We're at war nowA Song of Ice and Fire RPG
The game has begun. Will you win, or will you die?
Últimos assuntos
» Ausências
por The Maiden Sab Abr 29, 2017 3:25 pm

» [RP fechada] Mind Games
por Syndor Qua Mar 22, 2017 10:35 pm

» Pedido de atualização
por Francesca Sweet Sab Mar 18, 2017 8:23 pm

» [RP Fechada | 18+] Tell Me
por Dennis Braund Sab Mar 18, 2017 1:56 am

» [Quest Narrada] A Seita Branca
por Nanien Mormont Qui Mar 16, 2017 11:04 pm

» Avaliação de treinos
por Meena Ter Mar 14, 2017 12:52 pm

» [ Quest Narrada ] - Saquear!
por Dorian Mormont Seg Mar 13, 2017 7:44 pm

» [RP Fechada] Something Else?
por Dorian Mormont Seg Mar 13, 2017 7:32 pm

» Check-in [Fevereiro]
por Hyperion Targaryen Dom Mar 12, 2017 2:55 pm

» [RP FECHADA] Distant past
por Ella Baratheon Sab Mar 11, 2017 1:35 pm

» [RP FECHADA] The deer on ice
por Ella Baratheon Sab Mar 11, 2017 1:25 pm

» [RP Fechada | Flashback] Recovery drink
por Many-Faced God Qui Mar 09, 2017 11:49 am

» [RP Aberta][Flashback] Kung Fu Panda
por Many-Faced God Qui Mar 09, 2017 11:34 am

» [RP FECHADA] Beyond the view
por Many-Faced God Qui Mar 09, 2017 11:22 am

» [Quest Narrada] Human hunting
por Theon Snow Qua Mar 08, 2017 4:22 pm

» Solicitação de Grupos
por Davos Icewood Ter Mar 07, 2017 10:15 pm

» [RP fechada] What do you see?
por Dorian Mormont Seg Mar 06, 2017 11:14 pm

» [Quest Narrada] Hot room
por Narrador Seg Mar 06, 2017 10:52 pm

» [Quest Narrada] Do not succumb
por The Maiden Made of Light Seg Mar 06, 2017 8:55 pm

» [RP Fechada]Flashback - The Bastard Child in the Snow. Pt.2
por Theon Snow Seg Mar 06, 2017 4:23 pm

» [RP Fechada] Crazy Kids
por Elyria Arryn Seg Mar 06, 2017 2:55 am

» [RP FECHADA] Confidence
por Elyria Arryn Seg Mar 06, 2017 1:15 am

» Quest Narrada - O Lugar de um Lorde
por Dorian Mormont Dom Mar 05, 2017 9:11 pm

» [RP fechada] Looking for a Fight
por Nälla Dom Mar 05, 2017 12:19 pm

» [RP Fechada | 18+] Facing the Lioness
por Dennis Braund Sab Mar 04, 2017 5:15 pm

» [RP FECHADA] Primeiros passos
por Arthor Stark Sex Mar 03, 2017 5:01 pm

» [RP fechada +18] Wicked Game
por Dennis Braund Sex Mar 03, 2017 4:33 pm

» [Quest Narrada] Dia da Caça, Dia do Caçador
por R'hllor Sex Mar 03, 2017 3:11 pm

» [Aviso] Pedidos no WOD-Resources
por Narrador Qua Mar 01, 2017 7:35 am

» Pedidos de quest
por R'hllor Ter Fev 28, 2017 11:54 pm

» [RP FECHADA +18] - Into the Lion's Den
por Susanne Glover Ter Fev 28, 2017 5:23 pm

» [RP FECHADA - 18+] Coming back? Are you sure?
por Erin Lannister Ter Fev 28, 2017 5:03 pm

» [RP Aberta] Hunting The Chicken
por Roth Whiteforest Seg Fev 27, 2017 2:25 pm

» [RP Fechada, flashback] You only live once
por Cory Silversun Seg Fev 27, 2017 1:37 am

» [RP fechada | Flashback] Old man, poor man
por Masamune Tsubakein Dom Fev 26, 2017 10:39 am

» [RP FECHADA] I Put a Spell on You
por Quinn Elijah Flowers Dom Fev 26, 2017 6:02 am

» [RP FECHADA] Flashback — running through the fire
por Many-Faced God Sab Fev 25, 2017 5:12 pm

» [RP Fechada] Mirror of the Destiny, can you show me...? ~ Flashback
por Many-Faced God Sab Fev 25, 2017 4:51 pm

» Premiações [Fevereiro]
por Anole Tallhart Sab Fev 25, 2017 4:16 pm

» [RP Fechada]Flashback - The Bastard Child in the Snow. Pt.1
por Many-Faced God Sab Fev 25, 2017 12:20 pm

» [RP ABERTA] Mademoiselle Marchand
por Many-Faced God Sab Fev 25, 2017 12:12 pm

» [RP FECHADA] O dever de um Lord #1
por Many-Faced God Sab Fev 25, 2017 12:08 pm

» [RP FECHADA] Recomeço
por Many-Faced God Sab Fev 25, 2017 11:56 am

» [RP FECHADA - FLASHBACK] forget it
por Many-Faced God Sab Fev 25, 2017 11:49 am

» Atualizações Específicas
por Roth Whiteforest Sab Fev 25, 2017 10:57 am

» [RP Fechada] Bring Me Virgins
por Dennis Braund Sab Fev 25, 2017 2:45 am

» [TREINO] Black Warrior
por Alice Targaryen Sex Fev 24, 2017 4:59 pm

» [RP ABERTA] Dance Of The Druids
por Many-Faced God Sex Fev 24, 2017 2:02 pm

» [FP] Hew Tyrell
por Many-Faced God Sex Fev 24, 2017 12:41 pm

» Solicitação de Conquistas
por R'hllor Qui Fev 23, 2017 11:42 pm

» [RP Fechada] The precise attack
por James Lannister Qui Fev 23, 2017 11:03 pm

» [FP] Desmond Targaryen
por Desmond Targaryen I Qua Fev 22, 2017 5:21 pm

» Quest Narrada - Uma transa de matar
por Narrador Qua Fev 22, 2017 1:36 pm

» RP FECHADA - Win or Die
por Drywn Graceford Ter Fev 21, 2017 1:01 am

» [RP Fechada/Flashback] Do not go, my dear
por Alannys Ashford Seg Fev 20, 2017 11:24 pm

» [RP Fechada] The witch and the prostitute
por Layna de Braavos Seg Fev 20, 2017 10:35 pm

» Quest narrada - Uma nova tarefa
por Alaric Umber Seg Fev 20, 2017 10:25 pm

» Quest narrada - O dia de amanhã
por Layna de Braavos Seg Fev 20, 2017 9:42 pm

» Quest Narrada - Onde se separa a menina da mulher
por Dorian Mormont Seg Fev 20, 2017 5:13 pm

» Quest Narrada - Sérios problemas
por Dorian Mormont Seg Fev 20, 2017 5:09 pm

» Moderação de tópicos
por Allenhardt Pyke Seg Fev 20, 2017 2:46 pm

» [RP fechada - Flashback] - The water hears and understands
por Allenhardt Pyke Seg Fev 20, 2017 2:44 pm

» RP Fechada - Mercy
por The Old Gods Seg Fev 20, 2017 2:24 pm

» [RP FECHADA] Reading until dawn
por The Old Gods Seg Fev 20, 2017 1:22 pm

» [Dungeon] Frozen Treasure - Inscrições
por Dorian Mormont Seg Fev 20, 2017 12:01 am

» [RP FECHADA] Um novo homem [+18]
por Elizabeth Tyrell Dom Fev 19, 2017 11:09 pm

» [RP FECHADA] PREFÁCIO — Disturbing nights
por Dorian Mormont Dom Fev 19, 2017 10:40 pm

» [RP Fechada] A Beautiful Day to Walk
por James Lannister Dom Fev 19, 2017 5:20 pm

» [Quest One Post] Careful, child
por The Maiden Made of Light Sab Fev 18, 2017 11:02 pm

» RP fechada - Aquecimento de inverno
por The Old Gods Sab Fev 18, 2017 5:32 pm

» [RP Fechada] Moment Between Sisters
por Leana Targaryen Sab Fev 18, 2017 1:23 pm

» [RP FECHADA] THE BEAST INSIDE
por The Black Goat of Qohor Sab Fev 18, 2017 1:01 pm

» [RP Fechada] As Sombras Erguem-se
por Narrador Sex Fev 17, 2017 7:54 pm

» [RP Fechada - Flashback] Try Again
por The Old Gods Sex Fev 17, 2017 6:58 pm

» [RP Fechada/flashback] The golden age
por The Old Gods Sex Fev 17, 2017 6:46 pm

» [RP Fechada - Flashback] Only policy
por The Old Gods Sex Fev 17, 2017 6:22 pm

» [FP] Ambrose, Garth.
por The Maiden Made of Light Sex Fev 17, 2017 3:32 am

» [RP Fechada] House of Memories
por Elyria Arryn Sex Fev 17, 2017 1:27 am

» [Dados] As Sombras Erguem-se
por Narrador Sex Fev 17, 2017 12:35 am

» [RP Fechada] Red lips always lie
por Layna de Braavos Qui Fev 16, 2017 9:53 pm

» [RP Fechada] Ascensão
por The Black Goat of Qohor Qui Fev 16, 2017 7:36 pm

» [RP Fechada] Jobbery.
por The Black Goat of Qohor Qui Fev 16, 2017 6:45 pm

» [RP Fechada] Fallin Apart
por The Black Goat of Qohor Qui Fev 16, 2017 6:41 pm

» [RP Fechada] Bastard... and Mastermind.
por The Black Goat of Qohor Qui Fev 16, 2017 5:44 pm

» [FP] Lancelyn Wyl (EM CONSTRUÇÂO)
por Lancelyn Qui Fev 16, 2017 5:24 pm

» [RP FECHADA] Snowed woods
por Alaric Umber Qua Fev 15, 2017 11:07 pm

» [Quest Narrada] Murder
por Narrador Qua Fev 15, 2017 10:44 pm

» [RP FECHADA +18] Lose It
por Terry Ashford Qua Fev 15, 2017 10:31 pm

» [RP Flash. +18] — She knows what I think about
por Many-Faced God Qua Fev 15, 2017 8:29 pm

» [Rp Fechada] Oloko
por Eustass Kid Qua Fev 15, 2017 8:17 pm

» [RP Aberta] A Agonia dos Corvos
por Many-Faced God Qua Fev 15, 2017 7:57 pm

» [RP Fechada] Lift Now
por Memphis Greyjoy Qua Fev 15, 2017 4:22 pm

» [RP FECHADA] Girls and knives, good brides
por Drowned God Qua Fev 15, 2017 4:02 pm

» [RP FECHADA] O Conselheiro da Fortaleza De Águas Claras.
por Drowned God Qua Fev 15, 2017 3:49 pm

» Promoção: Convide seus amigos
por James Lannister Qua Fev 15, 2017 11:40 am

» [Quest Narrada] The father's bones
por The Maiden Made of Light Qua Fev 15, 2017 7:12 am

» Quest narrada - Bravo?
por Lorien Hill Qua Fev 15, 2017 6:56 am

» Quest Narrada - Sussurros
por Dorian Mormont Ter Fev 14, 2017 9:23 pm

» [Quest Narrada] O satã
por Dorian Mormont Ter Fev 14, 2017 9:15 pm

" />

[rp flashback fechada] bears in the woods

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Bears in the woods
RP flashback fechada, que começará com o post de Elliot e se passa na Ilha dos Ursos. Dorian convocou Elliot Hornwood e Darlessa Tallhart para o ajudarem a solucionar um problema local em suas terras. É uma manhã de céu limpo, uma finíssima neve cai mas não acumula, um clima frio e úmido devido a uma chuva da noite anterior.
avatar
Imagem :
Mensagens : 48
Nome do jogador : shadow
Dragões de ouro : 9
Veados de prata : 170
Estrelas de cobre : 1
Idade : 36
Salário extra : 9%
Ver perfil do usuário
Conselheiro

Voltar ao Topo Ir em baixo

Bears in the woods

O dia acabara de nascer na Ilha dos Ursos, era uma manhã gélida, de poucas nuvens e com um céu extremamente azul. Chovera na noite passada, acontecimento que fazia com que o cheiro de relva contaminasse o pátio, não, a ilha… Já estava de pé, vestindo botas de couro fervido, calças de couro negras, camisa de manga longa feita de lã cinza e uma longa capa negra de lá cobrindo todo o corpo e conferindo uma defesa superficial contra a neve que caía devagar. Q’onos não estava na cama ao lado, significando que talvez estivesse na biblioteca dos Mormont pesquisando e refletindo sobre diversos assuntos tão peculiares como manticoras de Yi Ti.

