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[rp fechada] the art of resilience

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[rp fechada] the art of resilience

Mensagem por Ulfric Sparr em Qui Set 08, 2016 4:39 pm

the art of resilience
Esta é uma RP FECHADA ATEMPORAL, que se passará na Grande Wyk e conta com a participação de Ulfric Sparr apenas. É dia, clima quente porém com nuvens e uma fina névoa na ilha.


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Re: [rp fechada] the art of resilience

Mensagem por Ulfric Sparr em Qui Set 08, 2016 4:46 pm

O que está morto não pode morrer
Era manhã em Grande Wyk e Ulfric se encontrava em seus aposentos, sentado em sua escrivaninha analisando alguns pergaminhos. O seu livro de finanças e que corriqueiramente servia como um bloco de anotações ou pensamentos pessoas encontrava-se também em sua mesa e uma pena encharcada de tinta riscava o mesmo produzindo o único som do recinto. Quanto de suprimentos temos nos nossos galpões de estoque? Hmm… Pensou o rapaz, analisando um pergaminho e sua expressão empalideceu. Estamos com bom nível no estoque de provisões, mas precisaremos reduzir a cota de comida para fazê-la render mais. Teremos de solicitar uma parte da frota e enviar para Ponta do Dragão do Mar e Baía dos Homens de Ferro afim de coletar madeira. Atentarei o Lorde Sparr para a fabricação de navios pesqueiros e fornecerei aos plebeus que quiserem trabalhar, e metade do ganho deles no mar serão deles e isto sanará uma boa parte da problemática referente ao estoque de comida. Pensou, anotando no livro tal manobra política. A porta irrompeu, quebrando os pensamentos do conselheiro. Era Galmar, seu tutor. O velho homem se aproximou e leu as anotações do rapaz.

- O que lhe faz pensar que os plebeus das Ilhas de Ferro irão trabalhar por seu sustento no mar, quando é muito mais fácil tomar isso a força. Proferiu o ancião, sentando-se num banco ao lado de seu pupilo.

- Reconheço este detalhe, mas já tenho uma resposta e ela está na própria problemática. Com os suprimentos reduzidos, ficarão famintos e não há nada que um homem faminto não faça para aplacar sua fome. Explicou com um sorriso sombrio na face. Galmar franziu o cenho, analisando a expressão do rapaz.

- Deixaria o povo comum morrer de fome para obrigá-los a trabalhar? Inquiriu Galmar, com um sorriso disfarçado no canto da boca. Um jogo mental entre os dois estava sendo travado.

- Sim, ás vezes nós nobres devemos obrigar os plebeus a serem aquilo que não querem ser, mesmo que isso signifique infelicidade. Melhor infeliz e vivo do que morto de fome. Explicou, voltando a rabiscar seu livro de finanças, calculando a quantidade de suprimentos que a Casa Sparr havia armazenado em seus galpões.

- Muito bem, tem conseguido desenvolver seu lado político com um senso pragmático, embora insensível. Comentou o velho, levantando-se com alguma dificuldade. - Só faria o povo trabalhar por peixe, jovem Ulfric? Inquiriu com seus olhos de raposa.

- Não, precisamos de armas e ferro para reforçar o castelo Sparr e a frota em caso de alguma tragédia ou infortúnio. Mandar uma parcela do povo para as minas de ferro da ilha seria uma manobra proveitosa, assim, evitaríamos ter de pilhar equipamentos alheios no Mar do Poente e isto nos daria um escopo furtivo para agir. Argumentou.

- E o que faria para ocupar essa minas? Questionou o homem.

- Pegaria a corja de Grande Wyk e das outras ilhotas e enviaria para as minas. Poderiam trabalhar em vez de serem afogados ou mandados para a Patrulha da Noite, e teriam como agrado grandes lotes de cerveja para ficarem compassivos e embriagados, mas o suficiente para trabalharem. Explicou, terminando de anotar o balanço de suprimentos que continha nos galpões da familiar Sparr e passando a escrever as manobras político econômicas que descrevera para seu tutor.

- Muito bem, mesmo tendo minhas dúvidas em relação a tais planos, creio que pode dar certo, por um tempo… Ulfric, você precisa melhorar sua capacidade de articulação e persuadir os lordes de Grande Wyk, você mais do que ninguém sabe o quão presos ao passado e ao antigo modo as Ilhas de Ferro estão. Suspirou. O rapaz terminara de fazer suas anotações e começava a guardar os pergaminhos e fechar o livro, levantou-se. - Só vim até ti para avisar-te que o lorde Sparr encontra-se indisposto e pede para que coordene a reunião de hoje, creio que alguns plebeus virão para reportar ou denunciar problemas internos. Proferiu.

