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[RP fechada] DANGER! Poison, Keep Out

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[RP fechada] DANGER! Poison, Keep Out

Mensagem por Ayisha Vhasserah em Sab Set 10, 2016 8:44 pm

DANGER! Poison, Keep Out
RP fechada, que começará e acabará com o post de Ayisha, a única participante. Passa-se no ano de 349DD, a assassina tem agora 14 anos. Apesar de já participar em missões simples, ainda tem muito a aprender. É mais um dia de treino.

Estamos em Qarth, na sua casa desde há três anos atrás, começando na estranha cozinha dos Homens Pesarosos, rodeada de venenos de mil e um cheiros diferentes, que ela deve saber distinguir e enunciar tudo o que sabe sobre estas perigosas substâncias. A RP vai progredindo, com episódios na cave, um lugar ainda mais misterioso, e até no exterior de Qarth, até ao deserto que rodeia a cidade portuária. O último post não se passa de todo em Qarth, mas sim na ilha que se avizinha, Grande Moraq, onde a assassina terá a sua derradeira missão.



Última edição por Ayisha Vhasserah em Sex Set 30, 2016 1:15 pm, editado 1 vez(es)


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DANGER! Poison, Keep Out
O cheiro à minha frente deixa-me com água na boca. Um veneno perfeito. A sua pasta podia facilmente ser misturada em comida e aparentar ser apenas um condimento. — Sangue de basilisco — murmuro, ainda inalando o seu doce cheiro. É fácil saber qual é este veneno. Trata-se de um ótimo veneno, na minha opinião. — Contaminação por ingestão — Leva qualquer homem à loucura, fazendo-o entrar num estado de fúria, de tal forma que ataca qualquer um que lhe apareça à frente. Se não houver ninguém, a pessoa arranha-se a si mesma, chegando a provocar sérios ferimentos. Acaba por levar à morte, quando não é tratado.

Mas mesmo tratado, a loucura provocada pelo sangue de basilisco nunca terá um remédio e as suas vítimas estarão para sempre assombradas, sendo assoladas por visões ou sons. Ou ambos. — Ouvi dizer que um rato atacaria um leão, se ingerir o veneno. — Olho para o mestre, analisando a sua reação. Ele acena com a cabeça e eu volto a olhar para a pasta. É por isso que acho um veneno perfeito, porque não há um tratamento definitivo. A loucura é certa. Não importa o que o curandeiro faça.

E o tratamento? — Os seus olhos, uma mistura de verde com castanho, brilham com a vela à nossa frente. Eu apenas o observo por um momento, porque logo as minhas íris se fixam no chão — Não há uma cura definitiva. A pessoa que ingere o veneno será sempre torturada pela loucura induzida pelo veneno. Um insano. — Noto a forma como os meus pés se cruzam um no outro. Estive sentada toda a tarde, a estudar venenos. Sem treinos com adagas hoje. Todos os meus superiores dizem que nem sempre conseguirei alcançar os meus alvos de forma a usar adagas e fugir sem ser vista e é aí que entram os venenos. Mas por agora estou apenas a estudar os venenos que existem, ainda sem os usar.

Correto. Mas se não for tratado, o alvo não chega sequer a saber dos efeitos colaterais. — Eu sei isto. Eu sei. Fixo a pasta como se ela me fosse dizer a resposta, mas logo chego à conclusão de que não me conseguirei lembrar. Ainda assim, continuo a tentar. — É… — começo por dizer, mas as palavras morrem na minha boca. Não sei. Mas hesito em admitir — Eu não sei. — Acabo por fazê-lo, contudo. — Devem ser administradas duas pitadas diárias de doce sono, que ajuda a vítima a recuperar. Mas… não há algo que cure totalmente. — Já conheço o doce sono. Apesar dessas duas pitadas serem usadas para curar o veneno de basilisco, três pitadas causam a morte. Uma substância perigosa para mãos inábeis, mas não demasiado, pois o tratamento para o próprio sono doce também é relativamente fácil. Não me recordo qual é, porém.

Ainda tenho de ter em conta que a pasta há minha frente pode ser usada em animais. Todas as criaturas de sangue quente sucumbirão perante os seus efeitos desastrosos. Sangue de basilisco é um veneno poderoso, disso não tenho dúvidas.


Treino de venenos
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DANGER! Poison, Keep Out
Parece que já sabes tudo o que há para saber sobre sangue de basilisco. — Não é um elogio. É meu dever saber mais sobre venenos. Quanto mais segura estiver de que matarei o meu alvo, melhor. Com o tempo, estudando venenos, conseguirei envenenar as minhas armas. A combinação será simplesmente mortal. Se não conseguir penetrar um órgão vital, uma arma envenenada dá conta disso. Certos venenos parariam um coração em poucos minutos. Mas esse tipo de venenos requer conhecimento.

Deixando o sangue de basilisco de lado, passamos para um frasco esférico. No seu interior, consigo ver um creme de uma cor verde clara. Lembra-me da cor da relva, quando é iluminada pelo sol de verão. Levo o meu nariz até ao recipiente, tentando o cheirar. Novamente, eu devo saber que veneno é aquele e enunciar as suas características. Desta vez, porém, o seu cheiro é intenso, ácido. Não sei dizer o que é, então não sei se posso tocar. Volto a aproximar o meu nariz, voltando a inalar o seu odor intenso, mas no meio de tanto veneno, não sei o que dizer deste. — Eu não sei qual é o veneno… — Admito, estreitando os olhos para o creme. — Pela consistência, eu acho que é veneno de basilisco, ou de mantícora. Não sei qual dos dois. — Mordo o meu lábio, encarando as minhas pernas cruzadas. Sinto o seu olhar pesado sobre mim. — A cor. É a melhor forma de os diferenciar. — Eu sei que são ambos verdes. Então um deve ser mais escuro do que o outro. Agora o problema é que não sei qual. Também não sei muito mais sobre estes venenos. Nenhum deles. Mas como são cremes, eu acho que podem ser embebidos em lâminas. O que é bom para mim, devia saber responder a isto.

Veneno de basilisco? — Hesito em falar, mas as palavras acabam por sair. Ele diz que estou errada, porém. — Então é veneno de mantícora. Pode ser usado com adagas, não pode? — Pergunto, embora esteja quase certa de que sim. Tento pensar nas características do veneno de basilisco. É fatal, requerendo maior experiência para que possa ser usado. — Correto. Suponho que não me sabes dizer mais sobre o veneno de mantícora. Causa morte no instante em que alcança o coração, o que não demora muito tempo. Incapacita a vítima, impedindo-a de fazer movimentos rápidos, além de a deixar em dor. A única forma de tratar o veneno é usar algum método para rapidamente engrossar o sangue, o que faz com que demore mais tempo para que este alcance o coração. — Tento me focar nas suas palavras, mas a aula teórica aborrece-me tão facilmente. — Quando vamos começar a produzir venenos, a contaminar armas? — Pergunto, sabendo que com isto reflito o meu tédio. Será que levarei um sermão para prestar mais atenção e interesse?

