer. – Concluiu, unindo as duas mãos frente ao corpo.

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Your Heart’s Desire.


As lembranças da carnificina e do medo ainda eram frescas em minha memória. Como um estigma sem fim que assolava a cidade com morte e destruição, mais uma vez o Septo de Baelor ardia em meio às ruínas. Já era a segunda vez em um mesmo século. Talvez fosse tempo dos westerosis ouvirem o que R’hllor lhes dizia. Os Sete eram nada mais que aspectos do Senhor da Luz, uma forma errônea de reconhecer a verdadeira luz. Vazias eram as orações de seus septões, que agora ardiam no mundo do além, para serem novamente soprados no mundo dos vivos, pelo pai da Vida e da Morte. Não havia, contudo, morte mais pura do que a que vem pelo fogo. Ainda que de forma brutal, a fera selvagem que devorara Viserion expurgara os falsos deuses dos Sete Reinos. O arder dos ídolos caídos eram uma oferenda, e um sinal. O inverno estava chegando. Deslizando minhas mãos por entre os cabelos, senti o perfume que subia dos óleos aromáticos inundar a minha percepção. Fazia poucas semanas desde minha nomeação para o Pequeno Conselho, mas já se tornava uma tarefa árdua conciliar os interesses Tyrell com as políticas de Westeros. Sabia que Lannisters haviam conspirado pelo envenenamento da princesa Leana, com a ajuda do Templo de Volantis, que me desejava numa posição de poder. Comandos vindos de Pedra do Dragão incitavam o povo ao desagrado, diante de um rei incapaz e pouco amado. Minando o poder do irmão com estratagemas secretos, Serra Targaryen plantava as sementes da discórdia e da insegurança num solo fértil de desastres e pavor.

- Uma pena, minha senhora. – Luceon Waters, chefe dos espiões da coroa, caminhou lentamente até estar sob a luz de minhas velas. Ele costumava utilizar a passagem secreta sob meus aposentos com frequência, desde que eu lhe dera autorização para vir até mim sem deixar vestígios. – Vossas suspeitas se confirmaram. Há um pequeno inconveniente para o reino, que se aproxima a passos largos. Como m’lady previu, nas chamas.

- Faço apenas como ordena o Senhor da Luz, meu caro. São suas habilidades que confirmam os fatos, não minhas visões. – Suspirei brevemente, um tanto tensa. Voltei o olhar para meu servo, pronta para lidar com a questão. – A rainha Megga não imagina que seus dias de reinado estão próximos do fim. Será a última gota de loucura no cálice de Sua Graça, suponho. Exatamente o que desejam os inimigos da coroa.

- Devemos avisar a rainha? Impedir o estratagema? – Luceon parecia legitimamente curioso.

- Impedir? Não. Devemos transitar entre as marés, aproveitando esta oportunidade que se apresenta. Vi o veado e a rosa erguerem-se, enquanto dragões duelavam nos céus. Leões rugiram em suas montanhas, enquanto lobos uivavam em suas cavernas gélidas. Até que uma fera voou sobre as outras, forjando a paz com seu hálito de fogo. Sobre os cadáveres, um jardim floriu mais uma vez. Os Sete reinos precisam de uma nova poda. É necessária uma mudança no comando das Grandes Casas, ou será o nosso fim. Traições e rebeliões estão por vir, como o preço da guerra. Mas o preço por não lutar será muito maior, eu garanto. – Levantei de minha cadeira, apanhando meu manto sobre a cama. O prendi sobre o ombro, com o capuz vermelho cobrindo meu rosto. O pingente de rubis em formato de Aranha mantinha o tecido unido, de modo ameaçador e delicado. – A verdadeira guerra se aproxima, Luceon. O inverno está chegado. E a noite é escura, e cheia de terrores.

- O reino sangrará minha senhora. – Ele lembrou-me, hesitante.

