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[ RP Fechada + 18] When visions become real

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When visions become real
Está é uma RP fechada +18, que começará com o post de Syndor. Apenas Naerys de Asshai e Syndor participam dessa RP. A presente RP se passa em Volantis, em uma das estalagens da cidade, é noite e a sacerdotisa havia perambulado pela cidade e na tentativa de relaxar procurava um lugar onde pudesse beber um pouco de vinho.


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Re: [ RP Fechada + 18] When visions become real

Mensagem por Syndor em Sex Nov 11, 2016 5:00 pm


Antithesis
Toda fé possui uma antítese. Veja, por exemplo, no que Syndor acredita: a morte como uma benção. Enquanto todo o mundo vê o leito eterno como uma punição a traições ou uma fatalidade, os Sem Rosto vêem nele um milagre. Surge, então, a antítese, concepções tão diferentes de morte e a relação comercial na Casa do Brando e Preto mantém-se intacta. Por lá, paga-se pelos infernos e recebe-se pelos céus.

Outra crença em que há uma antítese - ou seja um paradoxo? - formidável é a Fé Vermelha. Espalhou-ae pelo mundo após muito pulsar no coração iluminado que é Volantis. R’hllor, Senhor da Luz e das Sombras… Curioso, não? Eu acho.

Mas qual o motivo de toda essa digressão? Explicarei mais pra frente. Sigamos com Syndor

Fosse há muito tempo, poderia dizer que nosso herói estava em Volantis pelos estudos, mas não. Receberá um pedido amigo para que investigasse algumas coisas. No início, gostara de ficar um tempo longe de Braavos, mas agora já se cansava. Sobre o que era a investigação não importa basta ter a noção de que não tivera muitos avanços nas últimas semanas.

Estava hospedado numa das inúmeras estalagens que a cidade oferecia. Não era das mais suntuosas, mas também não se ouvia ratazanas correrem pelo assoalho. O quarto em que repousava tinha uma cama, bem maior do que as em que estava acostumado a dormir, o chão era coberto com um tapete que ilustrava espécies de chamas e uma singela janela que dava relativa vista à famosa Grande Ponte. Ponte esta que em seu centro havia cabeças e mãos de supostos “criminosos”. Por fim, havia uma mesa com apenas uma cadeira - ocupada e não preciso dizer por quem -, ambos esculpidos numa madeira escura e firme.

Para que o leitor possa melhor se localizar no quarto, descrevê-lo-ei de uma forma que poucas vezes faço. Ao entrar no quarto, o tal tapete ocupava o centro do cômodo. À direita, estava a cama, encostada na parede e à esquerda, estava a mesa. Ao traçar uma reta pelo quarto, deparava-se com a janela. Espero que essa descrição tenha ajudado a imaginar o local em que Syndor passará os últimos dois meses. Claro, saía periodicamente, inclusive para não perder a sanidade, mas acabava sempre por voltar ao quarto.

Quando já se sentia saturado daquela investigação, decidiu descer para a espécie de bar que a própria estalagem tinha. Notou que já era noite. O cheiro de vinho condimentado invadia suas narinas e o burburinho das conversas alheias, os seus ouvidos. Após retirar o último pé do degrau, olhou ao redor à procura de uma mesa vaga. Avistou umaz, mas precisava, antes, de alguma coisa para matar a sede.

- Uma cerveja, bom senh… - viu o taberneiro se virar e percebeu que era uma mulher - ...ora, boa senhora. - “corrigiu”.

- Não acha inútil usar um chapéu num lugar fechado como esse? E, ainda por cima, de noite? - ela debochava, enquanto entregava a caneca com a bebida

Syndor nada disse, apenas a cumprimentou com o chapéu e foi até a mesa. Tomou um grande gole de sua cerveja e suspirou. Tamborilou a mesa com as pontas dos dedos e começou a analisar as pessoas ao seu redor, mas nada chamava a atenção. Até a porta da estalagem parecia entediada.

De qualquer forma, minha narração está por acabar, no momento, e eu ainda não expliquei o porquê de toda aquela conversa sobre o tal paradoxo (ou antítese?). Bem, você irá descobrir em breve… Aliás, muito em breve, pois, veja, Syndor acabou de ver alguém entrar.
   




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Naerys de Asshai
O par de olhos esmeraldas estavam vidrados diante das chamas, a mulher até mesmo parecia não respirar, como uma estátua de mármore em seu mais profundo transe e de fato ela estava. Apenas seu corpo jazia ali, sua mente estava muito distante de Volantis, seus olhos viam muito mais do que a visão comum poderia ver. R’hllor fazia da mulher seu instrumento e através de suas visões ela entendia quais eram os desejos do Deus que servia. Seus olhos pareciam trepidar tanto quanto as próprias chamas, os braços soltos ao lado de seu corpo acompanhavam sua silhueta. Alguns instantes atrás estava ela ali, buscando iluminação para seus pensamentos, meditando sobre sua própria vida, que andava tão confusa quanto ela própria. A mesma visão sempre, o mesmo desfecho e a mesma silhueta masculina que a perturbavam. Mas naquele momento o senhor da luz tinha um proposito maior. Os olhos da mulher nublaram de magia e conhecimento e naquele ínfimo momento sua consciência não mais lhe pertencia.

Naerys tinha certeza de estar em Braavos, caminhando por suas ruas, mas que estavam incrivelmente vazias, seus pés estavam descalços, o chão era frio e escorregadio como se o mesmo fosse feito de uma fina camada de gelo. Tudo estava cinza e todas as construções também pareciam estar. A chuva tão comum nunca havia sido tão gelada, as gotas caiam do céu cortando seu rosto, o frio congelava seus ossos e sua carne. Precisava chegar ao templo de R’llor, mas seu corpo não conseguia, seus pés tinham imensa dificuldade em dar o próximo passo. O céu escuro deixava tudo ainda mais aterrorizante. Seria aquela uma nova Longa Noite? Seria aquela a sensação de estar envolta no longo inverno? Era uma mera espectadora naquela visão e tinha ciência disso, mas o que ele desejava que ela visse? Seus pés continuavam a guia-la ao seu destino, mas a capa passo, a noite se tornava mais escura e o frio ainda maior, seu próprio calor desaparecia aos poucos e já sentia os joelhos tremerem. O caminho havia sido longo e exaustivo, ao chegar diante do templo o mesmo já tinha as cores habituais, a única coisa que tinha cor, era o rubro sangue que estava espalhado pelo chão. O ar lhe faltou aos pulmões, mas quando viu os olhos cianos surgirem no meio da escuridão a mulher sentiu um pânico imensurável. Seus olhos se fecharam com força e segurou a respiração, como se tentasse se esconder e talvez de fato o estivesse fazendo inconscientemente.

Quando seus olhos se abriram novamente havia apenas a pira ardente diante de si, as gotículas de suor tomavam-lhe a testa, aderindo alguns fios carmesins a elas. Seu peito estava ofegante, como se tivesse corrido por horas sem fim. Não podia ver, mas seu semblante estava pálido e o nome de Kali ecoava em sua mente sem parar. Deveria voltar a Braavos? Deveria contar a amiga sobre o que havia visto? Ainda não sabia muito bem como lidar com a situação, sua mente girava e não conseguia conectar seus pensamentos. Não havia nexo, não havia sentindo no que havia acabado de ver, mas o Senhor da Luz lhe daria o discernimento necessário. As mãos pálidas percorreram o rosto da mulher, jogando os cabelos para trás, precisava respirar, precisava desligar-se apenas um momento do mundo de tudo que estava ao seu redor. Os cabelos vermelhos bailaram no ar quando a mulher girou nos calcanhares e com passos largos e decididos começou a caminhar pelos corredores do templo. Poderia andar por ali de olhos fechados, conhecia cada detalhe daquela intrínseca construção.