Quando achares que estás preparada para isso. Achas que estás? — Não consigo detetar sarcasmo na sua fala. Talvez o sermão esteja para vir depois disto. — Por que não? Aprenderei muito mais. — Retruco, certa que sei do que estou a falar. — Muito bem, então. Queres começar por que veneno? — Fico desconfiada, mas ao mesmo tempo, é isto que quero. Alguns deles estão fora de questão, porque não existem na região, e são comprados para a guilda já preparados. — Podemos começar por preparar a poção definhante. — Sugiro, esperando a sua aprovação. É mais usada para purgar o sangue ruim, mas deve ser administrada com cuidado, caso contrário, pode ter efeitos graves. — Poção definhante? Algo tão simples? E há pouco dizias que querias envenenar as tuas lâminas. — Eu apenas achei que podíamos começar com algo mais fácil, mas se é assim, podemos dificultar um pouco. — Chapéu cinzento então? Não é usado nas lâminas, mas é bem perigoso, não é? — Ele confirma. E com isso, está decidido.


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DANGER! Poison, Keep Out
Sinto o metal da moeda na minha mão quente, aquecido pelo constante calor de Qarth. Estico a mão em frente, para entregar a moeda ao vendedor, em troca das sementes de mostarda e suco de pimenta. Um ataque de tosse faz-me fechar a mão e levá-la até ao meu rosto, para cobrir a boca. Ainda não recuperei totalmente dos venenos que ingeri. Primeiro, eu fui enganada e bebi a água onde misturei o chapéu cinzento, deixando-me com fortes dores intestinais. Segundo, eu tive de convencer um mercador com maior conhecimento em venenos a me curar, usando a poção definhante. Esta pode ser um remédio, mas é um perigoso. Não me atrevi a preparar eu mesma a poção, a ver eu mesma a quantidade que devia ingerir, pois deve ser administrada com cuidado, caso contrário pode causar danos permanentes.

Entrego por fim a moeda ao vendedor e pego em todos os ingredientes, levando-os sobre os meus braços, pressionados contra o peito para não caírem. É por eu ter recorrido a ajuda que eu hoje quero preparar a poção definhante, para não precisar de ajuda para a próxima vez. Todas as suas componentes são comuns, porém, potentes.  É usada para purgar o sangue ruim, razão pela qual foi tão útil para expulsar o veneno do chapéu cinzento do meu corpo. Contudo, ela causa fraqueza e náusea. Eu tive de descansar depois de beber uma quantidade mínima da poção e mesmo assim quando acordei sentia-me fraca.

Depressa me vejo de volta à Casa dos Homens Pesarosos, na perigosa cozinha. Inclino-me sobre uma mesa e largo todos os ingredientes, deitando as sementes para uma taça. Viro-me de costas para a mesa e examino uma estante, o meu dedo indicador passando de leve por cada livro da estante enquanto eu leio os seus títulos. Não são muitos livros, a maioria são vários volumes sobre venenos. O meu dedo parece ser o primeiro a detetar o que procuro, imediatamente parando. "A Arte de Preparo e Criação de Venenos: Volume Três". Além de livros deste tema, encontro ainda alguns sobre herbologia e também de medicina e cura. Uma pequena porção da quantidade total de livros que existem na casa.

Não tenho dificuldades em encontrar a página desejada. Esfolheio o livro rapidamente, quase sem chegar a ver o conteúdo de cada página, mas consigo de imediato ver a que fala sobre a poção definhante e mantenho-a aberta, pousando o livro sobre a mesa com os ingredientes ao lado. Observo as instruções, escritas numa letra cursiva, com desenhos detalhados a acompanhar. O primeiro passo é mergulhar as sementes em água por umas duas horas, para depois as moer. Suspiro, vertendo água para a taça. Parece que agora vou treinar com as minhas adagas por um pouco, durante este processo.


Estou de volta à cozinha, retirando apenas as sementes para o almofariz. Começo a moê-las vagarosamente e, pelas instruções do livro, elas estarão boas quando o som do pilão a embater nas sementes ficar diferente. Eu ainda fico algo tempo a fazer o mesmo movimento até conseguir ouvir a mudança. Agora devo mistura mais água. Quando misturo, vejo que o meu resultado é uma massa espessa, a mostarda amarela de que precisarei para a poção definhante. Ótimo.

À mostarda adiciono o suco de pimenta, bem como vinho, azeite, e algumas ervas que eu volto a moer, misturando e adicionando mais água para perder a sua viscosidade. Observo que no fim fico com uma solução amarela, quase laranja, a minha poção definhante. Observo-a com um leve sorriso nos lábios, missão concluída.

Dou por mim a correr pela Casa dos Homens Pesarosos, à procura do mestre. Encontro-a a treinar o combate com um dos novatos. — Mestre. Terminei a poção definhante. — Inclino um pouco a cabeça para baixo, como um sinal de reverência por ter acabado de o interromper. — Uma pequena pausa, Melle. — Sigo-o até à cozinha, onde ele verte a poção até um frasco transparente, examinando-a de seguida. — Nada má. Parece-me que estás mesmo pronta para preparar venenos. Para o teu próximo treino, as coisas vão ficar mais… interessantes para ti. Vem comigo. — Volto a acompanhá-lo, até descermos escadas. Nunca desci as escadas para a cave. Consigo ouvir uns barulhos estranhos mais adiante, mas ele deixa-se ficar pela entrada, onde, em cima de uma mesa, há uma caixa. Há algo lá dentro, a tentar sair. Ele abre a caixa apenas um pouco e, através da luz de uma tocha, eu consigo ter um vislumbre do que está lá dentro. Está furioso e quer sair. É um pouco maior do que um cão.

Trata-se de um réptil hediondo. A sua cabeça é pequena e estranha para um réptil, pois tem a forma de um ovo, porém o seu tronco é grande, cheio de patas, mais do que consigo contar. Eu sei o que é, já vi uma luta nas ruas entre este bicho e um cão nas ruas, sendo feitas apostas para ver quem ganharia. O basilisco consegue desfazer um cão sem grandes dificuldades. O seu sangue é venenoso, causando loucura, e as suas presas são ainda mais perigosas, contendo um veneno que causará a morte em pequenos instantes. A criatura tenta sair, mas o mestre volta a fechar a caixa antes que consiga. Eu percebo a sua dificuldade em fazê-lo. — No teu próximo treino lidarás com esta criatura. Sabes dizer-me o que é? — Aceno com a cabeça, confirmando — Um basilisco.


Treino de venenos
Veneno produzido: poção definhante
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Última edição por Ayisha Vhasserah em Seg Set 19, 2016 12:29 pm, editado 1 vez(es)


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Avaliação de treino de habilidade

Ayisha Vhasserah

Foi um treino ótimo. Aprendi com ele sem ficar entediada em momento nenhum. Ótima narração, parabéns!


