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[RP Fechada | 18+] Control Your Madness

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[RP Fechada | 18+] Control Your Madness

Mensagem por Siefried Harclay em Seg Nov 14, 2016 10:58 pm

Control Your Madness
Esta é uma RP FECHADA, então conta apenas com a participação de Siegried Harclay e Jehanne. Era uma tarde de sol, ainda assim fazia frio na residência da Casa Harclay. O uivo de ventos gelados persistia no ar, enquanto dentro da morada estavam todos aquecidos. O treinamento de Jehanne para que aprendesse a controlar seus poderes teria início. A RP acontece no momento atual.


Última edição por Siefried Harclay em Sab Nov 19, 2016 4:56 pm, editado 1 vez(es)


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Re: [RP Fechada | 18+] Control Your Madness

Mensagem por Jehanne em Seg Nov 14, 2016 11:50 pm



Training Control
Estava em meus aposentos olhando pela janela esfumaçada as cadeias de montanhas, estávamos ainda no meio da tarde e o frio era de fazer arrepiar os cabelos mas esta sensação era exclusiva para mim, vinha de um local onde o frio deles seria um verão infernal para estas pessoas. Eu finalmente estava no norte, havia viajado muitos anos com Susanne uma amiga que havia conhecido em Volantis à vários anos atrás, pensava muito nela e como ela estaria agora, sentia sua falta a cada novo dia já que havia sido uma pessoa tão carinhosa e protetora comigo durante nossa jornada.

 Naquela tarde eu teria de me encontrar com Lorde Seifried para termos um treinamento em relação em minhas habilidades, no Norte minhas magias eram um crime e um crime que deveria ser pago com a morte, para evitarmos que me queimassem vive eu teria que conter meus dons e aprender a usa-los devidamente. Estava previsto para nos encontrarmos nos calabouços, um lugar privado e onde não teríamos que nos preocupar com tempo ou outros assuntos.

Fui para o local e vi que ninguém estava ali ainda, eu tinha algum tempo para entender qual seria meu objetivo vivendo em meio as montanhas do Norte. Eu ainda mal conseguia me comunicar com as pessoas daquela região, tive grande problemas em entende-los e para me comunicar. Eu via uma cadeira vazia e me sentava-la nela aguardando o Lorde chegar

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Jehanne era uma pessoa que quebrava o clima frio na casa Harclay. A mulher de mais de trinta anos tinha um comportamento mais infantil do que uma criança de 10 anos. Isso fazia com que fosse imensamente feliz com as pequenas coisas, mas ao mesmo tempo a fazia ser infeliz por pequenos motivos. A diferença entre idade mental e idade física eram visíveis a todos que a viam. Fora necessário tempo para que se acostumasse que eu e minha esposa Anastasya não a víamos como louca, mas como uma pessoa igual a nós.

O maior problema relacionado a ela, entretanto, eram seus poderes. No Norte os históricos Stark da Winterfell derrubada eram wargs, pessoas que podiam deslizar para o corpo de um animal para comandá-lo. Esse tipo de magia já não era bem visto pelas pessoas. A magia de sangue das maegis era vista como terminantemente proibida. Sendo assim, tomara a decisão de que eu pessoalmente cuidaria de ajudá-la a saber controlar seus poderes e utilizá-los propriamente. Além disso, ensinaria-a a comunicar-se conosco em nossa língua.

Desci lentamente as escadas que levavam aos calabouços. Era um local privado, trancaria-nos ali dentro de forma que ninguém ficaria sabendo do que acontecia ali, com exceção obviamente da Lady Harclay. Assim que cheguei nos calabouços, vi Jehanne sentada em uma cadeira que tinha colocado ali mais cedo. Essa cadeira teria muitos usos, assim como outras coisas que estavam ali e provavelmente não tinham notado ainda. Fechei a pesada porta atrás de mim, empurrando o trinco, isolando-nos dos outros. Olhei para ela com um olhar benevolente.

- Olá Jehanne... como está hoje? - Perguntei, falando devagar para que conseguisse entender as palavras. Usava-me também de gestos para facilitar o entendimento. Assim que respondeu, continuei devagar: - Conforme combinamos, vou te ajudar a se entender melhor como pessoa e como maegi. Levante-se, por favor.

Suspirei e andei até uma mesa que também estava ali, levando-a até o lado da cadeira. Sorri para ela, mostrando o quanto estava tranquilo e certo do que estava fazendo.

- Que tal começarmos treinando seus poderes relacionados a sangue? - Sentei-me na cadeira e peguei na mesa uma pequena adaga. Assim que a levantei, refletiu a luz das velas que ali estavam acesas, indicando o quanto estava afiada. - Quero que extraia um pouco de sangue de mim com um pequeno corte, e tenha uma de suas visões. Por favor, não me conte o que estiver vendo. Apenas se esforce para ver o máximo possível.

Estendi a mão para Jehanne, entregando a lâmina. Não era apenas um treino de suas habilidades. Sabia que naquele momento provocaria um embate interno nela. Tinha medo de seus poderes, queria mostrar que não deveria ser assim. Comentei mais baixo, ainda esperando que pegasse a adaga:

- Seus poderes com sangue é um dom, Jehanne, não uma maldição. Basta apenas saber usá-lo com sabedoria.

Sorri novamente. Minha expressão era de calma e confiança nela, esperando como reagiria a minha proposição.


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Re: [RP Fechada | 18+] Control Your Madness

Mensagem por Jehanne em Ter Nov 15, 2016 11:23 am


Titulo do Post

 

   Enquanto eu aguardava o Lorde vir se encontrar comigo naquele local eu o observava atentamente, estava com medo do que iria acontecer naquele dia, eu já havia estado muitas vezes em ambientes como aquele ao longo de minha vida, e todas as vezes se alternavam em circunstâncias semelhantes. Um calabouço significava para mim ter de ser espancada para usar meus poderes ou ser espancada por não usar meus poderes, estava muito desconfortável naquele ambiente mal iluminado e que me trazia péssimas recordações, queria sair dali o quanto antes.

Ouço o som de passos pelas escadarias vindo em direção à pesada porta, ouço ela ser empurrada e logo depois ouço-a ser fechada e o trinco ser travado, pelos deuses como aquilo era aterrorizante.

" Pensou que seria diferente por estar em outro lugar? Senhores são sempre iguais minha criança, já deveria ter aprendido isso passando por tudo o que passou. Eles sempre irão usar de sua ingenuidade para se beneficiarem, não pense ao contrário ou isso fará você sofrer ainda mais, ouça quem te quer bem, ouça a mim."

Depois de tantos anos ela se mostrava presente outra vez, mostrava que ainda estava ali e a par de tudo o que eu já havia vivido desde nosso primeiro "encontro". Eu temia o que poderia acontecer se ela voltasse a tomar o controle, estava com um forte temor de voltar a ficar presa naquela parte de minha consciência onde ela vivia, era sujo, escuro e banhado em todo sangue que já teve contato com meus lábios.

Volto meu olhar para Lorde Siefried e o vejo sorrir dizendo algo que eu não conseguira compreender, sorrio de volta afim de não ofende-lo por falta de modos, consigo compreender pouquíssimas palavras do que ela falava a seguir, a única que eu consegui entender foi o comando para que me levantasse, eu obedecia me pondo de pé e cruzando os dedos em frente ao meu corpo, um sinal claro do medo e ansiedade que sentia.

" Percebe isso meu amor? Não vê a claridade dos desejos dele? Olhe em seus olhos, leia a essência que brota em seu íntimo, ele pedira para que veja o futuro dele, todos querem saber o que o destino guarda. É algo inevitável dos homens o desejo de estar um passo á frente do destino, querem ir contra a lei dos deuses e se mostrarem superiores. Ele vai força-la a dizer o que quer saber, todos que te trouxeram à lugares como este o fizeram, não foi?"

O mais difícil naquilo tudo era que ela estava certa, eu havia dado um nome para ela, Veranne, ela era a adulta que assimilava tudo o que eu fazia questão de esquecer, o rancor, o ódio, o desejo de vingança por toda dor que eu passei era ela quem guardava, que cultivava estes sentimentos como um lindo jardim. Era por isso que eu me esforçava para tentar ser feliz o tempo inteiro, correndo, brincando e fazendo travessuras, era como secar o jardim que Veranne cultivava em minha mente, isso a irritava, fazia com ela perdesse parte de sua força, força essa que usaria para tomar o controle outra vez. Desde o encontro com o assassino Dennis eu nunca mais havia deixado brechas para ela voltar a mostrar sua face, sua maldade e perversões.

Estando em pé o vejo caminhar até uma mesa que estava ali, ao correr a vista sobre a mesa sinto um frio na barriga, frio este que me fez dar vários passos para trás até que uma das paredes me impede de afastar-me ainda mais, era uma mesa de calabouço como todas as outras que eu já havia visto, nunca mudava, nunca. Meus olhos se enchem de lágrimas e minhas esperanças de que aqueles Lordes seriam diferente dos outros, estava tão cansada de passar por aquilo, eu não aguenta mais o peso daquela maldição imposta a mim.

O Lorde se senta em uma cadeira que estava o lado da mesa apanhando uma adaga, a luz das velas refletia o seu fio extremamente afiado, poderia rasgar a carne com o mais suave dos toques, poderia dizer isso apenas olhando a arma eram todas iguais para mim. Meus olhos sempre vivos, brilhantes e repletos de alegria davam espaço para um olhar vazio, triste e sofrido, eu esperava que vivendo com aquelas pessoas eu nunca mais tivesse de passar por aquilo, estava decidida à nunca mais fazer aquilo outra vez, e não iria.

O ouço falar algo sobre o sangue e podia saber que queria ver o seu futuro, eu sorrio de forma fazia e sem expressões reais, apanho a adaga a observando e dou alguns passos para longe dele, lentamente deixo todas as lágrimas contidas escorrerem, me esforçava para manter um olhar de alegria, seria minha liberdade finalmente um misto de alegria e tristeza estava em meu âmago. A lâmina fria estava com seu fio tocando minha garganta, olhava para o Lord guardando sua imagem, pensava em Dennis imaginando como ele estaria, se estava bem, lembrava da visão que havia tido dele e como ele sofria. Torcia para que a visão estivesse errada e nada aquilo tivesse acontecido de fato, me lembrava de Susanne minha melhor amiga, uma pessoa maravilhosa que tanto cuidou de mim e fez dar tantas gargalhadas ao longo de nossa aventura.

