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[RP Fechada] "O bêbado e a equilibrista"

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[RP Fechada] "O bêbado e a equilibrista"

Mensagem por Hugh Storm em Sex Maio 27, 2016 2:29 pm

"O bêbado e a equilibrista"
A RP irá começar com o post de Amaya de Astapor. Esta é uma RP FECHADA, então fique à vontade para entrar e participar // conta apenas com a participação de Amaya e Hugh Storm. Estamos em Pentos, o sol começa a nascer e de frente à Baía de Pentos algumas pessoas passam de lá para cá, cada uma em seu caminho, em seu destino.
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A noite é escura e cheia de terrores
A chama da vida não se apaga
 
Estava fazendo uma visita a Baía de Pentos, acordara cedo e resolvi dar uma volta para conhecer o lugar. O sol começava a nascer e entrava em uma sincronia harmoniosa com a leve brisa de começo de manhã que batia em meu rosto. Observo o vai e vem das pessoas das localidades e paro em frente a comércio de especiarias. Não que fosse um hábito comprar adereços, mas ainda era um costume que eu sempre tive de observar os trabalhos feitos pelas mãos de outros homens, parecia algo tão incrível.

Como minha devoção a R'hllor era total e me roubava boa parte de meu tempo, dificilmente podia ficar nos lugares para os quais ia para observar as artes artesanais, mas neste dia em especial, eu estava com a manhã livre e resolvi aproveitá-la do melhor jeito possível, conhecendo o local e os hábitos de seu povo.

A cidade conseguia ser ainda mais populosa que minha terra natal, pelo menos era o que eu costumava ouvir em tempos remotos de escravatura. Meu dono dizia isso com certa frequência pelo prazer de negociar suas ilegalidades pela Baía de Pentos, agora eu entendia o porque daquilo, não que goste de lembrar daquele tempo desastroso que ocupou quase toda a minha infância antes do chamado de R'hllor, mas o desgraçado a quem era submetida ainda me ensinara muitas coisas nas conversas que ouvia as escondidas.

Agora, parada em frente a uma barraquinha com algumas frutas não tão frescas, pego-me dispersa em pensamentos que tento a todo custo fazer com que se tornem menos dolorosos.



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Re: [RP Fechada] "O bêbado e a equilibrista"

Mensagem por Hugh Storm em Sex Maio 27, 2016 8:25 pm

what a life it would be
As primeiras impressões das Cidades Livres não eram das melhores. O comércio estava começando. Especiarias eram trocadas e vendidas no local. O cheiro era um tanto quanto interessante, ainda mais para um viajante. Sim, Hugh, talvez pela primeira vez em sua vida, considerava-se um viajante. Por mais que já tivesse passado por todos os cantos do Continente dos Sete Reinos, nunca estivera perto de se sentir "perdido" ou então nunca se sentiu no desconhecido. E aquilo acontecia ali. Começava da aparência das pessoas ali. As roupas eram diferentes e também toda forma de se comunicar. Percebiam o diferente falatório do bastardo. Depois, o clima. Estava próximo do mar, é verdade, e isso tornava tudo mais abafado. A maresia parecia doer os ossos de qualquer um ali.

Hugh acordara cedo. Isso era raro de se acontecer. Queria conhecer o máximo possível do local. Principalmente as tabernas. Ah, sim. As tabernas das Cidades Livres. De Pentos. Como seriam? Essa pergunta se passava pela cabeça e pela boca do ladrão. Eis um fato. Não esperava atuar como um ladrão ali. Não esperava, mas caso precisasse... Ou se fosse convidado... A partir daí era imprevisível. Mas não impossível. Os pensamentos corriam soltos na mente do ladino. E disso ele não poderia reclamar, até porque toda a viagem lhe causara tanto tempo livre que pudera pensar em gerações e gerações de antepassados. Pensar naqueles tarados, que derrota.

Andava por entre as ruas de Pentos. Volta e meia esbarrava com alguém. Os maus olhares eram constantes, recebidos e distribuídos. Quando precisava, utilizava de tudo que seu carisma dispunha, mas não mais do que o necessário. Como sempre, utilizava roupas comuns, negras com tons de vermelho. Sabia que não passaria frio, isso com certeza. O vento no local parecia um bafo. A fim de ver o mar, foi até um dos locais possíveis para se observar a imensidão do dito "Estreito". No mínimo, irônico.