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 30% de experiência pelo atributo de inteligência com 10 pontos
- 15% de experiência por ter a habilidade no nível 4

Recompensas
+ 115 pontos de experiência em Venenos
+ Técnica de habilidade: Vontade Peçonhenta (nível 5)
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DANGER! Poison, Keep Out
Para variar, faz sol em Qarth. A tarde já vai a meio e o sol aproxima-se do horizonte a oeste. Muito pode correr mal ao tentar lidar com o basilisco da cave, mas devo admitir que não estou com muito medo do que pode acontecer. Estou finalmente a ter os treinos práticos que queria. Extrairei ambos os venenos do basilisco: o seu sangue e as suas presas, começando pelas presas. Mas este não é apenas mais um treino prático. Com este eu poderei finalmente embeber as minhas adagas em veneno. Estou a aprender mesmo muito.  
 
O mestre saiu para matar um alvo, previamente me avisando de que não iria ajudar. Eu devo conseguir fazer isto sem matar o basilisco antes do tempo, aproveitando ao máximo o seu veneno. Caso contrário, posso dizer que falhei e, afinal, não estou ainda preparada para as aulas práticas avançadas. Claro que eu tenho toda a intenção de suceder. O objetivo é fazer o basilisco deitar o veneno para um recipiente. Para isto, eu devo fazê-la usar as suas presas e é aí que entram os detalhes desse recipiente: precisa de ter algo a cobrir por cima que o basilisco consiga perfurar facilmente. Algo como um pequeno e fino revestimento de pele.

A luz na cave é fraca, pelo que apoio a minha mão na parede enquanto desço as escadas, deslizando-a pela pedra, fria ao toque. A outra mão paira em frente ao meu rosto, enquanto eu vou roendo uma unha que levei à boca. Não vai ser uma missão fácil, nem mesmo o veneno do chapéu cinzento no meu sistema trouxe tantos problemas quanto este. Mas é mais um grande passo para me tornar uma veterana com venenos. Não terei mais problemas em confundir os diversos venenos que se encontram espalhados pela cozinha, como se de comida se tratassem. É realmente casa para assassinos e não menos que isso.

Tal como da última vez em que cá estive, a caixa onde se encontra o basilisco move-se a cada cinco segundos. O recipiente está ao lado da caixa, já pronto, mas ainda assim eu ajeito-o melhor, apenas para o deixar na mesma posição que antes. Levo uma mão à bota, para tirar uma adaga e pousar sobre a mesa, de forma a ficar mais próxima, mas penso melhor. Eu não o quero matar. Eu apenas quero extrair o seu veneno. Não deve ser complicado. O bicho não é muito grande… e eu também não sou.

Inspiro fundo antes de abrir a caixa, preparando-me mentalmente para o agarrar de imediato e fazê-lo perfurar a pele, de forma a deitar o seu veneno para o recipiente. Ou assim espero eu. Eu afasto a tampa da caixa e não me preocupo com o estrondo que faz ao embater no chão. Pressiono o basilisco de volta para o fundo da caixa antes que ele consiga sair — a criatura já estava a tentar sair da caixa — e tento subir as minhas mãos até ao seu pescoço. Não consigo evitar que um pensamento inútil para esta altura se forme na minha mente. “O que raios estou eu a fazer?”, mas não deixo de o fazer. É mais pesado do que eu pensava, mas consigo elevá-lo, levando-o até ao recipiente. O réptil tenta constantemente libertar-se e acaba por conseguir. É rápido. Dezenas de pequenos pés movem-se em perfeita harmonia, enquanto ele tenta subir as escadas. Eu sabia que era uma boa ideia fechar a porta. Não tarda para que ele esteja de novo à minha frente.

Confrontada com o basilisco, eu levo por instinto a minha mão à adaga na minha cintura, mas abano a cabeça. Não o posso matar. Não perdendo muito tempo, o animal começa a avançar até mim, separando a mandíbula para mostrar os seus dentes afiados. Ergo o meu pé para lhe dar um chute na cabeça e volto a agarrá-lo antes que reaja. Quase que o arremesso contra o recipiente, pois tento mover-me rapidamente, empurrando a sua cabeça contra a pele que cobre o recipiente. Felizmente este é de vidro, então eu posso ver consideravelmente bem o líquido esverdeado que escorre pelas suas paredes. Por ser suficientemente espesso, o vidro não se partirá com tanta facilidade, o que realmente é necessário para lidar com esta criatura.

O basilisco parece um pouco mais fraco, pelo que não tenho muita dificuldade em voltar a guardá-lo dentro da caixa. Todo o veneno que ele consegue produzir por agora está agora armazenado. Então eu já o posso usar nas minhas lâminas. Apesar de não ter feito grande esforço, as batidas do meu coração são rápidas, graças à grande atenção que tive de prestar a tudo o que me rodeava… e, convenhamos, também graças a algum nervosismo. Apoio-me na parede, um pequeno sorriso brincando nos meus lábios. Está feito.

Mergulho uma adaga no veneno, vendo-a brilhar ainda mais um pouco. Eu não usarei este exato veneno para mais nrnhuma adaga. Quero variar um pouco no que uso em cada adaga. Não apenas para poder testar as diferentes possibilidades, mas acho que também se tornará mais perigoso para os meus alvos. Não vão ter apenas de tentar analisar um veneno. Não vão ter apenas uma conclusão para chegar. Vão ver sintomas diferentes em pessoas diferentes, o que certamente dificultará o seu trabalho.


Treino de venenos
Veneno produzido: veneno de basilisco (usado na adaga II)
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Avaliação de treino de habilidade

Ayisha Vhasserah

Outro ótimo treino seu! Sempre fico muito interessada em ler seus treinos de Venenos pois aprendo muito com eles. Pequeno desconto por alguns erros de ortografia.


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (9/10)

Total (99/100)


+ 30% de experiência pelo atributo de inteligência com 10 pontos
- 25% de experiência por ter a habilidade no nível 5

Recompensas
+ 104 pontos de experiência em Venenos
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Avaliação de treino de habilidade

Ayisha Vhasserah

O seu treino foi ótimo. Sempre fico muito fascinada quando avalio seus treinos de Venenos pois são sempre muito interessantes. Gostei que associou o preparo do veneno com algo que já havia passado. Está de parabéns!


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 30% de experiência pelo atributo de inteligência com 10 pontos
- 35% de experiência por ter a habilidade no nível 6

Recompensas
+ 95 pontos de experiência em Venenos
+ Poção definhante
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Avaliação de treino de habilidade

Ayisha Vhasserah

Mais um ótimo treino. Toda avaliação eu repito, mas adoro avaliar seus treinos de Venenos pois são sempre muito interessantes. Repetições de palavras e alguns erros ortográficos geraram descontos.


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (28/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (8/10)

Total (96/100)


+ 30% de experiência pelo atributo de inteligência com 10 pontos
- 45% de experiência por ter a habilidade no nível 7

Recompensas
+ 81 pontos de experiência em Venenos
+ Adaga embebida em veneno de basilisco
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DANGER! Poison, Keep Out
Um novo dia. Uma nova aventura com o basilisco na cave. Eu quero voltar a receber alvos depois destas aulas de venenos que ocupam as minhas tardes. Mas não sei dizer o que me espera. Acho que a minha evolução em combate tem sido ótima, talvez já esteja mesmo preparada. Já me imagino, os meus lábios colados ao ouvido de um infeliz cuja vida foi trocada por moedas, nada mais que um sussurro escapando da minha garganta. "Lamento muito", eu direi, mas sem arrependimentos. As palavras têm diferente significado no íntimo de cada membro da guilda. Para mim são uma triste mentira.