Minhas mãos tremiam por medo e pelo choro, eu não queria mais ser um objeto para dizer o futuro, queria ter uma vida comum sem ter que ficar sendo obrigada a usar aquela maldita magia, por isso estava ali onde aquilo era proibido e visto como algo punível com a morte. Sim, a morte, seria minha punição por tudo o que já havia feito.

" Sua bastarda! Não faça isso! Não se atreva a nos matar!"

Veranne bradava com grande ódio e medo em sua voz, sentia ela lutando com todas as forças para assumir o controle, mas apesar de tudo o que eu sentia como o medo e a dor eu estava tranquila quanto minha decisão, a via como um alívio para todo sofrimento anterior e um livramento às dores futuras. Mantinha minha vista voltada para o Lorde Siefreid, dizia à ele.

- Não, não vou mais fazer isso. Eu não quero, não vou deixar me bater e me fazer usar esta maldição. Vocês acham que somente o futuro pode ser visto, eu vejo o passado, presente e futuro, vejo o que há dentro de vocês quem foram, o que são e o que serão. -

 Com aquela magia era fácil ler a essência dos homens, até as cortinas mais pesadas de sua existência podiam ser abertas com aquela maldição que para eles era um dom, não, não era um dom. Um dom traz coisas boas, te ajuda a ser alguém feliz e inunda sua existência com satisfações e alegrias, aquilo me forçava a ver as máscaras caírem e descobrir que atrás das mais lindas faces é onde residiam os mais horríveis demônios.

- Você não entende o que é ter que carregar isto, não é um dom!! Eu não quero mais ver, não quero conhecer a verdade por traz de suas farsas. -

Minha voz tremia com o pranto que me tomava, estava realmente abalada com tantas coisas que havia passado, com as costas contra a parede eu deixo meu corpo deslizar para baixo me sentando, soltava a arma e colocava ambas as mãos sobre meu rosto mostrando que não conseguiria agir naquele estado. Abaixo a cabeça enquanto recolhia minhas pernas me encolhendo, abraçava os joelhos e escondia minha face com a cabeça baixa.

 Estava certa que como os outros ele se sentiria ofendido com minha desobediência, como era de praxe já podia senti-lo puxar meus cabelos e me lançar para o outro lado daquela sala, poderia narrar toda a cena dos típicos espancamentos que já havia sofrido, com a lembrança meu corpo reagia com fortes tremores, a memória física era assustadora. Me mantinha ali aguardando o castigo por não querer mais fazer aquelas coisas, preferia a morte a ter que colocar sangue em minha boca outra vez, eu sabia que um homem culto como ele teria a capacidade de compreender tudo o que eu havia dito, Susanne havia me dito que os senhores como eles tinham grande conhecimento de outras línguas, apenas eu não podia entende-los da mesma forma.
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O olhar de Jehanne ao me ver refletia sua hesitação. Na verdade, percebia nela que havia medo. Entendia-a, afinal estava nos prendendo em um calabouço. Ao mesmo tempo que impedir o contato com as outras pessoas era positivo por suas habilidades serem proibidas, era negativo porque era um lugar um tanto quanto aterrorizante para qualquer um.

Quando falo, entretanto, sorri de volta, mas percebo que não havia compreendido nada que eu havia dito. Era esperado, afinal vinha de Essos. Deveria usar a língua dela para poder me comunicar com ela, para isso teria que esperar que falasse algo para eu poder saber como falar.

Após me sentar e estender a mão com a lâmina, vejo que estava chorando, se afastando de susto. Seus olhos estavam vazios e tristes. Mesmo assim abre um sorriso forçado para mim quando falo de sangue, o que comprova novamente que não entendeu o que falei, enquanto pegava a adaga. Provavelmente tinha entendido que queria que visse meu futuro e ponto final, que era egoísta como muitos outros.

Finalmente ouvi sua voz quando, afastada, tremendo e chorando, disse para mim:

- Não, não vou mais fazer isso. Eu não quero, não vou deixar me bater e me fazer usar esta maldição. Vocês acham que somente o futuro pode ser visto, eu vejo o passado, presente e futuro, vejo o que há dentro de vocês quem foram, o que são e o que serão. Você não entende o que é ter que carregar isto, não é um dom!! Eu não quero mais ver, não quero conhecer a verdade por traz de suas farsas.

Com as costas na parede, a vi deslizar para o chão, soltando a arma e abraçando seus joelhos, escondendo o rosto. Jehanne era muito mais traumatizada do que eu imaginara. Não sabia como haviam a tratado antes de chegar até a Casa Harclay, mas com certeza haviam destruído seu psicológico frágil. Me tocava vê-la assim. Tinha medido mal minhas ações, de modo que a havia assustado. Não a podia treinar como os soldados costumavam ser treinados.

Levantei-me da cadeira e caminhei em sua direção, sabendo que isso faria-a se assustar ainda mais. Provavelmente esperava uma reprimenda vinda de mim. Queria mostrar que eu era diferente. Me sentei ao seu lado, apoiando as costas na parede e falando, agora no idioma que ela me compreenderia:

- Jehanne, você não entendeu o que eu quis dizer, não é mesmo? - Esperei a afirmação. - Eu não te vejo como uma forma de ver meu futuro. O que eu pedi segundos atrás foi para pegar meu sangue para ter uma visão, sim, mas pedi que não me contasse nada. O único propósito é você melhore seu controle sobre seus poderes... e possa ter certeza, vendo coisas que nem eu mesmo sei sobre mim, que eu quero seu bem.

Abri um sorriso benévolo, levando uma mão ao seu rosto e limpando suas lágrimas com carinho. Logo em seguida afaguei seus cabelos onde os fios eram azuis, olhando com calma em seus olhos. A infantilidade cobria uma pessoa absolutamente destruída por dentro.

- Eu e Lady Anastasya queremos seu bem, Jehanne... Queremos que seja feliz conosco. Que saiba ter controle sobre seus poderes, para que possa usá-los somente quando você quiser. Nunca, jamais, te obrigaremos a nada. - O sorriso se estendeu quando abri meus braços, convidando-a para me abraçar enquanto falava: - Por favor, confia em mim. Vou te ajudar a superar seus medos e ser verdadeiramente feliz.

Esperei como reagiria ao que fiz. Esperava acalmá-la um pouco, mas já estava provado que não conhecia-a tão bem quanto eu esperava, logo alguma reação imprevisível poderia acontecer.

Habilidade Treinada:
+ Argumentação


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Re: [RP Fechada | 18+] Control Your Madness

Mensagem por Jehanne em Ter Nov 15, 2016 3:34 pm


Titulo do Post

 

   A dor somada à angústia era tão grande naquele momento, eu mal podia ouvir meus pensamentos por estarem tão confusos e perturbados, me assusto quando o Lord se aproxima me encolhendo ainda mais apenas aguardando as típicas ofensas e agressões. Fui pega desprevenida ao finalmente conseguir o compreender, ele realmente compreendia meu idioma e agora conversava comigo em minha língua.

Eu realmente não havia compreendido nada do que ele tinha dito em sua língua nativa, mas pude entender agora que ele usava do mesmo idioma que eu, ele tentava me fazer ter visões apenas para aprender a controlar meus poderes, mas não era apenas esta a dificuldade que eu tinha em relação aos meus poderes. Sinto sua mão secar minhas lágrimas e depois afagar meus cabelos, nenhum de meus senhores jamais havia feito isto, só me tocavam quando era para apertar meu braço e me arrastar para o calabouço e me fazerem ver seus futuros.

Ouço-o dizer que ele e sua esposa Lady Anastasya jamais iriam me forçar a nada ali e que queriam meu bem apenas, de certa forma eu via verdade em suas palavras e gostava da ideia de ter que usar os poderes quando eu achasse necessário, isso significava que eu jamais os usaria sem que fosse algo muito importante, como quando Susanne me pedira para viajar com ela. Era uma decisão difícil abandonar Lord Bryorth e me aventurar com uma pessoa recém conhecida, mas o carinho e gentileza daquela mulher me fizeram confiar nela e me arriscar ao seu lado.

Sentia a mesma doçura e gentileza na voz de Lorde Siefried, o vejo sorrir e abrir os braços para um abraço, novas lágrimas rolam por meu rosto desta vez simbolizando esperança, fé em um dia poder conter todas as dores que me afligiam durante tanto tempo. Sei que esquece-las seria algo muito difícil de acontecer, mas eu acreditava que estando em um local totalmente diferente de onde eu vivia, com pessoas que pareciam tentar me ajudar e não me usar, acreditava que ao longo dos anos eu conseguiria virar a página e ter uma vida normal.

Me lanço nos braços de meu novo senhor escondendo meu rosto em seu pescoço por alguns instantes, tentava por um sorriso em minha face mais uma vez enquanto secava minhas lágrimas.

- Eu confiarei em Milorde e M'Lady, só peço para terem paciência e confiarem em mim também.-  

Lentamente apanho a adaga do chão me levantando, vejo ele se levantar enquanto eu ia até a cadeira que estava ao lado da mesa indicando para ele se sentar. Assim que ele o faz eu apanho sua mão esquerda, estava com as mãos trêmulas como sempre, parecia que uma vez mais eu estava sob pressão. Estava tão habituada à fazer aquilo sob ameaças de morte, sob socos e pontapés que o simples fato de estar em um calabouço e o suficiente para me deixar apavorada.

- Posso buscar algo no futuro para o senhor Milorde, se quiser ter uma resposta para alguma coisa específica, uma visão sob algo específico é mais difícil do que uma simples visão do futuro. -

Tentava deixar clara a diferença entre uma visão sem objetivo e uma visão sobre algo específico, aquilo exigia muito mais concentração e habilidade de uma Maegi, então seria proveitoso se ele desse um objetivo mesmo que simples, como saber qual seria o banquete para o jantar. Aguardava as ordens do senhor enquanto o olhava diretamente nos olhos com um olhar meigo e confiante, acompanhado de um sorriso, o primeiro que Jehanne dava ao ter de fazer uma leitura do futuro.
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Vê-la se encolher daquele jeito era de quebrar o coração. Podia imaginar quantas vezes já a haviam forçado a ter as visões, ou outras coisas mais obscuras. Mas quando me sentei ao meu lado e falei em seu idioma, percebei-a surpresa e se acalmando um pouco conforme eu falava. Quando abri meus braços enquanto sorria, chamando-a para me abraçar, senti seu olhar com felicidade. Novamente chorava, mas dessa vez esperançosa. Assim que se lançou em meus braços a abracei contra mim, deixando-a esconder o rosto em meu pescoço e ficar ali quanto tempo quisesse. Fechei os olhos, ainda afagando seus cabelos. Ouvi-a falar:

- Eu confiarei em Milorde e M'Lady, só peço para terem paciência e confiarem em mim também.