- Eu já esperava por isto, e já estava preparado para tal também. Podemos? Finalizou, abrindo a porta de seus aposentos. Estava com seu livro de anotações embaixo do braço e mais alguns pergaminhos também. Galmar assentiu, e os dois sumiram nos corredores do castelo, indo em direção ao salão principal.

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Re: [rp fechada] the art of resilience

Mensagem por Ulfric Sparr em Qui Set 08, 2016 6:28 pm

O que está morto não pode morrer
Ulfric estava sentado na cadeira de Lorde Sparr e seu tutor estava ao seu lado. Alguns soldados estavam dispostos nas laterais do salão e no portão que dava entrada ao mesmoa. As velas estavam apagadas e a luz do sol penetrava pelas janelas iluminando o local bem, embora alguns cantos permanecessem escuros. O livro do conselheiro estava aberto em uma página em branco, uma pena, um tinteiro. Tudo estava pronto. O Sparr acenou com a mão e o portão se abriu, um homem entrou.

- Sente-se. Falou Ulfric. - Me fale seu nome e porque veio até a casa de Lorde Sparr. Finalizou, preparando a pena para começar suas anotações. O rapaz pretendia anotar tudo que ouviria naquela reunião com a plebe para passar ao seu lorde e também, coletar informações e material para mais tarde refletir e exercer o exercício intelectivo relacionado a política.

- Senhor, um cliente na noite passada veio até minha taverna que é alocada nas proximidades do porto da ilha e estuprou minha querida filha após ela se recusar a lhe entregar sua honra, e como se não bastasse isto, roubou-nos durante a noite e fugiu num dracar. Proferiu o homem, completamente abalado e cabisbaixo. Suas mãos estavam contraídas e as veias de seus braços saltadas em fúria.

- Senhor, lamento pela tua tragédia. Enviarei dois homens para descobrir em qual navio ele partiu e expedirei um contrato pelo homem, ele será capturado e trazido até Grande Wyk para ser julgado. Você poderá confiscar todos os bens que este homem adquiriu como uma compensação por ter seu negócio prejudicado por vil ação. Após a decisão, Ulfric tomou nota do nome do homem, de sua filha e da taverna que lhe pertencia, dispensando o homem logo em seguida. Outro adentrou. - Sente-se e conte o que lhe trás aqui. Ordenou.

- Milorde, meu ajudante no barco de pesca morreu durante uma tempestade no Mar do Poente há algumas semanas, venho procurando um substituto desde então e todos se recusam a trabalhar comigo! Preciso de sua ajuda, o mar é meu sustento! Suplicou. Era alto, troncudo, cabelos grisalhos, mãos ásperas e sujas.

- É o sustento de nós todos, meu caro senhor. Eu e Lorde Sparr agradecemos pela tua coragem a praticar tal honrada tarefa em nome das Ilhas de Ferro. Será expedido um aviso, e dentro de uma semana alguém apto será designado como teu assistente, entretanto, deves zelar, alimentar e instruir tal sujeito para que o mesmo destino fatal não caias sobre este também. Estamos entendidos, meu bom senhor? Proferiu seriamente. O semblante de Ulfric era frio e concentrado, racional mas temerário. Queria causar uma série de sensações que deixasse claro a seriedade do conselheiro e também o comprometimento para com o povo comum. Um povo satisfeito é um povo feliz, e um povo feliz significa um povo empenhado na subsistência. O homem concordou, parecia ter sido afetado pela decisão firme embora algum desconforto estivesse presente em sua face.

- O-Obrigado milorde… Falou, preparando-se para se retirar do salão quando o conselheiro ergueu a mão.

- Diga-me teu nome e ondes mora, assim serás notificado mais rapidamente. Exclamou, o nome e local foram cedidos e anotados rapidamente, o homem estava livre para ir. Outro homem começava a entrar na medida que o anterior saía, este era bem velho, mal vestido e fedido. Aparentava ser um tipo de mendigo que mantinha sua pobre existência neste mundo graças ao álcool e pão mofado.

Conforme vinha caminhando, um soldado que o conduzia - após ter aberto o portão do salão -, ria do velho disfarçadamente e o encarava com um semblante zombeteiro. O Sparr acolheu o ancião na cadeira, o cumprimentou e recolheu seu nome. - O que te traz aqui ancião? Inquiriu Ulfric, enquanto fulminava o soldado com um olhar ameaçador.

- S-Senhor… Me disseram que haveria bebida e comida aqui, por favor senhor… E-Eu… Pronunciou com dificuldade. Os soldados riram todos, mas foram um a um censurados pelos olhares de Ulfric que também ordenou que todos fizessem silêncio. Galmar encarou seu pupilo, esperando a próxima ação do mesmo. O Sparr ergueu o braço, e o senhor calou-se. Chamou um soldado e cochichou em seu ouvido e após alguns segundos o mesmo sumiu como um relâmpago.