Estou a descer de novo a cave, desta vez menos ansiosa. Hoje é a extração do sangue. O mestre ainda não voltou da sua pequena expedição, mas quando saiu ele deixou instruções claras. Não posso matar o basilisco em circunstância alguma. Então hoje eu apenas o farei sangrar um pouco. Não deve ser assim tão barato trazer um bicho destes e em breve as suas presas terão mais veneno para colher, então devemos aproveitar. Pareço uma torturadora, mas na verdade não terei prazer algum nisto... Apenas preciso de o fazer. Devo dizer que tive sorte. O basilisco na cave não é muito maior do que um cão, mas ouvi relatos de basiliscos do tamanho de dois leões. Nunca vi um desses, acho que estão todos na Ilha dos Basiliscos. Nem consigo imaginar como seria ser perseguida por um réptil assim.

Novamente em frente à caixa, deixo as minhas mãos pousarem sobre a tampa, preparando-me mentalmente. Um novo recipiente está no topo da mesa, preparado para receber o seu sangue. Há um tripé acima deste, para eu tentar equilibrar o animal. Abro finalmente a caixa, com o cuidado de empurrar o basilisco para que não saia. Os meus dedos agarram-no com toda a força que tenho. Ergo-o e levo-o até ao tripé, onde o tento apoiar.

Uma adaga já está na minha mão. Inspiro fundo, deslizando-a pela lateral do réptil. Não demora para que o seu sangue frio escorra para a taça. Não o largo, por mais que tente livrar-se das minhas mãos. Também eu tenho sangue frio.

Sei que não posso permitir que o basilisco sangre demasiado. A minha intenção não é matá-lo. É a primeira vez que faço alguma criatura sofrer desta forma. Eu tenho tendência a matar de imediato. O corte não foi muito profundo, então eu pretendo apenas esperar que o sangramento pare e deixá-lo regenerar naturalmente depois disto. Assim eu não desperdiçarei o precioso sangue do animal.

Estou finalmente a lidar com o sangue de basilisco. Aquilo que tão facilmente levará um humano à loucura. Aquilo que tanto me interessou no início das minhas aulas sobre venenos. Recordo-me do que falamos, da forma como é misturado com comida, sob a forma de pasta. Sem tratamento para a loucura, apenas uma forma de impedir a morte certa, usando pequenas doses de sono doce diariamente.

O basilisco parece ter enfraquecido um pouco quando o guardo na caixa. Não apresenta resistência. Procuro por alguma carne que lhe possa alimentar ali, afinal, eu ouço rugidos mais além, pelo que devem haver mais estranhos animais na cave.

O próximo passo é juntar o sangue de basilisco a uma pasta, para que possa passar por um simples condimento. Observo os ingredientes à minha frente, perguntando-me como vou fazer isto. O meu problema é que a pasta devia ter algum sabor. Misturo farinha, água, sal, e junto ainda o pó de alguma erva aromática, para dar cheiro e — espero eu — melhorar o sabor. Para ser sincera, não faço a mínima ideia do que estou a fazer, mas eu acabarei por ficar com alguma pasta. Desde que seja ingerida, já vai ter o efeito que quero, independentemente do sabor. Adiciono o sangue de basilisco por fim, dando-lhe uma coloração vermelha. Levo uma mão ao queixo. Acho que está bom assim.

Aproximo o meu nariz da pasta, tentando verificar se tem um sabor tão apetitoso como da última vez. Para minha desilusão, o cheiro não é tão intenso, mas pode ser que venha a mudar quando a pasta for cozinhada. Então, posso dizer que a minha missão foi concluída. Só me falta a parte mais intrigante: testar o meu veneno. Porém, para isto, eu terei de esperar pelo retorno do meu superior. Guardo o veneno para que ninguém venha com intenções de o usar e deixo a cozinha. Consigo sentir o progresso que tenho feito. Não precisarei de muitas mais aulas para considerar as minhas lições de venenos completas.


Treino de venenos
Veneno produzido: Sangue de basilisco
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DANGER! Poison, Keep Out
O clima de Qarth é propício para o crescimento de um cacto que eu procurarei para a minha próxima lição, então eu terei novamente uma saída de campo. Eu procuro o cacto de onde é extraído o sangue de viúva. Levo comigo apenas um livro acerca de venenos, um dos últimos volumes, junto de um recipiente para guardar o veneno, ambos dentro de uma sacola, e, como sempre, as minhas adagas. Inclusive, uma delas foi embebida no veneno de basilisco. Mais uma vez, conto com a ajuda do livro como guia. A ilustração detalhada do cacto encontra-se ao lado de toda a descrição do veneno e da própria planta. Não há como falhar.

Os portões amarelos de Qarth estão atrás de mim. À frente, um mar de areia e um sol ameaçadoramente fervoroso. Não é uma visão incentivadora. Não parece haver qualquer indício de vida aqui. Como vou eu encontrar um cacto? Tento me lembrar de como foi quado vim para Qarth, mas já se passou tanto tempo... Suspiro.

Apesar destes pensamentos indesejáveis, eu não paro de andar. O sol corrói-me até ao cerne. Quando voltar, vou ter uma cor totalmente diferente, já o sinto. A minha garganta já está completamente seca. Exige água, tal como os meus lábios ressequidos. Preciso de água em breve, porém, eu não posso voltar. Devo encontrar o cacto primeiro. Mas ainda não vi uma única planta desde que saí da cidade portuária. Todas as direções à minha volta me parecem iguais. Norte, sul, este, oeste. Não há distinção. Apenas sei como voltar porque não mudei a minha trajetória uma única vez.

Passo a mão pela cara, tentando limpar a areia que os ventos trouxeram. Quando a afasto do rosto, consigo ver uma nova cor além de amarelo, laranja e mais amarelo. Parece-me verde. Por uns momentos, eu corro. Até ficar com a cara no chão. Uma mecha de cabelos que se sobrepõe sobre os meus olhos impede a minha visão. Rapidamente a afasto, arregalando os olhos ao ver o que me espera, a uma certa distância.

É um cacto, tenho a certeza. Que mais pode ser, aqui no meio do deserto? Logo me levanto e impulsiono o meu corpo para a frente, limpando o pó da minha roupa enquanto o faço. À medida que me aproximo, vejo que estou errada. Não é um cacto, são vários. Remexo a minha bainha em busca de uma adaga, logo alcançando a lâmina aguçada. As minhas mãos percorrem todo o cacto sem o tocar. Eu não sei ao certo onde o cortar, acabo por fazer um rasgão no caule, mas fico desiludida ao constatar que o fluído no interior é transparente. Faço mais um corte nas folhas, e outro, mas o resultado é o mesmo.

Viro-me para os outros cactos. Algum deles tem de conter o veneno. A seiva escarlate. Eu corto um após outro, rachando-os em busca do sangue de viúva, mas nenhum deles tem a coloração correta. Enfim, estou perante o último cacto. Sento-me, os meus joelhos unidos e os meus pés separados para ambos os lados. Inclino-me para a frente, acutilando o corpo esverdeado, apenas para me desiludir. Mais uma vez.