- Sangrará. Mas não morrerá, não se eu puder evitar. A última batalha a ser travada é contra a Morte que espreita Além da Muralha, meu querido. A morte de alguns Lords e Ladys em seus castelos, bem como de alguns camponeses em suas colheitas, é um preço pequeno a se pagar pelo futuro. Ou pela vitória. – Pousei a mão sobre a maçaneta da porta de madeira, olhando por cima do ombro para meu braço direito. – Sua lealdade é para com o reino, não para com o rei. Daemon IV Targaryen nos levará à ruína. É o momento para um novo soberano.

- Baratheons e Tyrell nada poderão contra o fogo dos dragões, Lady Zakintia. Você os mandará para a morte. O que não é nenhum infortúnio. Isto é, se for este o seu plano. – Luceon sorriu, curvando-se numa reverência. – Será como ordena, minha senhora. Nenhum sussurro de alerta chegará aos ouvidos da rainha.

- Ótimo, Luceon. Mas está enganado. Não são rosas, nem veados que destronarão o rei decadente. – Com um sorriso, olhei para o corredor que aguardava-me, abrindo o portal para meu dormitório. – Onde ela está?

- Nos Jardins com algumas criadas e damas de companhia, senhora. Lady Arryn não parece agradar-se da Capital. Se me der licença, investigarei aquela outra tarefa que me cedeu. – Assenti, ouvindo-o sumir entre a passagem secreta de meu vestiário, enquanto caminhava na direção dos jardins da Fortaleza Vermelha.

Fazia algum tempo que eu desejava encontrar-me com a esposa da Mão do Rei. Damon Arryn parecia ser um homem honrado e imune às minhas investidas. Não poderia dizer o mesmo de sua esposa, se o charme de Jensen Lannister se aplicava a ela. Leões do Rochedo são um tipo diferente de animal. Eles eram orgulhosos, e gostavam de ser bajulados, ainda que saibam facilmente reconhecer uma falsa cortesia. Isto não os abala. Uma Casa que carrega o estigma de Cersei Lannister, a Rainha Louca, certamente aprendeu a ignorar o desagrado dos demais. Ainda que sejam ricos, permanecem odiados e temidos na mesma medida. Mas não por mim. Rains of Castamere fora a canção com a qual eu vencera o torneio de bardos. Riqueza e fama haviam acompanhado o feito, mas também a afeição de Jensen. Uma espécie de respeito mútuo, embora eu servisse a outro Lord. Agora, era a vez de conhecer a irmã. Cyrenna Arryn era uma peça importante no jogo dos tronos. Principalmente tendo em vista as recentes articulações de sua família, para abalar as estruturas do Trono de Ferro. Falsamente distraída, observei as flores de um arbusto mais próximo, sentindo o aroma de rosas vermelhas. Nem de perto eram tão belas quanto as rosas douradas de Jardim de Cima, que demoravam muito mais para murchar e morrer. Sentindo a aproximação da Senhora do Vale, ergui a cabeça em sua direção, fingindo surpresa. Sorrindo, caminhei com ar solene em sua direção, fazendo uma breve reverência ante sua presença.

- A senhora me honra com seu anseio, Lady Arryn. Zakintia de Asshai, a seu serviço. Vossa presença enobrece os jardins da Fortaleza Vermelha nesta manhã. – Sorri, numa falsa modéstia que mascarava meu agrado pela atenção da mulher. Era bom ser reconhecida. Sinal que alguém sabia do que minhas habilidades eram capazes. – Se me permite dizer, tive a honra de conhecer vosso irmão no acampamento Tyrell, antes do Torneio do Rei. De modo que é um prazer legítimo, conhecê-la. Eu só desejava que este encontro se desse em circunstâncias mais agradáveis. É uma verdadeira tragédia, o que houve no fim do evento. – Lamentei-me, caminhando ao lado de Cyrenna enquanto continuávamos a apreciar o jardim. – O Pequeno Conselho mal pode lidar com a quantidade de problemas que surgiram a partir do ocorrido. Creio que vosso marido, Lord Arryn, mencionou o quão difíceis têm sido as últimas reuniões.