Chegando no local, viu uma barraquinha de frutas, muitas das quais nunca tinha visto na vida. Voltou seu olhar para o mar e depois olhou para a barraquinha novamente. E perto dela, algo chamou a atenção de Hugh. Os cabelos rubros escorriam em suas costas. Vestimentas, no mínimo, diferentes. Não conseguia ver o olhar da moça, apenas a silhueta de seu rosto. De repente, as primeiras impressões das Cidades Livres melhoravam.
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Enquanto observava as frutas, por mais estranho que isso fosse, a cor madura de algumas e o cheiro de outras começavam a me fazer sentir fome novamente, mesmo já tendo feito o desjejum bem recentemente por sinal. O cheiro das frutas roubou tanto minha atenção que até mesmo esqueci, por alguns momentos, o mau cheiro que vinha de outras barraquinhas e até mesmo algumas pessoas que por ali estavam. Olho em volta procurando pela fonte do cheiro desgostoso que estava sentindo, mas em vão, porém, meus olhos logo acabam por cair em um cavaleiro que estava a poucos metros da barraquinha de frutas, seu cabelo desgrenhado pelo vento lhe dava certo charme e a barba denunciava ser algum tipo de viajante.

Quando noto que o mesmo estava a pousar o olhar sobre mim também, desvio novamente para a barraquinha a minha frente e puxo o lenço rubro que havia, caído, em meus ombros para que cubra meus cabelos e tampo levemente o rosto com ele, para evitar de que ele soubesse que acabei prestando mais atenção do que normalmente daria a um viajante. Rio comigo mesma com tais pensamentos e noto o aparente dono da barraquinha a olhar-me com certa desconfiança, parecia se questionar sobre o que se passava em minha cabeça.

- Que a luz de R'hllor guie seu coração pelos mais belos caminhos. - Disse a ele com um sorriso gentil antes de lhe dar as costas.

Aproximei-me mais do mar que havia ali, o clima estava ótimo para sentir pequenas gotículas de água marinha que eram trazidas pelo vento até meu pescoço. Por mais que a qualidade da água fosse um tanto sugestionável, ainda oferecia um certo frescor agora que o sol estava saindo, cada vez mais belo e vigoroso em suas chamas.

Antes que pudesse conter o ato súbito, puxo novamente o leve tecido de seda sobre meu rosto e volto-me para o viajante que parecia interessado em algo na barraquinha de frutas, mas quando me dou conta do que estava fazendo, logo coloco minha atenção, olhares e pensamentos novamente no mar a minha frente.



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Re: [RP Fechada] "O bêbado e a equilibrista"

Mensagem por Hugh Storm em Sex Maio 27, 2016 9:42 pm

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A surpresa. A moça de cabelos rubros trocara olhares com Hugh. Mesmo que breves, aquilo fazia com que um pequeno sorriso surgisse no rosto do homem. Ela parecia ser reservada, justamente por serem frequentes as vezes em que ajeitava o lenço, igualmente vermelho, para que cobrisse seus cabelos. O bastardo passou a mão no rosto e se dirigiu até a barraquinha. Quando estava a poucos passos, a moça saiu dali, dizendo algo para o vendedor. Aquilo trazia alguma desconfiança para Hugh, que fez os seus passos tornarem-se um pouco mais travados.

Olhou as frutas da barraquinha, enquanto dava bom dia para o vendedor. Era um homem sisudo e parecia falar pouco, tanto que sequer respondeu o viajante com palavras, ouviu-se ali apenas um murmúrio, um resmungo. Resmungo... Parecia estar vomitando, isso sim. As frutas ali pareciam apetitosas, por mais que o sabor saudável delas não era muito frequente no paladar do ladino. Mexeu em seu bolso e contou as poucas moedas que possuía. Pegou uma delas e coletou as frutas mais bonitas que podia ver. Colocou-as em sua sacola de viagens e jogou a moeda para o velho.

Sem palavras, nem sobrancelhadas, Hugh deu as costas para a barraquinha, e ali viu a moça observando o mar. O vento batia forte no rosto de todos que ali estavam perto da Baía de Pentos. O lenço da moça estava dançando em sua cabeça. Já a cabeça de Hugh tombou-se um pouco para o lado, ao ver aquela cena. Aquele seria, talvez, o primeiro contato com alguém que ele faria naquela terra desconhecida. Desde que não me mate, tá ótimo.