Deixo-a sair de meu abraço e levantar-se, percebendo que pegou a adaga. Estava decidida a dar-me uma chance. Não podia perder essa oportunidade. Me levantei, vendo-a indicar para que eu sentasse. O fiz, indicando o quanto confiava nela, permitindo que pegasse minha mão esquerda. Suas mãos estavam trêmulas. O medo provavelmente aflorava novamente em seu interior. Ouvi-a falar:

- Posso buscar algo no futuro para o senhor Milorde, se quiser ter uma resposta para alguma coisa específica, uma visão sob algo específico é mais difícil do que uma simples visão do futuro.

Assenti, pensando. Se era mais difícil, provavelmente requereria mais sangue também. Mas estava disposto a que me fizesse sangrar para evoluir sua habilidade. Percebi seu olhar diretamente no meu. Sentia nela o quanto estava confiante. Sempre meiga, sorria para mim, mostrando que se sentia pronta para tentar. Como queria forçá-la a seu limite, o objetivo que pensei tinha uma distância temporal considerável, além de ser um bocado específico:

- Tome como objetivo ver que roupa estarei usando quando estiver treinando com você daqui a um ano. Veja o máximo de detalhes que conseguir, para se forçar a melhorar suas visões.

Havia mais de um motivo naquela ideia, além do que eu dissera a ela. Vendo nossos treinos futuros, perceberia algumas coisas. Veria o quanto estaríamos acostumados aos treinos. Também veria, através do meu ponto de vista, o quanto tinha mais controle sobre si mesma, e como estaria mais feliz. Dependendo de quanto tempo ficasse na visão, também perceberia que sua segunda personalidade alternava com a atual sem nenhum trauma.

Pelo menos era esse o meu objetivo com os treinos. Deixá-la poderosa, mas também sob controle de seu psicológico e feliz. O que poderia vir a acontecer poderia ser algo completamente diferente, inesperado para mim. Reforcei, antes que começasse:

- Quero que não me conte nada do que você vir. Não quero que meus atos sejam influenciados por saber o que acontecerá no futuro.

Se eu tivesse a confirmação de que meus objetivos teriam sido alcançados, acabaria relaxando nos treinos sem perceber. Sendo assim, preferia não saber, para que pudesse sempre dar o máximo de mim em todos os exercícios que fizesse com Jehanne. Sorri, mostrando o quanto estava tranquilo e confiante. Sentia um pouco de medo lá no fundo do corte, mas isso era natural do humano. Seria ferido, ninguém gostaria disso. Mas suprimia isso pensando nos benefícios que traria. Abri bem minha mão, falando finalmente:

- Pode começar. - Permitiria que fizesse o que quisesse. Não conhecia muito bem os rituais das maegis. Não sabia se preferia sentar-se sobre mim para se concentrar na visão, ou se era melhor sair andando pela sala berrando ou algo do gênero. Magia de sangue era algo obscuro, não sabia como Jehanne se portaria a seguir.


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Re: [RP Fechada | 18+] Control Your Madness

Mensagem por Jehanne em Ter Nov 15, 2016 7:50 pm


Titulo do Post

 

   As especificações do Lorde haviam sido bem claras, eu deveria ver que roupas ele estaria vestindo em um treinamento dali a um ano, era algo muito difícil de se conseguir ter em uma visão, eu raramente conseguia ter tais detalhes  em minhas visões. Ele pedia para que eu me atentasse ao máximo de detalhes possíveis, porém nada queria saber ao seus respeito ou dos treinos, sorri concordando não diria nada que fosse considerado importante com essa relação.

Percebo-o estender a mão e preparar-se para o corte, sorrio largamente para ele negando com a cabeça.

- Estará comigo, verei através de mim. -

A ideia era levar minhas habilidades ao seu limite máximo em treinamentos, eu iria buscar as informações através de meu futuro, minha intenção era não feri-lo por sentir que ele temia ser ferido pela lâmina, uma reação natural de nossos instintos. Eu não iria ferir quem me ajudava, então passo a lâmina em minha palma fazendo um corte razoavelmente profundo, sem demora o sangue começa a escorrer por minha palma descendo por meu pulso. Minha mão tremia de forma incontrolável, minhas pupilas dilatavam ao terem a imagem do sangue escorrendo, aquilo sempre acabava assustando-me. Respiro fundo várias vezes buscando coragem, eu não estava sendo forçada a nada, eu estava fazendo aquilo para me tornar mais forte e poder ajudar aos meus senhores sempre que precisassem de mim.

Passo a língua pelo ferimento e logo bebo de alguns goles do meu próprio sangue, sinto uma forte pressão em minha cabeça que me faz largar a adaga subitamente quando tento levar minha visão dali um ano, uma gigantesca e densa massa de informações cai sobre minha mente. Busco a visão indicada por Lorde Siefried.

- Dentro de um ano, dentro de um ano, dentro de um ano, detalhes. -

Era o que eu dizia tentando gravar isto em minha mente, meu objetivo dentro daquelas visões, lentamente sinto as reações típicas de quando estava tendo sucesso, minha mente se perde ficando mais leve e com um tom esbranquiçado, era como um longínquo horizonte branco, as formas começam a surgir, as paredes começam a tomar forma e cor.  O calabouço começava a se formar lentamente, eu via as paredes limosas, as velas estavam acesas porém quase em 1/4 apenas, a cera descia lentamente até tocar a base de metal do castiçais. O cheiro do ambiente era o mesmo, um ar denso e cheirando a mofo, ao longe podia ouvir uma forte ventania e sentir o clima gelado que fazia minha pele arrepiar, estava tendo uma forte tempestade.

Fora de minha visão meu corpo tremia com o frio que sentia, de minha boca pequenas fumaças saiam enquanto eu dizia:

- Estamos no calabouço, Lord Seifried usa uma camisa verde e comprida, está levemente desgastada pelo tempo que a tem, era uma bela camisa, será bem útil com o que estaria por vir meses depois. -

Ainda era difícil distinguir o passado do futuro, algumas coisas se intercalavam e como estava acostumada apenas a narrar o que vinha a minha mente era uma árdua tarefa separar cada imagem. Sentia leve dor de cabeça e um pequeno desgaste físico que me fazia ofegar levemente, mas tentaria seguir com o treinamento.

- A gola da camisa de Milorde apresentava um rasgo que sempre o incomodava, havia pedido algumas vezes para que ela costurasse mas ela se negava por não saber costurar, algumas vezes o Lorde desconfiava que isto era mentira, mas um dia descobriria que ela realmente não o sabe. Não direi a razão, mas descobrirá por si só.-

Esta era uma das coisas que deveria manter em oculto, se eu contasse o que havia visto provavelmente M'Lady ficaria brava comigo e me castigaria, sendo assim eu dou sequência à minha visão e continuo a contar para Lorde Siefried o que via.

- Milorde estará usando uma calça muito bela, não a tem ainda, é detalhada com belas costuras formando um par de machados cruzados nas laterais da coxa, isso representa a imponência de meu senhor com sua arma favorita. Um grande e vistoso manto de mamute estará sobre os largos ombros de meu mestre, será conquistado com minha dificuldade mas trará também grande satisfação. -

Podia ver todos os envolvidos na tal batalha, sentia leve tremor ao ter toda a cena em minha mente acontecendo como em tempo real, eu podia me ver, precisava me conter, não dizer o que aconteceria. Mas quando me dou conta, eu não conseguia mais me conter.

- A conquista, eu vejo Milorde e Lady Anastasya lutando contra homens estranhos, parecem não ter o comportamento de pessoas normais, lutam de modo impulsivo e com muita fúria em seus movimentos. Eles estão por toda a extensão das terras de Milorde e M'Lady, porém, vejo a serenidade na face de meu senhor e minha senhora, um plano bem elaborado consegue dar o controle da situação para meus amos. Espere...-

Algo me surpreende fazendo falar algo que nem mesmo eu conseguia acreditar.

- Eu estou nesta batalha, parece que;pelos deuses é ela. Ela me vê, está vindo até mim, é ela tenho certeza, não eu, mas, ela toca meus cabelos, estou com medo Milorde. -

Minha visão revelava algo claro e que eu julgava impossível acontecer por mais que já tivesse ouvido sobre o assunto, muitas vezes quando uma portadora de magia alcançava um grau de poder muito elevado, ela podia ver os ecos de seu passado visitando o futuro, no caso seria seu presente interagindo com o passado. Naquela ocasião meu futuro estava me vendo e vindo até mim, ela havia me percebido, era Veranne quem tinha o controle de meu corpo, ela havia me percebido e conversava comigo de um modo amigável, afável e doce. Percebia nítida mudança nela com relação ao que já conhecia, parecia que ela me via como uma verdadeira amiga.

- Nesta batalha, minha outra parte é quem assume o controle, ela não mostra mais os traços de ódio e maldade dentro de si, ela está tão poderosa que é impossível de acreditar. Ela vem até mim, está sorrindo e me abraçando, diz que me ame e pede desculpas. Eu.. -

Sentia um forte tremor em meu corpo subitamente e desabava de joelhos no chão, minha mente se apagava por alguns instantes e logo eu retomava a consciência, meu corpo estava mole e fadigado, eu arfava pesadamente, havia ido além do que podia desobedecendo os diversos alertas que havia sentido, porém, não havia dito nada ao Lorde Seifried com pedo dele encerrar os treinos. Minha cabeça estava doendo de uma forma alucinante, minhas mãos tremiam compulsivamente enquanto meu tempo de respiração era acelerado como se tivesse corrido por vários dias afinco.

Sinto que estava entre os braços de Milorde, olho para ela sorrindo com doçura e com muita alegria, porém, me lembro de que o havia desobedecido e contado muitas coisas relevantes, desfaço aquelas feições preocupada, tinha medo de levar uma represália dele, mas ainda assim nutria grande felicidade por ter ido além de tudo o que já tinha conseguido. Guardando cada detalhe de minha experiência eu sorria discretamente por estar muito feliz, deixava escapar baixos risinhos por ter tido certo sucesso naquela ocasião, estava completamente exausta, então caio no sono sentindo minha cabeça tocar o peito de meu senhor.

