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[RP FECHADA] My Little Girl

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[RP FECHADA] My Little Girl

Mensagem por Anastasya Harclay em Qua Nov 23, 2016 5:53 pm

My Little Girl
Esta é uma RP FECHADA para Anastasya Harclay e Jehanne, as postagens terão início com Anastasya e logo em seguida será a vez de Jehanne. A interação ocorrerá no castelo da Casa Harclay nas Montanhas do Norte, o dia ainda está em suas primeiras horas no ano de 359 DD seis dias antes dos treinos de Jehanne e Siefried terem início. Este dia marcada a chegada de Jehanne até os Harclay.
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Re: [RP FECHADA] My Little Girl

Mensagem por Anastasya Harclay em Qui Nov 24, 2016 7:42 pm




Sweet Child




'You'll never know the psychopath sitting next to you
You'll never know the murderer sitting next to you
You'll think: How'd I get here, sitting next to you?
And after all I've said, please don't forget
Eu estava sentada em meu trono no grande salão de reuniões analisando alguns papiros sobre as antigas leis da casa Harclay quando um de meus servos adentra o local.

- M'Lady, perdão por atrapalha-la senhora. - dizia o magro rapaz com feições de quem havia encontrado um White Walker e vivido para contar a história.

- Não necessita desculpar-se meu caro rapaz, diga-me o que está havendo? Parece assustado, os Outros mostraram a cara? -

O jovem rapaz se aproxima e sussurra em meu ouvido esquerdo o que estava acontecendo, algo de inusitado estava acontecendo e exigia minha atenção imediatamente me fazendo levantar  de meu trono apressadamente e seguir a passos largos até o pátio principal do castelo. Ao chegar no local vejo uma jovem mulher com aspecto infantil acorrentada e de joelhos no chão, me parecia que ela não tinha mais do que 30 anos, porém sua voz e seu modo de chorar eram como de uma criança assustada.

 Ela estava presa à fortes correntes e quase sem roupas de frio, mesmo sendo uma das casas mais habituadas ao frio até os Harclay usavam alguns trajes pesados para manter o corpo aquecido, me assustava aquela mulher estar com poucas roupas em um clima como o das montanhas do Norte. Retiro meu manto e coloco sobre seus pequenos ombros para mante-la aquecida, neste momento volto meu olhar para os meus soldados que a mantinham presa, meu tom de voz estava firme e um pouco irritadiço pelo fato de eu abominar maus tratos com mulheres. Na minha mente eu pensava se alguns deles havia feito algum mal à ela pelo fato desta estar coberta de sangue, estava um pouco ferida e isto estava me assustando, temia pela resposta.

- Quero que cada um de vocês pensem bem sobre sua resposta, o que fazem com uma mulher quase nua e ensaguentada na porta de meus castelo? Sabem muito bem o que penso sobre maltratarem mulheres, e que os deuses tenham piedade de suas almas caso tenham violentado esta pobre existência. -

Me partia o coração ouvir a voz daquela jovem mulher em pranto, seus olhos expressavam claramente seu pavor e confusão em estar vivenciando aquela experiência horrorosa, me ajoelho diante dela deixando nossos rostos bem próximos quando um de meus homens decide se pronunciar.

- M'Lady não é seguro aproximar-se desta mulher, a encontramos nas bases da montanha banhando-se em sangue de carneiros. Acreditamos que ela seja uma bruxa com poderes ligados ao sangue, ela se assustou quando nos aproximamos e investiu contra nós, não a matamos para que M'Lady pudesse decidir o que fazer com ela. -

Aquilo era realmente algo preocupante, o Norte tratava qualquer forma de magia como banal e crime passível de morte. Eu tinha em minhas mãos uma bruxa com poderes de sangue, segundo o relatado ela poderia ser perigosa, no entanto não era o que me parecia ao vê-la chorar mais assustada que uma pobre criança levando uma boa bronca.

- Você está bem? Está com fome? Onde vive? -

Ainda de joelhos com minha face próxima à dela eu levo minhas mãos até seu rosto os afagando, sua pele era macia e parecia estar radiante naquele inverno, provavelmente seria algo relacionado ao banho de sangue caso fosse realmente uma bruxa. Afago sua pele clara e seus cabelos de duas cores distintas, sorrio achando aquilo bizarro, não era algo comum no Norte e isso me fazia pensar de onde ela seria e por que estava ali.

- Soltem ela.- dizia enquanto me colocava de pé dando um passo para trás.

- Sirvam o banquete agora pois temos uma convidada especial. - naquele momento notava a surpresa no semblante de cada homem e mulher ali presente.

- Ela virá comigo até o salão de jantar, quero que lhe preparem um banho quente no melhor aposento para hospedes que tivermos. Arranjem um belo vestido para esta pobre mulher, nós Harclay não fazemos julgamentos precipitados, não desrespeitamos ninguém mesmo que tenhamos indícios de algo errado. Indícios não são provas incontestáveis, enquanto eu não tiver a certeza de que ela seja realmente perigosa para meu povo ela será minha convidada de honra. -

Vejo todas as pessoas ali presentes se entre olharem e acenarem positivamente com suas cabeças, sentia o apoio e aprovação deles, sorrio falando mais alto afim de passar confiança e reafirmar minhas ideias para as famílias que estavam ali.

