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[ RP FECHADA, Flashback] Burocracy

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[ RP FECHADA, Flashback] Burocracy

Mensagem por Anastasya Harclay em Seg Nov 14, 2016 10:44 pm

Wonderful Spring
RP Fechada, que começará com o post de Siefried Harclay. A ocasião ocorre no primeiro encontro do casal prometido, Anastasya Harclay e Siefried Wull, era seu nome antes do casamento, o período gira em torno do ano 359 DD. A reunião entre Anastasya com seu prometido e o Lorde da Casa Wull,seu avô materno, era afim de definirem qual seria o acordo para o casamento dos jovens. Era uma manhã bastante fria, a reunião se daria no castelo de Lady Anastasya, vulgo Lâmina Carmesim, que era na região mais alta dos vales montanhescos.

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Re: [ RP FECHADA, Flashback] Burocracy

Mensagem por Siefried Harclay em Seg Nov 14, 2016 11:33 pm



Observei enquanto a condução entrava no território do clã Harclay. Era uma casa com a qual historicamente a minha família tinha uma boa relação, firmada em tratados e casamentos. A amizade durava algumas gerações, os clãs faziam caçadas juntos, batalhavam em guerras e comemoravam os louros em jantares bem servidos.

A estabilidade entre minha família, Wull, e a família que estava visitando estava comprometida. Com a morte do Lord, começou o Levante Vermelho. Os servos iniciaram uma revolta, tentando matar Lady Anastasya, que era a herdeira, e sua irmã, felizmente sem sucesso. Minha casa ficara sabendo do acontecido através de um corvo, que nos acusava de ter um infiltrado nessa insurreição.

Meu pai sentiu no mesmo momento a fragilidade introduzida em nossas relações. Os Wull não tinham qualquer ligação com o acontecido. Sendo assim, o que precisava ser feito imediatamente era provar nossa amizade. Era ai onde eu entrava. O filho mais novo dO Wull casaria-se com a Lady Harclay. Os detalhes ainda seriam acertados, por isso meu pai me acompanhava nessa viagem.

Nunca tinha visto a mulher na minha frente, nem trocado qualquer tipo de mensagem com ela. Seria a primeira vez que a veria. Estava nervoso, pois seria a minha companheira pelo resto de minha vida. Companheira, não apenas esposa. Tinha prometido isso para mim mesmo. Faria-a feliz em ter-me ao seu lado. Apoiaria-a no que fosse.

Desci da condução, sentindo minhas botas pisarem na neve. Andei com meu pai até o interior do castelo, enfim chegando na frente da porta do salão. Dois criados as abriram, permitindo que entrássemos. Caminhei lentamente com meu pai, sustentando uma postura formal. Minha roupa era uma das mais arrumadas que tinha, mas ainda assim carregava meu machado em minhas costas. Fazia parte de meus símbolos de poder estar sempre com minha arma. Por isso mantinha minhas mãos muito longe daquela região, para não mostrar agressividade. Olhava ao redor, tomando conhecimento do lugar.

Até que enfim olhei na extremidade oposta. Lá estava ela. Lady Anastasya Harclay. Senti meu coração bater mais forte de nervosismo, mas mantive minha expressão formal.


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Finalmente o dia da reunião para definir os tratados para meu casamento havia chegado, eu estava um tanto receosa de quem seria o homem indicado à mim, tinha medo de que fosse um homem muito mais velho e que tivesse as mesmas manias de outros Lordes. Conversando com algumas servas que vinham de outras regiões de Westeros eu soube que era comum os homens tratarem suas esposas como objetos de seu agrado. Eu jurei à mim mesma que se fosse este o caso de meu futuro esposo eu o mataria na mesma noite e ergueria minhas armas contra Wull, nosso tratado teria um fim se fosse este o caso.

A Casa Wull é uma grande amiga dos Harclay à várias gerações, sempre tivemos laços familiares nos mantendo unidos O Wull era meu avô maternos, pai de Lady Serena Harclay, esta que era irmã mais velha de Siefried Wull. Sim, eu estava prometida ao meu tio e por isso temia que fosse um velho decrepito cheio de taras. Troy meu leal cavaleiro estava avisado de que se algo fugisse ao controle naquela reunião, ele poderia eliminar os dois visitantes.

Esta era uma medida de segurança que estava tomando, eu não poderia me dar ao luxo de uma nova insurreição e por este motivo o castelo estava com a segurança redobrada, em cada canto do enorme salão estavam os melhores soldados de minha casa. Fora avisada de que um dos visitantes portava um machado, até então não via problemas, uma longa viagem tem seus riscos, nossa região era invadida constantemente pelos Selvagens e clãs rivais, todo cuidado era pouco.

Os vejo entrar pelas grandes portas do salão de reuniões, meus guardas faziam sua escolta até minha presença, me aproximo sorrindo gentilmente para ambos mas me lanço nos braços de meu avô. Fico abraçada com ele por longos minutos, fazia muito tempo que não o via, olho para o seu companheiro e me assusto ao ver que meu pretendente não havia vindo me ver, volto meu olhar ao meu avô.

- E onde está meu pretendente? Pensei que o traria consigo, o velho homem resolveu não sair dos trajes de sono? -

Eu imaginava que o homem prometido ha mim teria para lá de seus 40 anos, que seria um senhor com seus fios já acinzentados, ficava assustada com a resposta de meu avô, apontando com ambas as mãos para o homem ele dizia.

- Este é seu prometido M'Lady, Siefried de Wull. Irmão mais jovem de toda minha linhagem de filhos, um jovem muito inteligente e exímio guerreiro, será um grande comandante de seu exército. -

Eu o olhava sem deixar vestígios de que estava surpresa, minha feição era de indiferença para com ele, tinha uma aparência mais madura do que o esperado de um irmão que seria o mais novo de todos. Os guardas que os cercavam se afastavam ao notar que eu começava a andar ao redor dele, o observava de cima à baixo, parava em suas costas e lentamente apanhava seu machado. Analiso o peso da arma e seu fio com meu polegar, era bastante afiado e com um peso moderado para uma garota como eu.

Paro em frente aos meus convidados e sorrio apontando para a mesa, não dava meu parecer quanto ao que havia visto ao analisar o pretendente, havia me agradado seu porte e seu comportamento mas ainda tínhamos coisas muito mais importantes para conversar, coisas que iam muito além de aparências.

Me sento em um grande trono situado na cabeceira que ficava no sentido ao norte, sim, era uma forma de expressar as ambições da casa, um trono situado ao norte, era bastante audacioso. Indico os acentos na outra extremidade da mesa para que os homens se acomodassem. Logo percebo Troy um homem de grande estatura colocar-se ao meu lado direito, ele acompanharia a reunião e estava ali também para fazer minha segurança, ao meu lado esquerdo estava minha lança, precaução nenhuma era exagero naqueles dias.

- Certo, vamos começar. Em primeiro lugar, gostaria de compreender por que um homem de Wull viria até Carhal para apoiar uma revolta? Nossas casas são amigas desde sempre, não são? Como farão para manter nossa amizade após o casamento? Quais medidas serão tomadas afim de que situações como essa não ocorram?Não quero ter que andar com minha lança o tempo inteiro, quero a certeza de que poderei confiar nos visitantes vindos de Wull.-

 Minhas palavras eram bastante diretas e muito bem claras para que não houvessem equívocos, enquanto eu falava varias criadas entram no local servindo um banquete para os convidados, era uma oferta de boas vindas, a viagem devia ter sido longa e provavelmente tinham fome e sede. Com a mesa posta eu me sirvo de vinho e carne, da mesma jarra que eu havia servido entrego aos visitantes, bebo um longo gole antes de o fazerem, era uma prova de que nada havia na bebida. Enquanto aguardava a resposta eu tirava um filete de carne o comendo. Era uma lei social onde após servido o jantar e ambas as partes estarem servidos, não poderia haver agressões.

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Re: [ RP FECHADA, Flashback] Burocracy

Mensagem por Siefried Harclay em Ter Nov 15, 2016 11:25 am



A segurança estava visivelmente reforçada. Por qualquer lugar que andávamos, percebia a quantidade de soldados que estavam presentes. No salão, principalmente, percebia os homens nos cantos, preparados para servir no caso de atacarmos. Motivação pela qual eu e meu pai fizéramos questão de trazermos nossos combatentes para escoltar nossa condução, mas os deixar na entrada da cidade. Entraríamos nós dois sem nenhum tipo de guarnição extra, para mostrar que estávamos buscando a paz.