Quando havia chegado a alguns anos atrás e meu mestre logo após, várias perguntas começaram a ser feitas, todavia cessaram após uma rápida explicação privada com Dorian. Ele não passava de um amigo da família que tratara das enfermidades de meu pai e me ensinara a falar Alto Valiriano, Dothraki, o idioma do Verão e o Valiriano miscigenado da Baía dos Dragões. Como pedido de meu pai, Q’onos iria me ajudar no que fosse. Como uma espada ajuramentada, só que em vez de portar uma armadura e arma portava um livro e sua mente. A história não era de todo mentira, mas ele conseguira se adaptar sem problemas e meu treinamento prosseguiu da mesma forma sem ninguém se ferir, portanto…

Saí de meus aposentos e parti em direção ao pátio. Homens treinavam, e algumas mulheres também. Alguns homens me encararam de imediato e não pude deixar de sentir seus olhos, eu raramente os olhava na mesma medida que eles faziam, sempre executava o que havia de ser executado e sumia da mesma maneira que aparecia. Dedicava conversas somente com Dorian, os serviçais do castelo e os soldados que ousavam falar comigo por iniciativa própria. Sempre os recebi bem, dirigindo-lhes sorrisos simpáticos - e que para olhos treinados mais pareciam um reconforto após alguma tragédia, mas felizmente, poucos olhos treinados dedicavam atenção a mim e por isso eu era grato.

Tomei uma lança de madeira na mão direita, a ergui para sentir seu peso e após julgar ser uma boa arma me distanciei até o boneco de feno mais distante. Era difícil eu pegar em armas físicas e encarar meus inimigos, era difícil até arrumar inimigos que usassem armas, geralmente eles utilizavam coisas ancestrais, entretanto, passar um tempo no Norte me revelou que pegar em armas físicas era uma obrigação e não uma opção e este seria meu meio de defesa por hora.

Observei os movimentos de um soldado que empunhava uma lança e lutava com um espadachim. Tinha os pés afastados, ambas as mãos no cabo da lança e relativamente distantes, mas nem tanto. Avançava com passos largos como se deslizasse sobre o solo do pátio e com a mesma rapidez recuava, era uma arma interessante. Observei outro homem montando guarda nos grandes portões do Grande Salão, estudando sua postura. Ereto, firme, a mão um pouco abaixo se comparado com o outro soldado, seria para arremessar a lança caso fosse preciso? Preferia manter-me na ignorância por enquanto.

Uma estocada, duas, três. Uma na cabeça, uma no ombro e outra na perna. Todas atravessaram o boneco devido a força empregada. Recuei, posicionando a arma em riste e elevando a parte inferior da lança até o rosto do boneco num golpe atordoante, retornando a guarda logo em seguida. Os movimentos eram lentos, claro, mas procurava movimentos consistentes e firmes e não velocidade, não era tempo para isso ainda. Alguns soldados me encaravam de soslaio e desviavam o olhar com rapidez. Eu estava suado, girei em trezentos e sessenta graus e bati com a ponta da lança na cabeça do boneco, recuei e atirei a lança com toda a força. Arremesso miserável, pois atingiu de raspão o pé e caiu logo atrás de um soldado que praguejou um insulto, tive de ignorar, afinal, eu estava errado…

De repente, um servo apareceu. Caminhei em sua direção com passos nervosos após o pequeno acidente e este me contou que Dorian convocava minha presença para uma rápida reunião em seu Grande Salão. Agradeci com um sorriso e parti a passos largos, enquanto a roupa já aderia em minha pele.

Ao chegar no salão, um mapa da Ilha dos Ursos, Dorian, sua mestre-de-armas, alguns soldados e havia uma trilha de sangue levava para a ala dos soldados. As mãos do Grande Urso estavam manchadas de sangue, sua testa estava suada e tinha um olhar tenso. - Elliot, bom dia meu amigo. Lamento ter te tirado da cama tão cedo mas preciso da sua ajuda. Disse rapidamente com um caloroso sorriso. Ele estendeu o braço e agarrei seu antebraço com firmeza num cumprimento firme.

- Não te preocupes, o que se sucedeu? Sorri e perguntei, já esperando pelo pior. O sangue, seu cenho franzido, a trilha e a mestre-de-armas… Tudo isto apontava para uma tragédia. E a expressão resoluta da mulher não melhorava a situação, transmitia somente eficiência, rigidez e de certa forma uma elegante selvageria. Os soldados se olhavam de segundo a segundo e uma área do mapa estava circulada. Mantive-me firme e esperei por alguma resposta.


- Um homem foi atacado na parte mais distante e inabitada da ilha Elliot, por um urso, e o dito decepou a mão de um bom servo meu. Não posso deixar meu povo ser atacado na floresta, isso passaria a sensação de insegurança e o período de acasalamento está chegando o que significa que as mães e os pais ficarão ainda mais agressivos em questões territoriais e maternais, portanto, devemos fazer algo a respeito. Explicou rapidamente jogando uma enxurrada de palavras sobre mim. Respirei e me perdi no mapa por um segundo, voltando a mim logo em seguida...


Legenda

Falas
Narração
Pensamentos
Falas de Terceiros

Habilidade treinada:
Lança
avatar
Imagem :
Mensagens : 48
Nome do jogador : shadow
Dragões de ouro : 9
Veados de prata : 170
Estrelas de cobre : 1
Idade : 36
Salário extra : 9%
Ver perfil do usuário
Conselheiro

Voltar ao Topo Ir em baixo


Born a goddess and
forged warrior
Tell me would you kill to save a life? Tell me would you kill to prove you're right?


O sol havia acabado de raiar no horizonte e a mestra de armas já se encontrava no pátio do castelo, trajava a habitual vestimenta de couro batido, a longa saia dava a sensação de que usava um longo vestido, mas o movimentar das pernas mostravam que era apenas uma ilusão, as botas também de couro negro alcançavam o meio das coxas, unindo-se com a justa calça que usava por baixo da longa saia. Os longos cabelos negros estavam soltos e caíam sobre os ombros, conferindo um ar levemente desleixado a mulher. Era uma visão exótica, mas não se importava muito com isso, na verdade não importava com a opinião de outras pessoas que não fosse de seu lorde. Ainda podia sentir os perfumes da noite sendo carregados pela brisa matutina, o cheiro da relva molhada tomava-lhe os sentidos, a chuva da noite anterior acentuava o gostoso aroma que se espalhava pelo ar. A vantagem de se acordar ainda de madrugada, era que podia se aproveitar esses pequenos deleites, sem contar que poderia aproveitar para treinar um pouco antes que a primeira turma chegasse para as aulas matutinas. Darlessa era rígida com seus alunos, atrasos eram devidamente punidos e reincidência poderia levar a uma suspensão dos treinos, por isso sua fama era conhecida por todo o castelo.

Havia acordado bem-disposta naquela manhã, tinha em mente que seu dia seria longo, treinos na parte da manhã, na parte da tarde organizar as armas que ainda eram usáveis durante as aulas e as que não se encontravam em bom estado, seriam levadas para o ferreiro para que fossem reparadas. Ainda precisava contar as armas que se encontravam no arsenal, quantas espadas precisavam ser adquiridas, novos soldados seriam colocados nas fileiras e deveria garantir que todos estivesse devidamente armados. Sem contar que ainda precisava verificar armaduras e todo o tipo de armamento. Poderia mandar alguém fazer isso por ela? Sim. Poderia. Mas a Tallhart gostava de supervisionar as armas da Ilha e rigorosamente treinar os soldados. Aos poucos as tochas eram apagadas, a luz do sol se tornava mais forte banhando todo o lugar. Gostava dos dias ensolarados, eles pareciam maiores e conseguia realizar um maior número de tarefas. Talvez, no final do dia, teria tempo para tomar um bom vinho e aproveitar o calor de uma fogueira. Mas tudo isso ainda eram planos e não sabia se seu iria transcorrer da forma como desejava.

Aproveitando-se do pouco tempo que tinha, Darlessa desembainhou a espada que estava presa ao lado direito, a lâmina era um pouco maior do que da outra, mas essa era a espada que seu pai havia lhe dado quando era mais jovem, pouco antes de partir para a Ilha dos Ursos.  A segurou usando apenas a mão direita, seus dedos envolveram a empunhadura com firmeza. Em um movimento inicial a girou na mão e por fim manteve a lâmina reta na direção do céu. Seu joelho esquerdo levemente flexionou-se, enquanto a perna direita recuou alguns centímetros, formando uma base firme e sólida. Não adiantava nada ser um bom cavaleiro, se não soubesse como ter uma boa base, o mais fraco chute poderia derruba-lo. O olhar de Lessa percorreu a lâmina e ela respirou fundo e quando o ar saiu de seus pulmões a lâmina cortou o ar na diagonal de cima para baixo. Seu punho girou juntamente com a espada e o golpe fora replicado na direção oposta, de baixo para cima. A força que a mulher tinha para empunhar a arma fazia com que um leve zumbido fosse ouvido cada vez que ela executava o corte no ar.

A familiaridade que morena tinha com arma era invejável, ela girou o corpo nos próprios calcanhares, fazendo lâmina acompanhar seu movimento o braço um pouco acima da cabeça fazendo um ângulo perfeito, pois assim que o giro terminasse o corte seria feito perfeitamente na linha do pescoço, provavelmente decepando a cabeça da vítima imaginária. Os movimentos da Tallhart eram fluídos e as vezes impossível precisar onde começa e onde terminava o golpe. O movimentar de suas pernas era feito com habilidade, pé por pé trocando no momento certo, a espada várias vezes girava em sua mão com uma facilidade invejável. Mais uma vez ela girou seu corpo, dessa vez abaixando o tronco simulando uma esquiva, no último momento do giro, seu braço ergueu-se levando a lâmina em um corte limpo na horizontal e em um movimento habilidoso, trocou a espada para mão esquerda. Seu corpo voltou a repetir o mesmo bailar com a arma na mão esquerda, os mesmos giros e golpes, os cortes precisos no ar, a mesma sequência repetida metodicamente com a outra mão, mas realizados com a mesma maestria do que pela mão destra.

Sua concentração, no entanto, fora quebrada por passos apressados que invadiam o pátio, Darlessa se virou abaixando a espada, a voz afoita tomou todo o pátio: — Senhora Tallhart! Senhora Tallhart! Lorde Dorian deseja vê-la com urgência! — Bradou o homem, quase bebendo o próprio folego.  A espada rapidamente voltou ao seu lugar, dentro da bainha, Lessa fitou o céu e depois voltou a olhar o homem: — Avise a Kallia que ela vai ministrar o treino no meu lugar. Assim que eu puder, voltarei. Vá rápido homem. — Ordenou a morena já saindo com passos rápidos até O Grande Salão. Mil coisas passavam em sua cabeça naquele momento, o que haveria acontecido de tão urgente para que ele mandasse chama-la com tamanha urgência? Esperava apenas que não tivesse muitas vítimas, ou um pequeno pânico poderia se espalhar pela Ilha. Se fosse algum bando de arruaceiros ela mesma iria caça-los e arrasta-los para o castelo para que fossem julgados devidamente.

Quando chegou ao lugar, a primeira coisa que pôde notar fora Dorian com a fisionomia preocupada e cenho franzido, as mãos cheias de sangue fizeram com que ela arregalasse os olhos: — O que houve meu Lorde? O que é todo esse sangue? — Perguntou indo de imediato até próximo a mesa. O Lorde abriu o mapa da Ilha e circulou uma área, a morena apoiou as mãos na mesa observando a área e depois o rosto de Dorian: — Um dos nossos foi atacado por um urso, perdeu a mão na luta com o animal. As partes mais afastadas da Ilha têm poucos habitantes e isso deixa o território livre para os animais. Precisamos fazer algo, ou logo os moradores podem ficar com medo e achar que estamos alheios a situação. — Explanou o homem visivelmente preocupado. Ela sabia como eram esses períodos, precisavam mandar alguns homens para a região todos os anos para que acidentes como esses não acontecesse, mas dessa vez, o ataque pegou a todos de surpresa. O dedo indicador da morena percorreu a região do mapa o estudando metodicamente.