- E se fossemos nós em um local estranho? Perdidos talvez, em terras onde jamais tivéssemos pisado antes? Olhem para esta pobre mulher! Visivelmente assustada, chorando tanto quanto qualquer criança que tenhamos aqui, acorrentada sem saber o por que! É assim que gostaríamos de ser tratados ao chegar em um local desconhecido? Presos como feras selvagens e arrastados para um futuro incerto? É isso o que nossa casa quer deixar como legados para nossas próximas gerações? Uma imagem de tirania e intolerância? -

Sentia que minhas palavras penetravam profundamente na mente e na alma de cada pessoa as fazendo refletir sobre as situações propostas, percebendo a guarda baixa deles me lanço em novos dizeres.

- Quando nós nos ferimos e o sangue corre por nossas peles, o que acontece? O que sentimos na região por onde escorre nosso sangue?- Vejo as pessoas se entre olharem e se questionarem buscando uma resposta. - Sentimos aquela região esquentar! O sangue é um fluído vital que está constantemente em movimento por nossas veias e artérias, aquece nosso corpo constantemente.-  Notava as pessoas olharem surpresas, era algo que elas não haviam pensado ainda e isso me dava brecha para seguir com as ideias.

- Observem as roupas desta viajante  e terão a certeza de que ela não é daqui, se quer deve ser de Westeros. Ela provavelmente não está habituada ao nosso clima frio e rigoroso, quando não se tem pelos como os animais, não se tem trajes quentes e pesados o que fazer para manter o corpo aquecido? Obviamente temos de improvisar! Ninguém garante que esta mulher seja uma bruxa ligada ao sangue, não temos como provar que ela estava realizando um ritual profano. Talvez ela estivesse como fome e matou um carneiro para se alimentar, o banho de sangue certamente foi para manter o corpo aquecido por mais algumas horas, até que ela pudesse retirar a pele e improvisar uma veste para o frio.-

Via todos acenarem positivamente com a cabeça e mostrarem uma feição de alívio e tranquilidade, não pareciam mais assustados com a presença da mulher e provavelmente haviam descartado a hipótese dela ser uma bruxa, eu sorria um pouco mais tranquila ao perceber que a tensão no ar havia sido dissipada e todos estavam se sentindo mais seguros. Vejo os meus guardas soltarem a mulher e a ajudarem gentilmente a por-se de pé, suas pernas pareciam enfraquecidas devida exaustão e também um pouco de medo devido aos tratos que recebera, a abraço passando o braço canhoto ao redor de seus ombros a levando para dentro do castelo.

Meus servos já haviam ido cumprir as orientações passadas por mim momentos atrás, sigo com a mulher até o salão de jantar em passos ágeis e animados sorrindo para ela o tempo inteiro afim de demonstrar que poderias sentir-se mais tranquila. Chegando no salão a levo até a cadeira mais próxima ao meu trono a ajudando à sentar-se, notando que ela parecia estar mais confortável eu ordenava para que me trouxessem um mapa completo, que mostrasse todos os reinos e outras terras.

Antes que o jantar fosse servido um dos meus servos retorna com o mapa e o abre sobre a mesa em frente à mulher, eu sorrio para ela enquanto levava as pontas de meus dedos até meu busto me apresentando.

- Anastasya Harclay.- Falava de modo bem devagar afim de facilitar sua compreensão, então eu apontava a região onde nós estávamos, minha intenção era de que ela compreende-se aonde estava e que me mostrasse de onde ela vinha.

Aponto para ela com um olhar curioso, abrindo bem os olhos e mostrando leve sorriso, minha expressão era amistosa para que ela não se sentisse interrogada. Estava ansiosa para saber se ela havia compreendido o que eu tentava fazer, que era fazer ela dizer seu nome e mostrar naquele mapa de onde ela vinha, talvez eu compreendesse seu idioma nativo e assim pudéssemos conversar de igual para igual.


Habilidade Treinada:
- Argumentação -




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Re: [RP FECHADA] My Little Girl

Mensagem por Drowned God em Sex Nov 25, 2016 10:36 pm

Avaliação de treino de habilidade

anastasya harclay

Excelente treino, parabéns!


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 30% de experiência pelo atributo de inteligência com 10 pontos
- 10% de experiência por ter a habilidade no nível 3

Recompensas
+ 120 pontos de experiência em ARGUMENTAÇÃO
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Re: [RP FECHADA] My Little Girl

Mensagem por Jehanne em Seg Dez 05, 2016 1:51 am


Titulo do Post

 

    Os anos tinham passado desde que Susanne e eu havíamos feito nossa despedida após nossa longa viagem, três anos se minha loucura não me iludia com suas perturbações, lá estava a mulher-menina vagando sem rumo em uma terra fria e hostil. Um local onde mal sabia seu dialeto nativo e que me fazia ir contra todos os meus conceitos de certo e errado, o que era certo para alguém como eu? Uma bruxa de sangue, como era repulsiva a minha existência em qualquer lugar por onde eu passasse, meus olhos já entregavam meu estado de insanidade, um sorriso largo e vazio sempre exposto como se aquela vida fosse uma sádica piada, um divertimento envolto de dores e angústias insuportáveis.

