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[RP Fechada] Thanks for making me a fighter

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Thanks for making me a fighter
RP fechada, que começará com o post de Katreena Dayne. Participam Katreena Dayne e Aegor Targaryen. Se trata de uma RP de treino passada no acampamento da Companhia Dourada.



Última edição por Katreena Dayne em Dom Nov 13, 2016 4:57 pm, editado 1 vez(es)



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Pleased to meet you
Hope you guess my name

So if you meet me
Have some courtesy, have some sympathy, and some taste. Use all your well-learned politesse or I'll lay your soul to waste


Porque todas as mulheres e crianças olhavam para Katreena como se ela fosse sua última esperança, algum tipo de salvadora? Porquê? Porque ela era mulher também? Isso não fazia dela menos implacável que qualquer homem. Elas se agarravam a suas pernas pedindo que as ajudasse, que pensasse como elas. Katreena crescera sendo chutada pelos irmãos, todas as semanas seu nariz sangrava e suas pernas e braços se pisavam. Eles a tornaram na mulher que é hoje. Kvothe e Asher a ensinaram a ver o mundo como ele realmente era, não a protegeram como seria costume dos irmãos mais velhos. Eles a fizeram trabalhar mais arduamente, fizeram dela mais sábia, uma mulher com a pele mais espessa, mais esperta e que aprendia mais rápido. Uma lutadora. E por isso, Katreena estava agradecida.

Mas tanto treino intensivo não apagava a compaixão que ela sentia, como qualquer outro ser humano provido de um coração.  Essa compaixão também pesava na hora de tomar decisões e a mercenária odiava ter que escolher entre sua compaixão e seu dever.
A menina não teria mais que seis anos, a encarava com seus olhos brilhantes e redondos, colocados sobre um rosto desnutrido e sujo. Katreena ainda segurava seu machado na mão, travando uma luta interna em como resolveria o problema. Olhou em volta, seus companheiros estavam ocupados pilhando e matando aqueles que resistiam ao ataque. Seria justo roubar a vida de alguém que ainda tinha uma estrada longa para percorrer?  À primeira vista era apenas uma criança inocente mas podia causar sérios problemas a toda a companhia mais tarde.

Dayne voltou a olhar os olhos redondos e inocentes da menina. Queria pedir perdão pelo que estava prestes a fazer mas era seu trabalho. Pedir perdão por seu trabalho? Provavelmente seria castigada depois disso, roubando uma vida do Deus de Muitas Faces sem pedir autorização. Katreena seguia uma religião um tanto peculiar, típica dos homens sem rosto, mas era nele em quem acreditava. Na morte. Não havia outro deus para além disso. E mais cedo do que tarde, aquela menina iria conhecê-lo.
Seu machado acertou no pescoço da criança e a mercenária sentiu o sangue se grudar a sua pele facial como se a menina cuspisse na sua cara por ela fazer tal coisa. Fechou os olhos, não queria olhar e ver uma criança morta nas suas mãos. Mas logo os abriu e viu a obra de arte que fizera.
- Katreena! - alguém chamou mas Dayne não se mexeu. Iria chorar? Com certeza que não. Mas jamais esqueceria esse momento.



[...]


A comitiva regressava agora ao acampamento e Katreena estava mais silenciosa que nunca. Seu rosto ainda coberto de sangue não mostrava qualquer tipo de expressão, ela estava dormente e muito distante.
Porque matar uma criança é tão diferente de matar um adulto? Porque o Homem foi feito para amar as crianças e Katreena fora feita para se odiar a ela mesma nesse momento.

Arrastando seus pés pela terra batida, a ruiva caminhou em silêncio para uma zona mais afastada, junto do pasto dos elefantes. Alguém percebera seu distanciamento e a chamou, correndo na sua direção. Não precisou olhar para perceber que era Zulu, ele colocou sua mão gigante sobre o ombro dela e o apertou em sinal de conforto.
- Você está bem?
O mercenário realmente parecia preocupado, Katreena nunca antes ouvira esse tom de voz vindo de um selvagem como ele. Ela parou e jogou seu machado no chão, erguendo a cabeça para o olhar diretamente nos olhos.
- Me bata. - ela pediu, agora com uma expressão de seriedade.
Zulu parecia atordoado.
- Você bateu com a cabeça?
O homem se afastou mas Dayne avançou para ele, puxando a mão para trás e logo embatendo na sua cara enquanto falava:
- Faça o que eu digo, seu porco de merda!