Seus pés tomaram as vias da cidade, seu olhar ergueu-se a abóboda negra e novamente aquela sensação angustiante tomou seus pensamentos. As ruas de Volantis estavam cheias e era tão bom ouvir o burburinho de todas as conversas, fazendo-a esquecer do mórbido silêncio de sua visão. O vestido vermelho de decote insinuante chamava a atenção por onde passava, mas não era difícil perceber que a mulher que andava por ali sozinha, pertencia a fé vermelha. Naerys não parecia se importar com os olhares masculinos em sua direção. Vez ou outra precisava se esquivar de alguns homens que tentavam ser um pouco mais petulante, mas batava o olhar da sacerdotisa para que tal ideia logo fosse esquecida. Depois de muito vaguear pensou sobre onde deveria ir, seus lábios secos pediam por uma bebida, mas havia tantos lugares que poderia ir. Sua mente então buscou nas profundezas um lugar onde seus lábios seriam devidamente saciados.

Ao empurrar a porta a mesma rangeu, mas o barulho do lugar impediria que qualquer um escutasse, no entanto foi notada rapidamente assim que entrou. Não era do seu feitio sentir-se tímida, aprumou a postura e caminhou pelo salão, mas algo lhe fez parar, uma sensação que não sabia ao certo dizer o que significava, seu olhar percorreu o lugar, fitou faces que pareciam comuns. Ela respirou fundo, mas seu olhar alcançou uma mesa mais distante, ocupada por um único homem. Seu coração parecer arder como o fogo do Senhor da luz, suas mãos tornaram-se frias e seus lábios mais ressequidos. Talvez por instinto ou uma força que a movia de uma maneira mística ela rumou até a mesa do estranho. Talvez ele a achasse uma completa louca, não se importava, pois, a certeza lhe impelia a continuar: — Você... — Ela sussurrou aproximando-se um pouco mais: — Seu rosto. — Ela novamente balbuciou e sentou-se de frente para ele: — Eu os vi. — Disse ainda um pouco perplexa com o que acontecia.




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Re: [ RP Fechada + 18] When visions become real

Mensagem por Syndor em Sex Nov 11, 2016 10:21 pm


Antithesis
A novidade veio dar à porta. Aos olhos de Syndor, longos cabelos vermelhos que escorriam com mais suavidade do que o próprio sangue, olhos esculpidos da esmeralda luziam profundidade, pele alva contrastava com o rubro de suas vestimentas, que acompanhavam – como numa dança – o seu caminhar.

O assassino trocou rápidos olhares com a mulher que fizera, por um momento, o ar tornar-se mais denso. Não precisou de muita análise para reconhecê-la como uma das Sacerdotisas Vermelhas, devotas a R’hllor. Ela transmitia uma sensação de surpresa, como se não esperasse encontrar algo naquele local. Homens bêbados? Não eram tantos assim. Prostitutas? Se houvesse, não aparentavam. Assassinos? Bem... Essa indagação passou de hipótese para confirmação quando os passos a trouxeram para perto da mesa.

Era mais alta do que aparentava de longe. Syndor afastou o chapéu de seu rosto, ajustando-o numa posição em que conseguisse olhar para cima. Conseguia, mesmo com a cerveja perto do rosto, sentir o aroma da mulher vermelha tomar seus sentidos. Eis que as palavras dela deixaram o Sem Rosto quase atônito.

Você... Seu Rosto... Eu os vi

E enquanto dizia, pausadamente, ia se aproximando da mesa e por fim sentava-se à gente do assassino. Este, por sua vez, levou a mão esquerda para perto da cintura, onde guardava sua adaga. Não era muito acostumado a utilizar dela, mas não estava com sua principal arma, além do que chamaria muita atenção se a armasse naquele local.

Ficaram em silêncio durante alguns longos segundos. O plural nas palavras delas era o que mais incomodava Syndor. Como poderia saber alguma coisa? Já tinha lido sobre algumas das capacidades das Sacerdotisas de R’hllor, mas seria possível o rastreamento de outras magias como a troca de rosto? E pior, eram magias contrárias. Ela louvava o Deus da Luz, ele, o da Morte. Bem, tentaria não tocar naquele assunto novamente, esperava conseguir.

Soltou o ar que restava em seus pulmões e se ajeitou na mesa. Não estavam sentados em cadeiras, e sim numa espécie de banco eu permitia que duas pessoas sentassem lado a lado. Provavelmente o Sem Rosto ocupava uma mesa que serviria para que quatro amigos pudessem beber se divertir, mas de qualquer forma... Levantou-se.

Com passos preguiçosos, foi até o outro lado da mesa, em que estava a mulher. Sentou-se ao lado dela, retirando o chapéu como num pedido de licença. Esboçou um leve sorriso, por mais que não tivesse dito nada até aquele momento. Tinha deixado a caneca de cerveja do seu lado da mesa.

Seus olhos percorreram a Sacerdotisa quase que instintivamente, logo voltando à consciência, quando aproximou seu rosto do ouvido dela. Tinha a respiração controlada, afinal, não tinha bebido quase nada naquela noite. Quanto mais próximo ficava dela, mais sentia o seu aroma.

Veja bem, eu não sei quem pode ter te mandado aqui, mas não sou o que procura.  – as últimas palavras soavam roucas.

Encostou a adaga no ventre da mulher, sem nenhum risco de ferimento, apenas para mostrar que, realmente, não queria problemas por ali. De repente, começou a sentir o ar pesar um pouco. Seria o potencial conflito a ser criado? Ou a presença daquela mulher? Não sabia dizer. Aproximou sua boca ainda mais, quase se encostando à orelha dela.

Seremos civilizados, certo? – afastou-se, continuando sentado ao lado dela – Chamo-me Syndor, espero poder dizer que é um prazer conhecê-la... – indagava, implicitamente, seu nome.

Estendeu a mão que não estava armada sobre a mesa, como que numa forma de cumprimentar a mulher. Encarou-a, e seu sorriso já havia desaparecido. A barba mal feita dava-lhe um aspecto não muito amigável, por mais que estivesse tentando ser. Começava a notar o calor que sentia na mão com a adaga, por estar próximo do corpo dela. Talvez aquela não tivesse sido a atitude mais inteligente a tomar, talvez...
   




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Naerys de Asshai
O lugar estava cheio, bêbados, prostitutas, mercenários e qualquer outro tipo de pessoa, até alguns nobres andavam por ali. Mas para a ruiva não havia ninguém mais naquele lugar, apenas ela e o misterioso homem, aquele que vinha aparecendo em suas visões, banhando-a de sangue. Naerys era uma mulher eloquente, sempre tinha as palavras certas na ponta da língua, mas naquele momento não vinha nada em sua mente, o que a incomodava. Precisou deslizar a língua pelos lábios vermelhos, sua respiração estava pesada, como se o ar lhe fosse roubado a cada instante. Ele possuía um olhar negro capaz de envolvê-la com facilidade, ainda que relutasse, o chapéu não permitia que ela vislumbrasse seu rosto totalmente em um primeiro momento, mas aquela sensação, aquele frio que lhe percorria toda a espinha, não havia como não ser. Talvez ele pensasse que tudo aquilo fosse uma grande loucura, o que não era totalmente uma mentira, mas ela precisava descobrir por qual razão ele tomava seus pensamentos, suas visões e até mesmo seus sonhos. Não havia explicação para os desígnios de R’hllor, mas mesmo assim ela procurava entender o que acontecia com ela e por que a presença dele lhe causava um efeito tão avassalador.

Seus olhos acompanharam cada movimento dele, desde o momento em que ele se levantou, até o momento em que ele se sentou ao seu lado, naquele momento ela precisou respirar fundo e seu olhar pela primeira vez na noite fitou o chão, mas seu corpo era tomado por um calor como o mesmo que sentia quando estava perto de uma fogueira, algo que lhe fazia estremecer por dentro. O olhar dele invadia sua zona de conforto, era como se ele a despisse de alguma maneira, não suas vestes em si, mas sua alma e o que realmente havia dentro de Naerys. Seu primeiro impulso foi levar a mão até ele, mas conteve tal ato, não sabia como ele poderia encara-lo e não desejava que a situação se tornasse tão constrangedora. Seus olhos se fecharam com a aproximação de seus rostos, aquela sensação tão familiar e cálida, seu coração bateu tão forte que tinha a sensação que seu peito não suportaria: — O Senhor da Luz me enviou aqui está noite. Meu coração guiou meus passos. — Sussurrou de maneira rouca e falha, sua voz a traia de maneira leviana.