Passos lentos eram percorridos desde a barraquinha até o local mais próximo do mar na espécie de "praça" em que estavam. Estavam todos numa espécie de "mirante", porém muito mais baixo do que um verdadeiro seria. Hugh, enquanto andava, pegou uma das frutas em sua sacola e abocanhou-a, percebendo que a casca era mais amarga do que a mais amarga das folhamargas que já tinha provado. Aquele sabor percorreu o seu corpo e pensou em cuspir, só que quando viu, já estava do lado da moça dos cabelos rubros. Olhou-a de lado, com a maior classe que sua criação simples lhe permitia.

- Promete ser um belo dia, não?

Hugh tentava sorrir, por mais amarga que a fruta em sua boca estivesse. Mastigava mais e mais aquele sofrimento, porém não sentia-se apto a se livrar daquilo. Olhava para o resto da fruta em sua mão e se perguntava o que faria com aquilo. Eis que uma questão surgiu a sua cabeça. E se for venenosa?

Enfim olhou diretamente para a moça. Mesmo com o lenço, pouco de seu cabelo podia ser visto. Ela era bela. Cada detalhe em seu rosto a fazia atraente. Tinha olhos que transmitiam, quem sabe, alguma verdade. Qual seria?
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A noite é escura e cheia de terrores
A chama da vida não se apaga
 
Com os pensamentos voltados para o mar e toda a sua grandiosidade, acabo por me ver surpreendida pelo viajante que outrora havia me chamado a atenção pelo charme natural que, estranhamente, possuía.

- Promete ser um belo dia, não?  - Disse o homem cordialmente.

Sorrio e, ainda olhando para o mar, fecho os olhos e levanto levemente o queixo para sentir melhor o sol em meu rosto e deixo o lenço que cobria meus cabelos caírem novamente sobre meus ombros.

- R'hllor nos agraciou com mais um dia perfeito para aquecer o coração daqueles que necessitam. - Ao finalmente abrir os olhos, agora um pouco incomodados com a claridade, noto que o homem está a fazer certas caretas ao comer a fruta que havia em mãos, e mesmo não conhecendo-a, sorrio antes de voltar a falar e retirar a mexa que fora levada ao meu rosto pelo vento. - Já tentou tirar a casca? Frutas costumam ficar melhores desse jeito.

Viro-me de completo para o homem e noto que o mesmo possui uma sacola de viagem que parece levar algumas outras frutas, uma dúvida se o mesmo saberia comer todas elas se formula em minha cabeça e tento afastá-la com um sorriso, pensando que de fato, o homem não aparentava ter tão pouca idade para não saber comer algumas frutas, mas como um viajante, talvez apenas não conhecesse tudo.



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Re: [RP Fechada] "O bêbado e a equilibrista"

Mensagem por Hugh Storm em Sex Maio 27, 2016 10:43 pm

what a life it would be
Pelo menos a presença de Hugh não parecia afugentar a moça, isso já era um bom começo. Não sabia direito em que tipo de cultura estava inserido, nem se o que fazia ali poderia ser ofensivo ou não. Enfim, ela parecia ter alguma outra conexão com o mundo. Manteve os olhos fechados por um tempo, parecia sentir o vento de formas mais profundas do que as outras pessoas costumavam fazer. Quando abriu os olhos, percebeu que o viajante quase vomitava ao seu lado. Foi então que as primeiras palavras saíram da boca da moça, e desde aquele momento algo chamou atenção do bastardo. Rol... O quê? Já ouvi isso antes...

Para um homem que viveu sua vida inteira no outro continente, onde as crenças eram bastante diferentes e rodeado de pessoas que a única crença é o dinheiro, não era de se estranhar o tal desconhecimento. O próprio ladino não sabia muito bem em que acreditar. Vivera uma vida em que não tivera muito tempo para pensar nisso. De repente, voltou ao seu paladar amargo e às palavras da moça. Ela recomendava tirar a casca. Ora, algo tão simples, é verdade, mas nem sequer tinha passado pela cabeça de Hugh. Enfim ele engoliu aquela mordida.

- Tem razão, devia ter tirado. mas é aquele ditado, vamos fazer o quê. Me chamo Hugh, e a senhorita?