Quando me levanto eu não sei para onde seguir. Não perdi o rumo a Qarth, mas não sei se conseguirei avançar mais sem nenhum colapso. Olho para a frente e para trás. Não quero voltar de mãos vazias, pelo que contínuo em frente. Não sei o que me deu na cabeça para não trazer um cantil de água. Só de pensar nisso sinto a minha boca ainda mais sequiosa. Isto, é claro, para não falar do calor abrasador. Eu tento conter a vontade de bradar, de soltar para fora o grito mudo na minha garganta. Como se isso ajudasse. Passo a mão pelo pescoço, mas o seu calor amplia o meu desespero. Volto o meu olhar para sul, onde estará Qarth. Quanto tempo demorarei a voltar? Sem contar que ainda terei de avançar mais para a frente e concluir o meu objetivo. Não sei se consigo aguentar a sede até lá, mas também não vejo alternativas. Por que achei eu que seria tão fácil?


Treino de vigor
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Avaliação de treino de habilidade

Ayisha Vhasserah

Outro ótimo treino de Venenos seu. Como sempre, tudo muito bem explicado e uma narração perfeita, deixando a leitura muito prazerosa. Parabéns!


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 30% de experiência pelo atributo de inteligência com 10 pontos
- 55% de experiência por ter a habilidade no nível 8

Recompensas
+ 75 pontos de experiência em Venenos
+ Sangue de basilisco

Avaliação de treino de habilidade

Ayisha Vhasserah

Ótimo treino. Narrou muito bem como o calor e a dificuldade da missão estavam afetando o Vigor da personagem. Alguns erros de ortografia geraram descontos.


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (8/10)

Total (98/100)


+ 30% de experiência pelo atributo de inteligência com 10 pontos
- 15% de experiência por ter a habilidade no nível 4

Recompensas
+ 113 pontos de experiência em Vigor
+ Técnica de habilidade: Vigor de Ferro (nível 5)

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DANGER! Poison, Keep Out
Sangue de viúva ganhou o seu nome devido ao cacto de onde provém, que contém uma seiva de tonalidade vermelha. Devido a esta coloração, ele é geralmente misturado com vinho, para uma melhor difusão. Não emite qualquer aroma, sendo totalmente inodoro. Não tem sequer sabor. Atrofiando os intestinos e a bexiga da vítima, afoga-a lentamente nas suas próprias toxinas, levando à morte em três dias.

Eu estou no deserto, à procura deste veneno. Qarth encontra-se a sul, mas demorarei um pouco até voltar a me dirigir para sul. Eu tento superar a sede que sinto de estar há horas no deserto, mas isto em nada ajuda. Já me deparei com um pequeno grupo de cactos, mas não eram o que procurava. Levo apenas um livro e um recipiente dentro da minha sacola para isto. Por algum motivo, eu achei que não ia demorar tanto, pelo que não levei um cantil de água.

Inspiro fundo, tentando achar alguma motivação dentro de mim para não virar costas e voltar para a cidade. Para isso, eu recordo-me a mim mesma de que esta será um dos meus últimos exercícios. Voltar para trás não implicaria apenas girar o meu corpo, mas também a minha mente. Um passo para trás nas minhas lições. Consigo pressentir um castigo se o fizer. Então, eu não o faço.

Continuo a andar, os segundos se tornando minutos, e os minutos tornando-se horas. Eu vejo novamente uma tonalidade verde no horizonte, destacando-se entre todas as cores quentes que vejo. Correria até lá, mas as minhas pernas sentem-se incapazes.

Atiro os meus joelhos para a areia quando já estou perante o cacto. Tiro o livro da sacola, os meus movimentos tão expeditos que parece que a minha vida depende disso. Esfolheio as suas páginas de papiro, quase sem olhar para o seu conteúdo. O vento tem a mesma vontade que eu, fazendo as páginas esvoaçarem, muitas vezes mais do que pretendo. A areia levada pelo vento teima em se fincar nas páginas, tal como o meu cabelo se obstina a colar-se à minha face. Logo o meu dedo impede as páginas de continuarem naquele alvoroço. Estou na página certa.

Averiguo a planta, observando cada detalhe e comparando ao desenho do livro. São parecidos, mas não posso ter a certeza apenas o observando. O caule e as folhas espinhosas, com uma ou outra flor escarlate. É pequeno, a sua altura superando por breves centímetros os meus joelhos. Tomo uma adaga em mãos e golpeio o tronco do cacto. O meu coração afunda quando recebe a informação dos meus olhos.

A seiva é vermelha. Sangue de planta. Alcanço o recipiente onde devo guardar o máximo que conseguir do veneno. Encaro a planta, decidindo a melhor forma de extrair todo o seu veneno. Acabo deslizar a adaga ao longo do tronco, colhendo todo o líquido com o recipiente. Faço incisões também em algumas folhas, até ver que o cacto não tem mais sangue de viúva. Uma morte por uma boa causa.

Saber que já posso finalmente voltar para Qarth devia me animar, mas não é o caso. Em vez disso, eu vejo as horas de viagem de volta à minha frente com um suspiro nos lábios. Mas ao menos eu não vou ter de preparar nada para o veneno se tornar mortal. Sangue de viúva é diretamente extraído do cacto, já preparado para findar mais uma vida efêmera.


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Veneno produzido: sangue de viúva
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Avaliação de treino de habilidade

AYISHA VHASSERAH

Um treino bem criativo, devo dizer. Gostei de como foi atrás (arduamente) do cacto para coletar sua seiva e preparar o veneno em questão. Boa escrita e não notei erros.

Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 30% de experiência pelo atributo de inteligência com 10 pontos
- 65% de experiência por ter a habilidade no nível 9



Recompensas
+ 65 pontos de experiência em Venenos
+ Sangue de viúva


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DANGER! Poison, Keep Out
Tento absorver a informação que acabou de me ser passada. Então para o meu “teste final” de venenos eu vou ficar na Casa dos Homens Pesarosos e apenas responder a perguntas como se fosse o meu primeiro treino? Eu achei que estava a progredir, mas agora tenho dúvidas. De qualquer das formas, eu tenho a certeza de que não será fácil, pelo que terei de me concentrar e rever os meus conhecimentos.

Apenas me disseram para esperar pelo mestre na cozinha e é o que farei. Chegando lá, as minhas mãos rapidamente se enlaçam em um dos livros, retirando-o de uma pequena estante. Sento-me logo em cima da mesa, cruzando as pernas e pousando o livro em cima das mesmas. Começo pela primeira página, vendo as plantas venenosas retratadas. Passo à frente, pois já as conheço bem. Beladona, teixo, cicuta. Releio as informações sobre o acônito, um veneno de contaminação por contato — daí ele ser muito usado para envenenar vestes — ou por ingestão. Vejo o chapéu cinzento e sinto o meu estômago remexer. Esse eu conheço demasiado bem. O veneno esteve dentro do meu organismo durante horas.