O metal frio chamou sua atenção, mas não a intimidou, não se importava com o que poderia lhe acontecer, tinha fé que tudo o que acontecia ali, naquela noite era a vontade de R’hllor. A aproximação permitia que ele desfrutasse muito mais do que o aroma convidativo que exalava do corpo dela, podia sentir a pele dela arrepiar a cada sussurro tão próximo a sua orelha, Naerys mordiscou o próprio lábio na tentativa de manter sua mente focada e lúcida, uma tarefa que se tornava mais e mais difícil a cada instante. Ela sorriu com mistério e malicia com as palavras dele: — Você tomou cada uma das minhas visões nas últimas semanas. Não procuro o conflito, procuro respostas. Não me tenha como inimiga, mas alguém curiosa. — Sussurrou em um tom audível somente para os dois. Ela virou seu rosto um pouco na direção do dele, permitindo que suas peles roçassem de forma delicada, mas não menos provocante: — Sou Naerys de Asshai, Sacerdotisa de Vermelha. — Apresentou-se olhando nos olhos dele. Seu corpo a alertava que aquele era um momento decisivo em sua vida e todas as escolhas que fizesse daquele momento em diante, refletiriam em seu futuro totalmente.

Sua mão repousou sobre a dele, não sabia se havia o assustado, mas naquela altura ele já havia se afastado um pouco mais. Pode sentir o calor da mão dele chocar-se com o seu e finalmente sua pele sentiu o toque que tanto procurou nas últimas semanas, seu olhar se desviou para aquele pequeno gesto, queria que se prolongasse, na verdade, seu corpo pediu pelo toque do estranho de uma maneira como nunca antes com um estranho. Não tinha medo da postura dele, parte de si dizia que deveria tomar cuidado, mas uma outra parte, muito mais forte, impelia a continuar, ele estava armado, poderia matá-la, mas ela não se importava com aquilo naquele instante: — De alguma forma meu destino se cruzaria com o seu e eu vi isso através das chamas, mas não esperava que fosse tão rápido. Quando entrei por aquela porta era como se te conhecesse por uma vida inteira e ao mesmo tempo você é um completo estranho para mim. — Ela pausou sua fala e tomando coragem soltou sua mão que segurava a dele. Talvez fosse um gesto tolo, idiota e que lhe custasse a vida, mas precisava daquele momento: — Por semanas eu vi uma cena parecida com está. — Ela levou sua mão a lateral do rosto dele finalmente concluído aquilo que nunca pôde: — Por semanas eu desejei saber como era tocar seu rosto. Se quiser pode me matar agora ou se desejar me levantarei e não cruzarei seu caminho. Ainda que a minha vontade seja de permanecer aqui. — Disse encarando-o com seus olhos verdes vívidos e brilhantes.




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Re: [ RP Fechada + 18] When visions become real

Mensagem por Syndor em Sab Nov 12, 2016 6:47 pm


Antithesis
Cada movimento de Syndor era correspondido por um de – finalmente apresentada – Naerys. Quando aproximou seu rosto da orelha dela, pôde perceber um arrepiar percorrer a alvidez de seu pescoço. Notou um leve movimento nos lábios vermelhos, posteriormente tomados por um sorriso dúbio. Ouviu atentamente às palavras dela, envoltas numa fusão de rouquidão e oscilação.

Você tomou cada uma das minhas visões nas últimas semanas. Não procuro o conflito, procuro respostas. Não me tenha como inimiga, mas alguém curiosa.

Ela virou o rosto, para que pudessem ficar um de frente para o outro. Devido à proximidade com que Syndor mantinha-se dela, sentiu sua pele tocar a maciez do rosto da Mulher Vermelha, logo depois ouvindo o nome dela. Durante a apresentação, os olhos esmeralda antes vistos pareciam brilhar ainda mais. Pareciam até... Não, fora só impressão, eles não poderiam estar ruborescendo também.

No final das contas, eles seriam civilizados – pelo menos naquele momento. Sua mão foi preenchida pela dela. O calor, que antes sentira de seu ventre, parecia mais intenso ali. Vacilou por instantes com a adaga por baixo da mesa. Não entendia o que estava acontecendo. Já tivera contato com muitas mulheres e nenhuma causava a desestabilização como Naerys fazia, não tão de imediato como ela o fazia. Afinal, tinha acabado de se encontrar. Para Syndor, ela era uma completa desconhecida. Suas palavras, porém, tinham o tom sereno e verossímil capaz de conduzir quaisquer pensamentos.

De alguma forma meu destino se cruzaria com o seu e eu vi isso através das chamas, mas não esperava que fosse tão rápido. Quando entrei por aquela porta era como se te conhecesse por uma vida inteira e ao mesmo tempo você é um completo estranho para mim. Por semanas eu vi uma cena parecida com está.

Chamas, ela dizia. E Syndor sentia, curiosamente, o rosto em brasa, ao ser tocado. Já tinha lido sobre tais visões no fogo. Ia ficando cada vez mais tomado pela curiosidade de entender como aquilo acontecia, ou era nisso que tentava acreditar, pois sabia que sua curiosidade era outra.

Teve um piscar de olhos um pouco mais longo do que o usual ao sentir a mão dela tocar a lateral de sua face. Aquela era a força de R’hllor? O total envolvimento? Ou seria uma peculiaridade daquela Sacerdotisa? As visões através das chamas estariam mesmo corretas quanto aos destinos dos dois se cruzando? Syndor começava a se perder em seus pensamentos, quase delirava.

Por semanas eu desejei saber como era tocar seu rosto. Se quiser pode me matar agora ou se desejar me levantarei e não cruzarei seu caminho. Ainda que a minha vontade seja de permanecer aqui.

Viu-se, então, numa situação complicada. Fosse qualquer pessoa existente no mundo, mandaria para longe imediatamente. Tinha trabalho a fazer, além do que, evitava quaisquer tipos de relação. Independente o gênero, para Syndor, a manutenção de laços – efêmeros ou não – só tinha um fim, a miséria total.

Sentiu nadar naquele na imensidão esmeralda que eram as íris da mulher. Seus lábios se contraíram num sorriso. Recolheu sua adaga, afastando sua mão da barriga dela, e guardou-a na cintura novamente. O som do metal deslizando sobre couro soou na mesa.

Com a morte não se preocupe – suspirou – Quanto à sua permanência aqui, não vejo motivo para que você vá embora.

Fora o máximo que conseguira dizer naquele momento. Moveu a cabeça lentamente, como que se demonstrasse apreço pelo encostar da mão dela. Era bom, mais do que deveria se sentir. Até aquele momento era um homem de fé. Sem olhos para os pecados. Não que tivesse feito algum juramento, como os cavaleiros. Mas Naerys tinha algo de...

Ergueu a mão e levou-a até o rosto, sobrepondo seus dedos aos dela. Segurou-a e a trouxe para a mesa novamente. Não estava conseguindo raciocinar daquela forma. Tais provocações, fossem físicas ou verbais, desestabilizavam o assassino.

Se vai ficar aqui, precisa pedir alguma coisa para tomar. Vão desconfiar de alguém neste lugar sem algo nas mãos.

Estendeu o braço e chamou o “garçom” – na realidade era a própria mulher do bar – e deixou com que Naerys pedisse o que bem sua boca necessitava. Mesmo com o momento já acabado, Syndor ainda sentia a mão dela em seu rosto. Parecia tê-lo marcado. Teria?

E o que quis dizer com nossos caminhos se cruzando? Tenho que admitir, não é sempre que ouço isso, Naerys de Asshai. – declarou.

Voltou novamente o rosto para ela, enquanto tateava a mesa para alcançar a sua caneca de cerveja. Quando enfim a encontrou, tomou um gole. Pousou a bebida na mesa e notou que estava muito próximo da mulher. Não se importava, porém.
   




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Naerys de Asshai
A sacerdotisa de R'hllor não conseguiria explicar com simples palavras a complexidade daquele momento, daquele encontro. Havia algo muito maior, como se fossem forças do destino que a empurrasse em direção ao homem com pele cor de ébano. Aquele abismo negro que eram seus olhos faziam a ruiva se perder, nem mesmo conseguia pensar em uma frase completamente. Tudo que ouvia era seu coração pulsar com rapidez em seu peito, de uma maneira que nem o mais profundo êxtase experimentado conseguiu. Suas mão estavam quentes envolvida pela dele e aquela sensação do toque despertava instintos tão primitivos em si, que ela mesma desconhecia. Todavia, buscava mostrar alguma compostura, não eram os únicos ali e tinha receio em pensar no que faria com aquele homem se estivessem a sós. Quem  era ele? Por que ele a deixava daquela forma? As perguntas se formavam em uma rapidez imensurável, mas se perdiam no momento em que ela sentia a proximidade entre os dois, algo único até então para a mulher que estava acostumada a dominar quem desejava.  