Não tinha porque mentir o seu nome ali. Se fosse em qualquer outro local dos Sete Reinos ele mentiria, como costume, mas não num local tão distante. A sensação era estranha, dizer o seu nome, devia fazer anos que não pronunciava seu nome. Apesar de estranha, era boa a sensação. Estendeu a mão que estava desocupada para a moça, enquanto mordia mais uma vez a fruta, sentia que já estava se acostumando com o sabor amargo.

- Não pense que sou doido, mas gostei desse sabor amargo - a expressão facial de Hugh não demonstrava a mesma coisa - Se me permite a pergunta, a senhorita é daqui de Pentos?

Os olhos do homem transcorriam a moça. Podia analisar melhor as vestimentas avermelhadas dela. Já tinha ouvido falar de mulheres que se vestiam de vermelho para venerar algum certo tipo de divindade. Talvez fosse aquele o caso? Não sabia dizer. O suco da fruta que comia começou, enfim, a ficar doce, e enquanto ainda estava de mão estendida, olhava a moça nos olhos, com um leve tombar de cabeça, tentando decifrá-la.
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O homem não perece interessado em seguir meu conselho quanto a retirada da casca da fruta, pois continua a comê-la com seu aparente gosto amargo que os faz mudar suas expressões de modo a, até mesmo, parecer engraçado. E aquele cavaleiro acaba por apresentar-se como Hugh, era um nome curioso, admito, e bonito.

Após mais algumas mordidas naquela fruta azeda, o homem também confessa ter gostado do sabor, julgando que e fosse achá-lo louco por isso, apenas sorrio enquanto penso que também gosto de comer coisas azedas, a sensação de refrescância e leve irritação que aquilo causava ao paladar era algo que lhe trazia um prazer que não poderia explicar com palavras simples. Fico o observando degustar aquilo e logo me dou conta de que o mesmo havia me feito algumas perguntas.

Então noto que o homem estava com a mão estendida, entendi aquilo como um gesto de cumprimento, o qual eu não era muito customizada, mas ainda assim sorrio olhando-o nos olhos antes de apertar sua mão com gentileza.

- Ah, sim, me chamo Amaya, sou de Astapor. Estou aqui com o sacerdote em uma missão de espalhar a palavra de R'hllor pela cidade. Creio que, talvez, não tenha ouvido falar ainda do Senhor da Luz, certo?

Não era muito de meu feitio julgar que as pessoas não conhecessem o Deus Vermelho, mas tendo em vista o modo como o homem a minha frente observava minhas vestimentos com curiosidade, logo imaginei que o mesmo não conhecesse muito os hábito de minha religião, a verdadeira religião, no caso.

- Você sente isso? - Disse enquanto levantava novamente o queixo em direção ao sol, e apesar de gostar da sensação do sol da manhã em meu rosto, minha pele branca denunciava que não costumava apreciar muito esses momentos tão agradáveis – Isso é R'hllor nos agraciando com sua chama mais ardente. - Volto-me para o homem e toco em seu rosto com as costas de minha mão, mal encostando, na verdade – Sente o calor? Sente ele indo subliminarmente até sua alma e enchendo-a de nova esperança? - Percorro os dedos até chegar no peito dele, mais precisamente na região de seu coração – Seu coração... Está desfrutando de um leve deslumbre de paz em meio a tanta guerra... Como se sente?

Ao dizer a última parte, olho-o diretamente nos olhos com expressão curiosa e aguardo por uma resposta.




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Re: [RP Fechada] "O bêbado e a equilibrista"

Mensagem por Hugh Storm em Sab Maio 28, 2016 10:17 pm

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Enigmática. Era assim que Amaya parecia para o viajante. Primeiro foram suas vestimentas, todas avermelhadas. Estariam combinando com a cor de seus cabelos? Um ton sur ton? Ou qualquer outra expressão estrangeira que sugestionasse tal combinação de cores? Descobriu que não. Na realidade ela era uma das responsáveis por espalhar uma religião. O Senhor da Luz.

Quando Amaya perguntou ao viajante se ele era conhecido de tal crença, o homem apenas balançou a cabela negativamente, olhando a moça. Ela parecia realmente estar conectada com qualquer que fosse a energia vinda do sol. Fechava os olhos e sentia o calor emanado daquela fonte tão desconhecida de luz. Ela erguia o rosto. Sua pele era clara, portanto não devia tomar tanto sol como demonstrava, mas de qualquer forma... O discurso continuou. Eis que os olhos dela se abrem e tornam para Hugh. Ela o toca no rosto e pergunta algo em relação ao calor, depois leva a mão até o coração dele e o questiona de uma sugestiva paz que supostamente o tomaria.