Eu já não me sentia mais a mesma Jehanne de anos atrás que sorria alegremente sem as preocupações quanto ao mundo, sim eu era uma criança que vivia uma vida até tranquila quando se excluía as memórias das torturas e surras que sofria de meus senhores. Vida esta que só tinha por preocupações quando meus senhores me pediriam para ver seus futuros, olhando para o passado eu sinto vontade de chorar, desejava nunca ter saído de Essos ou me afastado de Bryorth quando estávamos em Volantis. Susanne, como fui me afeiçoar tão rapidamente por uma estranha? O que ela tinha que fez-me encantar por sua personalidade de forma tão instantânea?

Sem ela eu jamais teria me tornado livre e dona de mim mesma, jamais teria saído de Essos e nunca teria tido a chance de tomar as decisões por mim mesma. A morte de Bryorth foi o quebrar dos grilhões que me tornavam uma escrava de minha inocência e fácil manipulação, mas foi também a sentença que decretou que seria eu este ser repulsivo que me tornei hoje.  Veranne minha outra face sempre esperou a chance de poder ser a parte dominante de minha consciência, sempre foi paciente sabendo que um dia teria esta chance que agora desfrutava com grandioso prazer.

Desde que eu dei o último abraço em Suzanne eu vaguei por grande parte do Norte de Westeros e assim me perdi de meu destino, havia conhecido boas pessoas ao longo dessa jornada, pessoas que me viram passar fome e me alimentaram, outras que me deram o que vestir quando o frio se mostrou intenso e impiedoso. Mas teve aqueles que cobravam seus preços, o primeiro que o fez teve seu último dia de vida escorrendo entre meus dedos em tom escarlate.

Foi neste dia que Jehanne tornou-se a vítima da audácia e inteligência de Veranne, o dia em que minha guarda abaixou-se totalmente e Veranne fez o que jamais deveria ter feito, algo que a fez repensar sua ação e arrepender-se de um dia ter-me convencido do quão bom era o sangue para uma Maegi. Aquilo fez-me relembrar de um encontro que havia tido com uma outra bruxa de sangue, aquela figura jamais havia saído de minha mente, um tom pardo com cabelos cacheados tão negros quanto a noite mais densa. Seu nome era Meena, uma figura que emanava seu poder através de seus poros, ela assim como Veranne adoravam seu poder e faziam questão de mostra-lo afim de impor o medo naqueles que supostamente poderiam ofertar ameaça.

Eu estava escondida em um estábulo afim de fugir do frio que fazia  aquela noite, sentia meu corpo tremer involuntariamente assim como minha mandíbula, minha voz baixa emitia gemidos sonoros devido ao impiedoso geado que fazia. Nem mesmo a forragem usada nos estábulos para manter o ambiente mais aquecido não ajudava a amenizar aquela sensação térmica congelante, os animais possuíam pesados cobertores feitos de couro e lã para que não sofressem com as baixas temperaturas. Veranne me disse para roubar do animal o seu cobertor, mas eu me neguei a faze-lo e ela riu com minha tolice, eu poderia morrer congelada ali caso não tomasse alguma providência com urgência.

Aquela situação era terrível para mim, não suportava mais sentir meus ossos doerem, até mesmo meus dentes doíam com aquela temperatura tão baixa, como poderia eu deixar um animal sofrer aquilo? Ele não deveria sofrer para que eu tivesse conforto e um aquecimento, para muitos aquilo seria digno de deboches e risadas impiedosas, mas para mim era algo empático entre duas vidas. Continuei deitada aceitando apenas o meu destino de perecer ali, o destino jamais era uma certeza imutável, eu não chegaria até meu objetivo, não viveria cercada por pessoas que me queriam bem e que me dessem um pouco do que eu tanto desejava, carinho.

Foi então que ouvi vozes vindas de fora dos estábulos, não conseguia compreender o que diziam mas sentia que sabiam de minha estada naquele local, provavelmente alguém deveria ter percebido a agitação dos animais com algo estranho se movendo na penumbra. As portas do local se abrem abruptamente e todo o ambiente torna-se iluminado pela claridade das chamas das tochas, eles me encontram deitada encolhida em posição fetal no canto mais distante, sinto alguns pisões em minhas pernas afim de checarem se ainda havia vida naquele corpo franzino.  Sinto duas mãos envolverem meus finos braços e me erguerem do chão com certa hostilidade, algumas palhas de feno caem de meu corpo pois eram o que havia escolhido com cobertor.

Em passos rápidos e com muita falácia entre os homens sou levada para um pequeno castelo que estava não estava muito distante dali, haviam alguns guardas em frente as grandes portas de madeira do castelo mas não em seus portões, isso me levava a pensar que haviam poucos guardas naquele local e os homens que me mantinham sob seu domínio eram os que deveriam estar protegendo os portões. Algumas palavras são ditas enquanto os homens que me seguravam apontavam em direção aos estábulos e logo em seguida para mim me dando algumas chacolhadas, certamente diziam que eu havia sido pega invadindo aquele local. Os guardas que estavam protegendo as portas concedem-nos passagem e logo sou levada para dentro do castelo e conduzida até um grande salão, havia um trono de madeira ao longe e umas cadeiras formando um semi círculo ao centro da sala. Não sabia o que era ao certo mas deveria representar algum ambiente de julgamento talvez, eu não tinha certeza.