Sentia-se em uma encruzilhada, aquele homem era como sua glória e ruína ao mesmo tempo, situações tão paradoxais que fugiam de seu raciocínio, quiçá deu importância quando ele guardou  a arma que empunhava contra ela. O sorriso tomou o rosto de Naerys, não como se fosse uma vitória, mas de alguma maneira sabia que não era a única perdida naquela situação. Mas reconfortante, foi ouvi-lo dizer que poderia continuar ali, um leve suspiro de alívio escapou por seus lábios, não podia e nem gostaria de ir agora que estava tão perto de descobrir um pouco mais. O seu toque o agradava, assim como o calor da pele dele alimentava o desejo da ruiva, tinha medo de falar e dizer algo que o desagradasse, mas faria o que havia feito até agora, deixaria que seu instinto a guiasse. Descobria sensações nunca antes sentidas e por mais que a todo custo tentasse conter a respiração que se tornava mais pausada a cada instante, esconder a busca do seu olhar pelo dele, nada era efetivo, odiava admitir, mas ele havia envolvido completamente, na verdade, desde a primeira vez que ela o viu nas chamas.  

Por um breve período recobrou sua razão, graças ao que ele havia exposto ali, estava em uma mesa, seus lábios precisavam de uma bebida, agora muito mais urgente. A mulher não tardou em atendê-los, já havia visto ela alguma vez em algum lugar, mas não se lembrava bem naquele momento: — Um bom vinho por favor. — Pediu gentilmente a mulher. Não voltou seu olhar a ele de imediato, precisou limpar a mente antes de voltar a estar entregue a presença do misterioso homem, algo que não durou muito tempo julgando o fascínio que ele exercia sobre ela. Seria esse talvez o termo mais adequado, algo que ela não conseguia se desvencilhar, desafiando tudo o que a mulher havia sido até hoje. Havia jurado a si mesma jamais se envolver, jamais se entregar, sua vida pertencia ao senhor da Luz e apenas a ele. Entretanto, aquele homem, parecia desvirtua-la de seu caminho e de sua missão. Seria esse um teste de seu Deus para colocar a prova sua fé? Se fosse, Naerys estaria falhando miseravelmente, o poder que ele exercia sobre ela era maior do que qualquer um que ela já havia confrontado.  

A indagação dele a fazia refletir no momento, como poderia explicar tudo isso a ele? Era algo um pouco complexo para ela elaborar uma explicação logica para algo que não tinha lógica alguma. Pensou em um pouco em como começar a falar e então novamente buscou a mão dele sobre a mesa, tocando-a e sentindo seu calor, seus olhos esverdeado se fecharam por alguns instantes, aquela sensação quente percorreu todo seu corpo, aquecendo seu coração, ela suspirou e mesmo com todo seu corpo relutando, trouxe a mão novamente para perto de si. Seus olhos buscaram encontrar os dele: — Você também sente, essa... Sensação quando eu te toco? Uma espécie de conexão, como se seu corpo estivesse procurado por isso toda a sua existência. Algo que consome seus pensamentos e até mesmo parece consumir sua alma. — A mulher foi interrompida pela chegada e sua bebida. Ponderou se deveria continuar, mas tomou a bebida em suas mãos e lentamente sorveu um bom gole, saciando assim sua sede.  

O olhar atento de Naerys percorreu o salão cheio, haviam muitas pessoas naquele lugar e não tinha certeza se podia e se deveria continuar com aquela conversa ali. Ela colou a lateral de seu rosto ao dele e aproximou os lábios mornos do lóbulo da orelha do homem: — Foram dias tendo sua presença em minhas visões. Invadido meu mundo de uma maneira única, me despertando para coisas as quais nunca fui capaz de perceber. Não sei quem você é, mas de alguma maneira você estava destinado a entrar no meu mundo. — Ela pausou e seu rosto roçou pelo dele, sentindo a aspereza da barba dele contra sua pele, arranhando e provocando-a: — Mas se não se importar, gostaria de tratar deste assunto em um lugar onde os ouvidos curiosos não possam escutar. — Ela o olhou com malícia e sorriu como se fosse uma garota tímida, tudo ao mesmo tempo. Afastou o rosto o encarando novamente  e aguardando o que ele teria a dizer.



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Re: [ RP Fechada + 18] When visions become real

Mensagem por Syndor em Sab Nov 12, 2016 10:51 pm


Antithesis
Ela pedira um vinho. Syndor poderia ter pressuposto que aquele seria o pedido. Uma combinação perfeita, o calor das chamas com a doçura do vinho. Fitou-a enquanto era tomada por gentileza ao falar com a mulher da estalagem. Durante a espera da bebida, ocorreu a indagação. Um momento de hesitação e as palavras de Naerys pareciam descrever a situação enfrentada pelo assassino. Até imaginou que ela poderia estar usando a visão das chamas novamente, não havia, porém, nenhuma chama por ali.

Você também sente, essa... Sensação quando eu te toco? Uma espécie de conexão, como se seu corpo estivesse procurado por isso toda a sua existência. Algo que consome seus pensamentos e até mesmo parece consumir sua alma.

A combustão dos pensamentos. Isso, realmente, acontecia com o Sem Rosto. Principalmente quando era tocado pela mulher. E assim ela o fazia novamente. Sobre a mesa, costas e palma da mão tornavam-se uno. E através do olhar expressou certo espanto ao ouvi-la descrevendo tão delicadamente a situação. De repente, o tempo começara a passar rápido demais. A explicação teria seguido em sua complexidade não fosse o vinho sendo entregue. Bem, o pedido fora feito, não se podia reclamar.

Quando ambos tinham as respectivas bebidas nas mãos, tomaram-nas simultaneamente. E o silêncio dos goles dizia tanto. Tanto daquela situação inusitada. Tanto do inesperado. Tanto do que não se permitia falar.

Os olhos de Naerys percorreram o salão. Imediatamente, Syndor virou-se para ver se algo acontecia, porém nada notou. Havia homens mais bêbados do que antes, sim, mas isso era normal. Quando voltou a olhar para a mulher, era ela quem, dessa vez, se aproximava. Mais incisiva, pressionou um rosto ao outro, tornando os lábios próprios canais de calor para a pele do assassino. Sentia em sua orelha o hálito da moça. Deveria estar envolto em vinho, imaginava.

Foram dias tendo sua presença em minhas visões. Invadido meu mundo de uma maneira única, me despertando para coisas as quais nunca fui capaz de perceber. Não sei quem você é, mas de alguma maneira você estava destinado a entrar no meu mundo.

Uma pausa. Pelo seu leve arfar, o ar parecia descompassar em seu corpo. Natural, quem é que esperava encontrar-se naquela situação?  Syndor não estava muito diferente. Apesar de tentar aparentar a calmaria do inverno, o conflito em sua mente entre razão e emoção era terrível, quiçá sangrento. Sangrento, é claro, para a razão. Sentiu a macia pele dela mover-se sobre seu rosto.

Mas se não se importar, gostaria de tratar deste assunto em um lugar onde os ouvidos curiosos não possam escutar.

Não sabia qual era sua feição após ouvir aquilo. Fosse ela qual fosse, não soube reagir naturalmente. O único movimento em seu rosto era o periódico piscar. Pode-se dizer, a partir de agora, que Syndor admirou o rosto de Naerys quando ela se afastou. Parecia timidez, mas não era. Parecia malícia, mas não era. Ou era?

O Sem Rosto olhou para a mão dela sobre a sua. Moveu lentamente os dedos para ter certeza de que ainda os sentia. Voltou a face para a mulher e soltou um leve riso. Teria ela algum assunto a tratar mesmo? Talvez estivesse ali para entregar alguma mensagem... Syndor pensou e...