Sou desviada dos meus pensamentos pela figura que se aproxima, um sujeito encapuzado. Fecho o livro e deixo-o de lado, saltando para o chão. Ele caminha na minha direção sem parar, fazendo-me, por instinto, desembainhar a minha adaga. A sua mão pressiona o meu ombro, empurrando-me para o lado, e então ele abre um pouco o seu casaco, pousando vários frascos e ramos de plantas em cima da mesa. Engulo em seco, arregalando os olhos perante tal visão. A mesa fica preenchida de substâncias que eu precisarei de identificar.

Passados alguns segundos em que eu me limitei a observar tudo aquilo, o homem ao meu lado eleva a mão, gesticulando para a mesa. Nem sequer sei por onde começar. Abro a boca com a intenção de falar, mas não chega a sair qualquer som. Elevo ambos os meus braços, um para o canto direito da mesa, outro para meio do lado esquerdo. Agarro em dois dos frascos, lembrando-me de como os comparei em uma das minhas aulas. — Sangue de basilisco e sangue de mantícora. — Desta vez, porém, eu sei como os distinguir — Na minha destra, o sangue de basilisco, que eu mesma tive a oportunidade de extrair. Uma cera verde escura, ao contrário do sangue da mantícora, que é mais claro. O veneno do basilisco provém das suas presas. Causa espasmos musculares e anestesia o pescoço e a cabeça, de forma a dificultar a respiração. Perde-se a capacidade de falar e a visão da vítima fica turva. — Afasto o frasco negro, que tem uma tampa lacrada com uma rolha, e coloco-o sobre o balcão de pedra do meu lado esquerdo.

Aproveito para caçar também o sangue de basilisco, que não é muito difícil de detetar. Encontra-se num prato, sendo esta uma substância maleável, uma pasta que passa por tempero de uma refeição. Preparo-me para falar, mas sou interrompida. — Eu já sei que tu não tens qualquer dúvida acerca do sangue de basilisco, Morghe. Mas sobre o tratamento, lembras-te de como é feito? — Aceno com a cabeça. — A loucura é irrevogável, mas duas gotas diárias de doce sono ajudam para purificar o corpo da vítima. — Também deixo o prato de parte, agora focando-me no frasco redondo que ainda tinha em mãos, um creme esverdeado. — O veneno de uma mantícora é um pouco mais perigoso que o de basilisco. É fatal no momento em que atinge o coração, sendo a única forma de contrariar o seu efeito o uso de alguma substância que possa engrossar o sangue, retardando o seu efeito para que o sangue possa ser purificado. Mas ainda antes disso, o seu efeito imediato é extremamente perigoso. Incapacita a vítima, que fica incapaz de se mover com destreza, em profunda dor.

Inspiro fundo, menos três venenos. Estes não foram difíceis. Eu mesma lidei com dois deles, extraindo tanto o veneno das presas como o sangue de um basilisco. Posso orgulhosamente dizer que uma das minhas adagas foi embebida no veneno de basilisco e possuo uma dose de sangue basilisco para quando quiser deixar alguém insano. Afasto um veneno de coloração vermelha da mesa. — Também já conheço o sangue de viúva — murmuro distraidamente, enquanto caço o meu novo alvo. Eu mesma extraí o veneno do cacto de onde vem o sangue de viúva, passando horas cansativas no deserto — O mesmo para a poção definhante — Acrescento. A poção definhante foi o que me salvou do veneno de chapéu cinzento — cogumelo que eu também afasto, sem dizer nada quanto a este, não há necessidade quando foi o próprio homem ao meu lado a envenenar-me — e agarro um frasco transparente com vários cristais roxos. — O estrangulador. Como o próprio nome indica, o estrangulador asfixia as suas vítimas numa questão de segundos. A única forma de contrariar o seu efeito é realizar uma incisão na garganta, que possa desobstruir a passagem de ar. — Ainda não acabei de falar, ia agora falar da preparação do veneno, mas sou impedida. — E onde é feita a incisão?

Engulo em seco, sentindo o movimento na minha garganta. Devo apontar para alguma parte em especial, só não sei qual. A minha função não é curar. Deslizo o dedo pelo meu pescoço lentamente, acabando por parar a meio e erguendo o olhar para ele. — De certeza? — Mordo o lábio, acenando de leve. — Está certo, embora não o saibas. — Ele aproxima-se, o seu dedo frio tocando no mesmo lugar, mas movendo-se um pouco até encontrar o local certo. Consigo sentir os anéis que compõem a minha traqueia e o choque de temperaturas. Sinto ainda um desconforto causado por aquela algidez. Quero mandá-lo tirar a mão, porque  não gosto que me toquem e não quero saber onde fazer a incisão, mas sei que tenho de me controlar e assim o faço.

É aqui. — Ele acaba por dizer, afastando-se de seguida. Devo parecer irada quando volto a olhar para a mesa, mas não o consigo evitar. Nem sequer falo mais do estrangulador. Uso a ponta dos dedos para içar um novo frasco. Removendo a rolha, tento distinguir o seu cheiro. O frasco não contém muito líquido. Incolor, inodoro. — Lágrimas de Lys. — E indetetável. A um preço considerável, traz a morte certa. Não há escapatória. — É impossível detetar o seu veneno. Ataca o estômago da vítima, enfraquecendo-a e levando à morte em três dias. É muito facilmente confundido com gastrite ou algum outro problema no estômago. — Removo as Lágrimas de Lys da mesa, passando para o próximo. O meu sucesso até agora deixa-me orgulhosa, mas não estou surpreendida. Eu realmente sinto que sei que não tenho muito mais a aprender sobre venenos. As minhas lições estão, de facto, a chegar ao fim.


Habilidade treinada: Venenos
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DANGER! Poison, Keep Out
Elevo o meu braço para caçar um ramo de grandes flores rosadas, intercaladas com alguns frutos negros. As suas folhas têm uma tonalidade verde fosca. Deixo o ramo pender uns meros centímetros em frente do meu nariz. Um aroma aprazível, mas bem mortal. — O que é? — Uma pergunta simples, com uma resposta igualmente simples. — Meimendro — digo, espontaneamente. Podia ter logo começado por identificar as plantas neste meu teste. Ao contrário dos frascos com venenos, estas têm perfis mais particulares. — Quando ingerido, causa alucinações e deixa a vítima com manchas vermelhas no seu corpo. Os seus batimentos cardíacos aumentam à medida que o pavor toma conta da sua mente. Então, a vítima morre desse medo. — Uma morte ominosa. Não é algo a que eu recorreria levianamente. Prefiro as minhas adagas a qualquer altura, mesmo que os riscos para mim sejam elevados.

Deixo o meimendro sobre um balcão de pedra maciça e volto a observar a mesa. Vou procurar uma outra planta e eliminar mais algumas respostas acessíveis. — Poejo — Aponto para a planta, muito semelhante a hortelã, mas de folhas mais escuras e ásperas. — Um dos ingredientes do chá da lua. — Tal como fiz anteriormente, aproximo a planta do meu rosto, para sentir o seu doce aroma. — Um ingrediente culinário, ajuda a combater a gripe, porém em excesso causa náusea e tonturas. É usado para fabricar o chá da lua. Uma dose forte pode até mesmo surtir esse efeito. Aborto.