Um dos guardas se afasta indo mais ao interior do castelo, com toda certeza havia ido chamar o Senhor daquelas terras para ver a intrusa que importunava seus belos animais. Passados vários e inacabáveis momentos de espera o homem chega, vestido em trajes muito belos em tons negros e roxeados ele se passa por nós me fitando diretamente nos olhos, vai até seu trono e senta-se com uma postura imponente e autoritária apoiando os braços sobre os devidos apoios e erguendo seu queixo de forma que me olhava de baixo para cima. Sim, indubitavelmente era um sujeito esnobe e confiante de si, Veranne logo mostrou-se presente ao mostrar um largo sorriso em nossa face, ela odiou aquele homem pernóstico.

Foi neste momento que o meu fim começou a aproximar-se envolvendo-me em seu caloroso manto, Veranne começava a sussurrar para mim que eu estava prestes a ser feita de prisioneira daquele homem, que mais cedo ou mais tarde descobririam sobre minha magia e que mais uma vez eu seria forçada a usa-la contra minha vontade. Eu começava a me debater de forma incontrolável afim de me soltar dos meus detentores, ao imaginar ser trancafiada em um calabouço outra vez meu ar fugia aos pulmões, não queria viver aquilo outra vez de modo algum.

 Veranne me dizia que logo logo eu teria de esquecer de me acostumar a ser apenas um mascote de um homem podre e egoísta, que ele seria tão canalha quanto Bryorth ou até pior que o cruel homem a quem eu já havia servido. Meu desespero aumentou fazendo meu coração disparar dentro de meu peito, ela me pediu total controle afim de nos tirar dali rapidamente, eu cedi. Veranne se jogou contra um dos guardas nos derrubando sobre ele, apanhou uma adaga que este tinha eu seu cinto e rapidamente o apunhalou em seu pescoço. Fora um movimento rápido, mas logo veio um forte chute contra nosso rosto a deixando atordoada por alguns segundos, um guarda aproximou-se agachando para nos apanhar pelo braço outra vez, mas este esqueceu-se de checar se ela havia soltado a arma que empunhava momentos atrás, com sua falha ele teve sua garganta cortada e o seu sangue banhou nosso corpo.

Uma pequena mulher conseguira matar dois homens dependendo puramente da sorte, ela rapidamente tranca as portas daquele salão enquanto cuidava o homem que ainda estava sentado em seu trono, este que mostrava-se pasmo e totalmente acovardado enquanto se encolhia em seu assento. Veranne sorri deleitando-se com o pavor quase palpável do tal senhor, ele falava alguma coisa para nós enquanto estendia as mãos, não conseguíamos compreender absolutamente nada de suas palavras, mas ainda assim íamos em sua direção observando sua cintura afim de sabermos se ele tinha consigo alguma arma. Constatado que nada tinha com ele Veranne o puxa de seu assento e coloca de pé de costas para ela, passa um de seus braços por cima de seu ombro colocando a adaga contra a garganta do homem enquanto a mão livre puxava seus cabelos com força para trás.

Em sua mente eu podia ouvi-la dizer para mim:

- Eu sei que tem grande aversão à violência minha pequena criança, compreendo que odeies o sangue e a morte, mas veja que mesmo longe de nossa casa os grandes homens não mudam seu comportamento. O poder faz a força e a força traz o poder, é um ciclo interminável onde o mais forte dita as regras que oprimem os mais fracos. -

Eu não tentava argumentar com ela pois começava a compreender que aquele mundo era algo além de minhas expectativas, não era um recomeço feliz como eu pensava que seria, não haviam pessoas que me recebiam com afeto e carinho como Susanne me havia dado durante nossa viagem. Haviam homens como Bryorth e talvez ainda piores, havia a ganância e a sede pelo poder. Poder.

- Exatamente minha amada criaturinha, eles sempre querem o poder, anseiam por terem através de exércitos, dinheiro e terras o que temos em nosso sangue. Por que acha que somos tão banalizadas, odiadas e banalizadas? Sim, por termos o que todos querem ao custo do que esses homens derramam sob o chão frio, sangue. -

Tirar vidas para fortalecer algo que trago comigo, por que devo fazer isso? Jamais ansiei por poder ou por grandes coisas, queria apenas poder ter a minha família de volta e reviver os bons tempos de minha infância, antes da primeira morte. Porém, de alguma forma eu me sinto exausta de ir contra os ventos de meu destino, de ir contra quem eu sou de fato e isso faz-me ver como o mundo é em sua totalidade, cruel e impiedoso. Por quanto tempo mais terei de sofrer? Já não quero mais isso, queria usar esses dons para o bem e não para o mal como todos sempre fazem, por que algo tão desejável é utilizado exclusivamente para as coisas perversas? Não se pode mais escolher o caminho desejado para trilhar?