Não me importo.  – consentiu – Ouvidos curiosos quase nunca são bem vindos mesmo.

Dizia aquilo pois muitas vezes seu trabalho era baseado em ser mais um daqueles “curiosos”. Não era algo de que se orgulhava muito, mas também não tinha alguém para com quem se envergonhar.

Tomou mais um gole de sua cerveja e entregou-a de vez para a mesa. No começo, parecia muito boa, mas, agora, já não o agradava. Esperou algum tempo para ver se Naerys tomaria mais de seu vinho, até que se lembrou de que poderiam muito bem levar a taça para o tal “lugar sem ouvidos”, afinal, não sairiam da estalagem, não é mesmo?

Estou descansando logo em cima. Há uma mesa para tratar de tal assunto, o que acha? – sorriu.

Curioso estava para ver qual seria o tema abordado. Tinha em seu olhar algo que poderia se relacionar à malícia, mas ainda não chegava a ser. Por mais que o desejo em si aumentasse, a razão ainda não estava vencida. Levantou-se num único impulso e estendeu a mão para Naerys também se levantar. Aprendera tais cavalheirismos com lordes com os quais tivera contato. Fosse a educação na Casa do Branco e Preto, não conseguiria ser cordial a ninguém.

Atravessaram o salão inferior da estalagem, lado a lado, em vermelho e negro. As pessoas mal notavam a dupla. Ao passar pelo balcão, Syndor deixou algumas poucas moedas que dariam conta de pagar pelas bebidas. O chão quase rangia aos passos.

Quando chegaram às escadas, o assassino deu a frente para Naerys, acompanhando-a por trás. Se antes analisaria o andar da pessoa à procura de um pé fraco ou coisa parecida, agora apenas restava à mente do assassino a contemplação da silhueta da mulher. Seus cabelos ondulando sobre seu corpo.

Com licença.

Colocou-se à frente de Naerys, quando já estavam em frente à porta, e adentrou o quarto. Sua mesa estava coberta de mapas, livros e frascos. A janela estava aberta e as estrelas brilhavam entre as poucas nuvens que tentavam roubar seu espaço no céu.

Virou o corpo em meia volta e pediu para que Naerys entrasse. Quando ela deu os primeiros passos no quarto, o assassino empurrou a porta, para que fechasse, e colocou-se em frente à mulher. Levou a mão direita até a porta, já fechada, e a manteve lá, como se prendesse a Sacerdotisa entre seu corpo e a madeira.

O que você quer?  – um sorriso dúbio, talvez por dúvida, surgia no rosto dele, encarando-a de frente – Não me diga que veio para me matar, por favor.

A razão dava seu último suspiro.
   




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Naerys de Asshai
Os minutos de silêncio que sucederam sua pergunta, deixaram a sacerdotisa ansiosa, não sabia o que ele poderia pensar, realmente temeu pelo que ele poderia pensar, ou até mesmo fazer. O estranho já havia se mostrado destemido e receoso, ele poderia mata-la? Deveria temer todas as coisas, deveria ter mais cautela, no entanto, a razão havia lhe deixado no momento em que seus olhos encontraram o daquele homem. Já sentia a necessidade de um novo bom gole de vinho, seus lábios se tornavam ressequidos e levemente os comprimia. Lentamente seu olhar alcançou o chão, procurou acalmar sua respiração, era como se toda a experiência que havia ganhado através dos anos não lhe valessem de nada naquele momento. A voz dele ecoou não somente pelo lugar, mas por todo seu corpo, era como se vibrasse em cada fibra que ela possuía, o sorriso veio mais espontâneo do que ela desejava: — Obrigada por entender meu pedido. — As palavras vieram acompanhadas do sorriso de Naerys. Aquele era o ponto em que ela não poderia mais voltar, estava indo sozinha com um desconhecido para o aposento dele, estava a própria sorte e apenas com a proteção de R'hollor e teria que contar apenas com ela.  

A ruiva tomou todo o restante do vinho que encontrava-se em sua taça, podia sentir seus lábios úmidos mais uma vez, dando-lhe uma certa sensação de alívio.  Naerys sabia exatamente o que havia visto nos últimos dias, sabia exatamente onde aquele homem se encaixava, a sensação do sangue em suas mãos jamais desaparecia dela. Não sabia de quem era, seria dele? Não. Tinha certeza que não, afinal era ele quem sem aproximava dela, como se procurasse acalma-la diante da situação conflitante. Mas como colocar tudo aquilo em palavras para que ele compreendesse? Esse era o ponto que ela não conseguia racionalizar totalmente a situação. Esguia, caminhou ao lado do moreno, seu andar tinha um movimento único, a saia vermelha de seu vestido ondulava acompanhando cada passo dado. Tomou a frente na pequena subida da escada, sentia que ele acompanhava seus movimentos com os olhos e talvez por essa razão seu caminhar era mais insinuante que o normal. As mãos seguravam a saia a frente, erguendo-a apenas o necessário para que não tropeçasse. Seu coração continuava batendo forte e quanto mais se aproximavam de seu destino, mais a ansiedade lhe consumia, não poderia prever o que estava por vir e isso a deixava um tanto inquieta.  

Diante da porta, por uma fração de segundo ela hesitou, o homem tomou a dianteira logo abrindo a porta. Seus pés hesitaram e não sabia se ele havia percebido ou não, mas levou alguns segundo até que conseguisse finalmente entrar no quarto do estranho. Apenas um passo foi dado e logo ela ouviu a porta bater atrás de si. Em um rompante o homem se aproximou, quebrando qualquer distância que poderia existir entre eles, uma aproximação perigosa em todos os sentidos que a ruiva conseguia pensar naquele momento. Naerys respirou fundo e seu semblante demonstrou preocupação com a atitude dele, suas mãos se apoiaram na porta atrás de si e seu olhar buscou o dele uma vez mais. Aquela imensidão negra em que ela se perdia tão facilmente, um abismo tão profundo que nem mesmo a luz de R'hllor poderia encontra-la, mas se perdia ali por livre e espontânea vontade. Ela sentia o peito dele tocar contra o seu e ousava pensar que podia sentir o coração dele tão acelerado quanto o seu próprio. A sacerdotisa se viu em um estado de confusão mental como nunca antes, seus instinto e desejos conflitando com a razão, suas unhas arranharam levemente a porta, arfou enquanto seus olhos passearam pela face dele.  

A cada palavra dita por ele, sentiu o ondular de sua respiração, o hálito morno contra sua pele branca, um sorriso cheio de malicia tomou o rosto da mulher, sua mão direita encontrou o rosto dele o polegar os lábios tão convidativos: — Meu bom homem, eu somente poderia tentar lhe matar de prazer entre minhas coxas. Não vejo nenhuma outra forma que eu possa fazê-lo. — Respondeu com a voz oscilando e arrastada. Seu rosto se aproximou ainda mais e permitiu que seus lábios levemente roçassem os dele. Havia um assunto a ser tratado ali, mas a razão lhe abandonou completamente depois de senti-lo tão perto. A mão esquerda alcançou o ombro dele, deslizou lentamente pelo peito dele. Desejou ardentemente que não existissem vestes ali, queria sentir o calor que a pele dele poderia lhe proporcionar. Ela engoliu seco e seu olhar ergue-se até o dele novamente, imagens se misturavam, seria uma visão? Poderia ver ela através das chamas que ele teria dentro de si? Ela não tinha respostas para essa  pergunta e tão pouco capacidade para pensar em algo: — Eu sei... Que eu afeto você, tanto quanto você me afeta. Eu te provoco, da mesma forma que involuntariamente você faz comigo. Mas se ainda não acredita em minhas palavras... — Sussurrou maliciosa a ruiva. Suas mãos recuaram até o próprio corpo, deslizaram pelo corpo do vestido até alcançarem os laços que o prendia. Lentamente ela os desatou, deixando a veste solta em seu corpo, mas sem ainda revelar o que ele ocultava: — Procure você mesmo por alguma arma. Veja com seus próprios olhos, que não tenho nenhuma intensão em feri-lo. — Ela pausou e sorriu: — Mas talvez eu tenha algumas. — Mordiscou os próprios lábios ao findar as palavras. Agora era uma questão de saber quais seriam as atitudes dele, na pior das hipóteses poderia acabar morta.