Lady Anastasya caminha em nossa direção com um sorriso gentil no rosto. Conforme se aproxima, não deixo de prestar atenção em sua beleza. Os cabelos eram ruivos, os olhos verdes e a pele alva como era comum no Norte. Sua postura era de uma verdadeira comandante, formal mas sabendo ser agradável na medida correta. Ainda havia muito a descobrir em relação a ela, mas minha impressão inicial era bastante positiva.

A nossa diferença de idades não era grande. Eu era tio dela, irmão de sua mãe, mas ainda assim era apenas quatro anos mais velho. Em Westeros era muito comum homens muito mais velhos casarem com donzelas na flor da idade. Não seria o caso, mas percebi a confusão dela ao comentar:

- E onde está meu pretendente? Pensei que o traria consigo, o velho homem resolveu não sair dos trajes de sono?

Sorri um pouco ouvindo o que disse. Esperava que minha idade fosse avançada. Esperei que meu pai respondesse enquanto apontava para mim, o que fez que sua surpresa aumentasse ainda mais:

- Este é seu prometido M'Lady, Siefried de Wull. Irmão mais jovem de toda minha linhagem de filhos, um jovem muito inteligente e exímio guerreiro, será um grande comandante de seu exército.

O olhar dela não escondia que estava espantada. Ouvi os guardas se afastarem e mantive-me parado enquanto a Lady andava ao redor de mim. Permiti que me observasse, afinal de contas eu era a oferta ali. Ainda assim isso me deixou mais ansioso. Não tinha certeza se me aprovaria, o futuro de nossas casas e de nossas vidas dependiam disso. A senti pegar meu machado. Respirei um pouco mais fundo. Era bastante ligado a minha arma, mas deixei que a segurasse. Era leve para mim, possivelmente tinha um peso médio para ela, já que era uma nortenha.

Observei Anastasya voltar a nossa frente com um sorriso, devolvendo o machado para mim em mãos apontando para a mesa. Ótimo, não havia me negado prontamente. Se tivesse a idade que tinha imaginado que eu teria, provavelmente teria o feito. Me escolher fora uma decisão acertada. Percebendo que ao lado esquerdo de seu trono estava sua lança, fiz o mesmo com meu machado, depositando-o sobre o banco a minha esquerda após me sentar. Vejo um homem de grande porte se colocar ao lado dela, entendendo imediatamente que deveria ser seu melhor combatente. Ouvi-a começar a reunião propriamente dita. Suas palavras eram diretas ao ponto, pronunciadas com clareza, de modo a não haver nenhum desentendimento:

- Certo, vamos começar. Em primeiro lugar, gostaria de compreender por que um homem de Wull viria até Carhal para apoiar uma revolta? Nossas casas são amigas desde sempre, não são? Como farão para manter nossa amizade após o casamento? Quais medidas serão tomadas afim de que situações como essa não ocorram?Não quero ter que andar com minha lança o tempo inteiro, quero a certeza de que poderei confiar nos visitantes vindos de Wull.

Enquanto falava, criadas serviram o banquete de boas vindas. O trato social era que, uma vez que se coma e beba a mesa do hospedeiro, não podem haver agressões. No que eu havia estudado, sabia que, embora fosse senso comum, era tratado de forma sagrada. Apenas uma Casa havia ferido esse trato na história recente. A Casa Frey em seu Casamento Vermelho, quando matou o antigo Rei do Norte. A reação de todos foi de repulsa.

Bebi um gole do vinho após vê-la o beber, comendo também um pedaço da carne enquanto ouvia O Wull falar:

- Nós não tivemos qualquer ligação com o ocorrido aqui, posso lhe afirmar com total convicção. Jamais emitiríamos uma ordem mesquinha desse gênero. Traição por baixo dos panos é absolutamente desonroso. Sabe como os Wull são conhecidos por sua honra, tanto em batalha quanto em momentos de paz. Além disso, nossas casas são aliadas há muitas gerações. Em tempos de guerra como os atuais, não haveria nenhuma razão para nos fragmentarmos quando na verdade devemos nos unir para nos defender em caso de agressões externas. - Ouvi-o suspirar e tomar um gole de seu vinho antes de continuar: - Mas entendemos sua preocupação. Ela também é preocupação nossa. Não sabemos quem exatamente traiu as nossas casas ao se juntar a esse levante, mas já tomamos algumas medidas. Todas as pessoas que saem de nossa fortaleza devem explicar qual seu objetivo e prometem não tomar nenhuma atitude que pode prejudicar alguma casa aliada. Essa promessa fica registrada conosco até seu retorno.

Vi-o olhar para o prato, pegando os talheres para cortar a carne. Entendi o que esse sinal queria dizer. Era minha vez de falar sobre o casamento em si. Limpei rapidamente minha garganta com um gole da bebida alcoólica e continuei:

- Além disso, a nossa oferta é a de um casamento entre a Lady da Casa Harclay com um herdeiro legítimo da Casa Wull. Ao contrário do comum em Westeros, esse casamento ocorre no castelo da noiva e o noivo passa a integrar a Casa Harclay, adotando sua capa, seu brasão e seu sobrenome. Do casamento em diante me chamarei Lord Siefried Harclay. Embora ganhe o título de Lord pela tradição de Westeros, se está afirmado que a comandante da Casa permanece sendo a Lady e que, além de ser seu companheiro,...  - Percebi meu pai mexer-se na cadeira levemente. A palavra que havíamos combinado era "esposo". Mas queria ali, nesses pequenos detalhes, começar a mostrar a ela minhas reais intenções, mesmo ainda na fala formal. - comandaria as tropas de milady, utilizando meus conhecimentos de Arte da Guerra para os fins da Casa Harclay.

O último trecho era importante. Embora não falasse especificamente isso, estava implícito que, se por algum motivo nossas casas entrassem em guerra, o que não deveria acontecer, eu defenderia a minha nova casa, não mais minha casa de origem. Estava passando a ser um Harclay, não mais um Wull, assim como Catelyn Tully tornara-se uma Stark. Isso facilitara as relações entre os Tully e os Stark, mas ainda assim ela defendia os interesses de sua nova casa.

Cortei mais um pedaço da carne suculenta, levando-a a minha boca, indicando que agora esperávamos a resposta de Lady Anastasya. Tratar de política me deixava ansioso. Não era minha especialidade, mas precisava entender minimamente disso.

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Re: [ RP FECHADA, Flashback] Burocracy

Mensagem por Anastasya Harclay em Ter Nov 15, 2016 12:52 pm




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'I got all I need when I got you and I
I look around me, and see a sweet life
I'm stuck in the dark but you're my flashlight
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Enquanto me alimentava de forma lenta saboreando a carne e as bebidas mantinha meus ouvidos atentos aos homens, compreendia as falas do Grande Wull, sorrio amistosamente após sua fala lhe respondendo.

- Grande Wull, minha confiança em sua casa é imensurável. Jamais me atreveria a pensar que estivessem agindo em forma de traição, eu ofenderia a memória de vossa filha, minha mãe.-

Buscava deixar claro como a água que em minha mente jamais havia cogitado traição, e com essa ideia afim de não deixar dúvidas continuava.

- O Grande Lorde acompanhou minha educação e crescimento, e temos tradições semelhantes desde tempos antigos. Meu caro avô sabe como ambas as casas agem em caso de traição, é algo imperdoável cuja retaliação vem sem aviso prévio.- A traição era a pior das desonras entre os Clãs das Montanhas do Norte, mostrava a repulsava por aquele ato ao suspirar fundo e buscar novas ideias.