- Entender que o sofrimento foi escolhido por você mesma é o primeiro passo para livrar-se deste tortuoso caminho, tens o poder em todos os sentidos minha menina, basta usa-lo e alimenta-lo para que as estradas da felicidade mostrem-se trilháveis. -  

De certa forma Veranne tem razão, mesmo sabendo de tudo o que eu poderia fazer e obter através deste poder eu jamais quis usa-lo por ter medo de arcar com seu preço, vidas em troca de um poder que me beneficiaria para sempre. Foram mais de 20 anos vivendo como uma criança inocente que buscava ver apenas os lados mais belos da vida, buscando somente a felicidade nas menores coisas afim de ignorar a escuridão escondida atrás de faces e máscaras que cada pessoa usava.

-Acho que estou pronta para deixar de lado minha inocência, minha resistência em enxergar e aceitar as verdades que o mundo sempre jogou em minha face, Veranne me ensine o como ser mais forte e crescer sem ser uma ferramenta de pessoas inescrupulosas. -

- Diga em voz alta o que vem à sua cabeça, a voz que ecoa em sua mente mais forte e mais vibrante do que a minha, aceita a verdade que ela traz à você e faça o que ela manda. -

Assim ela guiava o homem até a porta o fazendo abri-la os outros dois guardas que esperavam na porta do castelo não ousaram reagir, o refém com a faca em sua garganta havia dito algo que fez com que os homens se afastassem abaixando suas armas, ele apontou para o estábulo e para lá fomos o mais rápido possível antes que mais soldados viessem atrás de nós. Não sabíamos qual o real número de homens que aquele lorde tinha ou se de fato era um lorde, talvez fosse apenas um subordinado de algum poderoso Lorde com um punhado de terras em seu poder.

Chegando aos estábulos eu ainda buscava em meu interior aquela voz que Veranne me dissera para ouvir, buscava as suas orientações para saber o que deveria fazer dali em diante assim que aquela situação se resolvesse. Foi então que Veranne fez o homem fechar as portas pelo lado de dentro e o levou até o fundo do estábulo, pegou uma corda que havia por ali e fez um laço passando ao redor de seu pescoço.

Sentia meu corpo tremer sentindo o que estava por vir, até que finalmente a tal voz veio até minha mente.

- Tenhas calma criança, lembrai de que isto é o seu primeiro ato para que possas ter o conhecimento sobre como ser mais forte. Este momento será o momento onde descobrirás tudo o que jamais desejou ver, a verdade sobre como é belo o poder que tens consigo. Ofertai esta vida à quem te fala e aceite tudo o que lhe ofereço, verás que é tênue a linha da bondade e da maldade e que podes usufruir de seu poder como bens entender, jamais fará algo que não a agrade. O bel prazer de suas ações será apenas teu, compreenderás criança que com teu desejo nascerá a verdade sobre o bem o mal que tanto condenastes, verás que nada é como parece. Faça o que digo e serás dona de sua felicidade. -

Assim que retomo consciência  das ações de Veranne percebo que o homem estava em pé sobre uma cadeira de madeira, a corda havia sido passada sobre uma grossa viga que sustentava o teto daquele local e amarrada em um poste que servia de sustento para tal viga. O homem chorava dizendo coisas que eu não conseguia compreender, algumas vezes gritava para chamar nossa atenção mas ainda assim suas falas não serviam para nada.

Foi neste momento quem eu percebi ter novamente o controle de minhas ações ouvindo apenas o que Veranne e a voz misteriosa me diziam para fazer.

- Inutilize as pernas do homem, então faça o que deve ser feito. -

Foi então que veio a imagem de onde deveria fazer os cortes, ia até as costas do homem vendo que este encontrava-se já sem suas botas, ergo um pouco a barra de suas calças e o faço juntar seus pés, então em um movimento rápido passo a lâmina em seus tendões posteriores, estes que ficavam pouco acima dos calcanhares. Percebo-o perder o sustento do corpo e começar a ser enforcado lentamente, vejo-o preocupar-se em afrouxar as cordas tentando não morrer enforcado, mas não era esta a maneira como iria morrer.

- Este é o momento minha amada menina, faça e aceite o que tens como direito teu.-

Eu conseguia ver a cena do que deveria fazer, via o sangue escorrer

- Ouça-me agora e aceite minha verdade, aceite-me como seu mestre e senhor. Diga o que tua alma clama e transmita os dizeres que tens em seu íntimo, assim, faça o que tem de ser feito. -

E assim eu respirei fundo deixando as palavras virem até mim, elas inundavam a minha mente enquanto eu as recitava como um lindo e emocionante canto ao caminhar até o homem que lutava por sua vida.

- A vida, como podemos saber que ceifar uma existência é de fato algo ruim? Quem pode dizer o que esta infeliz alma viveria amanhã? Ou no dia seguinte? Quem pode garantir com indubitável certeza que ao longo dos anos este ser não seria confrontado por um terrível destino? Seríamos nós realmente algozes de vidas inocentes? Ou solidárias almas detentoras de um poder de livramento? Acreditem em mim quando de minha boca são proferidas tais palavras. Sou eu a libertação daqueles que sofrem ou que um dia hão de sofrer, sou eu aquela que traz pela fria lâmina a salvação, e assim sendo, sou eu o bem que há de livrar do mal. A dor de minha libertação aliviará e poupará a dor que traz o destino.-

Findando minhas palavras eu findava também a angústia do homem que começava a ceder ao enforcamento, cravando o punhal no centro de seu peito eu puxava a adaga para baixo com ambas as mãos, o fio da lâmina fazia parecer que cortava um fino tecido de tão afiada que estava minha arma. Ouço o gemer e agonizar enquanto minha lâmina descia até sua cintura, via suas entranhas saltarem de seu corpo e caírem no chão de madeira do estábulo. Levo minhas mãos até seu corpos passando-as por todos seu interior, deixava-as encharcadas com o líquido escarlate e assim as trazia até meu rosto, sentia o quente sangue aquecer minha pele, sim, era uma sensação maravilhosa e aconchegante.