Aproximamo-nos de um dos pátios comuns, a céu aberto. Jardineiros aparavam e lavavam arbustos e esculturas vivas, enquanto fingindo não prestar atenção à nossa conversa, a mando deste ou daquele Senhor. Ao menos, não havia nada sendo dito que não pudesse ser ouvido. Eu jamais diria uma palavra que não pudesse ser repetida na frente do próprio rei, se assim me fosse solicitado. Não ali, com tantos olhos e ouvidos à espreita. Ainda assim, uma leoa e uma aranha caminhavam juntas. Apenas este fato poderia ser considerado um ato de guerra, caso as palavras erradas fossem ouvidas. Mas eu tinha fé na mente rápida da descendente de Lan, o Esperto. Nem todos eram inteligentes, mas nenhum era tremendamente estúpido. Certamente Lady Arryn escutaria, e entenderia minhas palavras. Afinal, ela se anunciara. Então devia ter algum interesse naquele encontro. E se aquele encontro fosse uma cilada sua, pelo menos ninguém poderia me acusar de não tê-la alertado do perigo futuro.

- Por favor, m’lady, acompanhe-me no desjejum. Vejo que não fará mal algum comermos ao ar livre, nesta manhã de tão agradável clima. – Olhei para uma das copeiras que aguardavam ao lado da mesa sob o arco de trepadeiras de um dos pátios externos. – Por favor, peça que tragam o meu desjejum e o de Lady Arryn aqui fora, sim? Talvez um jarro de vinho, se não for incômodo. – Sentei-me, olhando convidativa para a Lady do Vale e suas acompanhantes. – Me daria a honra, senhora?

Meus olhos faiscaram enquanto o convite deixava os meus lábios. Ainda não sabia exatamente o que ler desta mulher, além da beleza clássica Lannister e dos olhos tão semelhantes aos de seu irmão. Jensen Lannister fora meu por uma noite, mas ainda permaneceria em meus pensamentos durante muito mais tempo. Era fácil recordar de seus traços. Imaginei se sua irmã seria tão absurdamente cheia de si, como ele. Ou o tempo no Ninho da Águia a teria tornado mais Arryn que Lannister? Não. As cartas de Aileen Arryn não eram mentira. Ela odiava a irmã por casamento, a pobre passarinha. E esta mulher não parecia menos impressionante do que sugeriam tais cartas. Era fácil entender, agora, porque Damon Arryn fazia todas as vontades de sua esposa. Admito que era animador, finalmente conhecer uma semelhante. Alguém com quem jogar o jogo dos tronos não seria monótono, mas emocionante...

Habilidade Treinada:
Arte da Guerra







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Avaliação de treino de habilidade

Zakinta de Asshai

Não tenho o que dizer, seu treino está muito bem executado. Bem descrito, e até mesmo, criativo. Só confundiu-se, na habilidade. Seu treino, trabalha mais a política, por debater questões abrangendo um reino todo, como guiará seus rumos. Para não lhe zerar, eu colocarei os pontos que seriam em 'Arte de Guerra', para política.


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 34% de experiência pelo atributo de inteligência com 11 pontos
+ 10% de experiência por ter a habilidade no nível 0

Recompensas
+ 144 pontos de experiência em Política









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RED SPIDER
A estrangeira não poupava amabilidades. Sua reação era quase perfeita e deixava no ar uma dúvida que irritava a Lady do Vale: estava sendo verdadeira ou não? Era difícil dizer. Cyrenna sorriu internamente ao ouvir a segunda frase da mulher. Ainda era cedo demais para garantir, mas Cyrenna sabia que aquele encontro não seria decepcionante. – É muito gentil, Mestre dos Sussurros. Me põe a perigo de sucumbir a vaidade e acreditar que faço o que diz. – Responde Cyrenna, que sem formalidades, se viu tomando novamente seu caminho, andando devagar, mas agora acompanhada por uma das mulheres mais intrigantes de toda Westeros.

Cyrenna era cuidadosa. Gostava de imaginar que havia herdado tal característica do Duende Lannister, que mesmo traidor não poderia ser considerado um tolo. As palavras de Zakintia eram uma carícia ao seu ego, e justamente por isso a Lady se colocava em alerta. Viveria mil vidas antes de se deixar levar, mas era bom que a sua acompanhante pensasse o contrário. – Sim. Damon tem dito uma frase ou outra. Têm estado preocupado com o rei. Como deve ter notado, meu marido é um homem de grande coração. – Diz, erguendo o rosto ligeiramente, para que o mesmo fosse tomado pelo sol.