- Enviei um corvo avisando o fato de um dos homens de Wull ter feito parte do levante em respeito à amizade de nossas casas. Eu quero poder evitar de todas as formas o enfraquecimento de nossos laços, por isso aceitei o casamento proposto pelo Grande Wull, precisamos nos manter unidos nestes tempos, concordo com o que diz Milorde.-

O ouvia falar sobre o sistema de vigia aos interesses dos que deixavam Wull, me parecia promissor já que no Norte a palavra dada deveria ser honrada. Sorrio um tanto que satisfeita, logo sinto Troy tocar meu ombro sussurrando algo importante, concordo com o que dizia, mas compartilharia suas falas mais a frente já que o tema ainda não havia sido levantado. Vejo o pretendente tomar a palavra assim que O Wull começa a se alimentar, era algo extremamente importante o ponto levantado, eu não desejava entregar minha casa às mãos de outra pessoa.

Havia jurado em memória de meu pai e minha mãe que eu mesma, através de meus esforços faria de nossa casa uma família a ser respeitada pelos amigos e temida pelos inimigos, era uma missão que eu tinha assumido e era minha obrigação te-la como bem sucedida. Sentia um pouco de receio ainda em me comunicar com meu futuro esposo, percebo que ele evita o uso deste termo, mas tomo uma postura indiferente em relação à este detalhe.

- Quanto à isso Lorde Siefried fico grata com a compreensão de sua Casa, isto mostra que ambos respeitamos os interesses uns dos outros. Será uma honra te-lo como comandante de meus homens, confio na palavra de seu pai, sabendo que fora ele seu mentor tenho a certeza de não haveria homem melhor para assumir um posto tão importante. -

Minhas palavras eram sinceras em relação a capacidade de guerra dos Wull, eram uma das poucas casas que semelhante à Harclay tinham uma força de guerra que poucas possuíam, somente os selvagens se atreviam a atacar nossas casas, e somente eles sofriam as consequências de seus erros. Haviam boatos que para se opor à casa Wull eram necessárias uma união com a força dos Harclay, e para se opor aos Harclay uma força dos Wull. Essa era a visão dos outros em relação à nossas casas e por este motivo havia entre nós profunda amizade e respeito, ao contrário das demais casas do Norte não eramos obcecados com o domínio absoluto. Os Stark estavam no comando do Norte e isto estava bom para nós, nossa única preocupação era em relação aos White Walker's, por isso era necessário que nós nos mantivéssemos unidos a todo custo.

Bebo mais um pouco de vinho e como outro pedaço de carne seguido de um pouco de vegetais, uma dieta equilibrada era essencial para quem desejasse ser um bom guerreiro, um corpo saudável fazia cortes mais profundos.

- Acredito que devamos estabelecer um acordo de não-agressão entre nossas casas, jamais isto fora necessário no passado, mas visto que este infortúnio ocorreu acredito que seja viável. E a punição para a violação desta lei seria a morte, ao meu ver a amizade entre nossas casas é valiosa demais para que desavisados à quebrem. Não acham? -

Sentia o peso de minha responsabilidade ao ter de tratar de assuntos tão importantes, era uma mente trabalhando em um acordo com duas outras mentes brilhantes, ao menos era a primeira impressão que tivera de Siefried já que poderia afirmar com certeza inabalável que o Grande Wull era realmente um homem genial. Mais um pedaço de carne era saboreado, mastigo lentamente enquanto percebia que ambos pensavam a respeito da proposta, era um momento oportuno para por à mesa a fala de Troy.

- Eu gostaria de dizer que pretendo formar uma aliança com os Ursos, seu senhor, Lorde Dorian é de fato um grande guerreiro, e deveras um homem nobre e respeitável. Já empunhou armas ao lado dos Harclay e se mostrou um inimigo indesejável. Enviei um corvo à ele o convidando para uma pequena festa entre nossas casas afim de estreitarmos nossos laços. Confiando na sabedoria de meus nobres convidados, quero saber o que pensam sobre isso, com certeza já devem ter ouvido falar sobre o protetor da Ilha dos Ursos.-

 Troy havia me dito momentos antes que compartilhar informações sobre alianças e estratégias políticas era perigoso, porém, quando feito era sinal de confiança e respeito aos que receberiam tais informações. Então, somente em tocar neste assunto com os Wull mostrava que eu não temia uma traição, informações de alianças eram sempre mantidas em segredo quando se desconfiava de possíveis traições. Eu reforçava ainda mais amostra de confiança ao permitir que eles dessem seu parecer naquela decisão, dou um sorriso para meus convidados dizendo.

- Lorde Siefried, por favor, gostaria de ouvir o que pensa sobre esta aliança e como enxerga os Ursos, confiarei em suas palavras como futuro companheiro e comandante de nossos homens.-

Uma terceira amostra de confiança era jogada sobre a mesa, usava agora a própria termologia do homem em relação à nossa união, companheiro e não esposo, deixava nas entrelinhas que o respeitaria como companheiro e não meramente um esposo arranjado em negociações políticas. Era importante que ele o Grande Wull entendessem que apesar de ter alguma noção naquele tipo de conversação, eu não queria ser apenas uma Lady tratando puramente de política, de forma alguma, queria que vissem minha sinceridade quando dizia ter plena confiança neles e em sua Casa.

Eu me preocupava em não passar más impressões, então um servo surgia no corredor que estava atrás deles ao longe, sorrio animada com o sinal de cabeça que fizera. Havia preparado uma boa surpresa aos meus caros amigos, diferente de outras casas eu havia adotado uma tradição que desejava que fosse seguida pelas próximas gerações, encerro minhas falas bebendo um pouco e tornando a me alimentar.

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Re: [ RP FECHADA, Flashback] Burocracy

Mensagem por Siefried Harclay em Ter Nov 15, 2016 3:28 pm



Vejo-a abrir um sorriso amistoso. Admirava bastante a capacidade política dele, sabia conduzir discussões para fins diplomáticos de uma maneira surpreendente. Percebia em Lady Anastasya uma ótima capacidade também, mesmo tendo apenas 16 anos.

- Grande Wull, minha confiança em sua casa é imensurável. Jamais me atreveria a pensar que estivessem agindo em forma de traição, eu ofenderia a memória de vossa filha, minha mãe. O Grande Lorde acompanhou minha educação e crescimento, e temos tradições semelhantes desde tempos antigos. Meu caro avô sabe como ambas as casas agem em caso de traição, é algo imperdoável cuja retaliação vem sem aviso prévio. - Sim, de fato traição era passível de morte após um julgamento, onde se provasse o ocorrido. - Enviei um corvo avisando o fato de um dos homens de Wull ter feito parte do levante em respeito à amizade de nossas casas. Eu quero poder evitar de todas as formas o enfraquecimento de nossos laços, por isso aceitei o casamento proposto pelo Grande Wull, precisamos nos manter unidos nestes tempos, concordo com o que diz Milorde.

Suas palavras deixavam claro que sua preocupação com nossa amizade era grande. Aceitara inclusive casar-se ela mesma com um de nossa Casa, para que nossos laços se mantivessem estáveis. Era uma atitude louvável de sua parte. Discretamente observava suas reações a ideia de meu genitor, sorrindo satisfeita. Observei o grande homem tocar seu ombro e sussurrar algo, concordando com o que disse.

Durante minha fala, percebi que agradou o fato de eu frisar que o comando dos Harclay continuaria sendo estritamente dela. Logo em seguida falou diretamente comigo:

- Quanto à isso Lorde Siefried fico grata com a compreensão de sua Casa, isto mostra que ambos respeitamos os interesses uns dos outros. Será uma honra tê-lo como comandante de meus homens, confio na palavra de seu pai, sabendo que fora ele seu mentor tenho a certeza de não haveria homem melhor para assumir um posto tão importante.

Sorri em resposta, agradecendo com um menear da cabeça o elogio. O Wull havia garantido que minha criação fosse mais que suficiente para comandar as tropas daquela que seria minha nova Casa. Isso era muito importante, afinal as comandaria diretamente. Em uma situação de guerra onde estivesse combatendo juntamente com minha família, tomaria minhas decisões juntamente a ele, que me respeitaria como igual. Nossas tropas dificilmente lutariam uma contra as outras, pois isso possivelmente significaria o fim de ambas as Casas, afinal o desgaste permitiria que as outras casas menores nos dominassem. Não visávamos expansão, nossa vassalagem a Casa Stark nos fazia muito bem, pois nos permitia nos concentrar em expulsar os selvagens quando invadiam as montanhas, além de estarmos sempre prontos para uma possível invasão de caminhantes brancos. Afastei a possibilidade de minha cabeça, me concentrando em nossa refeição, comendo mais um pouco enquanto a ouvi propor:

- Acredito que devamos estabelecer um acordo de não-agressão entre nossas casas, jamais isto fora necessário no passado, mas visto que este infortúnio ocorreu acredito que seja viável. E a punição para a violação desta lei seria a morte, ao meu ver a amizade entre nossas casas é valiosa demais para que desavisados à quebrem. Não acham?