Retiro a minha roupa e fico completamente despida, me abaixo apanhando suas tripas e as passando por meu corpo como se estas fossem um véu suave e delicado, sinto o sangue pingar sobre minha pele alva e descer por ela pouco a pouco. Sentia-me muito confortável com tudo aquilo, em minha mente podia notar Verannhe também deleitar-se com aquele momento, ambas estávamos satisfeitas com a minha primeira libertação. Apanho o que seria o rim de meu libertado, coloco-o em meus lábios e sugo o sangue que havia nele de forma lenta a saborear o forte gosto do órgão e do próprio sangue.

Em minha mente sinto o esvanecer típico de quando teria minhas visões, tento buscar o que havia sido do passado daquela alma agora livre, enquanto me deleitava em meu banho carmesim tentava ter revelações de quem era aquele homem e aprender sobre sua fala. Infelizmente fora algo que eu não consegui aprender de primeira tentativa, mas pude coletar informações sobre seu passado negro, ele era um Lorde que havia perdido uma importante batalha, seu povo havia rebelado-se contra ele após descobrirem que ele deitava-se com outros homens, jovens de famílias pobres em troca de dinheiro. Ainda assim ele ordenava que seus soldados fossem até a casa das famílias que tinham as mais belas filhas e que as levassem para seu antigo castelo, lá ele as estuprava até que não mais houvesse forças em seus corpos, as mantinham em calabouços e assim fazia o que bem desejava.

Sim, eu via agora que meu poder me permitia libertar as pessoas, não somente meus alvos mas também aquelas que sofriam em suas mãos. O povo daquele Lorde levantou suas armas contra ele, assim como muitos de seus soldados, não o mataram mas o expulsaram de suas terras o fazendo fugir para o Norte. Poucos homens o seguiram, muitos morreram em sua longa jornada e outros tantos na tomada daquele pequeno castelo o qual viva, era uma alma perdida que teve o que merecia. Foi liberto da vergonha, do orgulho ferido e que os deuses tivessem misericórdia de sua alma já que havia pago por suas transgressões, agora ele estava livre para viver ao lado de seus ancestrais e arrepender-se.

Após banhar-me eu seu sangue sentia-me uma nova pessoa, renovada e sem sentir o tão rigoroso frio. Assim eu me vestia uma vez mais e saía dali antes que os poucos homens que ainda restavam viessem atrás de mim, segui sem rumo noite a fora, e fui atrás de meu objetivo.

Longas foram as noites onde eu buscava alguns viajantes solitários para fortalecer-me e trazer-lhes a devida libertação de uma vida ingrata, anos se passaram e pouco a pouco percebi que havia me tornado uma pessoa diferente, mais sensata e clara quanto ao meu estado de consciência. O sangue era a vida e a força, trazia o bem não só para mim mas para aqueles que o tinham derramado por mim.

Um belo dia eu havia me encontrado distante de qualquer vilarejo ou acampamento, estava a pouco tempo de alcançar a base das montanhas do Norte, tinha muita fome e muito frio já que naquele local a comida era escassa para alguém que não sabia caçar. Por sorte havia encontrado um pequeno rebanho de mansos carneiros, pude me aproximar e matar um dos animais ofertando-o ao meu deus que havia se revelado de fato, Cabra Preta era aquele à quem eu servia, aquele que me renovava as forças ao custo de minha bondade e de minhas libertações.

- Ainda sentes falta de teu passado minha pequena? De quando ainda acreditava que o bem era negar ao seu verdadeiro poder? -

Deveras eu pouco pensava e ainda pouco penso sobre quem um dia já fui, uma existência infeliz que apenas suportava o destino que maltratava uma peste que para nada servia, mas agora uma grande divindade me abria os olhos para verdade. Eu tinha o poder de confrontar o destino de igual para igual, sabendo o que este me traria e assim me fazia preparada para suas surpresas, o destino era de fato meu aliado e não meu inimigo. A criança que um dia eu havia sido jamais teria se dado conta desta maravilhosa dádiva que me foi concedida, ela negava esta benesse para não machucar outras vidas. Mas eu percebi que jamais havia machucado alguém, eu tinha o dom da libertação.

Libertar vidas me trazia poder e grande regozijo no final das contas, era uma sensação que também me trazia arrependimentos por não ter ouvido o grande deus e nem mesmo Veranne no passado, o quão forte já não estaria agora se não tivesse sido tão impossível, em outras palavras tão teimosa.

- Sim, fora uma árdua tarefa mostrar-te o verdadeiro caminho,  agora vistes com teus próprios olhos os proventos de usar o poder que temos em mãos.