Antes que qualquer palavra saísse de sua boca, mais uma pessoa se juntava a pequena reunião, já o conhecia de vista, era Elliot Hornwood, conselheiro de Dorian. Nunca havia conversado de fato com ele, apenas algumas vezes cruzaram por algum corredor e apenas se cumprimentavam. Ele era um homem misterioso, não sabia muito sobre ele, apenas conversas que ouvia pelos corredores, mas ela não era o tipo que dava atenção a esse tipo de comentário. Ela fez um leve aceno com a cabeça o cumprimentando e esperando que ele se juntasse a reunião, afinal, havia muito o que ser discutido. Seu olhar voltou-se para o mapa e depois discretamente na direção do último integrante daquela reunião, apesar de ser nortenho, ele parecia ser um pouco diferente, talvez o tempo que ele viveu longe de Westeros passava essa sensação. De alguma forma, ele chamava atenção da mestra de armas, não sabia bem por qual razão. Sua mente então voltou para o problema que tinham nas mãos e havia extrema urgência em resolvê-lo: — Então Milorde? Devo mandar mais homens para a região como nos anos passados? — Tomou a palavra esperando que o tema começasse a ser debatido.  

Habilidade Treinada:
Habilidade Treinada: Espadas


Post: 007 with: Elliot Hornwood in: Ilha dos Ursos
No matter how many lives that I live, I will never regret
avatar
Imagem :
Mensagens : 46
Nome do jogador : Lessa
Dragões de ouro : 00
Veados de prata : 00
Estrelas de cobre : 00
Idade : 30
Salário extra : 0%
Ver perfil do usuário
Capitão da Guarda

Voltar ao Topo Ir em baixo

Bears in the woods

A mulher havia me cumprimentado, mas antes que pudesse devolver a gentileza seus olhos rígidos e escuros voaram para o mapa e para Dorian, portanto não fiz alarde e tomei a mesma atitude, concentrando-me no mapa. — Então Milorde? Devo mandar mais homens para a região como nos anos passados? Disse a mestre-de-armas, tomando a iniciativa no planejamento das ações. Dediquei um tempo para analisá-la. Sua expressão corporal, seu tom de voz, dicção e prontidão. Certamente era uma mulher forte e leal e caso eu tivesse de entrar numa mata nortenha para impedir alguns problemas com ursos eu estaria bem guardado. Dorian olhou-a com seus olhos de predador, matutando algo que parecia estar quase se elucidando.

- Não creio que o problema seja homens, se me permite. Falei, olhando para a mulher em sinal de respeito pois não tinha intuito de desqualificar seu plano e tampouco faltar com o respeito. - Ursos vivem aqui muito antes das muralhas de madeira terem sido erguidas, se mandarmos mais soldados para a floresta poderá haver mais conflitos pois tecnicamente estaríamos inserindo mais invasores no território deles, mas ao mesmo tempo, temos pessoas que tiram seu sustento na floresta e não podemos negá-las a subsistência. Expliquei cuidadosamente, mirando Dorian e depois os mapas.


- De fato, mas não podemos deixar essas terras desse jeito, quando chegar o período de acasalamento eles ficarão mais agressivos. Observou Dorian, perdido no mapa.

- Não precisa haver conflitos, ou baixas… Podemos montar estações de observações no alto das árvores mais resistentes e deixar vigias. Apontou Darlessa com um brilho nos olhos, sorri discretamente ao vê-lo. Uma solução benéfica para ambas as partes era sempre melhor do que uma solução benéfica em detrimento de uma segunda parte.

- Não creio que seja uma boa ideia Darlessa, ursos tem garras e sabem escalar árvores. Ademais quando moço vi um urso derrubar uma árvore para resgatar um filhote pendurado. Explicou o Mormont, e o brilho da mestre-de-armas pareceu se esvair de forma dura, talvez consigo mesma e não com seu senhor.

- Podemos colocar algum unguento ou solução nos postos para que adquiram um grande mau cheiro e uma consistência pegajosa, talvez o seu meistre tenha algo em mente Lorde Dorian. Para deixar mais seguro, estacas de madeira poderiam ser postas embaixo das plataformas para repelir ursos mais resistentes ao olfato e tato. Alguns casebres com chaminés espalhados por alguns pontos da floresta para servir de abrigo emergencial em caso de ataque seria algo sábio, assim, as tropas teriam mais tempo para agir caso fossem pegas desprevenidas. Observei, molhando a ponta de meu indicador com o sangue que pingara no mapa para marcar alguns possíveis pontos.

Preocupado, olhei de soslaio para a mulher que mantinha uma expressão dura, todavia com o cenho levemente franzido. Teria se ofendido sobre minha observação das tropas serem pegas desprevenidas? Tal preocupação cresceu em meus pensamentos mas me repreendi, afinal, tinha sido apenas um comentário sem intenção nenhuma de atacá-la pessoalmente.

- Esse empreendimento talvez funcione, isso se manter meu povo seguro e os ursos vivos, o que achas Darlessa? Falou Dorian, debruçado sobre a mesa e com olhar focado na guerreira. Também a encarei, ela daria o veredito.


Legendas

Falas
Narração
Pensamentos
Falas de Terceiros

Habilidade treinada:
Arte da Guerra?
avatar
Imagem :
Mensagens : 48
Nome do jogador : shadow
Dragões de ouro : 9
Veados de prata : 170
Estrelas de cobre : 1
Idade : 36
Salário extra : 9%
Ver perfil do usuário
Conselheiro

Voltar ao Topo Ir em baixo

Avaliação de treino de habilidade

DARLESSA TALLHART

Sua escrita é boa, e conseguiu expor bem a personalidade forte da personagem. O treino com a espada fora muito bem descrito e conduzido. Parabéns.

Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 22% de experiência pelo atributo de inteligência com 8 pontos
- 10% de experiência por ter a habilidade no nível 3
+ 7% de experiência pelo dote inicial


Recompensas
+ 119 pontos de experiência em Espada


Avaliação de treino de habilidade

ELLIOT HORNWOOD

Sua escrita também é leve e bem conduzida. O treino da habilidade fora simples, porém sucinto. Não tenho do que reclamar.

Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 22% de experiência pelo atributo de inteligência com 8 pontos
- 15% de experiência por ter a habilidade no nível 4
+ 7% de experiência pelo dote inicial


Recompensas
+ 114 pontos de experiência em Arte da Guerra




avatar
Imagem :
Mensagens : 233
Nome do jogador : Leimann
Dragões de ouro : 00
Veados de prata : 00
Estrelas de cobre : 00
Idade : 00
Salário extra : 0%
Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo


Born a goddess and
forged warrior
Tell me would you kill to save a life? Tell me would you kill to prove you're right?


Apesar de ser um problema que precisavam lidar todos os anos, manter a população segura dos ursos não era uma tarefa tão fácil. Muitos homens foram para a floresta patrulhar e nunca mais voltaram, a ferocidade daqueles animais as vezes não podia ser combatida com espadas e escudos. Seu olhar buscou o de Dorian, ele havia crescido na Ilha, a conhecia melhor e saberia dizer se deveria mandar ou não homens para a floresta, todavia, a proposta que colocava a mesa, resolveria o problema momentaneamente, no ano seguinte o mesmo problema estaria na pauta dela e do Lorde. Seu cenho franziu levemente, seus olhos percorriam a região demarcada no mapa, ela mesma já havia estado lá e sabia que com a chegada da época de procriação dos animais tudo se tornaria mais perigoso. Os ursos pensavam apenas em defender seus filhotes, mesmo a mais inocente das aproximações poderia parecer hostil. Sua cabeça continuava trabalhando em uma possível resolução para o problema, mas uma que fosse realmente efetiva.

Sua atenção fora roubada pela eloquente voz do conselheiro de Dorian, seu olhar azulado então dirigiu-se a ele, bem como todos os seus sentidos. Ele tinha firmeza ao falar e seu olhar mantinha-se firme ao de Darlessa, mostrando que suas palavras eram principalmente dirigidas a ela. Em silêncio ela ouviu cada ponderação por ele apontada. O silêncio tomou os lábios da mestra de armas por alguns momentos. Ele tinha razão, toda razão. Se pretendiam agir de uma maneira mais eficaz, ponderar que o lugar era o lar dos ursos fazia total sentindo. Darlessa ergueu seu corpo, o braço esquerdo parado um pouco abaixo da linha do seu busto sustentava o direito e por fim sua mão direita tocava seu queixo. Os lábios da mulher se contraíram e seu olhar pairava um pouco disperso pela sala, mas não deixou de ouvir cada palavra dita por seu lorde. Era notória a preocupação dele em manter as pessoas seguras, mas ela sabia que ele não desejaria que os ursos fossem mortos. A questão era, como conciliar essas duas coisas?

A língua de Lessa tocou o céu da boca em um pequeno estalo, seus olhos fitaram cada um dos presentes e então analisou novamente o mapa: — Tenho uma ideia. — Disse com sua voz firme de sempre: — Não precisa haver conflitos, ou baixas… Podemos montar estações de observações no alto das árvores mais resistentes e deixar vigias. — Disse a morena esperando que alguém se manifestasse quanto a ideia. Seria uma solução muito boa, as estações colocadas em pontos estratégicos cobririam boa parte da área, arqueiros mais habilidosos poderiam ser colocados nas torres, eles tinham os olhos mais bem treinados e uma arma de longo alcance garantiria uma distância segura, caso precisasse que alguma intervenção precisasse ser feita. Parecia o plano ideal, mas as palavras do Lorde vieram como um banho de água fria na manhã mais gelada do inverno. Como ela não podia ter se atentado para o problema que Dorian apresentava? Ela mesma já havia visto ursos subirem nas árvores, outras tantas com as marcas de suas garras em boa parte de seu tronco. Sentiu-se tola por não ter pensando em tais coisas e seu semblante não escondeu o quanto estava sendo dura consigo mesma, porém haveria de ter uma resolução.

Mais uma vez o conselheiro tomava a palavra para si, trazendo um pouco de luz a mentes que pareciam perdidas. A solução que ele propunha era simples, não seria difícil que um meistre habilidoso pudesse fazer um unguento que repelisse os ursos, quanto as estacas havia madeira mais que suficiente para que fossem feitas. Lessa meneou a cabeça enquanto raciocinava sobre todos os pontos apresentados naquela mesa, já tinha em mente que o lorde desejaria seu ponto de vista. Os dedos esguios tamborilaram no próprio queixo enquanto seus olhos voltavam a observar a área demarcada no mapa: — Creio que a combinação das duas ideias será eficaz em solucionar nosso problema meu Lorde. — Disse com um tom polido e firme. Seu olhar permaneceu fixo no mapa, depois debruçou-se um pouco sobre a mesa analisando novamente a região e buscando em sua memória alguns pontos específicos. Seus dedos esguios apontaram três localizações, formando um triangulo: — Esses três pontos são interessantes, seriam os três observatórios principais, assim poderíamos triangular a localizações dos demais pontos, cobrindo uma área maior. Também ficaria mais fácil de oferecer reforço aos casebres em caso de um ataque. Como Elliot apontou e muito bem colocado, nossos homens podem ser pegos de surpresa, o que levaria a baixas. — Ela pausou sua fala e observando o semblante dos homens: — Também acho que seria interessante que os arqueiros também ficassem nos pontos de observação. Mas é apenas uma ideia. O que acham? — Explanou suas ideias da forma mais sucinta que pôde e agora aguardava as ponderações de cada um.


Post: 009 with: Elliot Hornwood in: Ilha dos Ursos
No matter how many lives that I live, I will never regret
avatar
Imagem :
Mensagens : 46
Nome do jogador : Lessa
Dragões de ouro : 00
Veados de prata : 00
Estrelas de cobre : 00
Idade : 30
Salário extra : 0%
Ver perfil do usuário
Capitão da Guarda

Voltar ao Topo Ir em baixo

Bears in the woods

Um silêncio mórbido se fez enquanto a mestre de armas do Grande Urso analisava os pontos levantados por todos nós, e logo seus dedos passavam pelo mapa como em um ritual para ordenar os pensamentos e clarear a mente afim de elucidar a melhor das respostas e plano para aquela situação peculiar. Permaneci calado e vigilante, era um bom plano, pelo menos ali dentro, naquele momento…

Por alguns segundos relembrei meus dias em Essos quando havia rumado para Yi Ti juntamente de Q’onos e uma caravana de mercadores e mercenários. No meio da floresta dos yitiish havíamos sido atacados por cobras tão grandes que podiam literalmente devorar cachorros vivos e por um momento comparei tal situação com a da Ilha dos Ursos. Muitos homens haviam sido mortos naquele dia, e o mesmo não se repetiria na ilha, não com aquela mulher e seus soldados no “campo de batalha”.