Zulu tinha mais facilidade do que ela em colocar seus sentimentos de lado na hora da luta. Seu punho cerrado embateu na sua cara como se ela o tivesse realmente ofendido. Katreena caiu no chão e levou a mão até o nariz que sangrava. Bons velhos tempos, ela quase se sentia em casa. Ergueu a cabeça e o olhou com fúria. Se você está achando que Katreena é masoquista, bom, está enganado, ela não é. Mas esse era o modo que ela achava de se castigar pelo que fizera.
Se ergueu sem grande dificuldade apesar de ainda se sentir um pouco atordoada e com dores no nariz. Ela sabia que sairia dali machucada, mas era merecido.

Correu na direção do homem que era maior e mais forte do que ela e impulsionou o seu corpo para que se erguesse no ar, apoiando as mãos nos ombros dele ainda que quase caísse ao sentir seu braço embater nela. Suas pernas rodearam o pescoço de Zulu e Katreena deferiu vários golpes no rosto do homem, o suficiente para o desequilibrar e fazer com que os dois caíssem. A mulher continuava em vantagem, ou pelo menos assim julgava. A mão calejada do mercenário se fechou novamente pronta para socar mais uma vez o rosto da ruiva mas, graças a sua agilidade, Dayne conseguiu inclinar o corpo para trás e assim se desviar de mais um golpe, rodando depois para a direita de forma a sair de cima de Zulu.
- Moça, eu não quero te machucar mais, já viu seu nariz? E esse rosto cheio de sangue... Você está ficando louca Katreena!

Zulu não era tão direto quanto ela mas quando a situação ficava feia ele sempre dizia alguma coisa. A ruiva revirou os olhos e apoiou as mãos nas ancas enquanto o encarava, esperando que ele tomasse uma decisão: ficar ou ir embora.
Ela não precisava ser bruxa para saber o que iria acontecer. Encolheu os ombros e deixou que ele fosse, acharia outra pessoa para brigar e afastar o fantasma que a perseguia desde essa manhã.  





Treino:
Combate Desarmado



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seeds of war
Todos dizem que tem a verdade, escondida no bolso ou em um cofre de ouro. Deixe-me contar um fato. Eu sou a verdade. Que o Deus Vermelho me preserve da insônia ingrata. Mas Beric não era um seguidor das chamas. -Irmão Egg. - Beric entrou na tenda, mastigando folhamarga, espumando um líquido rosado durante a mastigação. Ele tinha manchas vermelhas nas gengivas e dentes por conta do uso prolongado. -Como foi? - tomei um gole de cerveja preta, acordando meus sentidos para ouvir o relatório da missão. -Eles não quiseram pagar, então tivemos que tomar a força. Achamos melhor queimar os aldeões do vilarejo. - Beric revelou um caixote de madeira e o colocou sobre a mesa. -Fizeram o certo. Mais alguma coisa? - perguntei, sabendo que tinha algo preso em sua garganta. Não era seiva de folhamarga. -Acho que o senhor deveria ir conversar com Katreena. - O escutei dizendo enquanto vasculhava os itens no caixote. -Ah é? Por quê? - fechei o caixote e tomei mais um gole de cerveja, encarando aqueles olhos. Um cinza de cegueira e o outro azul. Aquilo só o deixava mais feio. Talvez aquele olho cego facilitasse sua mira com o arco. -Quando fomos abater os camponeses, Katreena foi encontrada paralisada sobre o corpo de uma criança. Foi difícil mantê-la alerta depois disso. Na verdade, creio que ela voltou para o acampamento ainda em transe. - Katreena? Em transe? Aquilo só podia ser uma pegadinha dos oficiais, mas eu me deixaria levar. -Ela é uma assassina. Tem certeza que ficou assim depois de ter matado a criança? - As coisas podem ser duras durante a guerra, ninguém é poupado. Talvez eu não tenha me chocado quando degolei minha primeira criança pelo fato de que eu também era uma criança. Mas Katreena já era uma mercenária quando eu brincava com espadas de madeira, provavelmente tinha algum motivo por trás desse acontecimento. -Não tenho certeza, capitão. Pode ter sido qualquer coisa. Ninguém conseguiu falar com ela desde que chegou. - ele tirara mais uma folhamarga do bolso. -Pode ir, Beric. Eu irei conversar com ela. - não precisei perguntar. -Ela está junto dos elefantes. Boa noite, capitão. - ele aplicou uma vênia e saiu.