Um breve silêncio se seguiu, e nele Cyrenna fez as mais absurdas conjecturas. Confiar em Zakintia seria loucura. Mesmo que possuísse a estima de Jensen, seu irmão, tal passo poderia ser irreversível. Mas ao mesmo tempo, depois de tantos anos isolada no Ninho de Arryn, Cyrenna estava ávida pelas palavras que só alguém como Zakintia poderia lhe dar. Não era uma mulher crente, e pouco se afetavam as histórias sobre o Deus Vermelho, mas fosse por magia ou influência, a morena ao seu lado era um trunfo sem precedentes.

– Minha cara, já estava pensando que nosso encontro havia sido apenas uma coincidência. – Disse a Lady, com um sorriso discreto que não lhe tocou os olhos. Ouvi atentamente as ordens que Zakintia dava aos criados. Se permitiu encarar a mulher por alguns segundos antes de responder. – A honra será minha. Estive indisposta durante a madrugada e agora estou faminta. – Mentiu, acompanhando aquela que acabara por se tornar sua anfitriã.

– Saiam. – Disse, voltando-se para as insuportáveis damas que a seguiam. – Mas...minha senhora. – Começou uma delas, a quem Cyrenna calou com um sutil gesto de mão. – Agora. – Concluiu. Após uma longa reverência, as jovens tomaram o caminho de volta, sumindo de vista. Só quando as barras de seus vestidos sumiram de vista foi que Cyrenna tornou a falar. – Filhas de vassalos de Damon. Acreditam que a capital lhes trará o casamento ideal. Pobrezinhas. Conforto é saber que não são as únicas a quem a King’s Landing engana. – Disse, acomodando-se na cadeira que um servo lhe puxara.

– Fique tempo o bastante entre neblina e rocha, e qualquer sinal de calor e agitação se tornará um lindo prêmio. – Disse, mais para si mesma que para Zakintia. – Sua aparência e porte não me desapontam, Lady Zakintia. Jensen a descreveu fielmente. – Comenta, lembrando-se dos relatos impróprios que o irmão havia feito a ela, sobre a noite tórrida compartilhada com a Mulher Vermelha. – Também ouvi seu nome nos ventos da Campina. Um casamento vindouro. Permita-me oferecer meus sinceros votos de felicidade. – Disse Cyrenna, enquanto a mesa era posto cuidadosamente, com os mais refinados pratos e o vinho pedido. Um sorriso se formou no rosto de Cyrenna ao ver que o criado servira apenas uma taça, guiando-a em sua direção, para então deixa-las sozinhas.

Cyrenna a tomou entre os dedos sem mostrar grande desconfiança e, com cuidado, a pousou na mesa que a separava de sua anfitriã. Sem que uma gota fosse derramada, empurrou a taça até Zakintia. Os olhos de Cyrenna permaneciam tranquilos, enquanto o gesto dizia o suficiente. – Saúde? – Disse, em tom amável, esperando que a mulher desse o primeiro gole.
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- Aos Tyrell, então. - Recebi o cálice com um sorriso afetuoso, bebendo um farto gole ao fingir que não notara a desconfiança de Cyrenna. Ela não era tola, e nem eu esperava que fosse. Conhecera bem os Lannisters em meu tempo na terras dos lords e damas, e eles eram alguns dos mais fascinantes estrategistas. Nem um pouco ingênuos e ditosos como os Tyrell, que haviam perdido parte de sua astúcia após os severos golpes sofridos nas últimas décadas. Os leões do Rochedo continuavam sedentos, enquanto a Campina se tornara conformada com a própria prosperidade. - E aos Arryn. Ou deveria brindar aos Lannister? A dinâmica das Grandes e Pequenas Casas ainda me é estranha, admito. Mas creio que laços de sangue são impossíveis de se apagar. Creio que eu mesma teria certa dificuldade, se os tivesse. A lealdade é um artigo excessivamente descartado, quando a família que nos criou entra em campo. O que faríamos pelos nossos filhos? Pelo marido? Enfrentaríamos o próprio lar por aquele que se tornou caro ao coração? - Meu discurso era quase dolorido, uma verdadeira epopeia aos corações feridos. Mas Aileen Arryn já me contara tudo sobre Cyrenna, e eu não estava diante de nenhuma donzela indefesa, ou esposa devotada. Mesmo que ela amasse Damon Arryn, ainda era uma leoa carmesim e dourada.