- Creio que a combinação das duas ideias será eficaz em solucionar nosso problema meu Lorde. Proferiu a mulher, quebrando o dilema em que todos se encontravam ali. Imediatamente já comecei a calcular o que seria preciso para montar todas estas estruturas. Madeira, muita madeira, bons homens e alguém com uma mente de engenheiro para ajudar a montar as estruturas. - Esses três pontos são interessantes, seriam os três observatórios principais, assim poderíamos triangular a localizações dos demais pontos, cobrindo uma área maior. Também ficaria mais fácil de oferecer reforço aos casebres em caso de um ataque. Como Elliot apontou e muito bem colocado, nossos homens podem ser pegos de surpresa, o que levaria a baixas. Disse a mulher, realizando uma breve pausa e olhando a mim e à Dorian de forma séria e rígida.

- Também acho que seria interessante que os arqueiros também ficassem nos pontos de observação. Mas é apenas uma ideia. O que acham? Adicionou a mulher e neste momento Dorian se pôs numa carranca pensativa, correu os olhos pelo mapa, transferiu o foco para sua mestre de armas e depois para mim. De repente o lorde relaxou a expressão corporal e facial e sorriu com uma leve gargalhada. Fiquei sem reação, teria ele achado o plano infundado?

- Dorian, tenho certeza que este plano funcionará e os arqueiros de… Adiantei-me, apontando para a mulher na esperança de que ela completasse com seu nome, cujo eu não sabia.

- Darlessa Tallhart. Disse de forma educada e rígida.

… Darlessa só trarão ainda mais segurança para este plano, afinal, urso algum é morto facilmente com flechas, seriam utilizadas com intuito de amedrontar e fazer com que eles fugissem de algum conflito sério. Completei, argumentando em prol do plano concebido por mim e Darlessa. O sorriso de Dorian só aumentou, parecia estar caçoando de alguma situação que apenas ele entendia, senti-me alheio a situação e permaneci calado desviando os olhos para o mapa.

- De fato é um belo plano, e a floresta está em boas mãos com vocês dois. Darlessa assumirá o comando desse empreendimento, Elliot peço que a acompanhe e ajude-a. Poderão levar quanto soldados puderem, desde que não cause desfalque nas outras atividades que eles hão de executar. Contatarei o meistre imediatamente, podem usar os recursos do armazém, e já chegada a hora de mandar alguns navios para reabastecê-los também... Terminou, tocando em nossos ombros com força e sorrindo agradecido. Sorri de volta e Darlessa se permitiu balançar a cabeça positivamente e de forma obstinada para seu lorde, com certo orgulho transparecendo em sua face.

Dorian retirou-se após nos pedir licença. Os homens que estavam conosco ficaram rijos e com as mãos nas espadas, esperando ordens. Recolhi o mapa e o entreguei na mão da Tallhart, meneando a cabeça falei: - Por onde começaremos? Esperando minhas ordens…


Legenda

Falas
Narração
Pensamentos
Falas de Terceiros

Habilidade treinada:
Argumentação
avatar
Imagem :
Mensagens : 48
Nome do jogador : shadow
Dragões de ouro : 9
Veados de prata : 170
Estrelas de cobre : 1
Idade : 36
Salário extra : 9%
Ver perfil do usuário
Conselheiro

Voltar ao Topo Ir em baixo

Avaliação de treino de habilidade

ELLIOT HORNWOOD

Elliot, não fora você quem treinou argumentação. Mesmo não copiando as falas dela, não fora o ELLIOT realmente quem argumentou, já que estava apenas ouvindo. De argumentação, você teve apenas uma fala. O texto fora muito bom, mas na minha concepção, não contou como treino do seu personagem.



Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (00/40)
+ Estrutura e Coesão (005/30)
+ Enredo e Criatividade (00/20)
+ Ortografia e Organização (00/10)

Total (00/100)





Recompensas
+ 00 pontos de experiência em Argumentação


avatar
Imagem :
Mensagens : 233
Nome do jogador : Leimann
Dragões de ouro : 00
Veados de prata : 00
Estrelas de cobre : 00
Idade : 00
Salário extra : 0%
Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo


Born a goddess and
forged warrior
Tell me would you kill to save a life? Tell me would you kill to prove you're right?


O silêncio incomodava Darlessa, tanto quanto a expressão pensativa do Lorde. O homem a quem servia era astuto e inteligente, não seria qualquer solução que seria de seu agrado, já havia aprendido isso nos anos em que estava na Ilha. Seus dedos tamborilavam sobre a madeira negra da enorme mesa, seus olhos revezavam entre o mapa e os olhos do seu senhor, aquela espera deixava seu âmago inquieto. Mentalmente ela repassava todas as ideias que havia exposto, procurava uma possível brecha, um possível erro que pudesse levar toda aquela empreitada ao fracasso. Mas nada parecia calculado de maneira errônea, era óbvio que não ignorava as adversidades, o destino não estava em suas mãos, porém havia arquitetado da melhor maneira possível uma solução. A espera deixava a morena inquieta, mas não expressava isso em seu semblante, o olhar continuava frio e inexpressivo como sempre, um guerreiro jamais deveria demonstrar suas emoções em um campo de batalha e Lessa levava essa lição muito mais além.

O alívio veio junto com a risada de Dorian, a morena revirou os olhos e voltou a olhar seu senhor que também se mostrava mais aliviado. O Urso não era o tipo de homem carrancudo, muito pelo contrário. Dorian Mormont era conhecido por seu bom humor e sorriso fácil, isso claro, quando não havia nenhum problema em sua mente e naquele instante mais um estava resolvido. O conselheiro, porém, parecia ainda não estar habituado a todas as facetas do Lorde. Não poderia culpa-lo por isso, muitas vezes ele a surpreendia, suas atitudes estavam longe de ser previsíveis. Elliot mostrava sua convicção de que a estratégia desenvolvida seria eficaz, defendia com afinco as propostas ditas por ele e pela mestra de armas. O homem tinha um modo ímpar de usar as palavras e Darlessa deixou que seu olhar fosse exclusivo dele naquele momento e ousou interferir em um único momento: — Darlessa Tallhart. — Disse em um tom formal e polido, auxiliando o homem que ainda não sabia seu nome. Ele apontou todos os benefícios que plano traria e de fatos seriam muitos. Não somente os ursos seriam vigiados, qualquer um que adentrasse naqueles domínios não passaria despercebido tão facilmente.

Assim que Elliot findou suas palavras, a morena interviu antes que seu senhor se manifestasse:— Temos recursos suficientes para essa empreitada meu Lorde, mas creio que ao final será necessário que os navios partam para reabastecer os armazéns. — Um sorriso um pouco mais audacioso tomou os lábios da morena: — E penso que podemos usar este projeto como uma experiência. Podemos ter o controle muito mais do que dos ursos. — Ela voltou-se para o mapa novamente e seu indicador esguio voltou a desliar pela região circundada, principalmente em seus limites: — Teremos controle de quem entra na floresta, principalmente nessa região. — Indicou com o dedo uma parte menos habitada, mas que tinha um bom acesso a costa: — Caso a ideia funcione bem, poderemos espalhar mais alguns pontos de observação pela ilha, principalmente aqui, aqui e aqui. — Seu dedo percorreu mais três localizações no mapa, sendo uma a leste do castelo, outra a oeste e uma mais ao sul: — Temos um bom número de arqueiros usando arcos longos, o alcance dessas armas é bem maior, algo em torno de sessenta metros dependendo da força do arqueiro. Eles teriam uma boa vantagem estando um plano mais alto. No caso de uma invasão, poderíamos minar as forças do inimigo assim que eles pisassem em suas terras meu lorde, se bem que eu acho difícil alguém conseguir sair da praia com vida. Mas com uma investida vindo do alto logo no começo, nossos inimigos teriam que repensar sua estratégia. — Ela pausou sua fala como se tomasse folego para continuar: — Nossas muralhas não ficariam desprotegidas, e em breve haverá mais alguns jovens guerreiros se juntando as nossas fileiras, em acordo com nosso capitão, entreguei os melhores homens para que fizessem a proteção das muralhas e dos portões. No alto das torres de vigia estão meus cinco melhores arqueiros. Então mesmo que alguns homens sejam movidos para os pontos de observação, nenhuma posição ficaria desfalcada. — Concluiu, um pouco apreensiva olhando para Dorian.

Temia ter falado em demasia, mas a ideia era muito boa para que se perdesse aquele ensejo, acreditava que se tudo naquela região desse certo, poderia estender a ideia para toda a ilha deixando-a ainda mais fortificada: — De fato é um belo plano, e a floresta está em boas mãos com vocês dois. Darlessa assumirá o comando desse empreendimento, Elliot peço que a acompanhe e ajude-a. Poderão levar quanto soldados puderem, desde que não cause desfalque nas outras atividades que eles hão de executar. Contatarei o meistre imediatamente, podem usar os recursos do armazém, e já chegada a hora de mandar alguns navios para reabastecê-los também... — O lorde dava seu aval para o primeiro passo do plano da mestra de armas em conjunto com o conselheiro, a mão pesada do Mormont caiu sobre seu ombro e ela assentiu com a cabeça, mas não escondendo o orgulho de ter ajudado a resolver um problema do lugar que ela havia adotado como lar a muitos anos. Dorian já ia se retirando quando se virou novamente para dupla: — Caso o plano de vocês funcione, vamos conversar sobre a ideia de estendê-lo a outros pontos da Ilha. — Concluiu com um leve sorriso em seguida tomando o caminho da saída.

Dois de seus homens continuaram na sala, bem como Elliot e esse já lhe inquiria quais seriam as primeiras ordens. A morena ajeitou os cabelos sobre os ombros e soltou um longo suspiro: — Bem... Creio que o primeiro passo será consultar o engenheiro, assim saberemos exatamente o quanto de material iremos gastar. Precisam ser abrigos bem sólidos, precisaram resistir a possíveis ataques de ursos. Tenho certeza que ele encontrará uma forma de otimizar as construções gastando somente o necessário. — Disse fitando os olhos do homem diretamente. Havia muito trabalho a ser feito naquele dia, a necessidade que os pontos de observação estivessem operantes era enorme e por tanto não havia tempo a perder: — Se quiser, podemos selar os cavalos e fazer uma pequena ronda pela região, vendo quais seriam os lugares mais apropriados para as construções. Precisamos conhecer bem o terreno antes de mandarmos nossos homens para lá. — Concluiu tomando o mapa nas mãos, ainda enrolado: — Mas estou aberta a ideias e sugestões. Para que tenhamos êxito precisamos trabalhar em equipe e duas cabeças pensam melhor do que uma, Conselheiro. — Deu a vez da palavra ao homem ainda o encarando de maneira firme.


Habilidade Treinada:
Habilidade Treinada: Arte da Guerra


Post: 009 with: Elliot Hornwood in: Ilha dos Ursos
No matter how many lives that I live, I will never regret
avatar
Imagem :
Mensagens : 46
Nome do jogador : Lessa
Dragões de ouro : 00
Veados de prata : 00
Estrelas de cobre : 00
Idade : 30
Salário extra : 0%
Ver perfil do usuário
Capitão da Guarda

Voltar ao Topo Ir em baixo

Avaliação de treino de habilidade

DARLESSA TALLHART

O treino foi muito bem feito, e a habilidade foi trabalhada com maestria e sem erros que eu tenha notado, de modo que não tenho qualquer razão para fazer descontos. Meus parabéns.

Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 22% de experiência pelo atributo de inteligência com 8 pontos
+ 10% de experiência por ter a habilidade no nível 0


Recompensas
+ 132 pontos de experiência em Arte da Guerra





avatar
Imagem :
Mensagens : 539
Nome do jogador : Gabs
Dragões de ouro : 100000000000000000
Veados de prata : 100000000000
Estrelas de cobre : 100000000
Idade : Mais velha que você
Salário extra : 100%
Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Bears in the woods

Darlessa havia apontado adendos para o plano de controle da vida selvagem da Ilha dos Ursos, e o mesmo prometia juntar utilidade com eficiência de uma forma que até mesmo a mim parecia impossível a algumas semanas atrás. Pousando os braços sobre a mesa, continuei a examinar o mapa agradecendo por ter conseguido desenvolver tal estratégia junto da mestre-de-armas do Grande Urso, todavia, o plano não estava traçado em seus detalhes e nada agradava-me entrar em campo, campo nortenho e selvagem sem uma linha linear a ser seguida. Improvisações não eram de meu feitio, talvez devido ao meu breve tempo com os pantomimeiros em Essos onde eu sempre atuava com um roteiro bem definido e um personagem bem encarnado. Apavorava-me a ideia de atuar sem roteiro, fazia eu me sentir eu mesmo, fadado ao desconhecido, fadado a não saber o que fazer, a não saber meu propósito…

A mulher suspirou agitando os cabelos que brilhavam com a luz dos archotes e os raios solares que penetravam por algumas venezianas. O primeiro passo definido pela capitã da missão seria consultar o engenheiro local e realizar um levantamento de quantos materiais seriam necessários para tal empreitada, tal como pedir seu auxílio em se realizar as estruturas e tal fato apenas evidenciava a inexperiência da mesma para com tal campo de estudo, assim como eu… — Se quiser, podemos selar os cavalos e fazer uma pequena ronda pela região, vendo quais seriam os lugares mais apropriados para as construções. Precisamos conhecer bem o terreno antes de mandarmos nossos homens para lá. Disse a mulher. Fitei-a atentamente e um medo começou a crescer em mim.