Me rendi ao pecado há tanto tempo, me escondendo atrás do sangue e da armadura que esse tipo de coisa se tornou um fardo para mim lidar. Mate seus sentimento e ninguém o poderá usar contra você. Imaturo, ranzinza ou maligno. Me chame do que quiser. Me acomodei nesse conforto de não resistir ao veneno doce. Aqui onde o corpo suja a alma, um lugar para fugir e não ter que enfrentar os traumas. Convencido disso, aprisionei-me à calma que só o desespero me proporciona. Talvez eu tenha caído na tentação dos antigos reis que confundem sentença com justiça. Tortos em busca da auto-suficiência. Mas mesmo assim, minha displicência só aumenta com esse tipo de informação. Então o sol se esvai e a sombra me faz lembrar que guerra é guerra. A morte existe, abrace-a. Então sinta o gosto do veneno. Desculpe a sinceridade, sei que é confortante viver na mentira. A verdade é como poesia e a maioria das pessoas odeiam poesia.

Tive uma ideia enquanto estava passando por entre as tendas. De noite, o local se torna lindo com o fogo oscilante. Era um acampamento tão grande que se assemelhava a uma cidade andante. Os bêbados bebendo. Os loucos dançando. Os assassinos amolando suas espadas. É o lugar onde pertenço. Fui até as jaulas e encontrei os prisioneiros dormindo. Uma garotinha nobre e sua mãe nobre aninhadas sobre a palha. -Vocês vão embora esta noite. O resgate foi pago. - Elas abriram os olhos, revelando para mim que estavam fingindo o sono. Esperei alguma fala ou uma expressão de felicidade. Recebi apenas um olhar pesado de ódio. É o que dizem, você planta o que colhe.

[...]

Levei as duas acorrentadas junto comigo, ligadas por uma corda que eu segurava. Elas eram magras e estavam fracas demais para tentarem fugir, por isso eu vinha sozinho. -Seu marido. - olhei para a mãe da criança. -Seu pai. - toquei a cabeça da garotinha, sorrindo. -Ele logo chegará. Agora vou ter que lidar com aquela mulher ali. - apontei para Katreena, ao lado do elefante. A criatura era tão grande que era quase impossível focar só na mulher. -Você vai matá-la? - perguntou a criança, era a primeira vez que eu ouvi sua voz. -Não, jovenzinha. Ela é uma amiga. Vou ajudá-la a se lembrar quem ela é. - então sua mãe cuspiu suas maldições sobre mim. -Eu sei o que você é. Eu sei o que você faz. Você é um assassino, nós não queremos conversa com um assassino. Não fale com minha filha até meu marido chegar. - que ela engasgasse com aquilo. Quando me dei conta, já estava a poucos metros de Katreena.   -Boa noite, comandante. - Ela parecia acabada, mas não era o sangue ou as feridas que me fizeram perceber isso. -Os relatórios chegaram e, eu como um bom capitão-general preciso ouvir sua história. Katreena, o que aconteceu? - Amarrei mãe e filha com a corda e as deixei sentadas ao meu lado, esperando o resgate. Agora eu tinha que lidar com outro resgate. O resgate da minha comandante.


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This bird is baked

I'm fucked up, I'm black and blue, I'm built for all the abuse



Zulu foi embora mas logo três vultos se aproximavam na escuridão. O som das correntes fez Katreena entender que alguém ali era prisioneiro. O Capitão-General se apresentou diante dela, junto com uma mulher e uma criança. Os olhos violeta da mulher pousaram em cada um deles e finalmente se fixaram na menina.
Como que se o fantasma de suas ações baixasse sobre ela, seus olhos estavam presos na figura da pequena, sugando o ar de seus pulmões e a fazendo se perder novamente em pensamentos.
Via o cenário de chacina que presenciara naquela manhã, os corpos amontoados e a garotinha encolhida no canto, a olhando com seus grandes olhos escuros e chorosos. Lhe suplicando em silêncio que fosse poupada. Katreena deveria tê-la deixado fugir e agora não estaria convivendo com os remorsos de manchar suas mãos com sangue infantil.