Sim, de fato agora me via mais segura e crente de que estes benefícios eram garantidos através de benfeitorias, e ali estava eu me banhando em puro sangue, de uma animal jovem e saudável que poucos dias desde aquela data seria assolado por uma terrível peste, e assim morreria em grande aflição e flagelo. Mais uma vez a liberdade era garantia por minha lâmina, sua carne era ainda saborosa mesmo que não fosse assada ou fervida, seu sangue cobria minha pele a mantendo aquecida e rejuvenescida graças à bondade de meu divino senhor.

Foi então que acabei sendo surpreendida por alguns soldados que me retiraram de meu deleite, tentei reagir e como uma fera lutei até sucumbir com uma potente pancada em minha nuca. Ao despertar me deparei com a falta de trajes, porém, não sentia nenhuma dor que me fizesse notar ter sido violada, mas apenas sentia grande frio com os poucos panos que me cobriam o corpo. Estava acorrentada por pesadas correntes sobre a traseira de um grande e belo cavalo, olhei ao meu redor e vi em um estandarte as três luas azuis, a lua crescente, a lua cheia e a lua minguante. Pela Cabra eu estava com os soldados que me levariam até meu destino, era a grandiosa recompensa pelos meus trabalhos realizados em prol de meu poder e daqueles que mereciam sua liberdade.

Passado um logo tempo lá estava eu outra vez em um castelo, esperando que um Lorde qualquer viesse até a mim para me julgar, me colocar em um calabouço até que eu me libertar-se e enviasse sua alma para Cabra Preta em uma oferta de servidão. Ao contrário do que imaginei uma pequena menina aproximou-se de mim e me olhou com atenção, vi ali o respeito de todos para com sua presença, deveria ser aquela uma casa regida por uma Lady e não por um Lorde. Me parecia algo bastante curioso e incomum, então seus homens falaram com ela e ao que me pareceu ela entrou em um profundo debate com seus homens, fazendo uma carícia em minha face ela me cobriu com seu manto.

Assim as correntes já haviam sido retiradas e após todo o vasto diálogo por ela feito fui conduzida para um grande salão, a todo momento eu pude ver em sua linda face um grande e sincero sorriso, não compreendia como alguém poderia ser tão receptível com uma estranha que estava ali para lhe libertar. Ela tentou uma comunicação, provavelmente dizia seu nome enquanto apontava suas mãos para si mesma, então poderia estar mostrando aonde estávamos quando apontou uma região montanhosa no grande mapa que estava sobre uma vasta mesa de madeira. Ela havia me permitido sentar próxima de seu trono, eu estava de fato na casa das três luas azuis  em uma região montanhosa, estava aonde deveria estar.

Sorri para ela de modo infantil como costumava fazer no passado, minha voz ecoou do mesmo modo como se ainda me recuperasse do falso pranto que tinha simulado quando estava acorrentada. Continuaria agindo como a antiga criança que fora um dia, não mostraria quem era de fato naquele momento, com minha voz dócil e serena me apresentei tentando deixar claro apenas meu nome.

- Jehanne.- Imitava sua ação de me apontar com as mãos.

Então no grande mapa via a região de Essos, Susanne havia me ensinado a me localizar por uma mapa enquanto viajávamos, ela me mostrava as principais regiões do mundo para caso eu acabasse prolongando minha jornada sozinha. Fora útil naquela situação, mantinha meu dedo sobre a região de Essos para que ela visse de onde eu vinha, quem sabe por sorte uma menina de pele dão irradiante tivesse conhecimentos suficientes para me compreender e conversar comigo de modo polido e civilizado.

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Re: [RP FECHADA] My Little Girl

Mensagem por The Maiden em Qui Dez 22, 2016 11:04 am

Avaliação de treino de habilidade

Jehanne

O seu treino foi absolutamente maravilhoso. De facto, você teria sido muito mais beneficiada caso o usasse como sendo uma DIY. Contudo, compreendo o propósito para que tal não tenha sido feito, e não posso fazer nada mais para além de a parabenizar e dar a nota que merece. Parabéns!


Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 30% de experiência pelo atributo de inteligência com 10 pontos
- 45% de experiência por ter a habilidade no nível 7
+ 7% de experiência pelo dote inicial

Recompensas
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Re: [RP FECHADA] My Little Girl

Mensagem por Anastasya Harclay em Sab Jan 21, 2017 6:02 am




Sweet Child




'You'll never know the psychopath sitting next to you
You'll never know the murderer sitting next to you
You'll think: How'd I get here, sitting next to you?
And after all I've said, please don't forget
 Me via ansiosa enquanto aguardava as respostas daquela caricata figura, notava que ela dizia algo enquanto apontava para si mesma, a palavra era bastante estranha tendo-se em vista que era desconhecida no Norte, então eu deveria crer que era seu nome, peculiar por assim dizer.

- Jehanne ? -  Apontava para ela tentando replicar a palavra e sua sonoridade.

Em seguida a vejo apontar para o mapa que estava aberto sobre a mesa logo a sua frente, ela toca o dedo sobre a região referente a Essos. Meus olhos se arregalam ao ver de quão longe vinha aquela mulher, não me via mais surpresa por terem a encontrado despida e comendo carne crua, minhas hipóteses ao fim mostravam-se corretas.