Voltando após alguns minutos, o soldado trazia uma bandeja que continha um jarro de cerâmica cheio de água. Para satisfazer a fome havia pães, uvas, maças e peixe salgado. O homem devorou e bebeu todo o conteúdo após Ulfric lhe dirigir um olhar solidário e assentir com a cabeça. - Agora podemos conversar como iguais, ancião. Diga-me teu nome e o que fazias antes de trazerem a mim. Solicitou, preparando a pena sobre o papel.

- Me chamo Sven, eu era um marinheiro, mas fui gravemente ferido e perdi a visão de um olho e minha mobilidade foi amaldiçoada, milorde. Explicou, e o rapaz anotou tudo.

- Gostarias de servir à favor de Lorde Sparr e de sua frota? Inquiriu, encarando o homem. De repente, um sorriso e um olhar esperançoso surgiu na face do velho e o soldado que o escoltara encarava a situação, estarrecido e até revoltado. O ancião concordou com a cabeça energicamente. - Pois bem, serás levado a Pyke e te tornarás um sacerdote do Deus Afogado, te concentrarás em ajudar os feridos e realizar batismos e tudo mais que o sumo-sacerdote lhe ordenar, assim recuperarás tua dignidade e poderás adentrar nos salões do Deus Afogado no além vida. Este soldado lhe levará até o local e zelará por ti até o momento em que se separarão. Explicou, apontando para o soldado zombeteiro que agora não tinha nada mais em seu semblante que um choque de indignação. Galmar encarou Ulfric, surpreso, com um sorriso no canto do rosto, quase imperceptível.

- Obrigado milorde, honrarei a oportunidade que tu me deste e servirei em nome do Deus Afogado. Disse, estava alegre, afinal, qual velho sem futuro não ficaria feliz com uma nova oportunidade de recomeçar?

- Não há de que meu bom senhor, e caso tenha algum problema durante sua viagem eu mesmo cuidarei dele. Pronunciou, encarando o soldado ao seu lado que sabiamente abaixou a cabeça em vergonha ou medo. O senhor saiu com o soldado e mais outro plebeu adentrou, seria um dia longo e bastante político…

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Re: [rp fechada] the art of resilience

Mensagem por Ulfric Sparr em Dom Set 11, 2016 9:02 pm

O que está morto não pode morrer
Ulfric já estava com dores nas nádegas de tanto ficar sentado no trono de seu tio, lorde Sparr. Seu punho direito dolorido pelo esforço prolongado que fazia ao anotar o nome e as circunstâncias do povo que sem fim adentravam o hall do castelo de sua família. Quantos homens e mulheres havia ouvido? Algumas dezenas? Talvez uma centena? Não sabia ao certo. Um após o outro continuavam a entrar e uma tarefa que a primeira vista parecia demasiada simples e benéfica para sua imagem pessoal como conselheiro de seu tio logo se transformou numa convenção tediosa, todavia, permaneceria no hall até o último cidadão vir até si e clamar por justiça ou por alguma oportunidade de se provar um bom e leal servidor de Grande Wyk.

- Que entre o próximo… Ordenou, tomando um longo gole de cerveja para acalmar os nervos e relaxar o corpo. Galmar permanecia ao seu lado com olhos inexpressivos de raposa, apenas observando o desempenho do rapaz que ele ajudara a educar e criar desde que era um rapazote.

- Ulfric, seria bom fazer uma pausa e ponderar suas anotações antes de atender mais do povo comum, teu tio frequentemente fazia isto. Recomendou a velha raposa.

- E deixar o povo comum esperar ainda mais para me contar suas aflições? Não… Estou aprendendo consideravelmente com estes homens e mulheres, cada ponto fraco do reinado de meu tio, cada insatisfação ou briga que ele não conseguiu remediar é culpa dele e portanto, minha também pois como conselheiro não fui um bom servidor para com ele e o povo. Proferiu cada palavra com eloquência e propriedade em sua voz para que os soldados, e agora o novo suplicante, pudessem ouvir bem. Sim, este era um jogo mental que Ulfric estava desenvolvendo. Parecia até mesmo uma aranha tecendo uma fina e imperceptível teia, mas não o fazia para o mal do povo ou de seu lorde, pelo contrário, fazia para o bem comum do povo e da casa Sparr.

Um povo que tem um governante capaz, temido e amado é um povo que está em boas mãos. Um lorde deve se concentrar em agradar seu povo na mesma medida que é severo e amado, para assim fazer uma manutenção eficiente do poder e evitar revoltas ou articulações revolucionárias de possíveis inimigos. O rebelde é a semente do caos e da desgraça. Pensara consigo mesmo. Esta era um dos trechos do livro que Galmar, seu tutor, lhe dera para ler e estudar e se tratava nada mais do que a arte de governar e a arte da política, uma poderosa ferramenta. Por dias e noites lia tal livro e observava as situações de seu cotidiano para extrair qualquer conhecimento que fizesse menção a tais habilidades diplomáticas, e já fazia algumas semanas que vinha exercendo tal atividade intelectiva e sabiamente aprendera muito.