Olhei para meu pai, pensando juntamente com ele. Nunca precisáramos ter esse tipo de acordo firmado formalmente, pois todos se respeitavam mutuamente. Mas com os tempos de guerra, as pessoas estavam ficando agitadas. Era preciso reforçar as populações que nossas casas eram amigas e que a punição, como sempre, seria a de morte caso houvesse traição. Percebi que seguia a mesma linha de raciocínio que meu genitor. O que ele pensava, provavelmente, é se aceitar tal tratado não indicaria um pouco de dobramento de joelho em relação a Casa Harcley.

Vi-o continuar a comer, pensativo. Olhei para Lady Anastasya quando voltou a falar antes que meu pai respondesse, dessa vez olhando mais para mim:

- Eu gostaria de dizer que pretendo formar uma aliança com os Ursos. Seu senhor, Lorde Dorian é de fato um grande guerreiro, e deveras um homem nobre e respeitável. Já empunhou armas ao lado dos Harclay e se mostrou um inimigo indesejável. Enviei um corvo à ele o convidando para uma pequena festa entre nossas casas afim de estreitarmos nossos laços. Confiando na sabedoria de meus nobres convidados, quero saber o que pensam sobre isso, com certeza já devem ter ouvido falar sobre o protetor da Ilha dos Ursos. - Revelar que estava pensando em uma aliança mostrava o quanto nos queria como aliados. Esse tipo de informação era muito relevante nas mãos de traidores, pois poderiam minar o acontecimento da coligação. - Lorde Siefried, por favor, gostaria de ouvir o que pensa sobre esta aliança e como enxerga os Ursos, confiarei em suas palavras como futuro companheiro e comandante de nossos homens.

Percebi-a utilizar o termo companheiro, assim como eu utilizara, não evitando que um leve sorriso surgisse em minha expressão antes de eu começar a pensar. Enquanto pensava percebi que reagiu a alguma coisa que estava atrás de nós com animação, mas continuei focado no que dissera. Os Mormont era uma Casa de honra inquestionável e que tinha poder de expressão considerável, devido a suas tropas e também sua diplomacia. A figura do Lord Dorian era visto como um homem benévolo que não quebraria tratados e protegeria seus aliados como se defendesse sua própria Casa. Respondi-a após algum tempo refletindo, percebendo que meu pai ainda pensava sobre o assunto anterior:

- Já ouvi bastante sobre a Casa Mormont. Também são vassalos da Casa Stark, o que fazem por escolha, assim como nós. São muito honrosos em suas ações. Lembro-me de meu pai ter me contado que Lord Dorian pessoalmente tratou de limpar os mares próximos da Ilha do Urso de piratas, além de tomar decisões benéficas a seu povo e aos cativos que liberou. - Tomei mais um gole de bebida e continuei a falar: - Além disso, possuem tropas muito bem treinadas e dispostas a proteger os Mormont e seus aliados. Sendo assim, vejo a Casa como uma forte possível aliada. Penso que seria uma aliança forte e confiável que traria muitos benefícios tanto para a Casa Harclay quanto para eles, mas de fato temos que esperar que o Lord venha para a festa que convocou para que possamos conversar com ele sobre os detalhes. - Olhei para meu pai, vendo-o menear com a cabeça concordando comigo. Isso me deixou feliz, vê-lo aprovar minha fala. - Quanto ao pacto de não-agressão, creio que seja de interesse da Casa Wull e sendo assim prefiro que seu Lord fale a respeito.

Passava assim a palavra para meu pai. Era mais seguro, pois eu falar tentando defender interesses de minha Casa de origem poderia soar mal. O Wull podia fazer isso com toda a eloquência dele, de modo a achar um termo mais adequado. Entretanto, me surpreendendo um pouco, o ouvi falar:

- Penso que um tratado formal em relação a não-agressão entre os povos associados a nossas Casas se faz necessário, para termos respaldo oficial para divulgarmos nas cidades o quão importante é nossa relação e as punições aplicadas a quem desrespeitar o pacto. Ainda assim há muitos detalhes que tem que ser pensados e acertados. Vou pensar com mais detalhe nesse acordo e tratamos posteriormente dos termos específicos. Concorda, M'Lady?

Ouví-lo falar daquela forma era interessante. Tomara uma atitude que eu não tinha pensado em um primeiro momento. Mostrava concordar com a necessidade de algo do gênero, mas deixara para acertarem depois em minúcias os pormenores, onde poderiam se debruçar especificamente sobre o assunto, já que a conversa prosseguira em relação a aliança com os Mormont. Tinha muito o que aprender ainda em relação a política com as pessoas ao meu redor. Embora preferisse muito mais estudar estratégias de guerra, política era necessária para não ser necessário um conflito. Esperei a reação de Lady Harclay, sem mais acrescentar, comendo o que restava de comida em meu prato e terminando a taça de vinho.

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De fato pai e filho faziam uma boa composição para tratarem de assuntos políticos, mesmo sentindo que tanto Seifried quanto eu estávamos em um patamar semelhante de conhecimento, era quase palpável a diferença entre nós e o Grande Wull. O Lorde da Casa Wull deixa claro que precisaríamos sim de uma lei formalizada para evitarmos possíveis atos de traição, com a certeza de que enfrentaríamos os Vagantes mais cedo ou tarde todos estavam agitados e buscando as casas mais fortes como abrigo, sim deveríamos ser juntos umas dessas casas.

Sorrio com a decisão do Lorde, ainda pensava a respeito das falas de Lorde Seifried, ele havia passado em meu teste como comandante. Todo bom comandante deveria estar apar das outras casas, afinal, sempre que uma aliança fosse cogitada os Lordes consultavam não só seus conselheiros mas também seus comandantes, pois, eles saberiam informar a situação das forças bélicas dos possíveis aliados. Nenhuma casa gostaria de fazer uma aliança que beneficiasse apenas uma das partes, sendo assim, havia colocado a prova os conhecimentos de Lorde Seifried em relação aos Ursos e seu Lorde.

Dou um longo gole em minha bebida secando o copo, uma das minhas servas vem encher meu cálice e rapidamente ergo os dedos da destra sinalizando que não era necessário, sorrio acenando positivamente em forma de agradecimento.

- Em primeiro lugar, obrigada por compartilhar comigo seus conhecimentos Lorde Seifried, futuro Lord Comandante da Casa Harclay, sinto-me mais confiante em receber Lord Dorian para uma conversa. -

Olho desta vez para O Grande Wull, sorria satisfeita com sua decisão e sabedoria, eu ainda tinha muito o que aprender em relação à conversas políticas, eram delicadas e exigiam tato que eu deveria aprender a ter, ele mostrava isto de moto sútil e cordial, digno de um grande Lorde.

- Querido avô e Grande Lorde, obrigada pelos ensinamentos e também por concordar com minha visão, perdoe-me a mudança de pauta tão repentina, que bom que temos ambos presentes para discorrem de temas tão diversos. Fico profundamente admirada com as capacidades de ambos, e feliz por ter tido a consideração em propor um pretendente que se mostra realmente valoroso.-

De fato eu reconhecia o homem indicado a ser meu marido, um simples cortejo era feito em forma de elogia para que compreendessem que o casamento puramente arranjado não tinha valor para mim, mas sim um casamento que se baseasse em uma conquista amorosa com fundamentos em confiança e respeito. Era atípico a dama cortejar o cavalheiro, no entanto, eu jamais havia sido como outras damas, poucas teriam a capacidade de empunhar uma lança e sobrepujar uma insurreição, então eu não via motivos para ser como as demais.