Cavalos? Não estava disposto a montar cavalo algum em meio a uma floresta desconhecida com ursos à solta, entretanto, a necessidade dos quadrúpedes para se percorrer uma longa distância era mais que evidente, pois, se fizéssemos a averiguação do terreno seria mais provável chegar da mesma ao cair da noite. A floresta era densa, tão grande como uma floresta isolada numa ilha poderia ser e acima de tudo, perigosa.

Senti meu cenho franzido e meus olhos divagando no nada, uma clara evidência de que eu estava atormentado, mas isto, Darlessa não sabia. Tratei de esconder tal face, assumindo um semblante de imparcialidade.

A questão era que nunca tive familiaridade, conforto ou bom tato para com animais. Não sabia explicar, sempre que chegava perto dos mesmos eles relinchavam, guinchavam, rosnavam e avançavam sobre mim! Por um tempo, achei que estes farejassem o “cheiro horrendo” que as sombras exalavam e que parecia que somente animais poderiam captá-lo e repudiar, todavia refutei tal ideia. Para conferir ainda mais embasamento a este temor, em Asshai da Sombra toda a comida e água proviam de exportações de cidades como Qarth, Yi Ti, Norvos, Braavos, Ilhas de Verão etc, devido a grande infertilidade da região e tal como a infertilidade, manter cavalos era um custo excessivamente caro e problemático visto que todo o capim nas redondezas de Asshai, este inútil, estéril em energia corporal e  venenoso. Erva-Fantasma era seu nome, portanto, avistar algum cavalo ou animal de grande porte no extremo leste sombrio de Essos era algo difícil e ainda mais difícil era ter a oportunidade de montá-lo. Uma vez tinha montado os cavalos preto e branco de Jhogos Nhai e tal ato só causara mais mal do que bem…

-... Conselheiro. Foi tudo que meus tímpanos captaram devido ao meu devaneio. Sorri levemente, e disse:

- Senhora, algum de seus homens hão de visitar o engenheiro local e detalhar nossa empreitada para este começar a matutar algum esquema estrutural e calcular a quantidade de madeira, vigas, corda e pregos necessários, creio que apenas estes materiais serão suficientes para as estações elevadas. Os postos de refúgio irão exigir maior preparamento e creio que nossa presença seria mais que necessária para explicar ao responsável a base estrutural afim de que entremos num acordo entre funcionalidade e recursos logo que chegarmos das demarcações de terreno. Argumentei para a Tallhart. A mesma pareceu concordar com facilidade e no mesmo instante chamou seu soldado.

- Procure o engenheiro e conte o que ouviu aqui, nos encontraremos nos estábulos e partiremos para a floresta em cinco minutos, seja breve e rápido. Desejo vê-lo assim que retornar da expedição. Anunciou a mulher, tocando o ombro do soldado e dispensando-o com a mesma rapidez e rigidez que o chamara. O homem saiu apressado a passos largos, quase tropeçando nos tornozelos. - Vamos selar os cavalos e nos preparar para partir, iremos eu, tu, ele e o outro. Explicou, girou os calcanhares fazendo o cabelos esvoaçar levemente sobre o espaço desocupado, tomando o mapa e marchando em direção aos estábulos.

Não demorou, cinco minutos depois quatro cavalos estavam selados e prontos para partir e eu, desconfortável, com medo e impaciente. O cavalo balançava-se excessivamente sobre minhas pernas, batia as patas e relinchava de forma assustada e feroz num misto incompreensível até mesmo para o melhor domador de cavalos. Permaneci calado e não dirigi olhar algum a nenhum presente, todavia, o desconforto e insatisfação eram minhas companheiras de semblante naquele momento e provável seria de me acompanharem até o final do dia.

O soldado mensageiro voltou correndo com o rosto vermelho e o corpo suando feito um animal antes do abate. Respirou e por fim subiu no cavalo, selando-se e esporeando-o nas costelas. Eu? Atrevi-me a balançar as redes e tocar as costelas do animal tão de leve que mais parecia um marido tomando a esposa nos braços, e assim, adentramos na mata infestada de ursos e outros animais.

- Acho que devemos procurar árvores com grossos troncos e próximas a outras árvores, sem inclinações e com copas saudáveis. Para os abrigos, creio que um pequeno espaço sem a interferência abusiva da vegetação seja suficiente, correto? Podemos retalhar um pedaço dos troncos para sinalizar os locais das estações ao passo que marcamos no mapa a região das mesmas, que achas? Dessa forma nos guiaremos facilmente ao voltarmos. Falei, revirando-me na sela do cavalo ora para a esquerda, ora para a direita enquanto tentava manter-me ereto e resoluto perante os soldados e sua mestre-de-armas.


Legenda

Falas
Narração
Pensamentos
Falas de Terceiros

Habilidade treinada:
Equitação
avatar
Imagem :
Mensagens : 48
Nome do jogador : shadow
Dragões de ouro : 9
Veados de prata : 170
Estrelas de cobre : 1
Idade : 36
Salário extra : 9%
Ver perfil do usuário
Conselheiro

Voltar ao Topo Ir em baixo

Avaliação de treino de habilidade

elliot hornwood

Você escreve muito bem, mas infelizmente ainda não está imune aos pequenos errinhos que desaparecem com uma revisão. Talvez por falta de atenção, você acentuou "lã" como "lá" e usou a preposição "a" no lugar de "há". No entanto, foram erros mínimos que em nada atrapalharam o brilhantismo de seu treino. A habilidade foi muito bem empregada e achei coerente que você primeiramente tenha observado outros soldados para, só então, começar seu próprio treino. Parabéns.

Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 22% de experiência pelo atributo de inteligência com 8 pontos
+ 10% de experiência por ter a habilidade no nível 0

Recompensas
+ 132 pontos de experiência em Lança


Avaliação de treino de habilidade

elliot hornwood

Novamente, deixo dito quanto à diferença entre "há" e "a". Quando a ideia for de tempo decorrido, sempre utilizar o "há", ok? Quanto ao treino, apesar de haver um enorme conteúdo explicando o porquê de você não ter grande familiaridade com cavalos, o uso da habilidade foi quase curta demais. Gostaria que explanasse mais os movimentos que utiliza para manter o cavalo sob controle, como cavalga, sendo que o próprio equino não está acostumado à sua forma de guiar... Entende? Ah, quando algo está embaixo de nós, o correto é "sob", não "sobre". No mais, permaneça evoluindo.

Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (15/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (10/20)
+ Ortografia e Organização (8/10)

Total (63/100)


+ 22% de experiência pelo atributo de inteligência com 8 pontos
+ 10% de experiência por ter a habilidade no nível 0

Recompensas
+ 82 pontos de experiência em equitação


avatar
Imagem :
Mensagens : 121
Nome do jogador : Hooded
Dragões de ouro : 00
Veados de prata : 00
Estrelas de cobre : 00
Idade : 00
Salário extra : 0%
Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo


Born a goddess and
forged warrior
Tell me would you kill to save a life? Tell me would you kill to prove you're right?


Poderia jurar, que por um instante, o conselheiro do Grande Urso havia se perdido em seus pensamentos e temeu que ele não tivesse escutado uma só palavra que havia saído de seus lábios. Cruzou os braços abaixo do busto e pigarreou desviando seu olhar da face do homem, que finalmente voltava para a sala de reuniões. Olhou pelas janelas na tentativa de precisar o tempo, se fossem rápidos, conseguiriam demarcar uma ampla área e voltarem para o castelo com o cair da noite, evitando assim os perigos da floresta. Quando ele começou a explanar o que tinha em mente, não viu motivos para questionar, ele se mostra muito inteligente e sábio, depois daquela reunião era capaz de compreender o motivo da escolha de seu Lorde em nomeá-lo Conselheiro. Não é que duvidasse de suas capacidades, mas mesmo pertencendo ao norte, sabia que homem havia vivido quase toda sua vida longe daquelas terras, isso era perceptível algumas vezes na maneira como agia, mas diante de tanta eficiência, ela não poderia mais duvidar da capacidade dele de aconselhar o grande Urso.  

Não havia o que questionar, apenas levantou a mão direita chamando o mais novo e mais ágil dos dois soldados que ali estavam: — Procure o engenheiro e conte o que ouviu aqui, nos encontraremos nos estábulos e partiremos para a floresta em cinco minutos, seja breve e rápido. Desejo vê-lo assim que retornar da expedição. — Ordenou a mulher voltando seu olhar para o conselheiro novamente: — Vamos selar os cavalos e nos preparar para partir, iremos eu, tu, ele e o outro. — Conclui esperando alguma objeção por parte do homem. Girou nos próprios calcanhares e atravessou a sala em direção a porta, era uma mulher, mas caminhava com os passos de um soldado, não tinha em nada a graciosidade feminina, porém, tal fato não lhe fazia falta, nunca gostou de ser uma figura frágil como a maioria das ladys, tais atributos pertenciam a Adella, sua irmã mais nova.  

Com passos apressados caminhou até chegar nos estábulos, Dorian queria urgência naquela missão e não seria ela que decepcionaria seu lorde. Sua voz ecoou retumbante no lugar, chamando a atenção de um ou dois preguiçosos que por ali estavam: — Selem meu cavalo e mais três agora! Lorde Dorian tem pressa que eu saia para tratar de questão urgentes. Vamos! — Ordenou mais uma vez. Não havia arrogância ou soberba em sua voz, mas sim, puro instinto de comando, uma talento quase nato para comandar. A mulher saiu um pouco do lugar observando o tempo, não haveria neve por aquelas horas, o que era bom, permaneceu ali imóvel e pensativa, sua esquerda em sua cintura e o peso de seu corpo jogado na mesma perna, mentalmente criava uma rota para eles e havia algo mais que a incomodava. Ela girou seu corpo voltando-se na direção do estábulo e já viu seu corcel negro devidamente selado e preparado para ela: — Então garotão? Vamos dar umas voltas? — Sua mão percorreu o pescoço do animal o acariciando. Darlessa tinha tanto apresso por aquele cavalo, quanto por  suas armas, ninguém mais o montava a não ser ela.  

Não tardou para que logo todos estivessem montados e preparados para partir, em cima do animal Darlessa tinha uma aparência muito mais imponente, sua coluna ereta e segurava as rédeas como uma eximia amazona e na verdade ela era. A mulher mantinha as rédeas firmes em sua mão, o cavalo se quer movia, seu olhos observou o pequeno grupo: — Onde está aquele garoto? — Se perguntou notando a ausência de um dos membros da pequena comitiva. Todos sabiam que a mulher detestava esperar e talvez esse tenha sido o motivo do garoto ter os alcançado tão exausto, seu rosto estava totalmente ruborizado e ofegante. A mulher apenas fez um sinal para que ele finalmente montasse e pudessem partir. Seu olhar se dirigiu a Elliot quando começou a falar, Darlessa podia notar que ele não tinha muita afinidade em montar, mas guardaria tal pensamento para si mesma, apenas teria a cautela de acompanha-lo para que nada e ruim acontecesse ao grupo.  

— Estão todos prontos? — Perguntou a mulher fitando cada um dos presentes. Quando obteve  a resposta poitiva, esporou levemente o cavalo e o mesmo se colocou a trotar elegante pelo pátio do castelo. Antes que deixasse os domínios do Lorde, bem próximo ao portão, uma jovem menina correu até Lessa com o rosto vermelho e ofegante: — Senhora! Sua faca de caça. Desculpe a demora. —  Tentava parecer bem para a mulher. Lessa prendeu  faca em sua bota, na altura da coxa e depois bagunçou os cabelos da menina que sorriu para a mestre de armas. A mulher balançou as rédeas assim que a garota se afastou e logo o cavalo voltou a trotar, atravessando os portões. Agora estariam por conta própria, Lessa procurou manter o grupo unido, teriam que proteger uns aos outros caso algum problema viesse a surgir, conhecia a sua perícia e de seus homens, mas Elliot ainda era um completo estranho. Caso algo acontecesse, se via impelida a protegê-lo, afinal, não queria que ele se machucasse severamente, o homem parecia ser uma boa pessoa e de certo modo havia conquistado sua simpatia.  