   Eu não faria rodeios por muito mais tempo. Mas uma Aranha precisava ser paciente. Mais do que capturar a sua presa, se faz necessário a habilidade para fazer com que ela queira ser capturada. Nunca subestimaria uma Lannister, não sem conhecer seus verdadeiros motivos. Se eu não me tornara desinteressante e ainda não fora descartada, então ela desajava algo que apenas eu poderia oferecer. Magia, visões, informação, segredos... A lista era extensa, mas não infinita. E eu não seria tola o bastante para me expor, se não tivesse garantias de que aquele jogo teria um fim favorável a mim e aos meus objetivos, fosse lá qual decisão a Lady do Ninho da Águia decidisse tomar. Mas falar com pessoas de tal estirpe já não me intimidava mais. Eu aprendera a saber bem o que esperar dos westerosi. Especialmente daqueles com o poder nas mãos. Por exemplo, a tentativa óbvia de tentar intimidar-me ao mencionar um casamento do qual apenas poucos deveriam saber. Contudo, seu marido era a Mão do Rei. E Damon Arryn estivera presente na Sala do Trono quando eu pedira permissão para viajar novamente até à Campina, para aceitar a proposta do Guardião do Sul. Pedido que o rei Daemon IV acatara com ressalvas, pois desejava-me por perto para solucionar a crise do Torneio. Se ele ao menos soubesse com o que realmente teria de lidar...

- M'lady, nosso encontro não foi obra do acaso, de fato. Posso estar pondo em risco nossas cabeças por mencionar o assunto, mas sei que não há ninguém com poder o bastante para que possa nos prejudicar, à escuta. Portanto, encerrarei com as minúcias prolixas de meu discurso, e serei direta. Agora que suas pequenas águias voaram para longe, creio que não exista necessidade de polir aquilo que eu desejo realmente compartilhar com a senhora. Vosso irmão não é o único a quem conheço. Lord Richard Lannister é um amigo, e aliado. E é em nome dele que vim procurá-la. - A informação certamente seria um choque. Cyrenna não tinha como saber que meu envolvimento com sua família havia ido tão longe. Mas a Aranha Vermelha rastejara e tecera suas teias não apenas no Sul, mas no Oeste. - Venho com um aviso, e com um voto de confiança. Vejo o filho que seu ventre gerará em breve, e vejo também o fim de sua criança ainda por nascer, antes que o fogo de R'hllor atrele uma alma ao pequeno corpo. Vi Damon Arryn gritando de terror, enquanto seus olhos derretiam nas órbitas. Enquanto Porto Real inteira queimava em guerra, e você entre os mortos.

   Naquele ponto, tomei as mãos de Cyrenna nas minhas e a fitei com intensidade, despida de diplomacia ou atuação. Eu não estava mais mentindo. Caso os Arryn se interpusessem perante a maré que se ergueria, nada restaria naquela Capital sangrenta. Ali, onde tantos já haviam sido destruídos pelo peso dos séculos, uma nova massa de sangue pintaria a Fortaleza Vermelha. Arfando, permiti que o calor ardente em meu peito caminhasse em minhas veias, transmitindo para ela o clamor em minhas palavras. Embora eu não pudesse ser realmente clara, sabia que ela compreenderia o que eu queria dizer.