- Espero que tenhamos outras oportunidades para tratarmos dos detalhes deste acordo Grande Lorde, ficarei feliz em ouvir suas propostas. E claramente espero que venha mais vezes visitar sua neta, não apenas a Lady da Casa Harclay. -

Sorrio enquanto batia uma palma chamando alguns servos, era importante em um caso como aquele que os convidados sejam bem recebidos após uma longa viagem, e nossa casa presava isso com muito afinco. Vendo que os homens haviam acabado seu jantar e eu o meu, dou sinal para os servos limparem a mesa retirando as sobras.

- Meus caros amigos, pedi para que meus servos arrumassem os melhores aposentos do castelo para que descansem de sua viagem, não tenham pressa em partir, são bem vindos pelo tempo que desejarem ficar. Seus homens também serão bem hospedados, temos ótimos quartos em nossa estalagem, todos terão um ótimo ambiente para se recuperarem da árdua jornada.-

 As ordens haviam sido claras para meus servos, todos deveriam ser bem tratados igualmente com o mesmo nível de atenção e cuidados, afinal nada seria de nós Lordes e Lady's se não tivéssemos homens leais e dispostos a nos proteger a qualquer custo, era justo trata-los da melhor forma possível.Era de minha intenção mostrar que tanto meus homens quanto os deles seriam valorizados em nossa aliança, reafirmar antigos laços e tradições era importante, mas eu pretendia deixar a mostra que não me limitaria apenas à tradições, mas que iria buscar criar novos hábitos em benefício de nossas casas. Me levanto devagar enquanto sorria para meus convidados.

- Nobres amigos, pensarei muito bem sobre nossas conversas, agora gostaria que me acompanhassem por gentileza. -

Me levanto e vou em direção ao pátio central do castelo, ao sair de meu trono vejo Troy apanhar minha lança, nego com a cabeça indicando que não seria necessário. Ao chegarmos ao pátio vejo meus homens à postos montados em vistosos cavalos, eram lindos garranos de nossa própria tropa, a casa Harclay era famosa pela imponência de seus homens sobre seus garranos, era à ultima coisa vista por nossos inimigos. Havia ordenado ao meu Mestre de Cavalos que selecionasse os melhores dentre os melhores para o Grande Lorde.

- Grande Lorde, vê estes animais? É um singelo presente de nossa Casa para  Milorde, quarenta animais selecionados dentre os melhores dos melhores, foram escolhidos pelo nosso leal Mestre de Cavalos, tenho certeza de que não o decepcionarão. -

Sorrio de forma gentil enquanto observava os homens, todos aguardavam sua reação, tendo ele a expressado os servos que eu havia mandado ajeitar os aposentos se aproximaram dizendo que estava tudo pronto, agradeço com um singelo acenar de cabeça.

- Grande Wull e Milorde, peço-vos a licença, quando sentirem a necessidade do repouso meus servos irão levar-lhes aos devidos aposentos, irei me recolher agora. Gostaria de deixar aqui meu contentamento com nossa reunião, fico feliz que nossas Casas estejam se acertando em uma feliz reafirmação e inovação em nossos tratados. Até mais ver nobres amigos.-

Ao me tirar não os vi mais, havia deixado claro que poderiam ficar o quanto quisessem já que o castelo da Casa Harcley era bem grande e suas terras bastante vastas, provavelmente a haviam explorado e retornado para casa alguns dias depois, era muito comum isto já que casas que eram amigas tinham esta liberdade entre si. A confirmação se deu quando Lorde Siefried enviou um corvo para mim agradecendo ele mesmo a estadia, fiquei muito feliz com suas palavras bem elaboradas, sentia leve rubor em minha face, havia gostado de sua pessoa e seus modos.

Assim se passam alguns meses enquanto trocávamos diversas cartas, estávamos nos aproximando e conhecendo melhor um ao outro, era válido haja visto que nos casaríamos muito em breve. O convido para vir me visitar uma vez mais, desta vez sem finalidades políticas, podia-se dizer que seria uma visita de cortejo, precisávamos ter um melhor contato pessoal.



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Re: [ RP FECHADA, Flashback] Burocracy

Mensagem por Siefried Harclay em Ter Nov 15, 2016 7:28 pm



Noto seu sorriso com a decisão de meu pai, aceitando que sua ideia era boa mais gentilmente indicando que deveriam ir com calma nesse acordo. Ao mesmo tempo, provavelmente pensava no que eu havia falado. Talvez ponderasse sobre a qualidade do que eu havia falado, provavelmente já conhecia sobre a casa Mormont e apenas estava querendo uma segunda opinião. Podia estar me testando também, o que não seria errado.

Vejo-a negar a serva que enchesse novamente seu cálice, acenando com um agradecimento. Quando terminei o meu, fiz o mesmo, assim como meu pai. A conversa ali era importante, álcool não podia vir a atrapalhar nosso entendimento da situação.

- Em primeiro lugar, obrigada por compartilhar comigo seus conhecimentos Lorde Seifried, futuro Lord Comandante da Casa Harclay, sinto-me mais confiante em receber Lord Dorian para uma conversa. -
- Sorri em resposta, meneando a cabeça. Seu olhar migrou para meu pai. - Querido avô e Grande Lorde, obrigada pelos ensinamentos e também por concordar com minha visão, perdoe-me a mudança de pauta tão repentina, que bom que temos ambos presentes para discorrem de temas tão diversos. Fico profundamente admirada com as capacidades de ambos, e feliz por ter tido a consideração em propor um pretendente que se mostra realmente valoroso.

Senti um leve rubor subir a minha face com o elogio feito por Anastasya. De longe era o mais direto feito naquele dia. Mesmo assim mantive a educação e, junto com meu pai, agradecemos. Ainda direcionando-se ao Wull, continuou:

- Espero que tenhamos outras oportunidades para tratarmos dos detalhes deste acordo Grande Lorde, ficarei feliz em ouvir suas propostas. E claramente espero que venha mais vezes visitar sua neta, não apenas a Lady da Casa Harclay.

Um sorriso mais aberto surgiu na face do lorde, que concordou. Ter uma ligação familiar com ela facilitava muito as coisas. Observei os servos se aproximarem e retirarem os pratos. Voltou a falar:

- Meus caros amigos, pedi para que meus servos arrumassem os melhores aposentos do castelo para que descansem de sua viagem, não tenham pressa em partir, são bem vindos pelo tempo que desejarem ficar. Seus homens também serão bem hospedados, temos ótimos quartos em nossa estalagem, todos terão um ótimo ambiente para se recuperarem da árdua jornada.

Entendi o que queria dizer com sua fala. Trataria muito bem nossos homens, assim como tratávamos os dela, de modo que nossas casas continuariam seguindo com uma forte união. Ouvi meu pai murmurar um agradecimento, levantando-se comigo juntamente a ela quando, sorrindo, disse:

- Nobres amigos, pensarei muito bem sobre nossas conversas, agora gostaria que me acompanhassem por gentileza.

Percebo-a dispensar o homem que a acompanhava de pegar sua lança. Caminho lado a lado com meu genitor em direção ao pátio, seguindo-a. Chegando nele, vejo quarenta homens montados em belíssimos garranos. Antes mesmo que falasse já havia contado, olhava animado para aquelas tropas. Estavam muito bem equipados.

- Grande Lorde, vê estes animais? É um singelo presente de nossa Casa para Milorde, quarenta animais selecionados dentre os melhores dos melhores, foram escolhidos pelo nosso leal Mestre de Cavalos, tenho certeza de que não o decepcionarão.

Seu sorriso era gentil. Percebi meu olhar com seu olhar analítico, vistoriando aquelas tropas. Sabia o quanto era perfeccionista por experiência própria. Ao final, sorriu e disse:

- Agradeço vosso presente, Lady Harclay. Com certeza serão exímios em possíveis batalhas futuras que venhamos a enfrentar juntos.

Percebo os servos se aproximarem, falando a nobre que os aposentos estavam prontos.

- Grande Wull e Milorde, peço-vos a licença, quando sentirem a necessidade do repouso meus servos irão levar-lhes aos devidos aposentos, irei me recolher agora. Gostaria de deixar aqui meu contentamento com nossa reunião, fico feliz que nossas Casas estejam se acertando em uma feliz reafirmação e inovação em nossos tratados. Até mais ver nobres amigos.