Post: 009 with: Elliot Hornwood in: Ilha dos Ursos
No matter how many lives that I live, I will never regret
avatar
Imagem :
Mensagens : 46
Nome do jogador : Lessa
Dragões de ouro : 00
Veados de prata : 00
Estrelas de cobre : 00
Idade : 30
Salário extra : 0%
Ver perfil do usuário
Capitão da Guarda

Voltar ao Topo Ir em baixo

Bears in the woods

A floresta estava calma, úmida e com um cheiro misturado de relva molhada e leve excremento de pequenos e médios animais que ali viviam tão perto dos limites da natureza. As árvores abrigavam pássaros e larvas. As pedras abrigavam formigas, insetos desprezíveis e outros animais mais asquerosos. O chão abrigava apenas serpentes, pequeno coelhos, talvez raposas ou até mesmo lobos - sendo este último improvável. Os cavalos seguiam sem dificuldade, tomando uma rota que mais parecia uma trilha de outrora e que já fora usada com mais frequência mas que agora era pouco usada.

A senhorita Tallhart andava logo à frente, sua postura era impecável e seus cabelos esvoaçavam levemente a toda hora que a natureza ousava lhe chicotear carinhosamente a face. Os soldados acompanhavam-na logo atrás, um de cada lado, com suas armaduras, espadas, adagas e escudos presos nos flancos de seus cavalos. Quanto a mim, limitava-me em ser o último da pequena comitiva. Minha dificuldade em manter-me na sela parecia ser notada pelos seus soldados que trocavam olhares indecifráveis, mas a mulher parecia não notar, ao menos, eu não notei…

Conforme avançamos mais para dentro da floresta esta passou a ficar mais densa e hipnotizante. Os ruídos da vida selvagem contaminavam o ambiente como escamagris num corpo de um homem, você não nota o quão está envolvido pelo ambiente e no ambiente até realmente ser tarde demais. Tal floresta era diferente de algumas que já havia explorado, em Asshai, florestas não existiam, apenas cadeias montanhosas e pradarias amaldiçoadas onde só se crescia Erva Fantasma, uma planta infrutífera e parasitária que pode atingir até três metros de altura. Por outro lado, Yi Ti detinha uma floresta enorme, embora com clima diferente, talvez devido a sua localização no meridiano sul do mapa do continente e perto do mar, não sabia explicar ao certo. Por sorte não havia ali cobras gigantes, basiliscos, lêmures ou até felinos de grande porte, apenas os animais comuns e normais de Westeros e devido a isto agradeci mentalmente.

Erguendo a mão, Darlessa ordenou a parada do grupo e assim fizemos. Apontou para uma árvore com resistente tronco marrom e com uma copa ricamente esverdeada, todavia, com garras de urso. - Marque aquela dali, você, tome o mapa e circule a área com a maior precisão. Ordenou, entregando o mapa para seu outro soldado. No mesmo instante um dos subordinados saltou para realizar um talho na árvore ao mesmo tempo que a mestre-de-armas sacava sua espada e montava uma vigilância temporária e eficiente. Apenas me dignei a observar a vegetação ao redor e detectar qualquer sinal de um grande animal ou um possível local para um abrigo emergencial.

Num súbito momento um galho partiu-se logo atrás de meu quadrúpede. Virei o rosto para detectar o causador mas nada avistei exceto um arbusto. Minha postura relaxou, suspirei de alívio. Eu nunca tinha desenvolvido um gosto por florestas, para mim, apenas as montanhas bastavam e havia criado tal senso mental desde minha tenra idade nas montanhas de Asshai da Sombra, onde muitas vezes tive de subir ao topo para me reunir com a noite e meditar ou simplesmente praticar meus rituais.

Os soldados logo terminaram a pequena atividade e então prosseguimos. Esporeei o cavalo com um pouco mais de força ao mesmo tempo que tentava me equilibrar na cela e acertar o ritmo de cada passada das poderosas pernas do animal, pouco a pouco a sensação tornava-se familiar, mas não menos incômoda. Estava lado a lado com um dos soldados de Darlessa. Cumprimentei o mesmo com um sorriso e disse. - Poderia emprestar sua lâmina, soldado? Perguntei gentilmente. O homem me examinou e dirigiu um olhar nervoso para seu companheiro e depois para sua mestre de armas e após um segundo de silêncio retirou uma adaga e atirou para as minhas mãos. Agarrei a arma no ar de forma desajeitada e a enterrei no cinto localizado em minha cintura, agradecendo com um sinal positivo e um sorriso gentil.

Agora, me sentia menos indefeso naquele local. Esporeei o cavalo, avançando um pouco mais e ficando ao lado de Darlessa e ante meus olhos avistei uma formação rochosa que se erguia em dois metros como uma parede natural virada para o litoral da ilha. - Acredito que aquele local sirva para um posto emergencial, que achas, Tallhart? Indaguei, examinando a vegetação em volta. A mulher se limitou a descer de seu animal pelo qual parecia ter grande apreço e assim o fiz também, tendo os soldados como acompanhantes. Avançamos em direção ao local, guiando os cavalos pelas rédeas. Minha mão pousou sobre o cabo da adaga, eu definitivamente não gostava de florestas ou quadrúpedes e aquele ambiente parecia me repudiar à medida que os cavalos remexiam-se a cada vez que eu me aproximava em demasiado.

- E então? Perguntei novamente. No mesmo instante a mulher abaixou-se e ergueu a mão, levando a mão livre até o cabo da espada e analisando o solo. Me limitei a observar apreensivo e varrer o cenário rapidamente com minha visão à procura de algo também...


Legenda

Falas
Narração
Pensamentos
Falas de Terceiros

Habilidade treinada:
Equitação
avatar
Imagem :
Mensagens : 48
Nome do jogador : shadow
Dragões de ouro : 9
Veados de prata : 170
Estrelas de cobre : 1
Idade : 36
Salário extra : 9%
Ver perfil do usuário
Conselheiro

Voltar ao Topo Ir em baixo


Born a goddess and
forged warrior
Tell me would you kill to save a life? Tell me would you kill to prove you're right?


A mestre de armas gostava de andar pela floresta, inúmeras foram as vezes que ela solitária cavalgou por entre as árvores de grandes troncos e copas frondosas, as sombras protegiam das raras manhas de sol. Quando chegou a Ilha dos Ursos tinha mais tempo para se dedicar a esses passeios matutinos, mas a medida que conquistava a confiança de Dorian, menos tempo tinha para se dedicar a esses pequenos prazeres. Era uma lastima, mas não podia reclamar, afinal, havia conquistado seu espaço entre os homens da casa e se orgulhava do trabalho que havia realizado na Ilha nos últimos  tempos. Contentou-se com aquele momento, ainda que existisse um objetivo, era prazeroso sentir o vento contra sua face, o bucólico aroma silvestre. Tallhart tomou a dianteira do grupo, dentre os quatro era a mais experiente, conhecia os sons da floresta e de seus animais, também conhecia parte da vegetação local o que facilitaria no momento de localizar o que buscavam.

Aquela era uma velha trilha, quando se mudou para o lugar, já não era mais usada, todavia conhecia o caminho, com frequência fazia rondas pelo lugar, Darlessa conhecia a Ilha dos Ursos como a palma de sua mão, aquele lugar havia tornado sua casa. Não que desprezasse Praça de Torrhen,,  apenas não via mais sentindo em permanecer em lugar onde só lhe arremetia ao passado, a prendia a lembranças tão dolorosas que eram capazes de fazer seu peito sangrar, mesmo tanto anos depois. Aquele momento lhe trazia um pouco de nostalgia, mas preferia guardar para si mesma tais lembranças e sentimentos, seu rosto demonstrava sempre o mesmo foco no trabalho. Seus ouvidos capitavam todos os ruídos da floresta, fossem animais ou apenas os galhos secos se partindo com o cavalgar dos animais. Não era um ritmo puxado, cavalgavam tranquilamente, atenção era algo necessário para o sucesso da empreitada e Lessa jamais se permitiria falhar.  

Quanto mais avançavam, mais a mata se tornava densa e fechada, a morena sentia os arbustos maiores lhe tocarem as pernas, era necessário cuidado, ou se perde seria inevitável, poderiam sair da trilha e depois para reencontra-la não seria nada fácil. Os olhos cianos atentos buscavam seus objetivos, árvores robustas e fortes o suficientes para suportarem as estruturas que seriam construídas, uma escolha erada poderia colocar todo o trabalho a perder. Dentre tantas opção fora difícil encontrar a  ideal, mas seus olhos eram treinados o suficiente para fazer uma boa escolha. A morena ergueu a mão direita, um sinal para que o grupo parasse, com a esquerda puxou a rédea do cavalo que de imediato parou ao comando da mulher: — Marque aquela dali, você, tome o mapa e circule a área com a maior precisão. — A ordem fora direta e incisiva. Prontamente ambos os comandados foram realizar suas funções, Darlessa continuou em cima do animal, mas a mão livre sacou a espada de lâmina reluzente. A mulher voltou toda sua atenção ao seu redor, garantindo que todos continuassem em segurança.  

Quando os dois soldados voltaram as montarias a espada voltara para a bainha, esporou levemente o animal que começou a se mover. O grupo continuava unido, mas percebeu quando Elliot aproximou de um de seus homens, era nítido que ele não estava acostumado a situações como aquela, mas se esforçava para se adequar, não havia reclamado uma só vez ou feito qualquer comentário, seus pensamentos eram só seus e de mais ninguém. Ele era um homem de sorriso gentil, algo que ela mesma não sabia ter, gostava da forma como ele se portava, algo em sua postura inspirava confiança e isso a tranquilizava, não gostava de lidar com pessoas de caráter dúbio, por esse motivo quase nunca ia ao sul ou tratava com sulistas, eles não possuíam a mesma honra que os homens e mulheres o Norte, algo que a mulher via como deplorável. A aproximação do conselheiro foi sentida sem que ela precisasse se virar, um sorriso de canto surgiu em seu rosto ao escutar o pedido feito, não era absurdo, mas não conhecia a perecia dele com armas, porém se ele pedia deveria saber o básico: — Entregue a lâmina. — Foi tudo o que a morena disse ainda olhando um pouco por cima dos ombros.  

Elliot emparelhou seu cavalos, cavalgando ao seu lado, não sabia se era simplesmente para estar perto dela e ter uma visão melhor ou apenas por segurança, não comentou nada, até que o timbre melancólico da voz do homem chamou sua atenção. Lessa puxou a rédea de Taranis e fez o animal parar. Seu pé se apoiou no estribo e habilmente desmontou o cavalo: — Vamos examinar mais de perto. — Sugeriu a morena tomando seu corcel negro pelas rédeas e andando a frente do grupo. Parecia sim um ótimo lugar, teria um acesso fácil, a formação rochosa se mostrava um bom ponto, mas preferia examinar de perto e de forma mais cautelosa. Andaram mais alguns metros, mas a medida que se aproximava a mulher sentia que algo estava errado, sua mão esquerda repousou sobre o cabo da espada e olhou por cima do ombro para os dois soldados que acompanhavam, aquele era um sinal que deveriam ficar atentos.  

Seus olhos voltaram-se para o chão, as folhas reviradas escondiam alguma coisa, a mestra de armas deu mais alguns passos e a medida que avançavam a trilha parecia mais recente. Darlessa então parou e seu olhar percorreu tudo o que estava ao seu redor, o vento soprava na copa das árvores, fazendo as folhas farfalharem. O instinto de guerreira alertava que algo estava errado e muito errado. Abaixou-se com a mão esquerda retirou cuidadosamente as folhas caídas, o que havia logo abaixo fez a mulher erguer agudamente a sobrancelha direita. Sua mão direita repousou no cabo da espada e seus dedos logo envolveram o objeto. Com um gesto com a mão esquerda pediu que todos permanecessem quietos e cuidadosamente ergueu o corpo a medida que tirava a lâmina da direita da bainha: — Cuidado. Urso. — Murmurou a mulher enquanto tentava escutar um pouco mais além. O sol chocava contra lâmina mostrando toda a beleza da arma da Tallhart, o brasão de sua casa de nascimento finamente trabalhado na empunhadura. Todo cuidado era pouco e Darlessa procurava uma maneira de serem pegos de surpresa, afinal, pretendia voltar com todos para casa.  