O homem que viera fazer seu apelo tomou seu lugar no hall e esperou a deixa para começar. O conselheiro ergueu a mão e meneando a cabeça deu o aval de prosseguimento. - Milorde, venho aqui na casa de lorde Sparr para pedir justiça. Um crime foi cometido contra minha família. O ambiente tornou-se carregado. O homem olhava para os lados aflito e apertando os nós dos dedos como se estivesse sendo vigiado por uma serpente que estava prestes a devorá-lo. - Na noite anterior, minha filha mais nova foi capturada e tomada como uma esposa de sal por um capitão da frota de ferro. Terminou, quase rebentando em lágrimas.

- É um direito dele tomar qualquer mulher livre como uma esposa de sal, sobre isso não posso fazer nada meu bom senhor. Rebateu Ulfric. Em seu âmago achava tal ação desprezível, afinal, nunca foi um grande simpatizante de muitos aspectos da cultura de sua terra natal e até mesmo de sua religião mas ali o Sparr não poderia demonstrar como pessoal mas sim como um político. Não poderia comprar tal briga por motivos pessoais e tampouco poderia declarar sua insatisfação e nojo em relação a cultura dos nascidos do ferro que envolvia estupro, roubo e morte desenfreada, mas seu coração se constringia em seu peito. Tomou mais um gole de sua cerveja para acalmar o coração e a revolta moral que a cada segundo que fitava a face do homem crescia ainda mais.

Limitando-se a riscar o pergaminho com sua pena molhada em uma tinta negra, esperou mais palavras mas estas não saíram da boca do suplicante. - Isto é tudo? Tal frase soou como uma espada de gelo entrando em sua própria carne, estava tratando o homem com uma frieza e indiferença sem igual. É verdade que o rapaz já experimentara tais sensações e as empregara em suas andanças e negócios mas fazê-lo após construir um discurso moral e político a favor do povo agora pouco para minutos mais tarde voltar atrás com ações era no mínimo, hipócrita, todavia os soldados presentes não pareciam se incomodar com tal hipocrisia do conselheiro, na verdade, isto era algo normal naquelas terras e a realidade deles, portanto, concordavam com tal ação e ignoravam.

- M-Mas senhor! Ela tem apenas onze anos! Nem sequer sangrou pela primeira vez e mesmo assim ela já foi tomada como esposa de sal! Para um pai isto é uma dor horrível, por favor! Já tentei resolver a questão pelos modos antigos mas o homem é instruído na arte da guerra e sou apenas um mineiro! Gritou, caindo de joelhos e soluçando de sofrimento. Os guardas riram. Ulfric não era um monstro frio e apático mas não se compadecia com muita facilidade, entretanto, tal situação lhe causara um grande desconforto. Imaginava a menina sendo estuprada pelo dito capitão e a cena lhe embrulhava as entranhas.

- Sinto muito mas não há nada que eu como conselheiro possa fazer, lamento teu sofrimento mas o que me pedes contraria as antigas leis estabelecidas por nossos antepassados. Que o Deus Afogado lhe conforte e dê forças. Proferiu seriamente, mantendo um tom imparcial e objetivo na voz que fizeram os soldados adotarem uma postura igualmente séria e que ao mesmo tempo causara um olhar de análise dedicada de Galmar. O homem tentou dialogar, mas foi retirado pelo soldado Sparr e o clima se amenizou, mas não antes do rapaz tomar o nome e o local de moradia do velho.

- Você está bem Ulfric? Perguntou Galmar.

- Não fui eu que tive a filha roubada de meus braços e estuprada por um capitão da frota de ferro. Retrucou friamente, terminando algumas anotações que seu tutor leu.

- Foi sábio e político para sua imagem se manter neutro neste assunto e não interferir nos costumes antigos. Nem sempre governar é algo bom rapaz, ou agradável, como já deve ter percebido a muito tempo atrás mas hoje tu teve um pequeno vislumbre empírico do que se trata governar nas Ilhas de Ferro. Creio que devas te recolher para pensar e reportar isto ao lorde. Sugeriu o homem.

- Sim, eu concordo, mas não, ficarei até o final e depois eu pensarei no que fazer com tudo isto. Retrucou friamente, seus olhos concentrados no portão do hall que se abriu para outro da plebe.

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Re: [rp fechada] the art of resilience

Mensagem por R'hllor em Seg Set 12, 2016 2:24 pm

   
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Treino interessante, narrando bem as justificativas das ações políticas planejadas, entretanto senti falta de narração do personagem em si. Por exemplo: o que Ulfric pensa, fora seu lado político, ao saber que precisaria que pessoas passassem fome? Narrar o emocional do personagem ajuda também a quebrar um pouco a seriedade do texto e deixá-lo mais agradável de ler.