Nos despedimos dela com educação também, vendo-a partir e então nos direcionando aos nossos aposentos. Não mais a vimos, logo respeitamos sua distância e após alguns dias retornamos a nossa terra natal, levando conosco a nova cavalaria. Chegando, fiz questão de escrever em próprio punho uma carta agradecendo a estadia.

A partir dessa carta, acabamos estabelecendo um contato. Ficava feliz a cada carta nova que recebia dela, ficando ansioso para encontrá-la novamente. Até que enfim me convidou para visitá-la novamente. Com a permissão de meu pai, montei em meu cavalo e, acompanhado de dois dos cavaleiros que ela mesma havia dado a Casa Wull, viajamos de volta as suas terras.

Estávamos chegando ao seu castelo, em trote baixo. Percebi estarem na frente dos portões algumas pessoas. Dentre elas, a reconheci. Lady Anastasya. Permiti que um leve sorriso aparecesse em meu rosto e continuamos a trotar, cobrindo a distância que restava.


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Re: [ RP FECHADA, Flashback] Burocracy

Mensagem por Anastasya Harclay em Ter Nov 15, 2016 10:14 pm




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 Muitos dias haviam se passado desde que havia trocado a última carta com Lord Siefried o convidando para visitar-me em Harclay uma vez mais, porém, nesta ocasião não trataríamos de assuntos políticos ou o casamento que nos aguardava. A ideia da visita era nos conhecermos não apenas como Lorde e Lady, mas como Siefried e Anastasya apenas, sem cargos, sem título e sem grandes formalidades.

O aguardava nos portões na manhã que havia sido prevista para sua chegada, tinha comigo alguns guardas pois jamais sabíamos quando poderia ocorrer um ataque de selvagens, os poucos homens que tinha comigo incluindo Troy já eram o suficiente para lidarmos com uma pequeno ataque sem ao menos ofegarmos. Ao longe avisto a pequena companhia de Lorde Siefried, ele e mais dois homens, os reconhecia de longe já que haviam servido à mim antes de serem enviados para a Casa Wull junto de seus animais como um presente, os mataria caso algo acontecesse com meu pretendente durante a viagem. Tinha certeza que eles sabiam disso e por isso teriam redobrado seus cuidados fazendo a segurando de meu convidado, é claro que se eles houvessem contado algo para ele sem minha prévia permissão, cabeças rolariam da mesma forma, e não era garantia de que seria que estava acima do pescoço.

Assim que se aproximam ficando não mais que 8 metros de distância sorrio para os recém chegados, era uma manhã com uma nevasca fraca e bem delicada, não nos incomodava e nem mesmo atrapalhava nossa visão, a neve caía devagar e com movimentos semelhantes à uma linda dança.

- Bem vindos mais uma vez, fico feliz em ver todos mais uma vez. Como foi a  viagem?-

Questionava os observando descer e se aproximarem, alguns servos que nos acompanhavam iam até os cavalos para os levarem para os estábulos, normalmente cobríamos os animais com grandes mantas para mante-los aquecidos, mesmo adaptados ao nosso clima tínhamos grande apreço e muito cuidado com nossos animais, era esta uma das razões da Casa Harcley ter ótimos cavalos.

Os soldados que faziam companhia ao Lorde logo seguem até seus velhos companheiros e estes seguem a nossa frente no retorno para o castelo, desta forma ficamos apenas eu e Siefried atrás indo à passos lentos até o pátio central, levou alguns minutos até que estivéssemos finalmente no pátio, sorrio de forma tímida para o visitante, não sabia bem o que falar por isso aguardo ele dizer algo.




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Re: [ RP FECHADA, Flashback] Burocracy

Mensagem por Drowned God em Qua Nov 16, 2016 6:20 pm



Avaliação de treino de habilidade

anastasya harclay

O treino foi bem executado, tendo todo o enredo focado no treino direto da habilidade. Entretanto, houveram vários erros de ortografia, principalmente com relações a vírgulas inexistentes que faziam as frases ficarem extremamente corridas. Atente-se a isto e continue evoluindo!


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (35/40)
+ Estrutura e Coesão (28/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (7/10)

Total (90/100)


+ 30% de experiência pelo atributo de inteligência com 10 pontos
- 10% de experiência por ter a habilidade no nível 3

Recompensas
+ 108 pontos de experiência em Política
Avaliação de treino de habilidade

siefried harclay

Ortografia quase impecável e um treino totalmente voltado para a habilidade treinada, parabéns!


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 18% de experiência pelo atributo de inteligência com 7 pontos
+ 10% de experiência por ter a habilidade no nível 0

Recompensas
+ 128 pontos de experiência em Política



Avaliação de treino de habilidade

siefried harclay

Ortografia quase impecável e um treino totalmente voltado para a habilidade treinada, parabéns!


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 18% de experiência pelo atributo de inteligência com 7 pontos
Nenhum desconto de experiência por ter a habilidade no nível 1

Recompensas
+ 118 pontos de experiência em Política
Avaliação de treino de habilidade

anastasya harclay

Mais uma vez fora um ótimo treino, tratando-se do enredo. Porém, fica o adendo acerca das vírgulas, que em sua falta quebram a leitura do texto e sua fluência. Fica a dica para ler seu post em voz alta e ir pontuando essas pequenas falhas. No mais, parabéns pelo excelente treino!

Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (24/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (6/10)

Total (90/100)


+ 30% de experiência pelo atributo de inteligência com 5 pontos
- 15% de experiência por ter a habilidade no nível 4

Recompensas
+ 103 pontos de experiência em Política

Avaliação de treino de habilidade

anastasya harclay

O treino foi bem executado, tendo todo o enredo focado no treino direto da habilidade. Entretanto, mais uma vez, as vírgulas foram um ponto falho em seu ótimo texto, embora desta vez, não tenha gerado tantos descontos.


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (38/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (7/10)

Total (95/100)


+ 30% de experiência pelo atributo de inteligência com 10 pontos
- 25% de experiência por ter a habilidade no nível 5

Recompensas
+ 99 pontos de experiência em Política
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Re: [ RP FECHADA, Flashback] Burocracy

Mensagem por Siefried Harclay em Seg Nov 21, 2016 8:54 pm



Ver Anastasya me esperando pessoalmente me deixou feliz. De fato, estava interessada em ter um relacionamento comigo, caso contrário teria enviado apenas algum representante para me receber e conduzir até o salão novamente, onde a veria novamente sentada no trono, como símbolo de poder. Estava ali a pé juntamente com seus guardas, em uma humildade e respeito que já tinha demonstrado em nosso primeiro encontro. Isso tudo me encantava, os pequenos detalhes de sua personalidade mostravam que não era apenas uma Lady em busca de poder, e sim uma líder em busca do melhor para seu povo. Ajudaria-a nisso com todo o prazer.

Percebi seu olhar de reconhecimento para os dois cavaleiros que me acompanhavam. Era um minúcia que fizera questão de fazer, ser escoltado pelos próprios Harclay. Mostrava minha confiança incondicional na outra família. Em muitos momentos da viagem poderiam ter se voltado contra mim, o que não aconteceu, mostrando sua honra.

Chegando perto dela, a vi perfilar seu sorriso branco. Era um sorriso sincero. Alguns flóculos de neve prendiam-se em seus fios ruivos, permanecendo ali por algum tempo antes de derreterem. Sentia o mesmo acontecer em minha cabeça e corpo.

- Bem vindos mais uma vez, fico feliz em ver todos mais uma vez. Como foi a viagem?

Desmontei de meu cavalo, sentindo a sola de meus pés na fina camada de neve. Observei os servos se aproximarem e soltei as rédeas de meu animal após dar um último carinho em sua cabeça. Havia me servido bem mais uma vez. Estaria agora muito bem cuidado na Casa com os melhores cavalos do Norte.

- A viagem foi bastante tranquila. Nenhum ataque de selvagens, nenhuma nevasca. Raro durante o Inverno.