Encontro um outro ingrediente do chá da lua. — E tanásia, também usada no chá da lua. — Inalo o seu perfume natural, semelhante a alecrim. — Combate dor de estômago, febre e a doença dos tremores, mas em grande quantidade também pode causar dor no estômago, ou até mesmo convulsões. Uma dose forte também causa aborto, tal como com o poejo. Estes abortos não são tão eficazes como o chá da lua e têm consequências negativas. — Ao contrário das flores do meimendro, estas são minúsculas, mas centenas delas juntas formam a flor, de um pigmento amarelo.

Encaro a mesa por breves instantes. O meu objetivo era identificar todos os venenos — alguns são mais eficazes que outros, claro — na mesa e enunciar as suas características, algo em que tenho sucedido. Estou feliz por poder dizer que metade dos venenos já foram postos de parte e, ao que me parece, os que ainda faltam não serão um grande desafio para mim.

Habilidade treinada: Herbologia
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Avaliação de treino de habilidade

Ayisha Vhasserah

Um treino esplêndido, ortografia impecável, fez-me satisfeita ao fazer do último treino de venenos uma espécie de compilado dos conhecimentos. Parabéns.


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 30% de experiência pelo atributo de inteligência com 10 pontos
- 65% de experiência por ter a habilidade no nível 9

Recompensas
+ 65 pontos de experiência em Venenos
+ Técnica de habilidade: Serpente Humana (nível 10) — Torna-se mestre dos venenos, uma serpente entre os vivos. Capaz de produzir e manipular as mais mortais substâncias do mundo, com uma perícia assustadora, torna-se capaz de fabricar misturas potentes e mortais com total facilidade. (Se torna capaz de fabricar as substâncias Lágrimas de Lys e Estrangulador).
+ 2 pontos em inteligência
+ 1 ponto em persuasão

Avaliação de treino de habilidade

ayisha vhasserah

Avaliar os treinos de players portugueses tem feito que eu aprenda algumas novas expressões, o que é um ganho a mais para mim, mesmo que não influencie na avaliação. De fato, o seu treino de herbologia não se concentrou em apenas uma planta, o que explica as limitações acerca dos conhecimentos apresentados, para que não se tornasse demasiado maçante acompanhar. Com isso dito, apenas devo parabenizar-lhe novamente. Um dos pontos positivos também foi a divisão do texto, que o tornou fluido e confortável para a leitura. Permaneça evoluindo.

Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 38% de experiência pelo atributo de inteligência com 12 pontos
- 10% de experiência por ter a habilidade no nível 3

Recompensas
+ 128 pontos de experiência em Herbologia


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DANGER! Poison, Keep Out
A próxima planta em que toco queima a ponta dos meus dedos, pelo que a largo no mesmo segundo. Um formigueiro percorre agora os dedos da minha mão direita. Abro e fecho a destra, este veneno contamina por contato. É usado para envenenar vestes, sem dúvida.

Eu sei isto. Eu sei. Tenho um dedo em cada têmpora, fazendo uma breve massagem, estimulando os neurónios que teimam em não fazer o seu trabalho. Com sete pétalas azuis, é uma flor simples. Conheço os seus efeitos. Aprendi que, ingerido, queima o estômago e amortece a boca, acabando por levar a náusea e entorpecimento de todo o corpo. A vítima morre por asfixia. É o meu teste final, devo conhecer estes venenos. Ainda há pouco eu achei que as plantas eram mais características, mais fáceis de identificar. E até são, mas não me estou a lembrar do nome. Digo ao mestre tudo o que sei sobre a planta, tudo aquilo que acabou de cruzar os meus pensamentos. — Eu apenas não sei o nome. — Finalizo. Podia ser pior, ainda sei alguma coisa. Mas não o suficiente.

O acônito — Ele responde — Como é feito o tratamento? — Não estou admirada pela pergunta, tampouco preocupada com a resposta, pois já sei bem. Movo o ramo para junto dos restantes venenos que já identifiquei enquanto falo, no balcão de pedra. — Um estimulante para evitar a paragem cardíaca que causa a asfixia. — Encaro de seguida o mestre — Ou removendo o veneno do corpo. — Acrescento de seguida. Apesar de não saber muito sobre ervas, eu sei muito sobre as ervas que funcionam como venenos. Até posso vir a expandir os meus conhecimentos em herbologia, embora não seja algo que muitos assassinos optem por estudar. Conhecer venenos tem a simples e óbvia utilidade de levar a uma morte que muitas vezes não gera suspeitas. Conhecer plantas não trará uma vantagem específica para a profissão, porém, não posso negar que é um conhecimento útil em geral.

Olho novamente para a mesa, analisando a variedade de venenos que ainda se encontram na mesma. A minha destra flutua sobre a mesma, parando por breves momentos em cima de cada recipiente ou planta, caçando o próximo alvo. Fecha-se em torno de um deles, clamando mais um para si.

O frasco nas minhas mãos contém um fluído ebúrneo. Não preciso de ponderar por muito tempo antes de responder. Trata-se de um veneno famoso, se é que pode ser chamado veneno. — Leite de papoula. — Murmuro, rodopiando o vidro que o contém entre os meus dedos — É usado como anestésico, diminui a dor e causa sono. Mesmo com grande dor, a pessoa administrada com leite de papoula consegue adormecer. É usada no tratamento de ferimentos, porém, é uma substância muito viciante. Há quem prefira passar pela dor do que recorrer ao leite de papoula. — As minhas falas são pausadas, enquanto me tento lembrar de tudo o que sei sobre o leite de papoula que, convenhamos, não foi o meu maior interesse durante as aulas, pelo óbvio motivo de se tratar mais de um antídoto. Mas faz parte do programa, pelo que tenho de o conhecer na mesma.

Arrumo o frasco entre os restantes venenos, apesar de este não ser propriamente um, mas paro a meio do movimento quando ouço o mestre a perguntar-me a origem do leite de papoula. — Uma planta, a papoula. São raladas vagens ainda não maduras e o resultado é o leite de papoula. — Com um aceno, eu continuo o que estava a fazer, depositando o recipiente entre os restantes venenos, numa fila organizada. — Como é curado o vício em leite de papoula? — Cruzo as minhas mãos e encaro-as, enquanto penso na resposta. Como é que se cura uma adição, além de abstinência?

Dou por mim a morder o lábio distraidamente, e recordo-me que já se passou algum tempo desde que a pergunta foi lançada. — Chás? — Eu realmente não sei, mas conheço as diversas vantagens de um bom chá, então é esse o meu palpite. — Sim… calmantes naturais. — Aceno com a cabeça, mas a minha atenção diverge a partir daí. Tento assimilar todos estes conhecimentos, enquanto olho para os restantes venenos, sem a visão focada.


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Avaliação de treino de habilidade

Ayisha Vhasserah

Foi um ótimo treino. Gostei como incorporou os ensinamentos de herbologia no ofício da sua personagem. Parabéns!