Lentamente, voltou a mirar o Capitão-General, seus olhos violeta não tinham expressão, assim como seu rosto coberto de sangue, algum já seco. Apesar de tudo, Dayne não havia perdido seu jeito frontal de dizer as coisas.
- Eu matei uma criança.
Suas palavras eram cruas, mas saíam de um jeito natural que chegava mesmo a assustá-la. Perante seu discurso escutou movimento vindo das prisioneiras. A menina se aconchegava junto da mãe, com medo do que pudesse vir a acontecer. Se bem conhecia Egg, não trouxera as prisioneiras por acaso. Ele não tinha problema em matar ou estuprar fosse quem fosse, era como se não tivesse alma. Mas Katreena se mostrava mais fraca numa situação dessas. Era engraçado como uma das mais ferozes dessa companhia era provavelmente a única com problemas em controlar sua benevolência.

Talvez ser mercenária não fosse para ela, talvez tivesse sido um erro se juntar a Companhia Dourada. Estava cheia de dúvidas mas ninguém podia respondê-las.
- E elas? - perguntou, acenando com a cabeça na direção das duas mulheres. - Porque estão aqui?
Algo lhe dizia que tudo isso não passava de uma estratégia de Egg para a atormentar, certamente ele tiraria proveito da situação, como sempre fazia. Era esperto, não deixaria passar a oportunidade de mexer com a cabeça da mercenária.
À primeira vista poderia parecer que a calma e tranquilidade haviam se apoderado da jovem mas tal era mentira. Seu punho fechado embateu contra o peito do mais novo com certa violência.
- Eu já entendi seu jogo, Egg, se quer realmente mexer comigo tudo bem, venha então.

Deu dois passos para trás e abriu os braços, sinalizando que estava pronta a receber qualquer golpe que surgisse.
O comandante poderia não ser tão alto ou forte quanto Zulu mas ainda assim era um adversário difícil. Sua tenra idade não fazia dele mais fraco ou menos inteligente. Katreena já o vira lutar antes e sabia o que a esperava.
Mas num momento como esse, essa não era sua maior preocupação.
- Vamos, me castigue por eu ser tão fraca, eu sei que é isso que você está pensando. Deixe essas duas aí e me enfrente se tem coragem.
Suas palavras ríspidas eram provocantes, no sentido em que apelavam à ira de Aegor.


 






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Avaliação de treino de habilidade

katreena dayne

Novamente, você esqueceu de colocar a vírgula antes do mas. Porém, seu treino está impecável, sem nenhum outro erro, e a coerência com o nível que se encontra é grande, parabéns.


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


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seeds of war
Tentei ser gentil, apesar de minha fala sempre soar sarcástica. Fui recebido com uma resposta ríspida que, apesar de ser curta continha um grande acumulo de sentimentalismo. Estou quase comovido. -Por favor, Katreena. Seja sincera comigo, não é por isso que você está acabada desse jeito. - Desenhei minha mão frente à sua silhueta, zombando do estado da comandante. -Não se esqueça de quem você é. - minha voz saiu suave, porém firme o suficiente para arrancar aquele olhar depressivo do rosto de Katreena. Ela notou então a garotinha, e eu pude ver em seus olhos a lágrima evaporando antes de cair. -O pai dela pagou o resgate. Ele está vindo buscá-las. - meus olhos penetravam os de Katreena, buscando entendê-la e, então, em um súbito ato de raiva e duvida ela me atacou. O soco no meu peito foi o suficiente para me afastar. Comecei a rir de seu comentário, ofuscando a raiva de seu rosto. Quando eu pareço não me importar, Katreena fica ainda mais nervosa. Nada me deixa mais irritado do que ficar irritado, mas nada me deixa mais feliz que irritar alguém. -Exatamente, ''meu jogo''. É o meu jogo, Katreena, eu dito as regras. - meus olhos sorriram quando contemplaram a postura da comandante, ela estava pronta para jogar suas mágoas sobre mim, mas estava fazendo isso da maneira errada.