Acenei aos cavaleiros que me escoltaram, permitindo que se afastassem para reencontrar com seus antigos companheiros. Esperei alguns instantes até que enfim, pela primeira vez, estava a sós com minha prometida. Senti o nervosismo preencher meu corpo. Vejo seu sorriso tímido e retribuo com um com tanta timidez quanto. Era esperado que Anastasya me cortejasse, mas uma frase me veio a cabeça. Uma frase sincera. Cocei rapidamente os cabelos, retomando minha fala:

- Uma raridade como essas pode ser um sinal de os deuses antigos nos quererem juntos, não acha?

O sorriso ficou ainda mais tímido, um leve rubor subindo em minha face. Jamais deixaria que meus homens me vissem assim, mas estava a sós com minha companheira. Estendi o braço para que segurasse, na forma clássica de casais caminharem. Mas minha mão estava aberta. Se quisesse segurá-la ao invés do braço, não impediria. Esperei sua reação, estava tentando ajudá-la a dar início ao que faria. Precisávamos ambos nos soltar um pouco para conseguirmos conversar.


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My Sief




'I got all I need when I got you and I
I look around me, and see a sweet life
I'm stuck in the dark but you're my flashlight
You're getting me, getting me, through the night
 Parecia que tudo havia corrido bem na viagem de Siefried e seus homens, ao menos fora o que ele havia dito em sua resposta. Um vistoso sorriso toma conta de minha face junto a um rubor que tingia minha pele facial em tom avermelhado, o comentário por meu futuro marido de certa forma fazia sentido. Normalmente eu estaria rodeada por meus guardas e servos  sempre tendo de resolver algum assunto de nossa casa, mas naquele dia em especial tudo estava calmo, era um dia bem simples que emanava um clima de suavidade assim como o toque dos flocos de neve  que tocavam nossas peles.

Seria mesmo que os deuses antigos estavam conspirando a favor de nossa união? Por que teria vindo até mim a vontade de convidar aquele homem à me visitar? Teria sido uma decisão incentivada pelos deuses? Eu não sabia ao certo a resposta, no entanto, se aquilo deveria estar acontecendo eu apenas seguiria a vontade do destino, sempre acreditei que existe uma razão para as coisas acontecerem, talvez a pergunta de Siefried fosse na verdade uma resposta.

- Não sei ao certo Milorde, somente o futuro nos dará a certeza disto. Vamos permitir que os próprios deuses antigos respondam-nos isto. -

 Notava um pequeno gesto de cortejo vindo de meu convidado e talvez um sinal de insegurança, ele estendia um dos braços com a palma aberta a fim de me permitir a escolha entre abraça-lo ou apenas segurar sua mão. Meu rosto tomava uma coloração um pouco mais intensa com o gesto dele, me aproximo abraçando com ambos os braços o braço de meu companheiro, não tinha ainda coragem de fita-lo diretamente nos olhos já que sentia uma grande timidez. Sentia-me um pouco desconsertada em mostrar um comportamento mais afetivo, que transparecesse um lado mais gentil, sociável e receptivo.  Estava tentando agir de um modo em que não fosse vista como uma Lady política ou guerreira, não queria ser vista como Lâmina Carmesim e sim como Anastasya Harclay, uma jovem prometida que buscava formar laços com seu pretendente.

 Caminhando até os jardins do castelo em silêncio buscava levantar algum diálogo que não envolvesse temas políticos ou excessivamente formais, então deixo um leve sorriso habitar uma vez mais a minha face.

- Já imaginou que pessoas de nossas casas poderiam estar rindo de nós? A dama cortejando o cavalheiro, um tanto quanto incomum não acha? -

Uma risadinha tímida ecoa entre nós enquanto eu escondia meu rosto e  seu braço forte, tinha um pequeno receio de parecer muito ansiosa ou excessivamente interessada na união matrimonial, isso poderia gerar uma impressão negativa demais sobre mim. No entanto, eu apenas buscava conhecer melhor a pessoa com quem eu passaria minha vida compartilhando meus dias e decisões importantes sobre minha casa e meu povo, e de fato me via um tanto atraída por Siefried já que ele superara muitas de minhas expectativas em relação a si. Eu afastava minha face do braço dele enquanto puxava uma nova questão.

- E como está o vovô? Ainda estou aguardando notícias do que acharam das tropas enviadas para Wull.- Sorrio. - Sabem que nosso maior orgulho está sobre nosso poder, adoraria saber se o presente os agradou. -

 Por mais que pudesse parecer deselegante perguntar sobre um presente, esperava que estivesse ao agrado da Casa Wull, realmente nossas tropas eram um grande orgulho para os Harclay e ter uma resposta positiva seria um motivo de alegria para todos de nossa casa.

Chegando ao jardim nos levo até um dos bancos mais próximos à uma fonte grande e já mostrava estar parcialmente congelada, a água possuía uma fina camada de gelo que se partia com o mais leve dos toques. O vento corria trazendo para nós o gélido ar até nossas peles, me sentando ao lado de Siefried ajeito meus trajes e suspiro profundamente observando a paisagem esbranquiçada com um leve nevoeiro, aquela visão muito me agradava.





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Re: [ RP FECHADA, Flashback] Burocracy

Mensagem por Siefried Harclay em Qui Dez 08, 2016 1:51 am



Vi o sorriso surgir no rosto de Anastasya ao mesmo tempo que o rubor aquecia sua face. O comentário havia sido um pouco ousado, devia admitir. Uma reação positiva como essa era mais um sinal que de fato estava interessada em nosso casamento não ser apenas de aparências. Seu sorriso sincero embelezava ainda mais seu rosto, me fazendo sorrir de volta. Acreditava de fato no que havia falado: talvez os Deuses realmente nos quisessem juntos, afinal.

- Não sei ao certo Milorde, somente o futuro nos dará a certeza disto. Vamos permitir que os próprios deuses antigos respondam-nos isto.

Assenti, convidando-a então para caminharmos. Não sabia como esse gesto fora visto por ela, mas após executá-lo percebi que manter a mão aberta como que permitindo que a segurasse ao invés do braço mostrava o nervosismo que eu estava sentindo. A reação da Lady foi corar ainda mais, mas se aproximando e abraçando com ambos os braços. Um gesto afetivo, com certeza, gostei de sentí-la daquela forma.

Como as terras eram delas, deixei-a nos conduzir para onde queria nos levar. O silêncio imperava, dessa vez eu esperava que ela fizesse algo. Era diferente do comum eu esperar um cortejo dela, mas já era anormal o marido trocar seu sobrenome e adentrar a Casa da esposa. Ouço-a externar o mesmo pensamento:

- Já imaginou que pessoas de nossas casas poderiam estar rindo de nós? A dama cortejando o cavalheiro, um tanto quanto incomum não acha?

Ouço-a rir timidamente e esconder seu rosto em meu braço. Estava tão nervosa quanto eu. Isso me dava um pouco mais de confiança, afinal de contas estava tão perdida quanto eu nesse nosso primeiro momento a sós. Sorrio de volta, respondendo:

- Já imaginei diversas vezes o quanto riem por trás de mim ao saber que eu quem virei para a Casa Harclay. É incomum, mas as circunstâncias nos levam a isso e... bem, eu não me importo se riem de nós. O importante é a nossa felicidade. Concorda?

Deixei a frase no ar, buscando uma confirmação dela. Uma Lady que havia sido traída pelos seus assim que aspirou o comando e fora forçada a conter uma revolta com certeza se importava com a opinião alheia. E estava certo nisso, saber o que os outros pensam sobre si é importante nesses casos. Mas não em relação ao nosso relacionamento, eu pelo menos pensava que deveríamos nos preocupar que nossa união trouxesse alegria a ambos.

Senti-a afastar o rosto de meu braço e tornar a falar, mudando de assunto com um sorriso:

- E como está o vovô? Ainda estou aguardando notícias do que acharam das tropas enviadas para Wull. Sabem que nosso maior orgulho está sobre nosso poder, adoraria saber se o presente os agradou.

Sorri com o que disse. Buscava uma confirmação de que o presente havia agradado aos Wull. Isso era um sinal que de fato se preocupava com a aliança, o que mostrava ainda mais sua grandeza como governante. Respondi com sinceridade:

- O Wull está bem, mais forte do que nunca. A tranquilidade de ter a certeza de que nossas Casas estão sem pendências fez bem para ele. Gostou muito das tropas que você enviou, tanto que permitiu que fosse assegurado em minha viagem por seus homens. Eles se habituaram muito bem a nossa Casa e estão inclusive trocando experiências com nossos homens, o que é extremamente positivo para ambos.