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Re: [RP Fechada | 18+] Control Your Madness

Mensagem por Drowned God em Qua Nov 16, 2016 6:55 pm



Avaliação de treino de habilidade

siefried harclay

O treino foi bem executado, tendo todo o enredo focado no treino direto da habilidade. Alguns pequenos erros que não causaram grandes descontos, no mais parabéns!

Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (9/10)

Total (99/100)


+ 18% de experiência pelo atributo de inteligência com 7 pontos
+ 10% de experiência por ter a habilidade no nível 0

Recompensas
+ 126 pontos de experiência em Argumentação
Avaliação de treino de habilidade

Jehanne

Foi um excelente treino, principalmente na parte ortográfica. Acredito que forçar uma visão dentro de um ritual envolve bastante a habilidade treinada e a forma como você colocou tudo que a personagem sentia foi muito boa, parabéns!


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 30% de experiência pelo atributo de inteligência com 10 pontos
- 25% de experiência por ter a habilidade no nível 5
+ 7% Graças ao Dote Inicial

Recompensas
+ 112 pontos de experiência em Magia e Oculto
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Vejo-a sorrir largamente para mim quando estendo minha mão, mas negar com a cabeça. Não entendi, até que disse:

- Estará comigo, verei através de mim.

Entendi então o que queria dizer. Assenti, concordando, voltando a apoiar a mão na cadeira. Sua palma da mão se abre, a lâmina tremia um pouco em sua mão, mas percebia-a dominar seu medo. Gostava de perceber que conseguia aos poucos ajudá-la com isso.

Apesar de não ser em minha mão, ver o corte razoavelmente profundo sendo feito faz eu sentir uma dor fantasma em minha mão. Percebo sua reação negativa, respirando mais pesado, as mãos tremendo ainda mais, fazendo respingar um pouco do líquido rubro no chão. Por alguns instantes que provavelmente pareciam uma eternidade para ela, foi assim que ficou.

Até que a vi, um pouco mais confiante, levar a língua ao ferimento e ingerir em goles seu próprio sangue. Sinto meu estômago embrulhar com aquela visão, um gosto metálico preenchendo minha boca ao imaginar. Já havia sentido o gosto de meu líquido vital, mas involuntariamente, por causa de um soco ou outro mal medidos em treinos. Beber voluntariamente me era repulsivo. Jehanne tinha muito mais coragem do que achava que tinha.

- Dentro de um ano, dentro de um ano, dentro de um ano, detalhes...

A ouvi murmurar, se concentrando. Até que de repente vi seu corpo amolecer. Em um reflexo rápido, percebendo que acabaria desabando no chão, me levantei e a segurei em meu colo. Voltei a sentar na cadeira, mantendo-a sobre minhas pernas. Sua mão ainda sangrava, manchando seu vestido naquele tom rubro.

A visão que tinha dela naquele momento explicava o motivo de maegis e sua magia serem proibidas. Jehanne estava completamente diferente. Olhava vidrada para cima, suas íris haviam tomado uma cor diferente da comum. Via seus lábios cobertos pelo sangue, alguns filetes escorrendo pelo seu rosto alvo e macio. Mesmo sentindo um pouco de aversão ao que via, sentia-me ligado aquela menina em corpo de mulher. A acolhi em meu colo, ignorando o sangue manchando minhas vestes. Ouço-a começar a falar:

- Estamos no calabouço, Lord Seifried usa uma camisa verde e comprida, está levemente desgastada pelo tempo que a tem, era uma bela camisa, será bem útil com o que estaria por vir meses depois.

Havia pedido que não me contasse nada. Mas percebia que naquele momento não tinha nenhum tipo de controle sobre o que seu corpo fazia. Sendo assim, percebi que não poderia deixar aquele corte aberto, pois demoraria para que estivesse em condições de fechá-lo. Eu não tinha experiência com medicina, sabia apenas fazer curativos simples que podiam ser feitos em batalha para, por exemplo, estancar sangramentos para posteriormente um meistre tratar adequadamente. Naquele momento, aquilo me seria útil. Ouvi sua voz voltar a entoar:

- A gola da camisa de Milorde apresentava um rasgo que sempre o incomodava, havia pedido algumas vezes para que ela costurasse mas ela se negava por não saber costurar, algumas vezes o Lorde desconfiava que isto era mentira, mas um dia descobriria que ela realmente não o sabe. Não direi a razão, mas descobrirá por si só.

Não evitei sorrir ao ouvir o que disse. Estava vendo um detalhe bastante peculiar do que seria minha roupa naquela época. Anastasya não sabia bordar, isso era um fato, embora não soubesse de fato o motivo. O mínimo de controle sobre o que dizia existia ali, o que era importante.

Enquanto não retomou a narrativa, peguei a adaga que deixou cair no chão, sem retirá-la de meu colo. Limpei-a no braço de minha roupa, novamente ignorando que acabaria manchando. Essa minha roupa se tornaria a roupa comum para treinos com ela, de modo que não me importaria se mantivesse esse tipo de detalhe. Assim que terminei de limpar, preparei-me para começar a cura, mas ouvi-a voltar a enunciar:

- Milorde estará usando uma calça muito bela, não a tem ainda, é detalhada com belas costuras formando um par de machados cruzados nas laterais da coxa, isso representa a imponência de meu senhor com sua arma favorita. Um grande e vistoso manto de mamute estará sobre os largos ombros de meu mestre, será conquistado com minha dificuldade mas trará também grande satisfação.

Estava começando a perder seu controle de uma forma mais grave. Falar do manto daquela forma indicava que em algum momento derrotaria um mamute de alguma forma, ou faria algum favor difícil a alguma Casa e receberia como prêmio. Decidi ignorar, levando a lâmina afiada até sua saia, cortando aproximadamente quatro dedos de tecido. Devia ser o suficiente. Cortei um pedaço pequeno da tira comprida, dobrei até ter o tamanho da palma dela e pressionei-o contra o corte. A ideia naquele momento era estancar o sangramento de modo que pudesse realizar o curativo depois.

O que falou em seguida mostrou seu completo descontrole. Era definitivamente algo que eu queria evitar saber:

- A conquista, eu vejo Milorde e Lady Anastasya lutando contra homens estranhos, parecem não ter o comportamento de pessoas normais, lutam de modo impulsivo e com muita fúria em seus movimentos. Eles estão por toda a extensão das terras de Milorde e M'Lady, porém, vejo a serenidade na face de meu senhor e minha senhora, um plano bem elaborado consegue dar o controle da situação para meus amos. Espere...

Sabia que homens estranhos eram esses. Selvagens que frequentemente invadiam nossas terras. Se dothrakis eram ameaças em Essos, os selvagens o eram em Westeros, especialmente ao Norte. Saber que conseguiria derrotar eles tranquilamente era algo que eu preferia não ter conhecimento, pois acabaria inconscientemente me fazendo entrar "de salto" na batalha.

Após sentir o pedaço de pano parar de ficar mais vermelho, joguei-o para o chão, descartando-o. Rapidamente levei o restante da tira até sua mão, começando a enrolar no sentido horário. Algumas das voltas passavam por trás de seu polegar e outras pela frente, de modo que ficaria bem firme e não ficaria escapando a cada movimento que fizesse com a mão. Imediatamente notei o tecido ficando enrubescendo com seu sangue, mas bem menos do que o primeiro, até porque agora dava várias voltas, havendo mais faixas para conter. Terminei de enrolar, testando para ver se estava bem firme, sorrindo com o resultado. Voltei a acolhê-la em meu colo, deixando a mão descansar em seu colo junto com a outra.

- Eu estou nesta batalha, parece que;pelos deuses é ela. Ela me vê, está vindo até mim, é ela tenho certeza, não eu, mas, ela toca meus cabelos, estou com medo Milorde.

Fico confuso com o que diz. De quem estava falando? Por causa da última frase, levei novamente a mão aos seus cabelos, afagando para tentar acalmá-la. Provavelmente não sentia isso, mas estava se tornando instintivo tentar protegê-la. Ouço-a esclarecer:

- Nesta batalha, minha outra parte é quem assume o controle, ela não mostra mais os traços de ódio e maldade dentro de si, ela está tão poderosa que é impossível de acreditar. Ela vem até mim, está sorrindo e me abraçando, diz que me ame e pede desculpas. Eu..

Sinto-a tremer fortemente em meu colo, desabando. Nesses instantes, refleti sobre o que ouvi. Jehanne então tinha uma segunda personalidade, ou algo do tipo. Pela forma como falava, atualmente era uma com ódio e maldade. Soube naquele momento que inevitavelmente acabaria conhecendo-a, afinal de contas nos treinamentos estaria provocando seus limites.

Estava arfando pesadamente agora, ainda mais mole do que antes. Suas mãos tremiam ainda mais que antes, agradeci aos deuses por já ter terminado o curativo, seria impossível fazê-lo nesse momento. Seus olhos param de estar vidrados, se focando em meu rosto. Olho de volta, vendo seu sorriso doce e alegre, embora tivesse alguma ressalva. Provavelmente se culpava por ter falado em voz alta tudo o que via. Ainda assim esbanjava felicidade, ouvia risinhos baixos escapando de seus lábios.

Antes que eu pudesse elogiar quão bem fora, e desculpá-la por perder o controle de sua fala, sinto-a cair no sono em meu colo. Sua cabeça recosta em meu peito, seu ouvido justamente sobre meu coração. Deixei que um sorriso um pouco bobo surgisse em meu rosto.

Embora fosse uma maegi, ainda houvesse sangue em seus lábios, arredores da boca e em nossas roupas, e tivesse acabado de presenciá-la tomar de seu próprio líquido para fazer sua proibida magia de sangue, minha ligação com Jehanne era forte. Embalei-a em seu sono, mantendo-a em meu colo. Mantinha seu ouvido em meu peito, para que minhas batidas cardíacas a acalmassem, juntamente com o afago em seus cabelos e rosto. Esperava sem pressa pelo momento em que acordaria.

Habilidade Treinada:
+ Medicina e Cura (embora não seja o foco principal do post, é uma parte importante e que fiz questão de narrar em detalhes para poder configurar um treino)

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Re: [RP Fechada | 18+] Control Your Madness

Mensagem por Jehanne em Sab Nov 19, 2016 4:09 am


Titulo do Post

 

    Meu corpo estava sobre o de Lorde Siefried enquanto eu me via em profundo sono, no entanto, sinto que algo está errado ao dar-me conta do cheiro metálico e envelhecido que tomava conta do ambiente. O solo parecia úmido e viscoso quando em contato com minha pele, abro os olhos ao sentir gostas espessas e mornas de algum fluído tocarem minha face rosada, abro meus olhos e me assusto com aquele lugar. O ambiente escuro e tenebroso me faz tremer sem ter qualquer tipo de reação, estava naquela parte de minha consciência onde vivia meu outro lado de personalidade, era ali onde Veranne mantinha-se cativa.