-Quem é você? Essa pessoa que está na minha frente... eu não reconheço. - apontei meus dedos com a palma aberta para seu rosto. Ela estava em uma posição pronta para receber qualquer golpe que surgisse, mas ela não esperava que eu fosse atacá-la de outra forma. -Você é fraca. É como um ferro barato. E eu sou como a chuva... Quando eu cair sobre você Katreena, você enferrujará. - minhas palavras vieram seguidas de um golpe preciso contra seu queixo, marcando sua pele com o meu punho fechado. Não parei no primeiro golpe, também nem dei tempo a respiração, o segundo soco veio em seguida, ainda mirando o queixo da mulher. Então veio outro e depois mais um, em uma sequência assustadoramente rápida, me fazendo pensar se teria coragem para matar Katreena. Nunca me senti mal por bater em ninguém, mas estranhamente eu não sentia prazer em derrubá-la contra a lama depois de socar o bico do seu peito esquerdo. -Eu quero contar uma história para você, porém precisa ficar quietinha. - com ela no chão, continuei chutando-a diversas vezes. Acertei tanto seu peito com a sola do pé, que o filho dela quando fosse amamentar sentiria o gosto da minha bota. -Fique no chão. - puxei a corda das prisioneiras, arrastando-as ao meu lado. Meu pé direito amassava a garganta de Katreena, pressionando-a no limite.

Eu ando com os mais cruéis dos deuses, ele sussurram coisas no meu ouvido. Mas acredite, eu sou mais cruel que eles. Não gosto de desrespeito, se eu me irritar eu vou te matar. Eu já avisei que quando eu fico irritado, mais irritado eu fico. É nessa hora que eu faço o estrago. -Você quer saber porquê seu marido não chegou ainda? - puxei minha adaga, encarando os olhos da mulher. Sua filha tinha olhos estáticos, e eu nem comecei a brincar ainda. -Não, por favor. Não. - ela tinha entendido. Dei risada com sua súplica enquanto encostava o cabo da adaga em seus lábios. -Eu amarrei seu marido enquanto estripava sua mãe idosa. Cortei o pulso da sua filha mais velha, e depois fiz seu marido assistir enquanto eu tirava sua virgindade. - forcei o cabo da adaga dentro da boca dela, penetrando sua garganta com a arma. -Enquanto ela chupava meu pau, degolei seu filho mais novo. - acalquei a sola sobre a garganta de Katreena e tirei, chutando-a no rosto. Provavelmente não tinha mais forças para se levantar naquele momento. -Eu não ia fazer isso, degolar a criança, mas ele queria que eu fodesse ele por trás, e eu não curto essas coisas. As vezes sou tão persuasivo que é fácil meus inimigos se apaixonarem. - puxei a adaga de dentro de sua boca e cravei a lâmina na testa da mulher. Depois de desenterrar a arma de sua cabeça, banhei a filha com o sangue da garganta da mãe.

O choro da menina não era bem um choro, apenas conseguia escutar seus soluços. Os olhos vidrados no vermelho... talvez eu seja mesmo o mal. -Deixe-me te contar uma história, Kat. - guardei minha adaga e me abaixei diante dela, buscando seus olhos. -Um camponês e um Arquimeistre estavam conversando enquanto viajavam em uma carruagem, o camponês se sentia perdido naquele mar de informações novas que ele não conseguia captar. - minhas mãos passavam frente à face da mulher, gesticulando para dar ênfase ao que dizia. -De repente, por entre as nuvens um raio místico despenca sobre a cabeça do meistre e, instantaneamente ele dobra sua inteligência. - toquei o rosto da comandante, limpando o sangue e a lama de sua pele. Ela parecia não estar presente naquele momento, com os olhos perdidos na criança em choque. -Então ele fica cem porcento mais inteligente e continua conversando com o camponês. A questão aqui é: o camponês algum dia perceberá que o meistre dobrou sua inteligência? - apertei a bochecha de Katreena, chamando sua atenção. -Com essa história eu cheguei a seguinte conclusão: Você não precisa ser mil porcento mais inteligente que a pessoa que está ao seu lado, você só precisa ser um porcento mais inteligente do que ela, para que a pessoa nunca perceba a própria ignorância. Ou seja, eu só preciso ser um pouco mais perverso que você para que nunca perceba sua própria perversidade. - puxei a adaga novamente, enterrando-a no peito do pé da menina, fazendo-a gritar. Me levantei, trazendo a arma comigo. Afastei-me alguns passos de Katreena, deixando a garota no meio de nós dois. -Vamos deixar os deuses decidirem. Um julgamento por combate, o que acha? Se você ganhar, a garota não morre. Vamos, é sua chance de se redimir. - Katreena já tinha se recuperado dos golpes de alguns minutos atrás, quando ela se colocou em pé eu pude perceber que teria trabalho, porém continuei a sorrir, como sempre faço.