Para alguém como Hugh, pensar em algo como "paz" não era comum. Tanto o termo quanto o seu efeito eram tão distantes da realidade do viajante que até de pensar em algo próximo sentia uma espécie de constrangimento, e nem sabia do quê. Puxa vida, o que falar agora... A verdade era: Hugh era um bocado cético para todo aquele tipo de coisa. Nunca tivera tempo de refletir sobre o transcendental, até porque muitas vezes esteve entre esse plano e o outro, e nunca no bom sentido.

Depois de poucos segundos em silêncio, com o olhar baixo e sentindo a mão de Amaya, Hugh segurou a mão da moça e a afastou gentilmente de si, levando-a até o parapeito a que os dois estavam apoiados. Ali manteve sua mão sobre a dela por alguns momentos, enquanto procurava como se expressar para ela. Nunca imaginou, mas por algum estranho motivo queria sentir a plenitude com a qual Amaya parecia se expressar. O que há nessa maresia, por acaso?

- Para falar a verdade, nunca acreditei em muitas coisas, senhorita Amaya. Creio que nunca tive muito tempo para pensar, mas agora que comentou, essas terras, esses ventos, a luz aqui, ou alguma outra coisa parece com algo com que você diz.

Era notável a dificuldade com a qual o homem tinha de se expressar. Em geral, a sua fala era eloquente, até porque estava coberta de máscaras e precauções. Ali não. Por começar, era Hugh, coisa que não era há muito tempo. Segundo, alguém realmente parecia falar com ele como se importasse algo. Complexo de abandono? Acho que nem tanto, né? Mas havia uma falta de costume daquele olhar de Amaya, que transmitia até alguma curiosidade.

Num súbito o viajante percebeu que ainda estava com a mão sobre a mão de Amaya. Retirou-a lentamente, como se pudesse fazer daquele momento o menos constrangedor possível. Ajeitou sua sacola de viagens e olhou para a fruta que tinha em sua mão. Girou-a para que o lado com outro pedaço com casca ficasse a vista e deu mais uma mordida. Ajeitou o seu cabelo que estava dançando com o vento que batia tão intenso quanto a luz do sol e voltou a olhar para Amaya.

- E você, por acaso, só trabalha como uma transmissora da palavra do Senhor da Luz?

Hugh perguntava, curioso. Seria ela realmente apenas uma devota àquela crença, e nada mais além? Se fosse, a realidade dos dois eram muitos, mas muito distintas. E justamente por isso era que o viajante queria conhecê-la melhor. Ali a sua viagem mostrava as primeiras feições interessantes. Novos conhecimentos, novos contatos. Colocou sua mão dentro de sua sacola de viagem, sentiu, de relance, uma de suas adagas presa em sua cintura, e depois pegou uma das frutas, oferecendo-a para a moça.

- Se preferir, posso tirar a casca

Soltava um leve sorriso. Possuía uma leve ironia, é verdade, mas também transmitia sinceridade, só não sabia qual das duas interpretações seria recebida por Amaya. Essa era uma das vantagens de viver uma vida sem tomar lados, a ambiguidade tomava conta de diversos atos, tornando-os indecifráveis.
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A noite é escura e cheia de terrores
A chama da vida não se apaga
 
Observo o homem, que parecia refletir consigo mesmo sobre tudo o que havia tido. Fico me perguntando se havia, de alguma forma, entrado em conflito com alguma ideia que ele podia possuir sobre a vida e seus aspectos, até senti-lo retirar minha mão de seu peito, que eu mesma havia esquecido de retirar em meio a curiosidade sobre tal viajante, e deposita-a sobre o parapeito, mantendo sua mão sobre a minha. Ao dizer que não acreditava nessas coisas, sinto que minha respiração tranca por breves momentos, mas consigo conter-me para não afugentá-lo e deixá-lo prosseguir com sua reflexão, mas logo o olho sorrindo ainda mais abertamente quando o mesmo diz que o que eu dizia fazia algum sentido.