   
Critérios de avaliação
   

   + Conteúdo e Coerência (40/40)
   + Estrutura e Coesão (20/30)
   + Enredo e Criatividade (15/20)
   + Ortografia e Organização (10/10)

   
Total (85/100)
   


   + 18% de experiência pelo atributo de inteligência com 7 pontos
   + 10% de experiência por ter a habilidade no nível 0

   
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Avaliação de treino de habilidade

Ulfric Sparr

   
Dessa vez houve um pouco mais de descrição de Ulfric, entretanto ainda não mostrou seus pensamentos fora de seu lado político em relação as declarações dos habitantes. Ainda que seja um Conselheiro, ele também tem seu lado humano, que seria interessante de ser mostrado. A política em si foi bem narrada.

   
Critérios de avaliação
   

   + Conteúdo e Coerência (40/40)
   + Estrutura e Coesão (22/30)
   + Enredo e Criatividade (20/20)
   + Ortografia e Organização (10/10)

   
Total (92/100)
   


   + 18% de experiência pelo atributo de inteligência com 7 pontos
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Avaliação de treino de habilidade

Ulfric Sparr

   
Política muito bem narrada, e dessa vez mostrou-se a humanidade do conselheiro ao mostrar sua crítica a tradição. Busque colocar isso mais disso em seus textos, aumentam bastante a qualidade deles!

   
Critérios de avaliação
   

   + Conteúdo e Coerência (40/40)
   + Estrutura e Coesão (30/30)
   + Enredo e Criatividade (20/20)
   + Ortografia e Organização (10/10)

   
Total (100/100)
   


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Re: [rp fechada] the art of resilience

Mensagem por Ulfric Sparr em Qua Nov 02, 2016 12:18 pm

O que está morto não pode morrer
Após ouvir o pai que tivera sua filha estuprada e tomada como esposa de sal de um capitão qualquer o conselheiro permaneceu uma sensação incômoda no estômago e na mente. Os portões de pau ferro e metal se abriram, revelando dois homens esfarrapados que estavam sendo escoltados por um guarda Sparr que exibia um machado de duas mãos e duplo gume. O soldado era alto, cabeça retangular, cabelos desgrenhados e roupas cinzentas. O primeiro homem era de estatura média, cabelos loiros, pele bronzeada e olhos negros, vestia-se com roupas simples, porém limpas. O segundo mais parecia uma ratazana, era calvo, tinha uma barba mal feita que cobria metade do rosto e magro com dedos ossudos e vestia-se mal com roupas manchadas e rasgadas.

- Sejam bem-vindos, porque hei de estarem aqui? Perguntou o rapaz, pedindo para Galmar tomar nota de todo dado relevante para posterior análise e estudo. Um silêncio se fez, o soldado golpeou ambos nas panturrilhas para os encorajar a soltar a língua.

- Este homem tem roubado meus pescados! Exclamou Ratazana, indignado e colérico.

- Roubei? Como se você conseguisse pescar algo, os peixes fogem de nojo ao ver esta tua cara de ratazana e sentir teu cheiro de merda. Todos presentes desataram a rir, até mesmo Galmar e Ulfric tentava controlar-se embora uma fagulha de riso tivesse escapado pelo canto da boca, mas que elegantemente cobriu com taça de vinho.

- Bastardo! Mentiroso patife! Você sequer sabe remar um barco de pesca ou realizar nós de pescador! Inútil mentiroso! Praguejou o Ratazana. O outro homem limitava-se a sorrir de canto de boca e fazer pouco caso da situação, Ulfric viu tal posicionamento do homem como uma afronta.

- Você. É famoso com as mulheres de Grande Wyk, estou certo? Alto, de bom porte, cabelos dourados e olhos negros… Começou estranhamente o rapaz, semicerrando os olhos e analisando meticulosamente o Galante.

- Ér… Pode-se dizer que sou bem aventurado nesse ponto. Sorriu o Galante.

- E você? Apontou para Ratazana. O homem se encolheu dentro de si mesmo e olhou para o chão, era óbvio a resposta. Os guardas desataram a rir, liderados por Galante.

- Não tenho tempo para isto, digo… Meu trabalho e-exige muito de mim… Vá se foder Borg. Retrucou Ratazana, irado. Borg sorriu ainda mais e debochou do homem. Ulfric irritava-se cada vez mais com a aquela briga, sentia que estavam tomando tempo precioso dele em algo sem importância, todavia, estava apurando uma denúncia de roubo, crime grave entre homens livres.

- Com o que trabalhas homem? Perguntou o Sparr.