 Se eu estava presa ali, ela estaria no controle de minhas falas e ações do lado de fora, era ela deitada simulando estar desmaiada e fragilizada. Eu não a enfrentaria e nem mesmo mostraria estar em pânico, o futuro havia revelado que nós teríamos uma trégua e que entre nós seria formado um elo de amor e compreensão. Por este motivo apenas deixei que ela agisse livremente.

- Ora, a minha menininha está calma. Gostou do que viu não foi? - Um sorriso malicioso surge na face dela, ela permanecia abraçada ao Lorde e gemia como se sentisse prazer em estar em contato com um homem.

- Sabia que minha garotinha jamais tivera um homem em seu íntimo, Lorde Siefried?-

Sinto ela levar minha mão até entres as pernas do Lorde tocando suas intimidades, eu tentava me manter neutra quanto aquilo fechando os olhos, mesmo assim eu tinha consciência das intenções dela e o que aquilo tudo despertava em seu íntimo. Percebia as reações de meu corpo quando ela sorria deixando sua imaginação fluir como o sopro do vento, estando em sua mente eu podia ter clara percepção do que ela imaginava, ela era um mulher adulta e com seus desejos carnais. Ela tinha vontade de usufruir de tudo o que eu jamais havia feito, os pecados da carne habitavam em sua mente sem deixar espaço para quaisquer outros pensamentos.

Sua respiração era lenta e pesada com uma voz mais provocativa, sussurrada e melodiosa como de uma mulher se entregando as delícias de um prazer carnal.

- Consegue imaginar como é estar presa por tanto tempo Milorde? Sem poder desfrutar de uma noite ardente, sem ter os prazeres que a vida e os deuses nos permitiram? Toda mulher tem suas vontades, o desejo inquietante de ter um homem entre suas pernas. -

Ela puxa o ar soltando um alto gemido enquanto levava uma das mãos do lorde aos meus seios, dentro de sua mente eu gritava para que ela não fizesse isso, não queria ser tocada por ninguém. O gesto dela e o sorriso malicioso em sua face me causavam grande repulsa e revolta, ela se abusava de sua liberdade para testar a minha passividade quanto à isso. Me faço calar e tento resistir às alfinetadas que ela tentava me dar, enquanto isso ela descia a mão de Siefried por minha barriga afastando lentamente as pernas, minha vontade era de chorar, então lágrimas rolam pela face dela enquanto ela começa a rir soltando a mão do homem e pondo-se de pé.

- É uma brincadeira minha querida, não precisa chorar minha bela criança. -

Ela sorria de forma satisfeita enquanto passava a mão pela face secando a lágrima e levando os dedos umedecidos até os lábios, ela havia me abalado por alguns instantes e se sentia bem ao saber disso.

- Jamais farei algo o qual não concorde, e protegerei você para que ninguém a force. -

 Veranne olhava atentamente para o Lorde com um sorriso malicioso em seus lábios, o olhar dela penetrava seus olhos quase que o lendo em suas imaginações mais profundas. Ela sabia que até mesmo o mais leal dos homens colocava-se em dúvida com uma mulher se facilitando, podia sentir o desejo do proibido, do pecaminoso e libidinoso em meus poros quando ela fitava o homem sentado a sua frente. Ela era um mulher com desejos, sentia meu corpo arder nas regiões intimas enquanto ela permitia sua imaginação criar as mais proibidas cenas, mordendo os lábios com provocantes gemidos ela levava sua mão à um passeio por todo seu corpo, e parava lentamente quando se aproximava da intimidade.

- Como seria bom não ter uma criança assistindo tudo isso, queria poder saciar este desejo contido por tantas décadas, sortudo o homem que compartilhasse de tal momento comigo. -

Ela sorria caminhando para perto de uma das paredes movendo seu quadril em movimentos provocativos, estava de costas para ele enquanto colocava as mãos nas paredes e erguia os quadris puxando lentamente o vestido, pouco a pouco ela deixava as pernas serem expostas até quase a região rósea estar a vista. Eu tentava não brigar com ela, evitar que um grande conflito surgisse ali enquanto Lorde Siefried estivesse ali e ela sabia disto, por esta razão ela o provocava tanto afim de me constranger.

- Estou realmente impressionada como sua aluna está resistindo à isso tudo, ela é tão meiga não acha? Está suportando esta humilhação achando que seremos amiguinhas no futuro, acredita que sua visão se realizará.-

  Ela ria em forma de um deboche enquanto rasgava a frente de meu vestido, um dos seios ficava parcialmente à vista mostrando apenas seu contorno. Ela abaixava o vestido cobrindo as pernas, retomando a postura ereta ela se virava de frente para Siefried sorrindo passando as pontas dos dedos sobre o seio direito, as singelas curvas mostravam-se delicadas e bem delineadas ao serem tocadas pela claridade das velas.

- O que será que sua Lady diria ao saber que seu marido tentara abusar de sua doce protegida? -

Ela ria baixo tentando descobrir a reação do homem diante de um blefe, haviam marcas de sangue na roupa de ambos, uma mão das mãos de Veranne machuca por um corte, ela solta os nós do curativo e com os tecidos limpa a boca ensanguentada. Aumentando um pouco o rasgo do vestido até o abdômen ela sorri, tentava mostrar que fala sério em o acusar, mas somente nós duas sabíamos que era um blefe para testa-lo, ela ainda não confiava nele apesar de eu confiar.

Habilidade Treinada:
- Sedução -


Obs: A RP será alterada para +18, Siefried irá fazer as devidas edições no tópico.
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Avaliação de treino de habilidade

siefried harclay

O treino não foi complexo, o que é esperado devido à falta de habilidade. No entanto, foi explicado nos mínimos detalhes, o que muito satisfaz o nível de conteúdo necessário para configurar treino. Algo que me incomodou, no segundo e terceiro parágrafos, foi a repetição excessiva da palavra "mão". Tome cuidado com esses deslizes, sim?

Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (9/10)

Total (99/100)


+ 18% de experiência pelo atributo de inteligência com 7 pontos
+ 10% de experiência por ter a habilidade no nível 0

Recompensas
+ 126 pontos de experiência em Argumentação
Avaliação de treino de habilidade

Jehanne

Melanie Martinez, minha paixão. Olá, Jehanne! Notei alguns erros de falta de atenção, como "gostas" no lugar de "gotas", além de alguns errinhos de acentuação, com a crase sendo colocada antes do pronome demonstrativo "isso". No mais, UAU. Sua narrativa é surpreendente e nos deixa presos à dualidade entre Jehanne e Veranne. O treino foi muito bem colocado e só posso parabenizá-la e pedir que, por favor, escreva mais! Tag, you're it.

Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (8/10)

Total (98/100)


+ 30% de experiência pelo atributo de inteligência com 10 pontos
- 10% de experiência por ter a habilidade no nível 3

Recompensas
+ 117 pontos de experiência em Sedução
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Continuava afagando seus cabelos, acariciando também seu rosto. Embora fosse mais velha do que eu, sua atitude de criança tornava natural para mim cuidar dela dessa forma. Estava pensando no que ela dissera em relação a existir uma outra faceta dela, malvada e com ódio no coração. Me perguntava se em algum momento a conheceria durante nossos treinos.

A resposta veio sem nenhum tipo de aviso. Sinto-a se movimentar de leve, acordando, e comentar:

- Ora, a minha menininha está calma. Gostou do que viu não foi? - Tiro a mão de seus cabelo, olhando para sua expressão. Me surpreendendo ao encontrar ali malícia. De seus lábios saíam gemidos baixos, o que também me perturbava. Naquele momento ainda não estava associando que quem estava em meu colo agora era a outra Jehanne. - Sabia que minha garotinha jamais tivera um homem em seu íntimo, Lorde Siefried?

Acreditei no que ouvia. Com atitudes infantis daquela forma, com certeza jamais tivera um momento caloroso com algum homem. Pensando nisso, entretanto, não percebi o que sua mão fazia. Soltei um gemido relativamente alto ao sentir sua mão quente tocar meu membro, que enrijece ao toque. Não havia possibilidade de que isso não acontecesse, fora surpreendente demais. O sorriso malicioso dela se alargou, percebendo o sucesso no que tinha feito. A respiração era pesada, a voz sensual transbordando desejo:

- Consegue imaginar como é estar presa por tanto tempo Milorde? Sem poder desfrutar de uma noite ardente, sem ter os prazeres que a vida e os deuses nos permitiram? Toda mulher tem suas vontades, o desejo inquietante de ter um homem entre suas pernas.

Novamente o distraiu. Antes que pudesse evitar, sentiu os seios de Jehanne em sua mão, sendo obrigado a apalpar ali, ouvindo seu gemido alto em resposta. Sinto-a então descer a mão por sua barriga, abrindo lentamente suas pernas. Estava anestesiado demais pela surpresa para conseguir impedir.

Até que vi lágrimas surgirem nos olhos dela, enquanto ria e se punha em pé, se afastando. Me lembrei dela me contando sobre sua outra parte. Tudo o que fazia era para provocar sua feição ingênua.

- É uma brincadeira minha querida, não precisa chorar minha bela criança. - Respondia a outra, limpando as lágrimas e levando os dedos aos lábios. - Jamais farei algo o qual não concorde, e protegerei você para que ninguém a force.

Busquei seu olhar, procurando tentar entender melhor como as duas interagiam. Em resposta, recebi um olhar de pura malícia e penetrante. Percebe-a percorrer o corpo com uma das mãos, ouvindo os gemidos que emitia enquanto mordia os lábios. Tentava me provocar ainda mais. Mas naquele momento já estava com o controle em minhas ações e pensamentos. Percebo-a direcionar a mão até sua intimidade.

- Como seria bom não ter uma criança assistindo tudo isso, queria poder saciar este desejo contido por tantas décadas, sortudo o homem que compartilhasse de tal momento comigo.