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Re: [ RP Fechada + 18] When visions become real

Mensagem por Syndor em Seg Nov 14, 2016 12:29 am


Antithesis
Syndor sentia o ar de Naerys em seu rosto ao ouvir cada palavra dela. O ambiente que antes estava tomado de uma incerteza enorme, ficava esclarecido com tal provocação.

"Meu bom homem, eu somente poderia tentar lhe matar de prazer entre minhas coxas. Não vejo nenhuma outra forma que eu possa fazê-lo."

Aquelas palavras faziam com que a cabeça do assassino se perdesse. O que estava acontecendo? Desde quando sentia-se tão atraído por palavras, cheiros e olhares? Naerys aproximou o rosto do de Syndor e encostou levemente os lábios de ambos. Atento às palavras seguintes, elas se embaralhavam em sua mente.

"Eu sei... Que eu afeto você, tanto quanto você me afeta. Eu te provoco, da mesma forma que involuntariamente você faz comigo. Mas se ainda não acredita em minhas palavras... Procure você mesmo por alguma arma. Veja com seus próprios olhos, que não tenho nenhuma intensão em feri-lo. Mas talvez eu tenha algumas."

De repente, não pensou mais em nada. Olhou para o vestido da Sacerdotisa solto no corpo. Pôde ver mais de seus seios, de relance, pois logo voltou o olhar para as esmeraldas que eram os olhos de Naerys. O sorriso dela não se limitava à boca. Pedia para que, se houvesse dúvida, procurasse por armas. Assim o fez.

Desceu as mãos da porta e deixou-as tocar as pernas da mulher. Mesmo que por cima do vestido, sentia cada entorno de seu corpo e por um momento desejou que tivesse tirado o vestido dela antes. Subiu as mãos, arrastando parte do vestido, até a cintura dela. Se houvesse alguma arma, ali estaria. Por fim, nada encontrou.

Perdeu-se, porém. Manteve as mãos na cintura da mulher. Sentia, por cima do tecido, o calor de seu corpo. Ele o atraía. Os lábios vermelhos dela o atraíam. E foi sobre eles que Syndor acabou com a secura que invadia sua boca. Sentiu a língua na sua. Sim, ela tinha gosto de vinho.

Deu um pequeno passo para trás. Segurou o tecido vermelho que escondia o corpo de Naerys e puxou-o para baixo, de uma vez. Logo aproximou-se novamente. O beijo veio junto do corpo da Sacerdotisa sendo prensado entre Syndor e a porta novamente. O assassino sentiu os seios dela tocarem seu peitoral. O desejo ia cada vez aumentando. Puxou sua vestimenta que cobria seu tronco e jogou-a para longe. Enfim, tinham pele na pele.

O calor dela era evidente e se unia ao calor de Syndor. Este levou suas mãos até as coxas da mulher e segurou-as com força, erguendo-a e fazendo com que laçasse as pernas ao redor de seu corpo. Ficando um pouco mais alta que o homem, bastou que o assassino abaixasse um pouco o rosto e tivesse os seios de Naerys em si. Beijou-os, sentindo o aroma que ela tinha, a maciez e alvidez de sua pele.

Pouco a pouco começou a afastá-la da porta, mantendo-a nos braços. Com passos pequenos, foi até a mesa, repousando-a ali. Estava entre as pernas dela. Acariciava suas coxas enquanto os beijos se intensificavam. Num súbito, uma de suas mãos começou a deslizar para o interior de uma das coxas de Naerys. O movimento era lento e parecia nunca chegar em local algum. Até que enfim...

Passou lentamente as pontas dos dedos em Naerys. Sentiu-a úmida. De imediato, trocou olhares com ela e via o prazer ali envolvido. De baixo para cima, percorreu-a. Analisando cada reação, cada suspiro, movimentou a mão calmamente. Não sabia de onde vinha tal instinto, mas deixava-se levar.

- Não devia ter me provocado tanto...

A mão que repousava sobre a coxa da Sacerdotisa, Syndor levou-a até sua calça e deslizou os dedos pelos cordões, fazendo com que ficasse descoberto. Sentiu tocando-o na barriga dela. Lançou-lhe um olhar que só ela entenderia, afinal, só ela o tinha daquela forma.

- Não devia
   




Última edição por Syndor em Ter Nov 15, 2016 7:10 pm, editado 2 vez(es)


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Naerys de Asshai
Aquela ínfima passagem de segundos pareceu uma eternidade, seus olhos fixos aos dele todo o tempo, sentia-se presa, totalmente envolvida por aquela imensidão negra, aquela sensação de ter sua alma violada, seus pensamentos mais íntimos invadidos e mesmo assim não se importar. O desejo sobrepujava a razão totalmente, exalava por cada poro do corpo da sacerdotisa, o perfume do desejo e da luxuria. O silêncio falaria por si só dali em diante, ela não precisava de palavras para compreende-lo, precisava apenas sentir o corpo dele junto ao seu e sentiu. O homem colou ainda mais seu peito ao dela e a ruiva arfou languida, o ar brevemente lhe faltou diante das incertezas daquele momento. Se tudo aquilo fosse uma provação de R'hllor, havia falhado indubitavelmente, mas não se arrependeria de nenhuma das decisão tomadas, afinal em sua mente e coração, tudo que podia e conseguia desejar era ele. Esperou afoito pelo selar de seus lábios, aquela provocação que ela já não poderia mais dizer se era por desejo dele, ou apenas o corpo do homem de forma involuntária.

O toque dele veio para despertar seu corpo, não ainda da forma como ela ansiava senti-lo, mas as mãos pesadas de seu consorte deslizaram vagarosas sobre o pano vermelho, a respiração e o peito de Naerys acompanhavam o mesmo ritmo, como se seu corpo obedecesse ao tempo ditado por ele. Fechou os olhos e arqueou a cabeça para trás, sentindo os fios carmesins roçarem na plataforma maciça, aquela lenta tortura parecia enlouquece-la. Explicar o que sentia era impossível, ele ainda se quer havia tocado sua pele, mas por onde suas mãos haviam passado, um rastro quente ficou no lugar, como se o próprio fogo do Senhor da Luz tivesse tocado sua pele. As mãos dela involuntariamente encontraram abrigo sobre o peito dele, apertando o tecido da veste com um pouco mais de força. Desejava arrancar a vestimenta, desejava conhecer o corpo dele, o calor de sua pele e o cheiro que ela exalava. A força que a movia era algo imensurável, um sentimento arrebatador como nunca antes experimentado, com nenhum outro homem.. Naerys não era o tipo sentimental, nunca havia se envolvido emocionalmente com ninguém, mas como explicar aquela necessidade súbita? Como racionalizar o descompasso das batidas de seu coração? A sensação vertiginosa que ele causava? Ela não poderia explicar ou compreender, ainda mais quando a presença dele libertava cada instinto guardado dentro e si.  

O corpo de Naerys acompanhou o dele, um pequeno passo, mas o suf e só percebeu o quão bambas estavam suas pernas, o pesado tecido vermelho cedeu com facilidade, dando lugar a pele alva como mármore da mulher, mas quente como um vulcão vivo, os fios vermelhos caíram sobre os ombros formando um mato fino. Em uma fração de tempo suas costas já estavam contra a porta novamente, mas algo havia mudado no olhar dele, não havia apenas o abismo negro, ela podia ver o fogo do desejo, tão vivo, quiçá conseguiria ver alguma coisa em seus olhos. Em um breve pestanejar o homem se desfez da peça de roupa que escondia seu corpo, o choque de senti-lo fez a ruiva murmurar alguma coisa que não era compreensível a nenhum dos dois , mas tão prazeroso que lhe fazia perder totalmente a noção. Seu corpo ardia em luxuria, tão quente quanto uma fogueira do templo de Volantis, mas ainda que a carne falasse tão alto, depois de todos os dias de agonia e inquietude a sacerdotisa encontrou alívio e paz.  