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Capitão-General da Companhia Dourada

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This bird is baked

I'm fucked up, I'm black and blue, I'm built for all the abuse



Katreena parecia seguir atentamente os movimentos que Aegor fazia com as mãos na sua frente. Mas na verdade, sua mente vagueava para longe. Não pensava em algo em concreto, seus pensamentos eram uma verdadeira mixórdia e ao mesmo tempo uma tela pintada de negro. Somente pergunta de Egg sobre sua identidade a trouxe de volta.
Quem era ela? Era a mesma de sempre, ele apenas não a conhecia tão bem como achava. Katreena era realmente um mistério, ainda que aparentasse ser um livro aberto. Ninguém ali realmente sabia de onde ela vinha, porque estava ali, mas também ninguém perguntara.
Não respondeu, optando por manter sua postura, pronta para qualquer ataque. Ela ansiava por isso e também por poder retirar aquele sorriso da cara do comandante. Mas as palavras ríspidas e frias de Aegor a fizeram baixar a guarda por um mero segundo. Não esperava ouvir isso da boca dele.
Deu um passo para trás, como que ele se atrevia a dizer uma coisa dessas? Essa criança, que se achava maior e melhor do que qualquer outro por ser quem era! Katreena nunca lhe falhara e recebia um tratamento desses.
Aquela frase doeu mais do que qualquer golpe que veio em seguida.

O punho do comandante colidia com o queixo de Katreena múltiplas vezes, mas ainda assim, isso não fora o suficiente para arrancar uma reação da mercenária apática. Egg estava certo, ela era fraca demais para estar ali. E se ele quisesse, ela seria destruída. Ninguém lembraria dela, ninguém saberia de Katreena Dayne.
Num acesso de raiva, eu podia jurar que Katreena rosnou, cerrando os dentes e se aprontando para lutar de volta. Mas o último golpe no seu peito a fez cair quase inconsciente, cansada. Podia sentir o sabor do sangue na sua boca e no nariz, escorrendo novamente. O ar lhe faltou por breves momentos e ela inspirou com dificuldade, graças à pressão que fora feita sobre seus pulmões. Sua visão estava um pouco turva e a cabeça girava. Não sabia onde estava nem o que fazia ali.

Novamente, um pé colidiu com seu corpo e Dayne encolheu-se, sentindo novamente o ar fugindo dos seus pulmões. Sua visão era agora turvada por pequenas lágrimas causadas pela aflição. Ela merecia. Merecia tudo isso e muito mais, porque aquela criança de seis anos deveria ter sido poupada. Provavelmente, se isso tivesse acontecido, estaria de qualquer forma, nessa presente situação. Mas o que importava o que acontecia com Treena? Pelo menos a criança estaria viva.
- Vai se foder.
Sua voz saiu muito rouca e quase inaudível, a ruiva tinha até dúvidas se Egg escutara alguma coisa. Num último esforço tentou se erguer, mas o pé na sua garganta a fez cair como um tronco de árvore no chão. Seus olhos estavam fixos no céu escuro e estrelado, lutando para se manter abertos, enquanto suas mãos seguravam a perna de Aegor, numa tentativa de se libertar ou pelo menos aliviar a pressão.