Estava consciente o suficiente para impedir a todo custo que esse homem fosse ele. Jamais transaria com uma mulher que não fosse Anastasya, ainda mais desvirginando como essa queria. Ao pensar em minha esposa, entretanto, lembrei-me da conversa que tive com ela antes de descer aos calabouços. No final, dissera:

"Não meça esforços para ajudar Jehanne, Sief. Ela é uma criança em corpo de adulta, é severamente debilitada tanto fisicamente quanto psicologicamente. Ela precisa de ajuda. Sendo assim, faça o que for necessário, meu amor. O que for preciso."

Suspirei. Com certeza não previra que aconteceria algo desse tipo, mas não duvidava que tinha intuído algo. A intuição da Lady Harclay era excelente. Jamais lidaria com a faceta maliciosa de Jehanne da maneira correta se não tivesse essa autorização.

Quando voltei a olhar para a maegi, estava movimentando o quadril, com o vestido levantado até a intimidade estar exposta. A região era rósea, a pureza era visível. Não deixei meu olhar ir para lá, até ouvir seu riso de deboche enquanto diz:

- Estou realmente impressionada como sua aluna está resistindo à isso tudo, ela é tão meiga não acha? Está suportando esta humilhação achando que seremos amiguinhas no futuro, acredita que sua visão se realizará.

Observei-a rasgar o vestido manchado de sangue, cobrindo novamente suas partes íntimas. Vi-a finalmente se virar de frente para mim, o contorno de um dos seios estava visível. Tocava a região para tentar me provocar com a ponta dos dedos. Sua pele era delicada, as curvas bem delineadas. Com certeza por baixo daquela roupa estava uma mulher com um corpo fantástico, e era isso o que queria provocar em meu imaginário.

- O que será que sua Lady diria ao saber que seu marido tentara abusar de sua doce protegida?

Ouvi seu riso baixo junto com a tentativa de me intimidar. Desfez o meu curativo. Olhei de relance apenas para ter certeza que dera tempo de cicatrizar minimamente. De fato, o sangue não voltou a verter, embora a cicatriz ainda estivesse avermelhada. Me surpreendi um pouco quando rasgou mais o vestido.

Mas não tirei o olhar do seu ao fazer isso. Jehanne tivera a confiança adquirida através do amor, enquanto esperava que eu fosse perverso. Esse outro lado dela era visivelmente seu oposto. Sendo assim, apenas confiaria em mim se eu mostrasse que sabia manter o controle da situação e que podia subjugá-la. Provavelmente nunca acontecera de uma pessoa não hesitar frente a ela.

Essa então seria a primeira vez. Retribui o sorriso. O meu era obscuro, não malicioso. Olhava-a diretamente em seus olhos enquanto me levantava e pegava a adaga ainda com resquícios do sangue dela. A limpei em meu braço enquanto falava:

- Ela tem confiança em mim o suficiente para saber que eu não faria isso. Entretanto...

Comecei a caminhar em sua direção, girando o cabo na mão direita. Meus passos eram calmos. O machado era minha arma preferida, mas aquela daria para o gasto. O sorriso se alargou.

- O mínimo que eu espero das pessoas é respeito. Sabe, Jehanne, você me respeitou bastante desde que acordou.

Em um impulso, sem aviso prévio, empurrei-a contra a parede com a mão esquerda, colocando a adaga a milímetros de sua garganta com a outra mão. Olhei em seus olhos. Ao contrário do olhar anterior, procurava no fundo de seu olhar a outra faceta dela. Queria que confiasse em mim, acreditasse que só assim eu conseguiria colocar sua personalidade maliciosa sobre meu domínio.

- Eu não vou aceitar desrespeito com passividade. Jamais. - O olhar voltou a não buscar a criança dentro dela. Novamente estava ameaçando a mulher que se apresentava. - Mas se acha que consegue ter domínio sobre mim...

A soltei, virando-me de costas e me afastando enquanto jogava a adaga em direção a outra extremidade da sala. Voltando a cadeira e sentando-me, sorri com malícia. Mas não era a que tinha conotação sexual, mas sim que desafiava-a a tentar.

- Pode começar. - Disse a mesma frase que dissera a Jehanne quando era para cortar sua mão e ver seu futuro. Mas, dessa vez, havia um adendo: - Não tente me enganar, nem ouse tentar me fazer com que te penetre.

Esperava ter adquirido o mínimo de respeito dela com essas minhas ações. Naquele momento também testava indiretamente a confiança que a faceta infantil tinha em relação a mim. Repousei meus braços sobre os braços da cadeira, esperando que viesse tentar. Não olhava para o seu corpo que se revelava para mim. Continuava mantendo meu olhar estritamente no dela.

Habilidade Treinada:
+ Intimidação


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Re: [RP Fechada | 18+] Control Your Madness

Mensagem por Jehanne em Seg Nov 21, 2016 9:42 pm


Titulo do Post

 

    " Então ele ousa opor-se à mim? Quem pensa ser? Bastardo! "

 Era o que se passava na mente de Veranne e isso era algo que me assustava, ela jamais fora confrontada por alguém de forma tão clara e desafiadora. Eu estava com medo do que aquilo poderia causar, Lorde Siefried podia estar em perigo naquele momento sem se dar conta disso, sentia o nosso corpo ferver devido a raiva que Veranne sentia.

Ela sorri de forma tão sombria quanto o sorriso mostrado por Siefried quando este tentara intimida-la, uma vez mais ele tentava mostrar que eu poderia confiar em suas decisões, sentia que ele buscava me repassar esta ideia quando colocou Veranne contra a parede e a fitou profundamente em seus olhos, percebi que buscava me mostrar que nada faria com ela ou conosco.

Ele se afastava enquanto Veranne sorria de um modo perturbador dando som á uma gargalhada tão sinistra que fazia nosso próprio corpo arrepiar-se com sua voz maliciosa e penetrante, ela estava incrivelmente ofendida com a atitude do homem a nossa frente. Ela era uma mulher que sentia prazer em ser temida, gostava de ver as pessoas se afastarem de nós ao saber de nossas habilidades, se deleitava ao ver as faces espantadas de quando descobriam que eramos Maegi.

- Eu não sei devo o admirar ou mata-lo, é algo que realmente me faz pensar muito e com muita atenção. Ousaste por uma adaga no pescoço de minha criança?-

De fato eu havia sentido medo naquela momento, mesmo que já tivesse vivenciado experiências semelhantes com meus antigos senhores eu ainda temia ter minha vida ameaçada. Veranne era completamente diferente e via aquilo como um insulto ao seu poder, por mais que eu fosse fraca fisicamente e em relação à minha magia ela era tremendamente forte. Minha outra face era inteligente, lia as pessoas como um livro aberto e usava de suas palavras e de seu perfil para manter todos inseguros, era uma maneira de intimida-los e fazer com pensassem duas, três ou quatro vezes antes de se atreverem a levantar-se contra ela.

- Você não irá me enganar seus joguinhos, acha que colocando-se contra mim irá mostrar bravura e isso me fará reverenciar-te? Oh! Grande Siefried de Harclay, suposto "Lord" das Montanhas do Norte que age em nome de sua esposa. E se não me falha a memória sua Lady é apenas uma fedelha com mania de grandeza, achando que sabe governar. Realmente acredita que eu irei me dobrar a ti e sua pequena vadia? -

 Eu começava a temer o rumo em que aquela situação poderia seguir, Veranne usava palavras realmente agressivas, ela estava gravemente ferida em seu orgulho e havia mostrado instabilidade em sua postura. Sorri ao vê-la finalmente fragilizada com a atitude de outra pessoa, ela negava estra surpresa mas o estava, acima de tudo seu orgulho estava com uma enorme cratera aberta, eu podia sentir o ódio ferver nosso sangue.

- Podes enganar esta criança com quem compartilho um corpo, mas a  contra mim suas estratagemas não funcionaram. Ouse erguer sua lâmina uma vez mais contra mim e minha menina seu cretino e verá que o poder de um Maegi não se resume em ver o futuro. -

Aquela frase teve um flash de memória que me fez voltar ao controle imediatamente, me fazendo cair no chão de joelhos em profundas lágrimas por medo da ameaça feita por Veranne.

- D-desculpe Milorde, desculpe. -

Levava minhas mãos ao meu rosto limpando as gotas cristalinas que desciam por minha pele, minhas mãos puxavam os trapos que uma hora formaram um lindo vestido que Suzanne havia me dado como presente, tinha grande apreço por aquela veste e agora juntava seus farrapos, abraçava o tecido rasgado e manchado enquanto lamentava aquele acontecido.

- Você não podia ter rasgado ele, não podia Veranne! Foi ela quem me deu, se ela vier me ver ficará magoada com o que fez! Você estragou meu presente, você é má! -

Me encolhia juntando os panos enquanto escondia meu rosto entre eles, era uma veste de valor elevado que tinha grande significado para mim, Susanne era uma pessoa realmente importante em minha vida, fora minha primeira amizade verdadeira em toda minha vida e por isso me apegava a tudo que me trazia lembranças de si.

- Lamento que isto tenha ocorrido Milorde, por favor, deixe-me ir ao amanhecer ou queime esta abominação que está a sua frente. Minha existência é banalizada e é cabível a devida punição, não consigo mais suportar isto.-

Instintivamente me deito no chão com postura fetal cobrindo meu corpo com o vestido sem perceber que o deixava bastante justo, o tecido de seda deixava as curvas de mu corpo bem destacadas, cada traço de meu corpo como a cintura, quadris e seios ficavam bem perceptíveis mostrando um corpo desenvolvido e maduro de uma criança sem qualquer malícia.  Conviver com duas personalidades sempre foi algo terrivelmente perturbador, uma coisa que sem dúvida poucas pessoas conseguiriam lidar como eu tentava faze-lo, conciliar todas as dificuldades de ter um segunda e terceira voz em minha mente constantemente.

- Se pretendes me ajudar bondoso Lorde, me leve à fogueira ou passe a adaga em minha garganta, não me condene à uma sentença onde deverei conviver para sempre com duas vozes em minha mente sempre me pedindo coisas horríveis. Jamais conseguirei explicar com clareza como é ficar dentro da mente dela quando Veranne assume, saber tudo o que se passa em seus pensamentos e todas suas intenções, é horrível e eu não posso mais fazer isso Milorde, não deixe isso acontecer outra vez, deixe-me ir ao encontro dos deuses. -

A voz baixa em tom fragilizado e aveludado soava chorosa com tamanha dor, não perdia sua doçura e infantilidade mesmo nas mais sofrida das dores, eu tentava lutar a muitos anos contra tudo aquilo para que Veranne não tornasse a me fazer tanto mal, mas pouco a pouco as forças que me restavam iam acabando e eu podia sentir que um dia eu deixaria de poder ver o mundo com meus olhos e teria de ver através dos dela.