Post: 015 with: Elliot Hornwood in: Ilha dos Ursos
No matter how many lives that I live, I will never regret
avatar
Imagem :
Mensagens : 46
Nome do jogador : Lessa
Dragões de ouro : 00
Veados de prata : 00
Estrelas de cobre : 00
Idade : 30
Salário extra : 0%
Ver perfil do usuário
Capitão da Guarda

Voltar ao Topo Ir em baixo

Bears in the woods

Tudo estava correndo muito bem até o momento e tal fato era esperado por mim , inicialmente não enxergava perigo algum naquela floresta nos meus primeiros dias, julgava que por eu ter convivido com feitiçaria da pior espécie, saqueadores e outros seres do pior cunho possível viver numa ilha nortenha com nenhum praticante de magia e isolado de possíveis inimigos seria fácil, entretanto me enganei. Westeros era como um continente fabricado por um Deus-Aranha, e tal deus poderia até mesmo ter nascido em Asshai e navegado para lá apenas para criar aquele continente e aquelas pessoas mas no meio de todo o caos e “desgraça” haviam coisas boas, coisas sensatas, coisas e pessoas por quais valiam à pena viver, conversar, apreciar e defender. Tal coisas eram tão raras no extremo leste como um navio no Mar Dothraki…

Sob o comando da senhorita Tallhart todos desceram de seus cavalos e um alívio subiu de minha cintura até minha nuca, mas guiar tal animal pelas rédeas seriam ainda sim, um incômodo. Não tardou e o ambiente tornou-se carregado com uma energia tensa, eu não era septão ou homem santo de alguma religião mas pude notar e tal pressentimento só foi confirmado quando a mulher pousou a mão dominante sobre sua espada. Abaixando-se levemente, seguimos a trilha que se revelara fresca naquele trecho sob a liderança da mulher.

Os soldados mantinham-se alerta, espreitando os flancos e as costas com seus olhos duros e obedientes. Me limitei a seguir em frente, como era um dos últimos o quadrúpede relincharia caso avistasse algo de errado, era uma tática cruel todavia era necessária. Sempre que me encontrava em uma situação de grande perigo e começava então a espreitar os cantos com minha visão coisas que eu não gostaria de ver apareciam, as sombras se modificavam e brincavam com minha mente, este era um dos maus de se ter um contato tão íntimo e prolongado com a umbromância.

O aviso foi emitido, realmente era um animal e aquele mais selvagem e letal possível na ilha, um urso. Já havia lidado com situações muito mais perigosas mas algo que sempre me salvara diante delas foram os poderes de minhas palavras, entretanto, não era possível dialogar com um urso, pelo menos, não naquele tempo ou mundo. Continuamos a seguir sob uma brisa matutina que agitava as árvores, arbustos e folhas caídas. O misto de podridão, fezes e sujeira era como uma camada odorífera fina sob o espaço em que se encontravam e também, de difícil detecção. Talvez os soldados e eu não fossemos capazes de senti-lo se não fossem a familiaridade e sentidos treinados da mestre-de-armas e por ela era grato.

Enquanto avançávamos num passo extremamente lento, todavia cuidadoso, uma forte brisa chicoteou o ambiente produzindo o som das folhas e das copas balançando-se e no mesmo instante um baque quase inaudível, surdo, propagou-se nas costas da comitiva. Todos viravam-se, e eu particularmente virei-me mais rápido que do que gostaria. De um arbusto, um filhote de urso surgiu. Roliço, peludo e curioso. Mesmo sendo um animal criado para matar conservava uma beleza hipnotizante. Minha mão estava sob o cabo da adaga, Darlessa com sua arma sacada e seus dois soldados à meio saque de espada.

- Elliot… Falou em meio a cochichos, a apreensão era evidente em sua voz e o silvo do metal sendo embainhado novamente no couro protetivo foi levemente audível. - Não faça movimentos bruscos… A mãe deve estar por aqui, vigiando a distância, fique calmo, parado, deixe-o andar e partir, não assuste-o. Prosseguiu, apoiando seu peso sobre a perna direita, agachada. Os cavalos estavam calmos, os homens evitaram o saque e também o fiz. Todos respiraram fundo e permaneceram imóveis. O animal ronronou algo que deveria ser um rugido, deslizou sobre as patas e aproximou-se timidamente com seus olhos negros e chamativos como ônix. Algo começou a crescer dentro de mim, fechei os olhos e abaixei a cabeça para encarar somente a terra. As sombras gritavam dentro de meu âmago, espreitei os cantos e a sombra projetada de uma árvore bruxuleou no solo e projetou um animal quadrúpede porém troncudo, bem semelhante a um urso. A ansiedade crescia em meu interior como Erva Fantasma de Asshai, destruidora e altamente contagiosa. Seria apenas uma projeção da minha mente sob mim mesmo? Um problema que eu colocava sobre mim em situações variadas e que se disfarçavam como causa real mesma? Naquele momento não importava. O filhote interrompeu o avanço, uma brisa sacudiu o ambiente levemente e o tempo tornou-se estático em minha mente.

Em minha atual posição quem liderava no momento era eu, seguido pelos dois soldados e por Darlessa na retaguarda, uma formação infeliz e possivelmente catastrófica. Os soldados treinados eram a senhorita Tallhart e seus dois homens, não que estivesse sendo covarde entretanto estava apenas analisando friamente a situação. Eles detinham treinamento militar, não eu. Eles detinham roupas e malhas resistentes, não eu. Eles detinham reflexos esculpidos cuidadosamente, não eu. Entretanto, quem estava na vanguarda era eu, infelizmente. Por um minutos todos permaneceram calados e imóveis enquanto o filhote movimentava-se para lá e para cá timidamente, avançando dois passos e recuando um, para depois avançar mais um e recuar dois. Seus olhos nos encaravam mas sobretudo estavam postos em mim. Ergui minha face, todavia não o encarei nos olhos, não queria lhe assustar enquanto lutava internamente contra as sombras dentro de mim.

Num instante, o animal virou-se de costas e examinou um punhado de folhas verdes como tinta voarem no meio da atmosfera e sumirem e foi neste momento que as sombras se descontrolaram por algum motivo e assumiram a forma de uma pequena chama negra que bruxuleou violentamente sobre meu dorso e assumiu a forma ilusória de um humano do tamanho da empunhadura da adaga que me havia sido emprestada. Os soldados e Darlessa não avistaram sequer um resquício disso, sabia disso pois dirigi meus olhos de soslaio por cima do ombro e varri seus semblante e por um momento senti que havia sido descoberto, e obriguei-me a desviar o olhar para frente em vergonha. Então, o filhote de urso encarou-me e guinchou, rugiu, jogou-se no solo e cobriu as orelhas enquanto a ilusão sombria involuntária retornava para meu controle. O animal tinha avistado, mas elucidei enfim que meus companheiros não.

Então, no mesmo instante, um enorme urso saltou com uma corrida do mesmo arbusto que o filhote tinha saído. Rugia feito o mais feroz animal de todos. Suas garras negras eram longas e curvadas o suficiente para arranhar e enroscar na carne de seu alvo. Seu pelo era negro, desgrenhado, todavia brilhava à luz solar que trespassava ocasionalmente as frestas das árvores. Seus dentes mais pareciam pequenas pontas de flechas e seus olhos eram a mira. Ergueu-se em duas patas e dignou-se a rugir novamente. Saquei a adaga levemente e inclinei o corpo para trás, pronto para recuar. Os cavalos agitaram-se, todos tornaram-se tensos e duros e então...



Legenda

Falas
Narração
Pensamentos
Falas de Terceiros

Avaliador:
Não sei se isto caracteriza como treino de oculto e magia, visto que foi uma tentativa interna de contenção da magia do próprio personagem que se descontrolou e não uma leitura ou um uso efetivo por parte do personagem, portanto, caso seja anulado eu compreenderei. Siga em frente, olhe para o lado...

Habilidade treinada:
Oculto e Magia
avatar
Imagem :
Mensagens : 48
Nome do jogador : shadow
Dragões de ouro : 9
Veados de prata : 170
Estrelas de cobre : 1
Idade : 36
Salário extra : 9%
Ver perfil do usuário
Conselheiro

Voltar ao Topo Ir em baixo


Born a goddess and
forged warrior
Tell me would you kill to save a life? Tell me would you kill to prove you're right?


A situação era tensa, mas se todos agissem com cautela, não haveria maiores problemas, poderiam sem mover sem grandes problemas. Darlessa conhecia bem a região e seus animais, os dois homens que estavam com ela também, o único que a preocupava era Elliot, não tinha certeza se ele saberia usar uma arma, ele parecia muito mais ser um homem de palavras do que um homem versado nas artes do combate. Por precaução, diminuíram o ritmo da caminhada, por sorte os animais estavam calmos e não chamavam a atenção. Era um trabalho complicado, praticamente pé por pé, mas tinha que confiar em cada um que estava ali. A espada continuava em sua mão, segurava a arma com firmeza, não pretendia ser pega de surpresa, ainda que se um urso atacasse não tinha a pretensão de ceifar a vida do animal. Os momentos que se sucederam foram cheios de tensão, ela podia sentir seus músculos mais tensos que o normal, quase a incomodando. Era apenas um rastro, recente, mas quem garantiria que havia apenas aquele animal? Lessa se via obrigada a redobrar totalmente sua atenção.

O som do impacto sobre as folhas chamou a atenção da morena que cautelosa se virou, sabia que não era um ataque, mas com certeza era algum animal. Nas costas de Elliot havia surgido o pequeno ursinho, um filho de não muito tempo, ainda estava aprendendo a usa as próprias patas para se locomover e possivelmente fora essa a razão do tombo. Lentamente voltou sua espada para a bainha, não faria mal a um pequeno filhote. Seu olhar encarou primeiramente os dois soldados e depois voltou-se para o conselheiro que parecia um pouco afoito com a situação: — Elliot… — Chamou pelo homem em um tom sereno e bem baixo, para não chamar a atenção: — Não faça movimentos bruscos… A mãe deve estar por aqui, vigiando a distância, fique calmo, parado, deixe-o andar e partir, não assuste-o. — Instruiu cautelosa. Desejava por todos os deuses que o homem se mantivesse calmo, qualquer movimento brusco poderia significar sérios problemas para aquela comitiva. Friamente analisou a situação, precisava ter um plano caso algo desse errado. Calculou o espaço que havia entre os dois soldados, a distância entre ela e Elliot se precisasse intervir, tinha que ter o controle de toda a situação.

Seu peso fora todo para o lado direito de seu corpo, sua perna serviria como uma alavanca caso precisasse investir, a mão esquerda repousou sobre o cabo da espada, o envolvendo com firmeza, se um saque rápido fosse necessário já estaria pronta para isso. Os momentos seguintes foram de pura tensão, seus olhos não se desviavam da figura de Elliot, os dois homens que estavam com eles logo perceberam a posição que sua comandante se encontrava, sutilmente se moveram um pouco apenas para facilitar a passagem da mulher caso fosse necessário. Sua respiração era leve e mais lenta, havia uma serenidade amedrontadora em seus olhos, mas essa era Darlessa na iminência do perigo ou do combate, a serenidade de quem matava. Apenas seus ouvidos acompanhavam o pequeno animal, seus olhos o conselheiro, o homem imóvel mostrava que ele fazia exatamente o que ela havia pedindo, lhe dando um pouco de alívio.

O pequeno animal saciava sua curiosidade, de um lado para outro andava, farejava, rolava em punhado de folhas secas no chão. Lessa permanecia imóvel, concentrada caso precisasse fazer alguma coisa, torcia para que logo o filhote voltasse, evitando que sua mãe o procurasse. Mas em algum momento, sem um motivo aparente, algo saiu do controle, o pequeno animal rolou pelo chão, rugindo e guinchou, algo que o atormentava: “— O que foi isso? —” pensou consigo mesma, sem entender o que estava ocorrendo. Tudo que sabia era que aquilo era um péssimo sinal, sacou a espada da esquerda e manteve-se em prontidão, já não havia como aquele episódio acabar bem. Sentiu a brisa que soprou contra o rosto e seu olhar observou tudo ao redor como uma águia, sentidos tão apurados que não deixou passar quando o pequeno arbusto chacoalhou violentamente.