O gosto da boca dele invadiu a da ruiva, seu âmago regozijou e seu lábios afoitos procuravam cada vez mais sentir os dele, uma mistura única com sabor de volúpia, sentia-se dependente e viciada, odiava pensar de tal forma, estava entregue e a mercê das vontades de um homem. Ele parecia conhecê-la a vida toda, sabia como conduzi-la da maneira perfeita, como toca-la, quando as mãos dele tomaram suas coxas e a ergueu, suas pernas já estavam prontas para enlaça-lo, provocando um contato inedito que fez com que Naerys gemesse baixo ainda com os lábios dele colados aos seus. Queria senti-lo por completo e de todas as formas, queria sentir ele a possuir sem pudor, o corpo dele também desejava e o volume ainda escondido por debaixo das calças o denunciava e ao mesmo tempo a excitava. Seu pescoço inclinou levemente expondo o pescoço assim que os lábios dele deslizaram por sua pele, aquela sensação lhe roubava o ar, suas mãos desliaram pela nuca e depois ombros, enquanto ele se refestelava em seu seios que já estavam entumecidos de tanto prazer com aquele simples ato. Com certeza se havia mais alguém naquele corredor, teria sérias dificuldades para dormir naquela noite.  

Realidade e devaneios se misturavam com tamanha rapidez que não saberia dizer até que ponto tudo aquilo era real ou uma miragem, Suas mãos deslizavam por seu corpo procurando conhecer cada parte, suas unhas deslizavam preguiçosas pela costas largas enquanto ele a conduzia para alguma lugar do quarto que ela não sem preocupava em saber naquele momento.  Gentilmente ele a apoiou sobre a mesa, mas as mãos curiosas do homem novamente tomaram suas coxas recomeçando aquela lenta tortura. As mãos de Naerys buscaram as laterais do rosto de traços másculos e fortes, puxando-o para si, sua boca afoita sentia a necessidade de ter o gosto dele, mas ele mesmo interrompeu o ato, aquele comentário irônico, respondê-lo era algo difícil, limitou-se a dar um sorriso repleto de luxuria para ele antes que qualquer outra palavra escapasse de seus lábios, ela o beijou afoita, sedenta, como se houvesse encontrado um oásis meio ao deserto.  

A cada instante Naerys se via mais envolvida e entregue, a forma como ele a tocava, a sensação do encontro de suas peles, tudo era muito provocante, novo para ele. Apreciava cada toque, mas sua mente desejava que ele a descobrisse mais rápido, seu corpo estava impaciente, carente do dele, uma esperava que parecia durar toda sua existência, como um pedação perdido que agora se reconectava. Mas a urgência não vinha apenas dela, seu olhar fixou-se em seu semblante, mordiscou os lábios e um gemido baixo escapou de seus lábios quando ele a tocou tão intimamente, podia jurar que viu a face dele tomada de prazer por sentir seu calor, o quão seu corpo já estava preparado para recebe-lo. Aquele foi o único momento em que separou seus lábios, sua cabeça pendeu para trás fazendo os longos cabelos vermelhos tocaram a mesa e os papeis que sobre ele estavam, seu corpo se contraiu e sua coluna ficou totalmente ereta: — Posso dizer o mesmo sobre você. — Murmurou lasciva e com voz vacilando algumas vezes.  

Seu corpo gritava de desejo, o perfume luxurioso se misturava ao seu próprio cheiro, precisava senti-lo de uma forma mais intima e única, desejava senti-lo entre suas coxas enquanto ele a preenchia por completo. Como se de alguma maneira ele pudesse alcançar seus pensamentos, o desejo dela fora realizado, seu olhar então observou o corpo dele, sua nudez totalmente exposta, apenas para seu deleite. Seu corpo encontrou o dele se encaixando perfeitamente, sentindo a rigidez dele contra sua pele. Ela ergueu o olhar ao escutar as palavras sussurradas de forma tão arrastada.  As mãos de Naerys passearam pelo peitoral dele até que alcançasse o membro rijo e pulsante, o envolveu em suas mãos sem pudor algum, seu corpo estremeceu, ao mesmo tempo que seus lábios se comprimiram em sorriso malicioso: — Então toma-me como tua, por tamanha afronta. — Respondeu em tom de suplica. Ah sim, ela suplicava para tê-lo, ainda mais depois de sentir a nudez contra seu corpo. As mãos habilidosas da ruiva o provocava, o deslizar de sua mão lento e compassado arrancando dele os sons que tanto desejava arrancar de seus lábios. Naquele instante, a única coisa que sabia era que queria aquele homem para si, pois precisava dele, assim como precisava do ar para respirar.  


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Re: [ RP Fechada + 18] When visions become real

Mensagem por Syndor em Ter Nov 15, 2016 5:24 pm


Antithesis
Sentia-a em si. Os braços, as pernas, os lábios, as mãos. Syndor esperava que Naerys não percebesse as dezenas de cicatrizes que cobriam seu corpo. Tantas histórias em cada uma daquelas marcas. Tantas dores que, naquele momento, ficavam para trás. O coração parecia um chamado à guerra. O olhar oscilava como se estivesse a perder a consciência. Estava imerso em desejo.

Tê-la tão perto fazia com que os instintos mais primitivos aflorassem por todo o corpo de Syndor. Antes, suas mãos navegavam pelo mármore que era a pele dela. Agora, uma ocupava-se em provar dos gemidos da mulher e a outra se mantinha sobre a sua perna. Viu-a pender a cabeça para trás, deixando exposto o pescoço e suas nuances convidativas. Avançou com os lábios nela. Ora passava-os levemente até quase chegar a seu rosto, ora fixava num único local. Saboreava-a, lentamente.

Em certos momentos, afastava o rosto e apenas apreciava Naerys em seus delírios. Era bela. Mais que isso. Luz ardente, calor vermelho, aroma quente. Ela transitava por todos os cinco sentidos do assassino e anestesiava cada um deles. Ou melhor, assassinava-os, pouco a pouco. Ao ponto de só restar os ouvidos atentos às respirações pesadas

Só voltou a ter noção de si quando foi tocado por ela. A começar pelo peitoral, mas lá não ficou. Quando envolvido por ambas as mãos, junto de cada movimento, sentiu o ar pesar em seus pulmões. De repente, a respiração ia se tornando sonora. O suficiente para que Sacerdotisa percebesse o controle que tinha.

Então toma-me como tua, por tamanha afronta.

E junto de seu toque vinha tal provocação. Fechou os olhos por poucos segundos e depois retornou diretamente aos dela. Exalavam desejo. Os estímulos entravam em sincronia, como num único pulsar. Syndor, porém, começou a diminuir o ritmo em que tocava Naerys. Sentia os dedos úmidos e antes de retirar sua mão, percorreu-a uma última vez, com uma maior pressão do que fizera até então.

Sem mover o rosto, cobriu as mãos de Naerys com a sua, enquanto ela ainda o segurava – e notou a delicadeza com que os dedos dela o faziam. Afastou um pouco o corpo, fazendo com que sentisse o caminho desde o ventre da mulher até sua intimidade. Já a tinha tocado, porém agora parecia tudo recomeçar. Aquela iminência torturava-o, e ele adorava.

Afrouxou a mão e segurou-a pelo pulso. Fez o mesmo com a outra mão e trouxe-os até para próximo da mesa, para que ela pudesse se apoiar. Tudo isso junto dos intensos beijos que uniam lábios tão diferentes. Salivas que apreciavam bebidas tão diferentes. As línguas, porém, pareciam dançar numa linda valsa.

Passou, entre o tocar e o não tocar, as pontas dos dedos pelos braços de Naerys, até atingir seu busto. Preencheu cada mão com um dos seios dela, com um olhar que quase parecia se perder. Passou os dedos por cima de seus mamilos. Sua pele era tão macia, porém, naquele momento, não lhe proporcionava conforto, até porque conforto não saciaria as vontades de Syndor. Era hora.

Beijou-a mais uma vez e, pouco a pouco, ia deixando de ser homem para ser animal.

E nunca se sentira tão bem. O calor de Naerys ia consumindo-o, ou então era ele que estava a invadi-la. Apoiado sobre as coxas da ruiva, o assassino sentia seu membro apertar-se quanto mais avançava. Por um momento, parava de beijar a Sacerdotisa, como num reflexo do pecado. Abriu os olhos e quase sorriu.

Você é minha agora.