Nossa comunicação estava resolvida, minha educação com os servos mais sábios de meu pai havia me dado um vasto leque de dialetos, claro que não me via uma sábia quanto ao dialeto falado em Essos, mas o conhecimento que tinha já me ajudaria a me comunicar de forma mais fácil e fluída com a visitante.

- Jehanne, seja bem vinda à Casa Harclay. Peço perdão pelo modo que foi trazida até aqui, meus homens não estavam habituados à tais cenas como a que lhe encontraram, peço que não os leve a mal e perdoe seus julgamentos. -

Estava preocupada em saber se ela me compreenderia como eu o gostaria, jamais havia conversado com alguém vindo de tão longe e com dialeto completamente diferente de Westeros e do Norte. Chamo uma de minhas servas e ordeno que esta prepare um banho e arrume um de meus vestidos para que Jehanne pudesse trajar-se devidamente, ela estava praticamente nua e não queria que nenhum dos servos se visse tentado.

- Pedi para que lhe preparassem um banho e lhe arrumassem novos trajes, sinta-se como uma convidada de minha casa. Assim que terminar seu banho iremos jantar e conversar um pouco sobre sua jornada até o Norte. -

 Passados alguns minutos minhas servas se aproximam anunciando que o banho e as novas roupas de Jehanne estavam prontos, peço que a levem até os seus aposentos para lavar-se.

- Preparem o jantar e o sirvam assim que nossa convidada estiver pronta. - Dizia enquanto ia até meu trono e me colocava em meu assento cruzando as mãos sob meu queixo, refletia se algo havia ocorrido durante a trajetória dos soldados com Jehanne até o castelo.

- Chamem os homens que encontraram a viajante, quero ter uma palavra com eles. -

Não demorou muito para que estes se apresentassem diante de mim, ainda sentada os observo curiosa.

- Pedi para que os chamassem até aqui afim de que me tirassem algumas dúvidas, se importam em me responde-las?

Todos negam com cabeça parecendo tensos com o chamado inesperado, talvez pensassem que aquilo fosse um interrogatório e que pudesse haver algum tipo de punição. Não iria fazer nada para mudar essa impressão, assim conseguiria de forma mais fácil as verdades que buscava.

- Aonde a encontraram exatamente e como ela estava neste exato momento? - Eles se entre olham e um deles se coloca a frente relatando a ocasião questionada.

Ao que parecia ela devorava a carne de um animal ainda crua e estava coberta por seu sangue, o que me parecia ser verdade dado que sua face estava avermelhada e o mesmo ocorria com seu corpo. Enquanto ao local ela parecia ter sido encontrada próxima a base das montanhas, uma região não muito longe de onde ficam nossas fronteiras, era um local bastante perigoso já que frequentemente os selvagens passavam por ali afim de nos atacar.

- Em algum momento notaram um comportamento incomum ou perigoso vindo dela? - Os homens negavam com a cabeça.

- Estou fazendo essas perguntas para saber quem estou abrigando, não quero por em risco a segurança de meus servos e nem de nenhum de nós. Seria trágico fazer um discurso em defesa de alguém e esta pessoa acabar matando algum de nós. - Dou uma breve risada afim de eliminar a tensão que inundava aquele ambiente.

- Pedirei para que levem o jantar até os aposentos de vocês, descansem e se recuperem da patrulha. Obrigada homens, podem ir. - Os vejo fazerem breve reverência e se retirarem voltando para seus aposentos.

 Após um longo tempo vejo minhas servas retornarem enquanto eu já em meu trono pensava como abordaria a conversa com a hóspede. Jehanne estava linda em um longo vestido verde escuro com detalhes e rendas douradas, sua aparência era bastante jovial agora que estava limpa e penteada, seu cabelos tinham uma coloração bastante peculiar haja visto que era impossível ver algo assim em Westeros. Deveria ser algum costume de Essos, não poderia afirmar com certeza pois tudo o que conhecia de lá era através de estudos, não de fatos observados e comprovados.

 Jehanne se senta novamente próxima de meu trono enquanto eu dava o sinal para que o jantar fosse servido e pedia que levassem também aos aposentos dos soldados, volto minha atenção para Jehanne que parecia estar bastante agitada em seu assento. Percebia que não apenas sua voz e feições eram semelhantes a de uma criança, mas também seu comportamento de distrair-se facilmente com alguns objetos sobre a mesa.

- Jehanne, sua presença alegra este castelo e mais uma vez me vejo no dever de dar-lhe as boas vindas à Casa Harclay. - Sorrio de uma forma amistosa, afim de que pudesse dar sequência à conversa.

- Eu poderia passar longas horas desejando uma boa estadia e dizendo como és bem vinda aqui, no entanto tenho a obrigação de garantir não apenas a minha segurança como de todos que aqui vivem. - dava uma breve pausa enquanto notava as servas servirem a mesa.

- Gostaria que me contasse um pouco sobre você, de onde veio e quais são suas razões para vagar sozinha pelo Norte, ainda mais nestas regiões tão distantes e que é um ambiente bastante hostil para quem viaja sozinho. Então estas são algumas das coisas que eu gostaria de saber sobre você. -

Com o jantar servido eu apanhava um pedaço de pão e cortava um longo filete de carne o colocando em meu prato, servia uma taça com um bom vinho enquanto aguardava as respostas de Jehanne.






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Re: [RP FECHADA] My Little Girl

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