- Sou pescador desde rapazote senhor, não conheço outra vida. Respondeu com olhos orgulhosos.

- Uma nobre profissão de fato, trazer a subsistência própria e de sua comunidade do mar, o presente que o nosso próprio Deus Afogado nos deu, o mar! E você? Inquiriu Ulfric. Começava a delinear sua teia de aranha sobre toda aquela situação esperando para pegar o culpado ávido e tolo.

- Pescador também, m’lorde. Respondeu secamente. Ulfric analisou-o e não detector humildade, vergonha ou orgulho. Estranho. Chamou Galante para mais perto e pediu que lhe estendesse as mãos, analisou-as. Em seguida, chamou um guarda.

- Onde moras? Perguntou novamente, frio como um iceberg. Dessa vez faria justiça, dessa vez faria o que um lorde deveria fazer em prol da justiça e dos injustiçados. Sua investigação tomava forma como a teia de uma aranha gigante de gelo, como das histórias antigas nortistas, mas seria uma teia gélida e afiada.


- Moro ao lado da taverna perto da primeira marina do porto senhor. O guarda partiu a passos largos e ligeiros.

- Sempre foi pescador? Inquiriu novamente, o sorriso zombeteiro de Borg se desvanecera e Ratazana mantinha-se quieto a observar e cultivar seu ódio pelo seu rival e suposto ladrão.

- Não m’lorde. Eu era cervejeiro na taverna do porto, mas perdi o emprego. Respondeu. Nesse momento Ulfric o chamou e ofereceu o resto de cerveja que tinha numa garrafa isolada na mesa. O homem a bebeu, e o conselheiro pediu sua avaliação mais sincera, não haveria represálias. - Está ótima senhor, bem fermentada, ótima consistência, teor de álcool bem nivelado… Analisou. Galmar observava a situação com seus olhos de raposa velha e Ulfric agia como um lobo cercando a galinha.

- Essa é a pior cerveja que já tomei na vida e penso que muitos concordariam. Rebateu com um tom de voz gélido como uma faca de gelo penetrando as costelas. A seriedade e senso interno de justiça dominavam o corpo do Sparr. Um silêncio se fazia. A porta de pau ferro se abriu e o mesmo soldado voltara. Seu rosto estava vermelho, sua testa suada, respirava cansadamente e feito um cão. O soldado então caminhou até Ulfric e sussurrou algumas coisas em seu ouvido. Os olhos do conselheiro faiscaram e um sorriso de diabrura se formou.


- Em nome do Lorde Sparr, senhor meu tio, eu Ulfric Sparr da casa Sparr de Grande Wyk, condeno-o por roubo. Terás a mão dominante cortada e deverás devolver toda e qualquer propriedade que roubou. Se algum dia voltares a este salão serás condenado à morte por afogamento. Os soldados, Borg, Ratazana e Galmar se espantaram com a súbita decisão. O soldado do machado agarrou Borg pelo colarinho e começou a arrastá-lo e o jogou contra o chão de pedra escura.

- Senhor! M’lorde! Por favor, eu não fiz isto! Por favor. Clamou desesperadamente.

- Nunca pegou numa rede na vida. Não tens calos próprios de alguém que maneja um barco e que lança redes! Não sabes navegar um mísero bote. Na tua casa não tens artigos de pesca, próprios de um pescador. Tuas roupas não fedem a peixe e tampouco ao mar. Sequer sabe julgar a qualidade de uma cerveja, quem dirá a qualidade de uma rede e de uma amarra de bote! Em contra partida, aquele homem é um pescador de verdade, sei disto apenas de vê-lo. O cheiro de mar, as roupas manchadas pela água de nosso Deus Afogado, o cheiro de peixe, as mãos calejadas… Mais me parece um criminoso e sedutor e pagarás por isto! O homem continuava a espernear como uma moça. O soldado ergueu o machado e olhou para Ulfric, esperando o veredito, o mesmo fez um sinal de cabeça e a lâmina desceu de forma voraz sobre a mão direita do homem fazendo sangue esguichar pelo salão. O homem guinchou feito um porco.

- Que isto lhe sirva de lição e exemplo a outros que pensarem em roubar seus semelhantes. Tratem do ferimento dele e o mandem embora. Você, peço desculpas pelo infortúnio que aquele homem lhe causou e desejo-te sorte e bons ventos na pescaria. Exclamou, mandando ambos os homens embora e terminando o pequeno julgamento relâmpago.

- Ulfric…

- As provas foram trazidas, ambos tiveram a palavra para atacar ou se defender e o veredito foi dado conforme os fatos. Foi um julgamento justo Galmar, sem mais. A justiça foi feita. Comentou, mandando outro pedinte entrar.