Com um último movimento, tentou penetrá-la em todo seu comprimento, parando em certo ponto limite. Permaneceu imóvel por alguns instantes. Tentava ler o que aqueles olhos de esmeralda queriam dizer. Sabia que os seus deveriam ser facilmente lidos, visto a vulnerabilidade em que se encontrava. Gostaria de entender porque proibiam algo tão bom. Ou se não proibiam, porque era tratado com tamanho asco em alguns locais de Essos. Nunca tal frase fizera tanto sentido: “O mal é bom e o bem cruel”.

Ergueu uma das mãos até a nuca de Naerys e envolveu seus dedos nos sedosos cabelos ruivos. Segurou parte dos fios e apertou a mão, como se estivesse puxando, porém sem lhe causar dor alguma. Ou quase.

Ali, tornou-se animal.  

Trouxe o quadril um pouco para trás e depois avançou. E repetia. E repetia. O ritmo ia aumentando e com ele a força com que a sentia. Seu corpo pedia por mais. Soltava suspiros e súplicas indecifráveis. Apenas o prazer poderia captá-las.

A mesa rangia. Os frascos tombavam. Os mapas caíam. Braavos sobre Asshai.
   




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Naerys de Asshai
Sentia-se uma menina nos braços dele, envolta em volúpia e paixão. Aquilo que ardia em seu peito era paixão, não tinha como dar outro nome ao que sentia, uma mistura de sensações e desejos tão peculiar que entorpecia todos os sentidos de Naerys. Entregue, totalmente submissa, a mercê das vontades e caprichos daquele homem. Mais do que isso, se via rendida e entregue, logo ela que sempre senhora de si, dona da situação, aquela jurou a si mesma nunca se envolver, mas diante dele não havia como resistir. A sincronia, o encaixe de seus corpos, seu coração acelerava apenas ao escutar a respiração dele, uma sensação que lhe causava calafrios e arrepios, ao mesmo tempo que incendiava seu corpo como uma fogueira intensa. Tantos paradoxos, sua mente não conseguia raciocinar, só conseguia pensar nele. Tinha a sensação que seu corpo reagia ao mesmo tempo que o dele, seus corações estariam batendo em um mesmo ritmo. Estaria ele tão entregue quanto ela? Pedia a R'hllor que sim, pedia ao Senhor da Luz que nunca mais o tirasse de seu caminho.  

As mãos dele repousaram sobre as suas, um toque cheio de desejo, mas ao mesmo tempo gentil, de quem já tinha posse e de fato, não havia como questionar isso. O jogo de provocações era retomado, agora de uma forma explicita, sua pele sentiu quando ele deslizou sobre ela, aquela lenta e gostosa tortura que faz a ruiva mordisca os próprios lábios e seus olhos semicerrarem. A suplica veio a sua boca, mas conteve-se, sorriu maliciosa para o homem e observou suas feições tão tomadas de volúpias quanto as suas, seu olhar percorreu todo o corpo exposto, as cicatrizes, as linhas de seus músculos, cada detalhe que poderia haver, desesperada memorizava, não queria esquecer um só detalhe, não queria esquecer um só sabor. Um sentimento de tê-lo e ao mesmo perdê-lo, aquilo que lhe tornava bestial e não se importava em ser, no fundo de seus olhos negros, ela sentia que era isso que ele também desejava. Não havia o vazio de antes, com ele era diferente, era quente, seu coração disparava cada vez que ele tocava, cada vez que buscava seu olhar, seus lábios se entre abriam à espera do beijo, seu corpo procurava o contato, sua essência buscava a dele.  

Ele guiou suas mãos pacientemente até a mesa, sua boca buscou a dele, avida por beija-la, só o Senhor da luz saberia como era para ela se ver longe dos lábios daquele moreno. As mãos dele deixavam um rastro de arrepios por onde deslizavam, como poderia existir algo tão bom? Como ele poderia saber tanto dela sem ao menos nunca a ter visto? Seus lábios se separaram quando as mãos dele encontram seu destino, ela pendeu a cabeça para trás e gemeu rocou e baixo, suas costas levemente arquearam e logo seu rosto voltou para próximo ao dele, sentindo sua respiração ofegante encontrar a pele dele. Aquela situação, porém, não durou muito tempo, fora ele quem buscou sua boca dessa vez, suas línguas se encontram na busca de sentir o sabor do pecado que ao mesmo tempo parecia sagrado de tão bom. Mas seus corpos pediam mais, muito mais que os sentidos poderiam proporcionar naquele momento, a luxuria consumia suas mentes e não havia uma parte de seu corpo que não gritasse por ele. Suas mãos apertaram a madeira da mesa, separou seus lábios apenas por um breve segundo em busca de ar, mas logo capturou os dele novamente.

O beijo tomou um ritmo diferente, havia desejo, havia volúpia, mas havia ao mesmo tempo paixão. Amor? Talvez, era tudo novo para ambos e não havia como pensar em nada. Aos poucos ele a tomava, a reclama para si e ela sentiu quando ele invadiu, quando se tornaram um só corpo uma só carne, sentia seu corpo envolve-lo com seu calor e seu desejo, fazendo-a arquejar ainda com os lábios selados. Naquele ínfimo momento em que seus lábios se separaram, as duas esmeraldas encontram-se com o negro dos olhos dele, ela suspirou e desejou que ele nunca mais saísse de entre suas coxas, a mão direita soltou a mesa e foi até a linha do pescoço dele, deslizou a ponta dos dedos cuidadosamente sobre a pele de tom tão lindo, desenhou a linha de sua clavícula e depois desceu por seu peitoral. Tudo se tornavam sensual e excitante para ele, a forma como ele segurava suas coxas, a forma como ele a olhava e a forma como ele estava dentro de si:  — Agora e sempre. — As palavras dela vieram carregadas de uma certeza indubitável, uma verdade que ela carregava dentro e si.

As palavras foram como um gatilho, naquele momento já não havia Naerys, nem o misterioso homem, havia apenas seus desejos ali encarnados, ele a preencheu por completo, um movimento que fez a ruiva arfar e suspirar de prazer languidamente. A mão dela desceu por seu corpo e parou em seu quadril, sentindo a força e o poder do corpo que a possuía não só sua carne, mas sua alma e seu todo. Seus olhares se chocaram, mas não havia necessidade de palavras, seus desejos falavam por si só, a necessidade um do outro. Não poderia mensurar a sensação que sentia, só de tê-lo dentro de si seu corpo foi ao delírio total, se arrepiando e estremecendo nas mãos dele, homem nenhuma provocara um efeito tão grande, homem nenhum foi desejado por ela como o desejava naquele momento. Suas pernas deslizaram suavemente pelas dele buscando mais contato. Era o calor dele que mantinha seu corpo quente, como se não houvesse a presença de R’hllor dentro de si. Heresia pensar assim? Talvez fosse, mas não havia como negar esse fato.

Tudo havia mudado naquele quarto, sem pudor ele tomou seus cabelos nas mãos, sua cabeça inclinou um pouco para trás, mas ela não se importou, na verdade gostava de sentir a possuída por ele. Seus corpos estão se movimentavam, se conhecendo, se desejando cada vez mais. O que começou lento e vagaroso, tornava-se rápido e forte, sentia-o preenche-la por completo, chegar aos limites de seu corpo arrancando gemidos cheios de luxuria dos lábios da sacerdotisa:  — Pelo Senhor da Luz. — Murmurou lasciva, mas chamar por seu Deus no momento não adiantaria. Somente tê-lo saciaria aquele desejo que consumia seu ventre. Suas unhas cravaram na pele morena, deslizando sobre ela, apertando-o entre seus finos dedos. Seus gemidos misturavam-se com os dele em uma canção uníssona de prazer e volúpia.  Seus olhares se encontravam, mas abruptamente eram interrompidos cada vez que ela semicerrava os olhos devido ao prazer que tomava sua carne e a fazia gemer e tremer nas mãos daquele homem. A mão que estava sobre a mesa foi um pouco para trás, deitando um pouco seu tronco e arqueando seu corpo, pelo caminho suas mãos derrubaram o que havia sobre a mesa e pouco se importava, afinal, sentia ele praticamente todo dentro de si. Naerys já não podia mais responder por seus atos, era apenas o fogo indomado que procurava combustível para queimar ainda mais e era ele que alimentava suas chamas, nada mais poderia sacia-la, somente ele.


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