- Ela pretende usar a magia para matar Lady Anastasya caso oferte risco à nós novamente, nossa magia cobra uma vida por outra, ela poderia simplesmente matar um de vossos servos e ofertar pela vida de M'Lady. Não quero que isto aconteça, não sou uma pessoa boa meu senhor, carrego comigo uma existência que adora o poder e não julga bem ou mal, julga a saciedade pelo sangue e apenas isto. Uma existência que adora a voz que clama pela dor e pela morte, o sangue é seu bem mais valioso o deseja a todo instante, não quero mais conviver com isto, não mais. -

Todos sentem suas almas estilhaçadas ao ver um pequena criança chorar por alguma tristeza, uma chateação por menor que seja, mas e quando uma vida fadada ao ódio, ao desprezo, à injúrias se deita para lastimar com a mesma inocência de uma criança o ódio perverso dos adultos? Coloque uma pequena vida de não mais do que 8 anos para suportar desejos de morte, ouvir que sua vida era um atentado contra todas as pessoas, force-a a ouvir que nem mesmo deveria ter o direito a respirar. Deixa essa pequena inocência ser torturada das formas mais cruéis por ser desobediente, ensine-a o que é bom e depois pise nessa crença, ensine-a o que o amor e lhe apenas o ódio mesclado com desprezo.

Quer compreender como estava minha mente naquele momento? Veja uma criança correr por verdes campos sob um lindo céu estrelado, veja em seu sorriso a luz da lua cheia, veja em seus olhos a pureza de uma rio cristalino. Então, caminha até ela com uma arma em mãos, não diga para o que é, o que deseja ou o que ela terá de fazer. Coloque em sua frente outra criança, sussurre em seu ouvido dias e noites que precisa que ela faça algo ruim para saciar seu desejo, que aquilo é algo bom para você mas para ela será algo desagradável, que ela precisa escolher entre fazer uma coisa boa para você e ruim para ela ou fazer algo bom para a outra criança e ruim para si mesma. Jogue em seus pequenos e franzinos ombros o peso de decidir a vida de outra criança, enquanto ela pense grite o mais alto que puder em seus ouvidos, faça sentir medo da decisão, aumente a pressão em sua mente sempre dizendo que ela será um monstro independente de como irá agir.

Faça isso até que ela surte e mate a outra criança com a arma que lhe deu, ensine-a a fazer o uso do sangue da uma vida pura, que cometeu suas falhas infantis mas que não merecia morte. Digas isto à ela e condene-a por agir daquela maneira, condene o instintivo prazer em derramar sangue que ela sente naquele momento, faça-a perceber que ela terá que fazer isto sempre e que a angústia que aflora em seu íntimo será eterna. Assim nascerá uma personalidade infantil, uma personalidade que negará crescer afim de jamais desejar os prazeres do sangue novamente, uma criança lutará contra uma voz que clama pelo sangue e contra uma personalidade adulta que também deseja os prazeres de ceifar uma vida. Faça aquela criança lutar contra uma divindade uma persona ou face adulta, coloque inocência contra ódio e poder que entenderás como me sentia jogada naquele chão lodoso e frio.

Nada mais tinha para dizer ao Milorde, apenas havia usado de meus argumentos para pedir o fim de minha vida com um pouco de dignidade que me restava, deseja ir encontrar-me com minha mãe e com meu pai ao lado dos deuses e apenas isto.
Habilidade Treinada:
- Argumentação -



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Re: [RP Fechada | 18+] Control Your Madness

Mensagem por Drowned God em Qua Nov 23, 2016 11:44 am


Avaliação de treino de habilidade

sifried harclay

Foi um excelente treino, Siefried, parabéns!


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 18% de experiência pelo atributo de inteligência com 7 pontos
+ 10% de experiência por ter a habilidade no nível 0

Recompensas
+ 128 pontos de experiência em Intimidação
Avaliação de treino de habilidade

jehanne

Foi um excelente treino e o que esperamos exatamente desta habilidade. Entretanto, vou lhe dar o adendo que quando fizer treinos poste na área específica para ser avaliado, pois nem sempre costumo ler os post's consequentes do tópico e você pode acabar tendo um treino bastante atrasado.


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 22% de experiência pelo atributo de inteligência com 8 pontos
- 10% de experiência por ter a habilidade no nível 3

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Avaliação de treino de habilidade

Sifried Harclay

Foi um bom treino, com conteúdo suficiente, porém notei na inversão do tempo usado para narrar, por vezes usou tempos do passado, enquanto noutras usou o presente, além de algumas partes terem ficado um pouco repetitivas. Continue evoluindo!


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (27/30)
+ Enredo e Criatividade (18/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (95/100)


+ 18% de experiência pelo atributo de inteligência com 7 pontos
+ 10% de experiência por ter a habilidade no nível 0

Recompensas
+ 122 pontos de experiência em medicina e cura




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O sorriso sombrio em resposta ao meu, quando a coloquei contra a parede, mostrava a mim que de fato estava lidando com uma outra personalidade completamente diferente. Jehanne jamais sorriria assim. Não recebi nenhuma resposta em meu olhar profundo da original, essa outra estava no controle total.

Me afastei dela novamente, com uma provocação final. Em resposta, entretanto, recebi um sorriso ainda mais perturbador, junto com uma gargalhada sinistra. Sabia qual era sua intenção, tentar me amedrontar. Não daria a ela essa brecha, precisava conseguir mostrar a ela que devia me respeitar.

- Eu não sei devo o admirar ou mata-lo, é algo que realmente me faz pensar muito e com muita atenção. Ousaste por uma adaga no pescoço de minha criança?

Assenti imediatamente, ao contrário do que devia esperar ser minha reação, respondendo-a:

- Fiz o que deveria ser feito por causa de você.

Percebia o quanto se sentia insultada. Talvez nunca ninguém tivesse ousado se opor. Não conhecia seu passado sombrio, mas se fosse o caso, descobriria que nem todos estavam dispostos a simplesmente deixá-la tomar o corpo de Jehanne para si e fazer o que bem entende.

- Você não irá me enganar seus joguinhos, acha que colocando-se contra mim irá mostrar bravura e isso me fará reverenciar-te? Oh! Grande Siefried de Harclay, suposto "Lord" das Montanhas do Norte que age em nome de sua esposa. E se não me falha a memória sua Lady é apenas uma fedelha com mania de grandeza, achando que sabe governar. Realmente acredita que eu irei me dobrar a ti e sua pequena vadia?

Sorri de leve em resposta, ao invés de mostrar me sentir ofendido. Estava desesperada para conseguir me atingir. Mas não o conseguiria. Respondi, em um bastante sério:

- Não busco ser referenciado por ninguém, oh querida. Meu casamento com Lady Anastasya me trás muito orgulho, ela é uma excelente governante. Ela superou um levante dos que diziam ser aliados sozinha. Mas... - Fixei meu olhar no dela com ainda mais firmeza. - Engana-se se acha que queremos que se dobre para nós. Não queremos isso. Queremos que sinta-se bem acolhida e esteja ao nosso lado, feliz.

Fazia referências claras a outra personalidade. Queria mostrar para a verdadeira maegi o quanto ela era mais poderosa do que essa que falava comigo. E era ela que queríamos conosco.

- Podes enganar esta criança com quem compartilho um corpo, mas contra mim suas estratagemas não funcionaram. Ouse erguer sua lâmina uma vez mais contra mim e minha menina seu cretino e verá que o poder de um Maegi não se resume em ver o futuro.

Ia responder, mas enfim percebi uma mudança de postura, caindo de joelhos no chão e começando a chorar. Senti a tensão sair de meu corpo, sabendo que Jehanne havia voltado.

-D-desculpe Milorde, desculpe.

Observei-a limpar as lágrimas que insistiam em cair, em sequência olhando o vestido em trapos, por causa do rasgo que a outra havia feito para exibir um dos seios. Agora estava rasgado e via-a abraçar os farrapos enquanto chorava mais. Aquilo era de partir o coração, especialmente ao ouví-la gritar:

- Você não podia ter rasgado ele, não podia Veranne! Foi ela quem me deu, se ela vier me ver ficará magoada com o que fez! Você estragou meu presente, você é má!

Na frase, entretanto, estavam algumas informações interessantes. Jehanne no passado havia tido alguma amiga que lhe dera essa roupa de presente. Além disso, agora eu sabia o nome da "outra": Veranne. Seu lamento continua, dessa vez se referindo a mim:

- Lamento que isto tenha ocorrido Milorde, por favor, deixe-me ir ao amanhecer ou queime esta abominação que está a sua frente. Minha existência é banalizada e é cabível a devida punição, não consigo mais suportar isto.

Aquilo me fez olhar para ela mais preocupado. Estava depressiva pelo que havia acontecido, o que se encaixava no que eu já conhecia sobre ela. Provavelmente não estava suportando a ameaça que Veranne fez e estava se culpando por causa disso. A menina-mulher estava deitada em posição fetal no chão do calabouço. Ao mesmo tempo que o choro puro de uma criança ecoava pelas paredes, seu corpo adulto muito bem desenvolvido era escancarado pelo vestido justo. O contraste era muito gritante. E ela havia suportado isso por muito tempo. Seu tom de voz era baixo e choroso, mostrando o quanto sofria:

- Se pretendes me ajudar, bondoso Lorde, me leve à fogueira ou passe a adaga em minha garganta, não me condene à uma sentença onde deverei conviver para sempre com duas vozes em minha mente sempre me pedindo coisas horríveis. Jamais conseguirei explicar com clareza como é ficar dentro da mente dela quando Veranne assume, saber tudo o que se passa em seus pensamentos e todas suas intenções, é horrível e eu não posso mais fazer isso Milorde, não deixe isso acontecer outra vez, deixe-me ir ao encontro dos deuses. Ela pretende usar a magia para matar Lady Anastasya caso oferte risco à nós novamente, nossa magia cobra uma vida por outra, ela poderia simplesmente matar um de vossos servos e ofertar pela vida de M'Lady. Não quero que isto aconteça, não sou uma pessoa boa meu senhor, carrego comigo uma existência que adora o poder e não julga bem ou mal, julga a saciedade pelo sangue e apenas isto. Uma existência que adora a voz que clama pela dor e pela morte, o sangue é seu bem mais valioso o deseja a todo instante, não quero mais conviver com isto, não mais.