A gigantesca ursa surgiu, sua pelagem negra lustrosa era bela, mas a ferocidade com que o animal rugia denunciava que não estava ali para brincadeiras. Todos permaneceram imóveis, mas sacar da arma de Elliot não passou despercebido aos olhos do animal. Suas patas ergueram-se um pouco mais e mesmo que ele estivesse pronto para se esquivar, não era algo tão simples assim. Com a agilidade de um felino Darlessa investiu contra a ursa, a lâmina sacada seria seu escudo, virou a mesma de forma que não ferisse o animal, mas aparou a forte patada que havia sido feita contra o conselheiro: — Se afastem! — Foi a primeira coisa que disse, ainda meio entre os dentes devido ao esforço que fazia para conter a patada em sua espada. A força do animal era estupenda ela sabia que não poderia segurar por muito tempo. Quando sentiu o recuo do restante da equipe, deixou que a pata do animal descesse e teve apenas tempo de uma breve esquiva, mas mesmo assim acertou a proteção do ombro.

Sacou a segunda espada, o animal rugia ainda feroz, não havia tempo e uma aproximação poderia ser letal: — Peguem os cavalos e cavalguem a leste até o fosso. Me esperem lá. Vou espanta-lo. — Ela olhou para o grupo que ainda estava imóvel: — Isso é uma ordem! — Esbravejou afoita. Antes que pudesse atacar a patada horizontal veio em sua direção e teve apenas tempo de cruzar as espadas diante de si para evitar o ataque certeiro na linha do abdômen. Não estava muito distante do fosso, era uma área que tinha um forte odor e a maioria dos animas não se aproximavam do lugar devido ao cheiro forte que vinha do lugar, o que havia lá dentro? Um mistério para todos. Não tinha a intenção de machucar o bicho, um corte mais profundo poderia leva-lo a morte e tendo em vista que tinha um filhote para cuidar, não queria fazer algo para prejudica-lo. Limitava-se a esquivar e recuar, algumas vezes aparar as garradas do animal. Tinha que andar de costas em passos lentos e cuidadosos, ou poderia ir ao chão, o que lhe custaria a vida.

Guiava o animal para sua armadilha, mas aquilo parecia irrita-lo cada vez mais, seus braços já sentiam fadiga, ter que medir forças com um urso não era uma tarefa fácil. O suor escorria pelas têmporas, tomava-lhe a testa e seus fios negros aderiam a mesma. “— Mais alguns metros. —” pensou a mulher enquanto se esquiava e ao mesmo tempo que condizia a fera. No entanto, não foi capaz de prever uma das patadas que acertou seu ombro direito, arrancando um grito gutural da mulher, até mesmo alguns pássaros bateram asas assustados. Seu braço estremeceu, mas agora faltava muito pouco. Mordiscou a bochecha com força e segurou a espada com firmeza, precisava aguentar mais um pouco, mas provavelmente a garra do animal havia rasgado sua pele mais do que imaginava e a cada movimento sentia uma dor forte, mas não era do tipo de mulher que se renderia a dor.

Finalmente o animal parou, ele ficou sobre as duas patas traseiras e rugiu alto e insano, encarou a mulher e logo começou a recuar. Sentiu imenso alívio, não sabia mais quanto tempo poderia aguentar naquela situação. Guardou ambas espadas e levou a mão ao ferimento. Caiu sentada ali mesmo, o fosso estava alguns metros atrás de si e logo o conselheiro e os outros chegariam, trazendo Taranis para que ela pudesse montar e voltar. Precisava ver aquele ferimento ou poderia se tornar algo grave.


Post: 019 with:Elliot Hornwood in: Ilha dos Ursos
No matter how many lives that I live, I will never regret
avatar
Imagem :
Mensagens : 46
Nome do jogador : Lessa
Dragões de ouro : 00
Veados de prata : 00
Estrelas de cobre : 00
Idade : 30
Salário extra : 0%
Ver perfil do usuário
Capitão da Guarda

Voltar ao Topo Ir em baixo

Bears in the woods

Todos os acontecimentos que ocorreram foram como flashes trazidos por um violento relâmpago. Estava diante do filhote de urso e miseravelmente minhas sombras se rebelaram em âmago, um ato sem explicação aparente a não ser pelo possível fato de ter me descontrolado ou perdido o foco, não sabia dizer ao certo. Quando havia decidido sacar a lâmina a genitora do pequeno urso surgira e com a mesma rapidez a Tallhart tomara à frente brandindo sua espada para aparar as mortíferas garras do animal, disputando forças com a mesma.

Antes mesmo que pudesse tomar qualquer atitude possível a mulher ordenou a nossa retirada, como sempre, de forma altiva e autoritária, tal qual uma capitã. Deveríamos ir em direção ao fosso, por um momento permaneci imóvel, não acreditando em tal ordem e os soldados assim o fizeram. Ela é louca… Pensei, mas não tive alternativa senão acatar ao ver que seus subordinados aceitavam tais ordens com segurança após o segundo jogo de palavras. Tinha feito minha escolha, confiar naquela mulher, um voto de confiança… Saltei para cima do cavalo com um pulo e seus soldados fizeram o mesmo, guiando o quadrúpede de Darlessa e num instante os cavalos foram esporeados, conduzindo a nós por entre a mata em direção ao local.

A cavalgada por entre inúmeras árvores, arbustos, pequenas subidas e descidas não era uma tarefa simples e fácil para mim, desacostumado com tal região e ainda mais com cavalos, mas tais “caprichos” pouco importava naquele momento. Os dois homens lideravam a cavalgada até o local, enquanto me limitava a seguir, tal situação me deixava numa sensação de impotência… Era estranho, mas tal sensação tomava-me conta naquele momento. Havíamos chegado, um soldado desmontou junto de mim e nos colocamos em alerta. - Você fique montado e cuide da montaria da Tallhart, se algo acontecer deves cavalgar com ela até o forte e chamar um meistre para ajudá-la. Ordenei, ambos me examinaram da cabeça aos pés como se questionasse minha autoridade, ignorando saquei a adaga. - Vamos até o fosso eu e você, agora! Continuei, elevando o tom da voz e assumindo uma postura autoritária esperando que tal atitude passasse o efeito preciso.

O homem hesitou por breves segundos, trocou olhares confusos com o outro soldado mas seu companheiro meneou a cabeça, e assim avançamos. Meu novo companheiro mantinha a boca torta e a expressão fechada como os céus de Asshai. Estava desconcertado e insatisfeito com minha atitude? Talvez. Ser comandado repentinamente por um estrangeiro e estranho não era algo que nortenhos fizessem com facilidade, e tal fato fora uma das primeiras lições que tinha aprendido nesta terra longínqua. O fosso estava logo a frente, armas empunhadas e guardas erguidas. Minha visão varria todo o perímetro que meus olhos alcançava. Usaria qualquer meio necessário para evitar mortes, seja a lâmina confiada à mim ou as sombras, todavia, esta segunda deveria ser empregada de forma calculada para evitar fazer mais mal do que de fato, bem…

Interrompendo a caminhada com um aceno de mão, o soldado apontou uma direção e por ali seguimos. A cada passo que dávamos o ambiente tornava-se mais tenso e carregado com uma eletricidade desconcertante. Ranger de galhos secos, farfalhar distante de folhas, balançar das copas e cantos distantes de pássaros. Toda esta sinfonia natural parecia não fazer parte da normalidade pois ao mesmo tempo que faziam-se ecoar também parecia estar em silêncio total. Por fim, o não silêncio foi quebrado por passos pesados e respirações ofegantes grotescas que logo se elucidaram em minha mente como sendo de origem animalesca. Darlessa… Praguejei internamente. Um barulho, seguido por outro e um grito estridente. Mantive a calma e indiquei um caminho para o soldado, iríamos flanquear o fosso pelos flancos e atacar o animal por trás, não importava se o mesmo morresse, o que importava agora era manter a oficial viva.

Avançando da forma mais sorrateira e anônima possível avançamos, paralelos e distantes. Torcia em minha mente para tal animal não detectar nossa movimentação, não nos cheirar ou ouvir, caso contrário poderíamos acabar todos estripados e estatelados num chão orgânico e distante de ajuda. Um imenso rugido, um duplo baque abafado… Tomei a liberdade de apressar o passo, ocultado por arbustos e poucas árvores, estava no final… Atingindo o objetivo ergui o punhal e deslizei com um passo juntamente com o soldado, entretanto, vimos apenas o grande animal correr na direção oposta à todo pano como se tivesse visto algo completamente aterrorizante talvez… Ou talvez, simplesmente desistira de sua presa humana e optara por cuidar de sua cria que entrara num estado de absoluto medo ao ver as sombras que haviam se protuberado de mim.

A adaga retornou à cintura, a espada à bainha. Relaxei a guarda, todavia o soldado não, permanecia atento ao ambiente e não hesitei em avançar em direção à oficial de Dorian. Estava no chão, ajoelhada, ofegando, com a face e os braços banhados em suor corporal e um ferimento considerável no ombro. - Vamos, levarei até seu animal para retornar à Dorian, será tratada lá. Proferi, estendendo a mão direita para ajudá-la a se por em pé.

- A missão… Falou, fraca em meio as dores. Sua mão esquerda pousada sobre o ferimento enquanto gotículas densas de sangue escorriam pelo seu pulso e atingiam o solo. Logo predadores estariam naquele local, deveriam sair logo.

- Agora começo entender porque Dorian confia sua vida em ti. Comecei, tomando sua mão sem a permissão.

- O que disse? Disse, sobressaltada e aparentemente ofendida.

- É habilidosa nestas cousas de batalha e teimosa como um basilisco de Yi Ti. Respondi, sorrindo calmamente e ajudando a mesma se erguer. A mulher pareceu ficar confusa e feliz com o elogio ao mesmo tempo.

- Não sei o que é isto, conselheiro. Respondeu asperamente, rebatendo minha mão para longe com um tapa mais bruto do que feminino. Ri levemente para não conferir um tom amargo e tenso à situação.

- Outro dia eu lhe contarei, vamos andando, seu cavalo não está muito longe daqui. Quando o meistre lhe ver trataremos do resto dessa empreitada, talvez tenha sido melhor assim, afinal, deste modo poderemos ter palavra com o meistre e o engenheiro local. Adicionei, tentando demonstrar um possível lado positivo em toda aquela cacofonia. A mulher ignorou-me, permanecendo na tentativa de ser resoluta e forte enquanto segurava seu ferimento. Avançamos em direção aos cavalos, com intuito de montar os mesmo e cavalgar para a civilização, buscar ajuda medicinal e falar com algumas peças importantes daquela empreitada que se provava cada vez mais problemática.

- Fiquem atentos, não quero ser surpreendida novamente, vamos! Terminou, esporeando seu equino com dificuldade devido ao ferimento, e todos nós limitamo-nos a seguir seu comando, indo em direção à sede Mormont.



Legenda

Falas
Narração
Pensamentos
Falas de Terceiros
avatar
Imagem :
Mensagens : 48
Nome do jogador : shadow
Dragões de ouro : 9
Veados de prata : 170
Estrelas de cobre : 1
Idade : 36
Salário extra : 9%
Ver perfil do usuário
Conselheiro

Voltar ao Topo Ir em baixo

Avaliação de treino de habilidade

elliot hornwood

Ótimo treino, parabéns!


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 22% de experiência pelo atributo de inteligência com 8 pontos
+ 10% de experiência por ter a habilidade no nível 0

Recompensas
+ 132 pontos de experiência em Equitação

Avaliação de treino de habilidade

elliot hornwood

Bem, considerando que houve um constante de magia, mesmo que apenas no aprendizado (O que não deixa de ser uma experiência), já serviu para um bom treino.


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 22% de experiência pelo atributo de inteligência com 8 pontos
- 55% de experiência por ter a habilidade no nível 8

Recompensas
+ 67 pontos de experiência em Magia e Oculto

avatar
Imagem : What is dead may never die, but rises again, harder and stronger.
Mensagens : 116
Nome do jogador : David
Dragões de ouro : 00
Veados de prata : 00
Estrelas de cobre : 00
Idade : -
Salário extra : 0%
Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [rp flashback fechada] bears in the woods

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum










O Win or Die foi inaugurado a 09.09.2015. O RPG passa-se no mundo de As Crónicas de Fogo e Gelo, criadas por George R. R. Martin, mais de 50 anos depois dos acontecimentos dos livros. A trama inicial foi criada pela Staff, mas agradecemos a todos os nossos jogadores pela sua ajuda na evolução da mesma.
A nossa skin foi inteiramente criada por Ross (Many-Faced God), incluindo os templates de post e da página inicial, para uso exclusivo no Win or Die RPG, com o apoio da Soph (The Maiden) e do Tiago (Baelor Targaryen). O slider do nosso mural foi criado por CSS Slider. As imagens usadas foram tiradas do Google e editadas por Ross. Agradecemos ainda ao FM Codes e Best Skins pelos seus tutoriais de Javascript. Plágio é crime.

:: Topsites Zonkos - [Zks] ::