- Logo, o veado e a rosa se erguerão contra o trono. Eu já terei partido, então, e estarei longe do alcance da destruição que virá a seguir. Não é o que desejo, mas sou sua mensageira. Baratheon e Tyrell são a cortina de fumaça, o incêndio no celeiro. A flecha na escuridão virá de outro lugar, e quando chegar, não haverá guerra, mas um massacre. Vosso pai não a quer no fogo cruzado. Ele pede que oriente o seu marido, o manipule se preciso, mas mantenha-se a salvo. Retorne para casa, peça ao Senhor Mão que abaixe a espada dos seus exércitos. Quando o dragão negro levantar voo e sob suas asas rugir o leão, não permita que sua nova Casa esteja no caminho. Haverá Fogo e Sangue, e vocês irão perder. - Recostei-me, curvando a cabeça em reverência, com um pesar inenarrável. Reviver minhas visões era difícil, e o máximo que eu poderia fazer para impedir que Cyrenna e Damon fossem aniquilados pelos dragões de Serra Targaryen, a única a quem eu servia realmente, em nome do Templo de Volantis. - Que uma nova amizade nasça esta tarde, m'lady. Certamente encontraremos uma forma de contornar a tempestade que se aproxima. Afinal, juntos reunimos o poderio indireto de cinco Grandes Casas. Todas unidas por minhas teias e pelas mãos de ferro de Lord Richard. Não se preocupe, se a gravidez vier à termo, prevejo uma longa vida para o seu bebê e para a doce Aliah.

  Bebi o vinho novamente, encerrando a taça e sentindo o líquido aquecer meu peito. Às vezes era confortante ingerir os alimentos naturais, ao invés de sustentar-me pelo calor do meu rubi. Era inebriante a vida entre os nobres, ainda que exercer o poder fosse particularmente doloroso. Havia ainda certa tristeza em meu semblante, principalmente porque eu nunca imaginei que chegaria tão longe, ou faria tanto, quando aportei em Vilavelha, trazendo o filho de Lord Aspen para casa. Desde então, Kamaris e Serra Targaryen haviam conspirado para me pôr no Pequeno Conselho de Daemon, plantando sementes de guerra e discórdia. Eu havia reformulado a fé da Campina, e despertado a fúria e ódio de vassalos do meu futuro marido, homens capazes de destruir o próprio lar pela oportunidade de aumentar seu poder. Nunca fora este meu objetivo, quando finalmente ganhei meu rubi e tornei-me uma sacerdotisa. O que me era imposto no entanto, deveria ser aceito.

- Lamento se não trago as notícias de dias melhores. Mas R'hllor protege àqueles que têm algum papel a desempenhar em seus propósitos. Somos como peças no grande jogo de cyvasse cósmico, minha Senhora. O Grande Outro não descansou desde sua última derrota. Este é um mundo de Gelo e Fogo, e nós humanos, derrotamos o Inverno. Mas nunca poderemos destruí-lo. Ele se ergue novamente, e precisamos de uma líder digna para combatê-lo. A verdadeira filha da Mãe dos Dragões. Baratheon, Stark, Lannister, Arryn, Tyrell, Greyjoy, Tully... Seremos todos barro e vento, nem um pouco acima dos agricultores e crianças pobres que morrem e sofrem com nossos desmandos. - Sorri, muito mais triste e melancólica do que imaginei que ficaria. - Se quer um futuro para o seus filhos, garanta que os Cavaleiros do Vale estejam do lado correto. Não se engane, m'lady. Eu vi o Inverno, e a Rainha Sombria que o conjura. Os Stark estão sempre certos. Ele está vindo...

  Com uma última reverência, ergui-me e pus de volta a cadeira do jardim, afastando-me lentamente enquanto deixava para trás Cyrenna e seus pensamentos. Eu caminhava de forma extremamente lenta, notando o local de verdade, pela primeira vez. Queria dar a ela a oportunidade de indagar ou dizer mais alguma coisa, caso precisasse. Mas era óbvio que o choque diante das muitas revelações que eu lhe fizera preencheria sua mente. Muito poucos sabiam do que eu sabia. E agora, Cyrenna sabia uma parte daquilo tudo. Nunca foi tão vital que a inteligência Lannister se fizesse presente. Se ela fosse volátil e paranóica como a Rainha Louca, então poderia por tudo a perder. E a culpa seria apenas de seu pai, que quisera tanto protegê-la. Por outro lado, se ela seguisse meus conselhos ficaria a salvo. E seu pai teria uma dívida comigo. E a dívida de um Lannister sempre era agradável. Pois nunca ficaria sem pagamento.