Ele parecia bastante pensativo, e tudo o que eu poderia fazer naquele momento era esperar que ele organizasse as próprias ideias, pois sua dificuldade de expressão estava quase que completamente descrita em sua precaução ao colocar as palavras para fora. Não havia muito que eu pudesse fazer naquele momento, não conseguiria simplesmente entender tudo que se passava em sua vida apenas com aquela conversa cautelosa por parte do viajante.

E enquanto ambos estávamos perdidos em nossas mentes, sinto-o retirar sua mão de sobre a minha. Como havia novamente esquecido deste detalhe? Não sei. Talvez o clima estivesse simplesmente perfeito para nos fazer ter esses pequenos devaneios que nos faziam perder um pouco da sensibilidade na pele. Devaneios tem realmente o poder de me deixar desligada do mundo exterior, mas felizmente, quando falam comigo eu tendo a voltar desta viagem, que isso causa, dentro de mim mesma.

Volto então, com o homem perguntando se o que fazia era apenas espalhar a palavra do Senhor da Luz, balanço levemente a cabeça, o suficiente para fazer o vento tapar meu rosto com os cabelos e enquanto os retiro, ele oferece uma fruta, com a gentileza de ainda se oferecer a retirar a casca. Sorrio e acabo de retirar os cabelos do rosto.

- Obrigada, mas já fiz o desjejum de hoje. Mas bem, respondendo a sua pergunta anterior, sou uma sacerdotisa do Deus Vermelho, e o que fazemos é muito mais do que simplesmente espalhar a palavra do Senhor da Luz. Fazemos o chamado de R'hllor e, aqueles que são inteligentes o bastante, costumam ouvir.

Volto-me para o mar novamente, sentindo novamente suas pequenas gostas a refrescar-me.

- No momento certo, sinto que seu coração também clamará por R'hllor e você verá que o que eu digo aqui, faz sim muito sentido. - Olho-o com o canto dos olhos e volto a sorrir – Mas tudo a seu tempo, não?



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Parecia ainda sentir a pele de Amaya tocar sua mão. Aquela moça tinha algum poder hipnotizante, ou seria mesmo o tal deus chamando pelo homem através dos cabelos dela? Não sabia dizer, mas gostava do jeito dela falar. Mesmo sendo uma devota, o que significada certa pureza, tinha ironia no olhar. Hugh analisava todas as palavras de Amaya e procurava nelas não se perder.

A moça mantinha a sua posição de sobriedade e erudição, e no final ainda soltava um pequeno subentendido. Aquilo fazia o bastardo soltar uma leve risada, balançando a cabeça, como se concordasse com o que fora dito. Mordiscou o resto de sua fruta e a deixou de pé, sobre o parapeito em que estavam apoiados. Voltou-se para Amaya e viu o relance de seu olhar.

O rosto dela estava voltado para o mar. O perfil de sua face contrastava com o céu azul. Podia sentir as gotículas de água das ondas que batiam nos rostos dos dois. E era possível dizer, até nisso havia alguma sincronia. De repente o homem se desencosta do parapeito, num movimento um pouco rude. Passou sua mão levemente em suas adagas e depois tornou o corpo diretamente para Amaya. Encostou-se de lado no parapeito. Todo aquele movimento, no final das contas, foram apenas para que pudesse se ajeitar.

- Você está aqui de passagem? Ou mora nesse paraíso de maresia?

Hugh colocava um pouco de ironia em sua fala. Até porque, mesmo o sol que antes tornava tudo brilhoso e belo, começava a arder em sua pele e em seus olhos. Não demorou muito para que o ladrão voltasse a se mover. Parecia inquieto. Queria entender o porquê daquilo. De repente, antes mesmo da resposta de Amaya, pousou sua mão levemente sobre a mão dela que no parapeito estava, e com a outra esticou para a praça, colocando-se de costas para o mar.

- Aceita uma caminhada? Tenho interesse em conhecer a cidade e gostaria de sua companhia.

Alguns fios de seus cabelos caíam sobre o rosto do bastardo. Manteve sua mão sobre a mão dela, querendo ver como seria a reação de Amaya. Olhava-a nos olhos, ou pelo menos, no canto dos olhos. Eles refletiam o mar, e justamente por isso não demonstravam facilmente o seu interior. Parecia, mesmo para alguém tão nova, ter autocontrole de suas emoções e de seus pensamentos. Hugh queria entendê-la, e por isso, sorria.
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