- Precisamente…


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Re: [rp fechada] the art of resilience

Mensagem por Ulfric Sparr em Sab Nov 05, 2016 2:32 pm

O que está morto não pode morrer
Mais e mais pedintes entravam a cada vez que Ulfric os despachava após resolver as súplicas que tinham para fazer. A cerveja e o vinho já não existiam mais e incrivelmente o conselheiro não estava bêbado, tampouco demonstrava sinais de embriaguez parcial, o que era ótimo ou ruim. Galmar anotava tudo, suas mãos já estavam vermelhas como a careca de um recém-nascido e Ulfric decidiu por tomar as anotações para poupar seu tutor. Os portões de pau ferro do salão se abriram revelando um homem gordo vestido com calças de couro, camisa de algodão cinza e botas de couro fervido. Trazia uma espada a sua cintura e junto da mesma encontrava-se um cinto de couro adornado com detalhes em cobre. Seus passos eram pesados e orgulhosos, sua fase rechonchuda estava carrancuda e o cenho franzido.

- Onde está Lorde Sparr? Inquiriu em tom exageradamente alto em direção ao rapaz.

- Ele está se sentindo inapropriado para presidir a reunião da plebe e me delegou tal tarefa. Aproxime-se e apresente-se. Proferiu o conselheiro, revirando os olhos de desgosto a medida que o gordo homem se aproximava, se apresentava e agia de forma má educada.

- Estava lá eu no porto descarregando um saque que fiz nas costas das Terras Ocindentais quando um oficial do porto apareceu-me e começou a falar das despesas da marina. Cinco veados de prata para manter o navio ancorado no porto de Grande Wyk! Isto é alguma piada, m’lorde?! Dissera, cuspindo as palavras como se fossem insultos a sua honra.

- Piada alguma está aqui senhor capitão, o preço cobrado refere-se a manutenção, higiene, segurança e possibilidade de usufruir dos armazéns comunais, mas se achas que a taxa é demasiadamente grande para ti eu poderia te recomendar o porto à noroeste de Grande Wyk, talvez o ache mais aprazível as tuas necessidades e condições. Falou o rapaz delicadamente de forma proposital.

- Toma-me por tolo, rapaz? Como ousa?! Gritou, pousando a mão no cabo da espada. Galmar assustou-se de súbito, os guardas ficaram com posições tensas e Ulfric levantou-se num salto.

- Não lhe tomo por nada, maldito. Estou lhe dando opções entretanto continuas a se comportar como uma rameira histérica dando à luz e desrespeitas o representante do senhor seu lorde!! E ainda ousas falar sobre tolice? Eu deveria confiscar tua carga e despojá-lo de teu navio em benefício de um capitão mais hábil e que aja como um homem mas não estaria sendo justo. Pronunciou de forma autoritária, porém calma e lógica. A face do homem ficou vermelha de ódio. Ulfric cuspira as palavras em menos de dois segundos e internamente sua ira adquirira uma força esmagadora e aquilo que demonstrara externamente não era sequer o começo da mesma. Suava, o coração batia forte e sua mente trabalhava sem parar.

O Sparr se sentou, respirou fundo e analisou a situação. Não estou apenas como o conselheiro de meu tio, estou aqui temporariamente como meu tio… Qualquer ação que eu tomar será vista como sancionada e incentivada por ele, portanto, se eu fizer algo considerável errôneo ou desaprovador isto pode significar a reputação do Lorde Sparr e não de Ulfric Sparr. Passar a imagem de governante capaz, justo e eficiente é minha prioridade para fortalecer meu tio, minha Casa e melhorar a ilha para mantermos o poder de forma eficaz. Cinco veados de prata realmente é muito, meu tio tem aumentado as taxas sobre o porto após os saques terem aumentos mensais, todavia isto é prejudicial sobre pescadores e capitães pobres como este infeliz, portanto devo encontrar um balanceamento que torne a taxa suportável mas que não prejudique os cofres de nossa Casa. Molhando a pena no tinteiro, riscou o papiro por alguns segundos e levantou seus olhos ao roliço.

- Peço desculpas pela exaltação, senhor capitão. Mandarei homens para trazer o taxista do porto e analisarei a condição das taxas para saber o que pode ser feito para impedir abuso fiscal. Podes manter teu navio por enquanto sem precisar de pagar as taxas tal como usufruir do armazém comunal como um pedido de desculpas pelo infortúnio. Proferiu, respirando fundo para resgatar seu auto controle e neutralidade. - Todavia, após a revisão da problemática é recomendado a contribuição como todo cidadão livre das Ilhas de Ferro faz, assim nos manteremos fortes e supridos juntos. Finalizou, tomando o nome do capitão, tal qual de seu navio e dispensando-o com um sorriso carismático.