Habilidade Treinada:
Política


   





Zakintia Tyrell
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RED SPIDER
Não havia grande emoção no rosto de Cyrenna. Não queria correr o risco de evidenciar ainda mais sua curiosidade. Quando a estrangeira propôs o brinde, sua mente estava repleta de questões sem resposta. Sorriu suavemente ao observar a mulher levar a taça aos lábios. – A lealdade é um artifício, Lady Zakintia. A usamos como bem entendemos e em função de um benefício próprio. De qualquer forma, brindemos ao meu sangue e ao seu. – Concluiu. Incapaz de demonstrar seus verdadeiros pensamentos.

Toda a vida de Cyrenna havia sido construída sob conflitos internos. Enquanto gozava de luxo, braços quentes e poder invejável, sua mente era sua pior inimiga. A princípio odiava Damon. Odiava seu pai pela ideia do casamento, praguejava contra os deuses e contra o Ninho da Águia desde o momento em que acordava até que fosse dormir novamente. Foi a leoa que sua mãe a ensinara a ser por muitos anos, até que a confusão começou. Damon era afetuoso e insistente, sempre pronto para reconsiderar uma decisão que desagradasse a esposa. Sua companhia não era insuportável como a jovem Cyrenna acreditara, o que fez dos seus dias algo muito distante do suplício imaginado.

Aos trinta anos Cyrenna se deu conta do caminho tortuoso que tomara. Amava Damon e a família que construíra com ele. Aquela era uma leoa diferente, e isso a perturbava. As palavras da Mulher Vermelha, naquele jardim tempos depois, pareciam traduzir o que ela sentiu por anos. Seria capaz de levantar-se contra seu lar por Damon? A Lady tinha a resposta, mas temia proferi-la em voz alta. Deixou que a mulher continuasse, e com as palavras seguintes, mesmo que a contragosto, Zakintia capturou toda a atenção de Cyrenna.

Richard era um velho sagaz, escorregando entre aliados que Cyrenna jamais sonhara para ele. A Lady do Vale engoliu em seco e tentou disfarçar a surpresa, sem sucesso. Como brasas, as palavras de Zakintia escorregavam pelos ouvidos da mulher. Em certos momentos, sentia-se sugada de seu próprio corpo, virando telespectadora de um teatro sobre sua vida. – Um filho... – Sussurrou para si mesma, pousando involuntariamente a mão sobre seu ventre. Parte dela vibrou de ódio com a mera possibilidade de sua companheira estar brincando com o maior desejo de seu coração. – Impossível.  Impossível. – Murmurou, incrédula e chocada demais, enquanto a mulher prosseguia.

Como sabido, Cyrenna não era crente, mas sentiu lágrimas lhe queimarem os olhos, tocada pela precisão e terror das palavras da Mestre dos Sussurros. Uma frase mal educada lhe veio a garganta, mas foi sufocada pelo movimento de sua acompanhante. Deixou que Zakintia tomasse suas mãos, procurando no rosto da estrangeira algo que a denunciasse, que provasse que tudo aquilo era um blefe. Não encontrou nada. Nada além de aparente sinceridade e preocupação, aliadas a notícia de uma possível traição. Veados, leões e rosas se ergueriam contra o trono. Cyrenna não precisava ser uma bruxa para prever o fim, a perda e o sofrimento. Mas também via glória, e sabia que isso movia seu querido pai. Glória e poder. Richard poderia ser acusado das mais bárbaras manobras, porém, amava a família. Sua forma de demonstrar isso estava diante dos olhos de Cyrenna, na oportunidade que o pai lhe dava de se colocar em segurança. Ainda assim havia Damon. Não sabia como garantir sua sobrevivência, e admitiu internamente e com pesar que talvez aquilo não dependesse só dela e de sua manipulação.