Quando ela o ouviu se dirigir de novo as prisioneiras, virou ligeiramente a cabeça, para tentar ver pelo canto do olho o que aconteceria. Algo ruim, com certeza.
Viu a lâmina da adaga de Egg reluzir sobre o luar e os olhos da garota, estáticos, se cruzaram por um momento com os dela. Novamente Dayne viu a garotinha daquela manhã, a olhando do mesmo jeito. Se tentou soltar do pé do Capitão-General mas isso apenas fez com que ele exercesse mais força sobre seu pescoço, em forma de aviso. Ela estava sufocando aos poucos. Apesar de lá no fundo saber que Egg não a mataria, Katreena não podia deixar de considerar que ele a deixaria num estado ruim, senão péssimo mesmo.
Esse poderia ser um momento de aprendizagem. Aegor conseguia ser assustador quando assim o desejava, parecia mesmo até desequilibrado. O jeito como ele ria era de um louco. Katreena não queria ver mas seus olhos não se desviavam das figuras na sua frente. Iria ele cortar a boca da mulher? Não.

Treena quase suspirou de alívio mas sabia que a situação não ficaria por ali. Não quando era Egg quem estava no comando. Ele era inteligente, um ótimo comandante, um possível psicopata, mas não um mentiroso.
Sua palavra era a verdade, Egg era a verdade e suas ameaças também. Dayne não duvida de uma única palavra sua pois antes já o havia visto cometer tais atrocidades. Ainda assim, não sentia repulsa dele, pelo menos não o suficiente para se manter longe. Era capaz de aceitar os defeitos do capitão, mas não era capaz de lidar quando a questão era ela.
Antes mesmo da história terminar, o pé do loiro colidiu com o rosto da mulher e seu corpo rodou para o lado, tal foi o impacto. Katreena sentia o ódio e raiva surgindo dentro de seu corpo. Os longos cabelos ruivos grudavam no sangue que cobria seu rosto, se apoiou sobre o cotovelo para cuspir e logo caiu de novo na lama. Independente do que acontecesse ali, não seria uma vítima de Egg e, com certeza, ele sabia disso.

Seus ouvidos captavam o resto da história e o barulho que Egg fazia ao movimentar a adaga sobre a pele da mulher. Ouviu um soluço, depois outro. Depois o homem voltou a se aproximar e Katreena virou o rosto para o olhar, e quem sabe, lhe cuspir na cara. Vontade não faltava. As mãos que se moviam num gesto teatral faziam a mercenária perder todo o foco na história, mas lentamente, seus olhos violeta pousaram mais uma vez na pequena menina, que se encolhia, suja de sangue.
O toque sobre sua pele era macio e delicado, porém ela quase não o sentiu. Pensava no acumular de sentimentos que se formava no seu peito, em toda a raiva e angústia que sentia. Na vontade que tinha de salvar aquela menina.

Seus olhos pousaram novamente sobre o par de ametistas que a fitavam, semicerrados. Não queria escutar mais nada, estava cansada de ouvir Aegor, faria de tudo para o calar, até mesmo cortar sua língua se fosse necessário.
Ele cravou a adaga sobre o pé da menina mas isso não a perturbou mais, estava focada, determinada a cumprir seu objetivo. Se ergueu já recomposta, afastando os fios de cabelo do rosto, os jogando para trás.
Um julgamento por combate seria sua única opção, Egg não negociaria e Treena estava disposta a lutar por sua causa.
- Existe apenas um deus, Aegor. Ele se chama morte e sabe o que dizemos para ela? Hoje não.
Sem esperar mais tempo, a mercenária cerrou o punho e o puxou atrás, acertando depois na zona do nariz de Aegor com força o suficiente para o fazer cambalear para trás.

Suas mãos se entrelaçaram atrás do pescoço do homem e sem que antes ele conseguisse reagir, Katreena o forçou a se baixar, chutando seu rosto com o joelho. Dizer que estava feliz por se comportar assim era mentira, mas havia muita raiva, muita frustração e amargura no seu peito. Ela precisava jogar tudo fora mesmo que fosse no seu capitão. O empurrou o suficiente para o fazer cair no chão e se sentou sobre ele, cobrindo seu rosto com golpes, um atrás do outro. Estava se perdendo não no propósito da luta, não no seu adversário mas sim no que sentia. No poder que uma briga dessas lhe dava, na adrenalina que corria em suas veias. Seu sangue fervia e seu maxilar cerrava a cada golpe desferido. Talvez devesse parar mas não conseguia, nem queria. De um momento para o outro Katreena voltava a ser a besta que todos conheciam.


 





H
Habilidade Treinada:
Combate Desarmado



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Comandante da Companhia Dourada

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Avaliação de treino de habilidade

katreena dayne

Excelente treino, parabéns!!


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
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