E isso é bem mais do que você merece… Examinou internamente, terminando suas anotações referente aquele caso. Não demorou e outro pedinte adentrou, todavia, Ulfric e Galmar estavam supridos novamente com um pequeno corote de cerveja negra, pães, pedaços de queijo e algumas frutas pequenas. O dia seria longo…


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Re: [rp fechada] the art of resilience

Mensagem por Ulfric Sparr em Sab Nov 05, 2016 3:21 pm

O que está morto não pode morrer
Quando as portas se abriram novamente viu adentrar um grupo de dez, onze, doze, treze pessoas! Todas maltrapilhas e mal cheirosas. Tinham o aspecto frágil e eram compostos por seis homens, quatro crianças e três mulheres. Se aproximaram da mesa retangular onde Ulfric ocupava o lugar de seu lorde ausente e Galmar o lugar de conselheiro. Ambos os homens trocavam palavras a respeito do caso anterior do capitão e as taxas abusivas e após alguns segundos, a atenção estava inteiramente no grupo.

- Peço que elejam um representante para tomar a frente e falar por todos vocês de uma vez e impedir que os outros esperem ainda mais. Pediu o conselheiro. O grupo se entreolhou e após alguns segundos de discussão um homem de cabelos negros, feições rústicas e roupas de ferreiro tomou a frente. Este se apresentou e disse sua profissão.

- … Moramos todos no extremo norte de Grande Wyk senhor, uma região distante dos vilarejos que recheiam a ilha e nos últimos dias nossos poços de água secaram completamente, estamos sem água potável a dias. Sem água não conseguimos trabalhar ou nos dedicar aos nossos afazeres, nosso vilarejo está morrendo. Falou o homem de forma dura, como era próprio de um ferreiro.

Ulfric permaneceu calado e completamente atordoado. Um vilarejo inteiro sem abastecimento de água e comida a dias e sequer um soldado tinha vindo ao castelo reportar isto ao lorde Sparr! De repente, começou a questionar a competência do senhor seu tio em manter suas terras seguras e vivas. Anotando algumas coisas no papiro com o auxílio de sua pena este se levantou e pronunciou.

- Enviarei um navio da frota carregado com suprimentos para seu vilarejo, também mandarei um entendido nos assuntos de terrenos da ilha para descobrir a causa primária que levou o poço a cessar seu abastecimento de água. Também desejo saber quais os soldados estavam patrulhando a região na última quinzena, nomes e aparência se conseguirem se recordar meus caros. Explicou o rapaz. - Encontre-me em meus aposentos após providenciar o que pedi e tratarei pessoalmente dos preparativos. Estão dispensados a todos, a audiência comunal está encerrada, digam aos restantes para se reunirem com Galmar, ele anotará as demandas e as repassará ao Lorde Sparr. Proferiu, erguendo-se de sua cadeira num movimento súbito e retirando-se do grande salão do castelo a passos nervosos e largos.

Não é possível! Quanto mais pedintes aparecem, mais problemas parecem surgir e evidenciar o fato de que meu tio é completamente inapto para governar os territórios de nossa Casa! Repassarei todas as reivindicações a ele e tratarei dos assuntos mais urgentes eu mesmo, a começar por essa questão do vilarejo. Velejarei até a ponta da ilha com estes suprimentos, isto passará a imagem certa de nossa Casa e acalmará não só eles como os outros vilarejos em volta que logo comentarão sobre tal peripécia. Devo me aprontar rapidamente e organizar todas as reivindicações em meus aposentos antes de partir com os suprimentos. Pensou, analisando toda a estratégia política por trás de suas decisões durante a reunião comunal até aquele momento.


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Avaliação de treino de habilidade

Ulfric sparr

Um treino criativo, novamente. A situação posta realmente ajudou bastante a desenvolver a habilidade com maestria. Notei apenas alguns pequenos erros de ortografia, e novamente a falta de travessão para encerrar os diáologos.

Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (25/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (95/100)


+ 42% de experiência pelo atributo de inteligência com 13 pontos
- 25% de experiência por ter a habilidade no nível 5



Recompensas
+ 111 pontos de experiência em Política

Avaliação de treino de habilidade

Ulfric sparr

Outro treino muito criativo e conduzido. Não tenho do que reclamar! (A não ser a falta de travessão :nicole: )

Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (25/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (95/100)


+ 42% de experiência pelo atributo de inteligência com 13 pontos
- 35% de experiência por ter a habilidade no nível 6



Recompensas
+ 102 pontos de experiência em Política



Avaliação de treino de habilidade

Ulfric sparr

Esse treino achei mais curto que os demais, tendo em vista a experiência do personagem da habilidade, senti que poderia ter sido melhor explorado.

Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (35/40)
+ Estrutura e Coesão (25/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (90/100)


+ 42% de experiência pelo atributo de inteligência com 13 pontos
- 45% de experiência por ter a habilidade no nível 7



Recompensas
+ 87 pontos de experiência em Política


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