Sentiu o peito se apertar de angústia mas não desviou os olhos dos da estrangeira. Gravava cada palavra dela, como se para analisa-las com paciência mais tarde. Pouco importava quem as rodeava. Que morressem todos os ouvidos que as cercavam. Cyrenna não ligava. Fogo e Sangue. Essa era sua preocupação agora.

Com espanto, Cyrenna percebeu que o rei se mantinha ocupado com inimigos pequenos, cego diante de Serra Targaryen. Nada poderia satisfazer e assombrar Cyrenna como aquilo. Os dragões duelariam outra vez, e ela só tinha certeza de uma coisa, quando a fumaça baixasse, ela e sua prole viveriam, não importando mais o que isso lhe custaria. Franziu o cenho e acenou afirmativamente para Zakintia, tentando entender a tristeza que a mulher parecia carregar. – Isso muda tudo. Tudo. – Disse, vendo sua companheira se levantar graciosamente.

Não tinha certeza sobre a amizade, mas sentia-se grata. Desviou os olhos em outra direção, temendo que alguma lágrima rolasse. Não queria que Zakintia ou qualquer outro a visse chorar. Limpou o choro intrometido com as costas da mão e fitou o vazio, antes de dizer alto o suficiente para que a Mestre dos Sussurros pudesse ouvir. – Espere. – Virou-se e ficou de pé, dando poucos passos na direção da mulher, querendo ter certeza de que tudo aquilo não havia sido um sonho, uma ilusão causada pelo cansaço. Fez uma pausa antes de voltar a falar. – Diga a meu pai...que eu brindei aos Lannister. E que assim farei pelo resto dos meus dias. – Disse, aproximando-se um passo a mais. – Quando a hora chegar, não poderei garantir que o voo da águia estará contido, mas tem meu voto de que farei o possível. O destino...é caprichoso, e sei que ele não me chamou ao jogo a troco de nada. – Disse, e tornou a se afastar, dessa vez decidida a procurar um lugar onde pudesse refletir.

– Como disse antes, foi uma honra encontrá-la, Milady. Terá notícias minhas em breve. – Terminou. Seguiu com passos tranquilos em uma direção avulsa, querendo fugir de suas damas de companhia, pois não podia fugir da decisão a ser tomada. – Perdoe-me, Damon. – Murmurou, quando já estava distante o suficiente para que o vento encobrisse seu lamento. O inverno chegaria. A quietude e a certeza do Ninho não a salvariam da guerra. Se as palavras de Zakintia fossem verdadeiras, muito em breve o mundo de Cyrenna seria alterado drasticamente. A Lady fechou os olhos e viu mais uma vez o fim, o fogo e a perda. Ela estaria preparada. Ela estaria forte. Não haveria arrependimento daquele momento em diante. A sobrevivência seria mais importante que qualquer misericórdia. A leoa do Rochedo teria de voltar a ser a mesma, mesmo que ainda não soubesse direito como conseguir isso. Olhou uma vez para trás, esperando ver Zakintia parada ao longe, mas a mulher já havia sumido. Como fumaça. A Lady tomou seu caminho, planejando seu próximo rugido, enquanto sussurrava insistentemente. “Perdoe-me...Damon...Perdoe-me.”

HABILIDADE TREINADA:
Política
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Avaliação de treino de habilidade

Cyrenna Arryn

Um ótimo post, de um tema interessante. Praticamente sem erros, porém, achei que o conteúdo não foi muito adequado para um treino desta habilidade.


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (34/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (94/100)


+ 30% de experiência pelo atributo de inteligência com 10 pontos
+ 10% de experiência por ter a habilidade no nível 3

Recompensas
+ 132 pontos de experiência em política




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Avaliação de treino de habilidade

Zakintia de Asshai

Outro treino maravilhoso. Seus textos são sempre muito coesos e interessantes, trazendo uma vontade grande de se ler. Apesar de serem posts grandes, nunca são chatos. Você é muito talentosa para colocar sua trama em textos e fazer os seus treinos. Parabéns!


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 42% de experiência pelo atributo de inteligência com 13 pontos
+ 0% de experiência por ter a habilidade no nível 1

Recompensas
+ 142 pontos de experiência em Política

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