Tentava seriamente me convencer a eliminá-la para acabar com seu tormento. Fechei os olhos, pensando na árvore coração para a qual costumava rezar, tentando me conectar aos deuses. Procurava iluminação para saber o que deveria ser feito, enquanto ouvia o choro da pequena. Terminar com sua vida certamente a liberaria, mas a um preço muito alto. Havia jurado ajudá-la, e não seria findando sua vida que eu o faria.

Entretanto ela havia falado o quanto era um risco permitir que estivesse conosco. Se Veranne desejasse a morte de qualquer um de nós, seria capaz de conseguir através de sua magia de sangue. Mas era um risco que tínhamos escolhido correr pelo bem dela, não voltaríamos atrás agora. Continuaria ajudando-a a ser poderosa e a ter uma relação menos conflituante com sua personalidade dual.

Caminhei até ela, me sentando do seu lado. Levei minha mão ao seu rosto, limpando suas lágrimas e acariciando seus cabelos, olhando em seus olhos quando levantasse o olhar para mim.

- Jehanne... eu e Lady Anastasya sabemos desde o princípio o risco que é ter uma maegi entre nós, mesmo sem sabermos de sua dupla personalidade. Procuramos nos informar sobre sua magia e tudo o que encontramos foram rituais dolorosos de sangue para fins perversos. Mas... - Abri um sorriso calmo e sincero. - Não podíamos permitir que você continuasse quase morrendo no inverno nortenho. A terra de onde você vem não tem as temperaturas que vivencia aqui, não te dando a resistência necessária para o frio congelante que domina por aqui. - O sorriso expandiu. - Você é tão doce, Jehanne. Nos traz tanta alegria ter-te conosco... É a filha que eu e minha esposa não temos ainda.

Deitei-me ao lado dela, abraçando-a contra mim. Sentia uma leve ardência em meus olhos, mas as lágrimas não estavam nem perto de sair. O Norte havia me enrijecido, conseguir fazer com que eu chorasse era um feito que apenas Anastasya havia alcançado. Mas de fato estava ficando emocionado com tudo aquilo. Após abraçá-la por alguns instantes, pigarreei, como se fosse ficar sério, mas o sorriso não saiu de meu rosto. Olhava em seus olhos com ternura enquanto falava com carinho:

- Tirar sua vida é impensável. Se tem alguma coisa que o Norte me ensinou é que, não importa as dificuldades, devemos sempre nos manter fortes, vencer as intempéries e seguir em frente. E é isso que quero te ensinar, por isso insisti que treinássemos. Vou te ajudar a dominar sua mente e seu corpo, a lidar com Veranne de uma maneira que vocês não se destruam. Vou te ajudar a ser forte e vencer todos os obstáculos. O objetivo disso é o que disse agora a pouco: que você seja feliz, Jehanne.

Sorri novamente, voltando a acariciar seus cabelos, esperando sua resposta. Esperava ter conseguido convencê-la de que morrer não era a saída correta. Que o melhor a se fazer era batalhar para ser feliz, por mais difícil que fosse. Mas a decisão final era dela. Afinal o corpo, a mente e as dores eram dela, apenas ela poderia decidir o que de fato era melhor para si.

Habilidade Treinada:
+ Argumentação


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Re: [RP Fechada | 18+] Control Your Madness

Mensagem por The Maiden em Qua Dez 28, 2016 5:36 pm

Avaliação de treino de habilidade

Siefried Harclay

Um treino muito bem executado, com uma escrita eficiente mas sem grandes rodeios. A forma como você usou a afeição para contra-argumentar foi interessante e bem aplicada, pelo que não tenho mais nada a acrescentar. Parabéns!


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 45% de experiência pelo atributo de inteligência com 7 pontos
+ 0% de experiência por ter a habilidade no nível 1

Recompensas
+ 145 pontos de experiência em Argumentação
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Re: [RP Fechada | 18+] Control Your Madness

Mensagem por Jehanne em Sab Jan 21, 2017 4:32 am



Hello! I'm Jehanne.
Os normais, eles me fazem sentir medo
Os malucos, eles me fazem sentir sã.
Sou doida, querido, sou maluca
A amiga mais louca que você já teve.

E daí se sou louca? As melhores pessoas são. <3




São escassos os momentos  em que eu poderia dizer que havia me sentido bem e segura, na verdade a única vez que me recordo foi quando estive seguindo jornada ao lado de Susanne Glover, sim, esta é a única memória de felicidade que ainda me resta.

Me via deitada em posição fetal ao lado de Lorde Harclay enquanto este tentava convencer-me de que a melhor saída para meu inferno era manter-me viva, eu ficava em dúvida entre rir ou chorar com seus argumentos.

- Perdoe-me Lord Harclay, mas é difícil considerar suas palavras quando jamais tivestes em minha posição. As dificuldades que ambos vivemos são diferentes, alguma vez deparou-se com duas vozes em sua mente ditando-lhe o que deve ou não ser feito? Lhe forçando a aceitar um fardo que não desejas? Como podes ter a certeza de que és capaz de me oferecer a ajuda que preciso? -

Tinha medo das palavras soarem de modo ofensivo, no entanto não encontrava outro estilo de fala em que pudesse buscar as respostas necessárias para minha calma. Tinha a certeza de que as intenções daquela família eram boas, mas ainda duvidava de que eles poderiam de fato me auxiliar como desejavam, queria ter a certeza de que ali eu poderia me fortalecer sem que eles estivessem em risco. No entanto, enquanto Veranne estivesse viva em mim ninguém estaria de fato seguro ao meu lado.

Me levanto tentando esboçar um breve sorriso de falsa esperança, relutar não me ajudaria em nada e apenas daria razões para que Veranne se visse em sua razão, como se ela houvesse conquistado uma vitória e aberto uma brecha para que finalmente tivesse o corpo sob seu controle. Recolho e tento ajeitar o que sobrou de meu vestido enquanto me punha de pé, passo as costas das mãos em meu rosto para secar as lágrimas que ainda escorriam enquanto suspirava buscando meu equilíbrio emocional.

- Já que optas por não me matar enquanto assume os riscos que lhe cercam, me ajude a não permitir que Veranne os mate. -  

Sentia uma forte vontade de gargalhar enquanto percebia dentro de minha mente ela se manifestando, para Veranne aquilo lhe parecia uma peça teatral onde duas pessoas tentavam sobrepor um poder que ia além de suas ridículas capacidades. De fato isso me assustava, ela tinha a plena certeza de que não seríamos capazes de faze-la aceitar que o corpo não lhe pertencia e que deveria conviver em paz com quem o compartilhava.

- Dê-me as instruções do que fazer, vamos prosseguir com os treinos. -

Minha mente ainda bagunçada buscava emitir confiança e firmeza nas falas, mesmo que minhas mãos ainda estivessem trêmulas após a súbita aparição seguida das ameaças de Veranne.



NOTA ▪ NOTA ▪ NOTA ▪ NOTA



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Realmente esperava que meus argumentos surtissem efeito em Jehanne. Estava quebrada ao meu lado, em posição fetal. Ela havia vivido muita coisa que eu jamais poderia imaginar. Prova disso foi o que disse:

- Perdoe-me Lord Harclay, mas é difícil considerar suas palavras quando jamais tivestes em minha posição. As dificuldades que ambos vivemos são diferentes, alguma vez deparou-se com duas vozes em sua mente ditando-lhe o que deve ou não ser feito? Lhe forçando a aceitar um fardo que não desejas? Como podes ter a certeza de que és capaz de me oferecer a ajuda que preciso?

Balancei a cabeça em resposta, contra-argumentando:

- Não, não sei, Jehanne. Nunca vou saber como é ter duas vozes dentro da minha cabeça me ditando. Mas em minha vida já tive várias pessoas alheias querendo dizer o que eu deveria fazer. Eu aprendi a filtrar o que essas pessoas dizem, separando o que é útil do que não é... Não sei como ocorre em Essos, mas aqui em Westeros casamentos arranjados são muito comuns. O meu casamento com Anastasya foi ideia de meu pai. Algum dia lhe explico as motivações, mas o importante é que foi sorte que nos amássemos como nos amamos, sendo assim somos felizes. Mas a escolha de vir a ser o Lord Harclay nunca foi minha. Eu sou um dos filhos mais novos de meu pai, não era meu destino me tornar um Lord e, bem, aqui estou. - Suspirei, vendo-a esboçar um sorriso de falsa esperança, levantando e começando a recolher os trapos de seu vestido. - Pode não ser um fardo tão pesado quanto o teu, as pessoas dizendo o que devo fazer podem estar fora da minha cabeça... mas eu aprendi com o tempo como equilibrar tudo isso. E por isso eu tenho convicção que posso te dar a ajuda que eu preciso.

Terminei de falar, suspirando. Argumentar com a maegi era difícil, mas não desistiria dela. Não enquanto estivesse vivo, e Veranne sabia disso. Ouço-a falar:

- Já que optas por não me matar enquanto assume os riscos que lhe cercam, me ajude a não permitir que Veranne os mate. - Estava me olhando com um misto de medo e sarcasmo. Estava começando a me acostumar com essa sua ambiguidade. - Dê-me as instruções do que fazer, vamos prosseguir com os treinos.

Suspirei, fechando os olhos um pouco para me acalmar. Sabia o que ela deveria fazer e o que poderia acontecer em decorrência. Mas só assim conseguiríamos que conseguisse controlar sua parte malévola. Abri os olhos, olhando para ela. Disse, com calma:

- Você precisa ter mais uma visão de sangue. Dessa vez procurando o meu passado em suas visões. Antes que pergunte, eu sei o risco de fazermos isso novamente. Mas só assim você vai aprender a resistir a ela, assim como eu aprendi só com a prática a filtrar o que os outros me dizem. - Sorri, afável, para ela, estendendo uma mão em sua direção. - Você é muito forte, Jehanne. Qualquer um em seu lugar já teria perecido. E você continua aqui, persistindo e conquistando. Tenho muito orgulho de você.

Sorri mais, esperando que começasse quando estivesse pronta.

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Avaliação de treino de habilidade

Siefried Harclay

Gostei bastante da forma como o post foi desenvolvido, expressando o que a personagem realmente sentia - ou queria passar - sem precisar descrever fora da fala. Parabéns!


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 18% de experiência pelo atributo de inteligência com 7 pontos
- 5% de experiência por ter a habilidade no nível 2

Recompensas
+ 113 pontos de experiência em argumentação





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Re: [RP Fechada | 18+] Control Your Madness

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