Percebi que chegamos em um jardim congelado enquanto eu conversava. O local era magnífico. Uma fonte parcialmente congelada estava localizada perto de um banco, que percebi que era para onde Anastasya me levava. Um leve nevoeiro preenchia o local, dando a ele uma aparência típica das Montanhas do Norte. Isso me agradava muito.

Sentei-me ao seu lado, sentindo-a soltar meu braço para ajeitar seus trajes e suspirar logo após. O vento gélido tocava meu rosto, provocando a sensação de frio que já estava acostumado por viver nessa região desde meu nascimento. Mas, pela primeira vez, sentia minha face um pouco mais aquecida. Um leve rubor estava em meu rosto, assim como também sentia meu coração batendo mais forte que o normal em meu peito, enquanto observava de soslaio a minha noiva observando a paisagem. De seus lábios saía uma fumaça esbranquiçada, resultado da condensação da umidade de sua respiração ao entrar em contato com o ar frio.

Antes que percebesse, entretanto, estava olhando para seu rosto e sua boca. Pela primeira vez fui acometido por um calor que não tinha sentido antes. Meu coração começou a bater ainda mais forte, mas sabia que tinha que me controlar minhas vontades. Devia dar sinais a Lady Harclay do que estava pensando, para ela então decidir se prosseguiria ou não. Ser cortejado era tão ou mais difícil do que cortejar, especialmente quando ambos se respeitam como eu e a Anastasya nos respeitamos.

O sinal que resolvi dar foi segurar a mão dela em seu colo. A pele de sua mão não era tão macia quanto a de seu rosto aparentava ser, provavelmente resultado de seus treinos com lança. Não era uma mulher frágil, era uma guerreira nortenha, o que me atraía ainda mais. Quando toquei sua mão, a segurando, olhava para seu rosto com doçura, que ainda não havia lançado para ela. Minha guarda estava completamente baixa, demonstrava naquele olhar o quanto estava sentindo um sentimento que ainda não havia experienciado, logo não sabia identificar.

A realidade era que estava me apaixonado por Anastasya Harclay. Sentados lado a lado, a fumaça que saía de nossas bocas se misturava. Meu coração palpitava com força, apenas o sentira assim quando estava em batalhas. Mas, ao contrário da adrenalina de uma luta, o que sentia nesse momento era uma incrível paz. Um sorriso apareceu em meus lábios, um sorriso puro e verdadeiro. Aguardei o que ela faria, ansioso.


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Sweet Child




'You'll never know the psychopath sitting next to you
You'll never know the murderer sitting next to you
You'll think: How'd I get here, sitting next to you?
And after all I've said, please don't forget
  Não sabia o que de fato estava fazendo, jamais havia visto ou ouvido falar de uma dama que cortejava seu futuro marido, de fato Siefryed e eu não eramos pretendentes comuns como os demais casais, até mesmo as circunstâncias de nossa união eram um pouco peculiares.

Mas enganam-se aqueles que pensam que tais peculiaridades me incomodavam, talvez a proposta de casamento havia me incomodado quando imaginei que o meu marido fosse um velho que mal conseguisse sustentar-se sem um cajado. Ou talvez, um sujeito insuportável e que quisesse ditar como seriam as coisas de nosso casamento em diante, pela graça dos Antigos Deuses eu estive errada desde o começo.

Felizmente o homem a mim indicado para o casamento era também bastante peculiar, em um sentido bastante agradável é claro. Siefryed tinha um modo doce e cativante de falar e portar-se, sabia respeitar aquele momento e também torna-lo mais agradável facilitando assim o seu desenrolar. Outro homem em seu lugar certamente tentaria falar apenas de si e de suas conquistas, talvez com a ideia de parecer um ótimo e bravo marido, seria patético no mínimo.

Mas não aquele homem que estava bem ali ao meu lado, que demonstrava estar um pouco perdido assim como eu me estava, ou então não, percebo sua mão sobre a minha em meu colo e sinto que ele sequer precisaria dizer que era um excelente guerreiro. Para um bravo homem basta mostrar suas palmas para que saibam o quão respeitável ele é em batalha, os calos de suas mãos deixavam evidente que Siefryed apesar de doce era de fato dedicado as batalhas.

Viro minha palma para cima deixando-a unida à de meu companheiro, entrelaçando nossos dedos eu abaixava um pouco a face na tentativa de esconder um singelo sorriso que não deveria brotar naquele instante. Sentia meu coração acelerar cada vez mais e que uma espécie de nó formava-se em meu peito, seria uma enfermidade ou apenas um sentimento ainda não vivido?

Minhas maçãs do rosto ardiam levemente em rubor até que decido me virar para Siefryed e observa-lo por alguns instantes, me aproximo lentamente dele e digo com voz suave e baixa:

- Isto é para que saiba que nosso casamento não é meramente por interesses políticos, e sim por razões de que desejo sim que encontremos um no outro a nossa felicidade. -

Lentamente levo meus braços ao redor de seu pescoço e aproximo minha face da sua, devagar deixava nossos lábios se encontrarem enquanto sentia uma suave e gélida brisa nos envolver, nem mesmo a mais fria das tempestades poderia amenizar o calor daquele momento.






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Re: [ RP FECHADA, Flashback] Burocracy

Mensagem por Siefried Harclay em Sab Jan 21, 2017 5:56 pm



Fiquei feliz ao sentí-la virar a palma e entrelaçar os dedos nos meus. Observei-a abaixar o rosto, mas ainda assim era possível ver que sorria de forma singela com o toque de nossas mãos. Isso me dava o sinal que eu precisava de que o que eu sentia, embora não soubesse identificar na época, era mútuo. Que podia seguir adiante com ela, confiar que seríamos felizes juntos, pois nossa união não se resumiria em uma aliança política.

Não esperava estar assim com Anastasya quando meu pai viera me informar de que me casaria com ela. Já sabia que era uma mulher guerreira, afinal havia suportado um levante dos seus para manter seu posto, mesmo com sua idade. Esperava assim que fosse bruta, rígida e contida. Mas não era isso que conhecera. Minha prometida era uma mulher de princípios, claro, mas também tinha sentimentos e aparentemente alegrava-a estar comigo. Era uma nortenha que eu jamais encontraria uma igual.

Saí de meu devaneio quando virou-se de frente para mim. Percebi o rubor em seu rosto branco como a neve que caía. Me observava. Ouço-a falar baixo, de forma calma, enquanto se aproximava:

- Isto é para que saiba que nosso casamento não é meramente por interesses políticos, e sim por razões de que desejo sim que encontremos um no outro a nossa felicidade.

Ao perceber seus braços se direcionando ao meu pescoço, percebi que naquele momento não havia mais volta. Anastasya começava a me tomar como seu, aproximando o rosto do meu enquanto envolvia-me. Naquele momento não sentia nada além de pura felicidade, ansioso por beijá-la. Levei minhas mãos a sua cintura, abraçando-a ali, mostrando o quanto também queria aquilo. Não havia interesse político ali, embora fosse o motivo pelo qual nos conhecêramos. Estávamos de fato buscando nossa felicidade ali.

- Eu já a encontrei em você.

Murmurei baixo antes que nossas bocas se tocassem, ao mesmo tempo que uma brisa gelada soprou os cabelos dela. A maciez de seus lábios nos meus me fizeram sorrir, começando então um beijo terno e carinhoso. Fechei meus olhos, me entregando a sensação que nosso toque causava, aproximando inconscientemente meu corpo do dela conforme o contato continuava. Não era experiente, assim como aparentemente ela não era. Mas o que estávamos fazendo ali era de fato nos conhecer, nos descobrir, nos felicitar.

Subi lentamente uma mão para seu braço, acariciando até chegar em seu rosto, afagando-a ali após colocar seu cabelo para trás de sua orelha, arrumando-o após o vento o bagunçar. A pele de seu rosto, assim como seus lábios, eram macios e bons de tocar.  Os segundos pareciam passar devagar, a vontade e a alegria de estar com ela cresciam a cada instante.


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Re: [ RP FECHADA, Flashback] Burocracy

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