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 38% de experiência pelo atributo de inteligência com 12 pontos
- 15% de experiência por ter a habilidade no nível 4

Recompensas
+ 123 pontos de experiência em Herbologia
+ Técnica de habilidade: Herbologista (nível 5)
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DANGER! Poison, Keep Out
Quatro venenos. Acabando de os identificar, posso considerar as minhas lições terminadas. Suspiro, tomando aquele que é mais distinguível nas minhas mãos. — Sono doce. Usado para acalmar os nervos, para diminuir dores e para provocar sono. — Trata-se de um pó branco, porém o recipiente que o contém é de um vidro amarelo. É mais um dos venenos que são mais usados como antídotos, porém, que podem ter efeitos colaterais, daí eu ter aprendido sobre eles. — E as doses? — Claro, as doses devem ser bem controladas.

Uma dose acalma o coração e reduz tremores. — Agarro o mindinho esquerdo com a minha destra. Cada frasco pode ter até cinco doses, porém, não é necessário usar mais de três. — Duas doses dão um sono sem sonhos. — Junto o dedo anelar ao mindinho. — E três doses concedem um sono eterno. — Sei também que é menos potente que leite de papoula e menos viciante, porém, permanece no organismo, razão pela qual o uso excessivo pode levar a danos permanentes, como desmaios constantes. — Com uma dose demasiado grande, o paciente fica inconsciente por um dia, pelo que há tempo suficiente para ainda assim se reverterem os efeitos. — Acrescento, sem chegar a mencionar o tratamento. É necessário apenas purgar o sangue ruim e eu já tinha dito como fazer isso, suponho que não é necessário repetir.

Pouso o frasco de sono doce no balcão, juntamente com os restantes venenos. Têm de estar todos encolhidos para haver espaço para mais estes últimos. Volto a olhar para a mesa onde estão apenas dois unguentos diferentes e um ramo com flores rosadas. Pego na planta hesitantemente, para me certificar de que não queima com o contato como o acônito. Rodo-a entre os meus dedos com destreza, tentando encontrar algo que a distinga. As pétalas parecem-me comuns. Afunilando-se em volta do centro, cada flor tem umas cinco pétalas. As folhas são compridas e estreitas, imagino que a planta de onde advém deve ser alta.

Oleandro. — Murmuro, sem muita certeza. — É altamente tóxica. — Lembro-me de uma curiosidade que captou o meu interesse — Comer o mel de uma abelha que utilizou o seu néctar pode ser o suficiente para causar a morte. — Acrescento rapidamente, demonstrando a atenção que dei às minhas lições. Penso mais um pouco, tentando diferenciar os diferentes conhecimentos que adquiri ao longo deste tempo. Na minha mente, muitas outras plantas tóxicas surgem como obstáculos enquanto tento me focar apenas no oleandro. — Todas as partes da planta são tóxicas. — Falo pausadamente, tentando organizar os meus pensamentos. Olho para o homem ao meu lado, procurando a aprovação no seu semblante e quando o vejo, movo o ramo do oleandro para o balcão, juntamente com todos os outros venenos. Olho agora para as duas últimas substâncias. Dois unguentos que eu vou ter de me esforçar para diferenciar.

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DANGER! Poison, Keep Out
Uma coisa que eu sei. Ambos os unguentos à minha frente são usados para limpar ferimentos. Fogo myrês e leite de fogo, sei disso. Apenas não sei bem distinguir qual é qual. Sei que ambos queimarão quando os tocar. Ainda assim, eu toco em cada um deles. Um dos unguentos é mais pálido que o outro, mas são ambos de uma tonalidade vermelha.

Leite de fogo é usado para limpar ferimentos. O seu efeito é dado através de contato. — A minha voz é ligeiramente monótona, estou a recordar as palavras exatas que li. — Queima, como o próprio nome indica. Também pode causar fraqueza, mas ajuda a evitar infeções. É essencial para qualquer curandeiro, já que ajuda na recuperação de ferimentos e lesões. — Eu vou simplesmente seguir os nomes. Agarro o recipiente que contém o unguento mais pálido, assumo que deve ser este o leite de fogo.

Obtenho a aprovação do mestre e fico feliz por deixar o leite de fogo de parte. Apenas o fogo myrês se encontra ainda na mesa. — E o fogo myrês. — Tomo o frasco nas minhas mãos, inalando o seu cheiro acentuado. — À semelhança do leite de fogo, também este queima a pele, sendo aplicado para limpar ferimentos. Combate infeções e ajuda a evitar a grangrena. Também enfraquece a vítima. — Sem mais a dizer, coloco o fogo myrês no balcão onde todos os venenos se encontram. Acabei de identificar tantos venenos que perdi a conta.

É tudo? — Pergunto, inspirando fundo. — Pelo que parece. Mas agora tenho algo mais para ti, já que o teu conhecimento claramente aumentou. — Ergo o meu olhar até ele, confusa pelas suas palavras. Ganho uma recompensa? Nunca achei que isso ia acontecer. Mantenho-me em silêncio, esperando que ele continue. — Em Grande Mohaq, há uma mulher fugindo das Cidades Livres. Uma antiga escrava, que desagradou certas pessoas. Ela tem uma lágrima abaixo do olho, contudo, é possível que esconda a sua tatuagem. — Aceno com a cabeça, para mostrar a atenção que presto às suas palavras, apesar de me manter em silêncio. — O teu objetivo é matar esta mulher. Com um pequeno requisito… a sua cabeça deve voltar para Qarth, para que haja certeza da sua morte. — Viajar com uma cabeça atrás, parece-me bem. Passo a mão pelos cabelos, puxando-os para trás, sem comentar sobre a frustração que esse pequeno detalhe me dá. Espero que não seja assim com muitos mais alvos. — E além disso… — Devo ficar assustada? — Para realmente aproveitar os teus conhecimentos sobre venenos, quero que voltes com o estrangulador. Acho que não tenho de especificar, não é? — Não, realmente não precisa. Sei como preparar o estrangulador a partir das folhas que se encontrão nas diferentes ilhas banhadas pelo Mar de Jade. Como Grande Mohaq.

rp fechada.

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Avaliação de treino de habilidade

Ayisha Vhasserah

Um treino excelente, assassina. Além de ter demonstrado um grande conhecimento a respeito da planta, o fez com maestria e sem qualquer falha que fosse perceptível a mim, por isso não tenho do que reclamar, meus parabéns.


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 38% de experiência pelo atributo de inteligência com 12 pontos
- 25% de experiência por ter a habilidade no nível 5


Recompensas
+ 113 pontos de experiência em Herbologia
Avaliação de treino de habilidade

Ayisha Vhasserah

Mais um treino muito bem feito, e que me deixa sem críticas a fazer. Demonstra bem as características de sua personagem com ortografia impecável, além de finalizar o texto muito bem. A RP será fechada e movida ao tópico de destino.


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 38% de experiência pelo atributo de inteligência com 12 pontos
- 35% de experiência por ter a habilidade no nível 5


Recompensas
+ 103 pontos de experiência em Herbologia





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Re: [RP fechada] DANGER! Poison, Keep Out

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