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Trama [Westeros]

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Trama [Westeros]

Mensagem por Narrador em Ter Ago 25, 2015 7:54 pm

Terras da Coroa I
Contextualização: Estamos em 357 DD. Quase 60 anos se passaram desde a Guerra dos Cinco Reis, que mudou bastante o continente de Westeros. Dragões tinham voltado, e tinham voltado para o Trono de Ferro. Com uma grande rainha, os Sete Reinos aceitaram-na, afinal, ela era uma Targaryen e a sua pretensão ao trono era melhor que as outras. A maioria daqueles que estavam vivos durante a guerra estão agora mortos. Há um novo rei, há novos lordes. Tudo mudou, mas no fundo nada mudou.

Parte I.

Não se ouvia nem um sussurro na rua. O silêncio consumia tudo. Não haviam estrelas no céu, nem a própria Lua era visível. Uma sombra vagueava, sempre em frente, até que finalmente um lugar iluminado de onde se ouvia o alto som de gargalhadas surgiu perante a figura sombria. A porta abriu-se e voltou a fechar-se num piscar de olhos. Ninguém prestou atenção ao que acabava de entrar. Aproximara-se de um homem sentado, com os braços completamente abertos, que observava a taberna. O seu olhar virou-se para a figura encapuçada quando esta se sentou ao seu lado.

- Fico feliz que tenha decidido vir.

Disse o homem, mantendo a sua postura descontraída. Aquela sombra desconhecida incomodara alguns dos homens ali presentes, mas este parecia não ter sido afetado pela sua presença.

- Creio que não tenha escolha. Não posso deixar a traição da minha casa impune.

A figura respondeu-lhe, revelando uma voz feminina, mas isso não a tornava uma voz mais fraca.

- Muito bem. Fico feliz em fazer um negócio consigo. Mas saiba que isto lhe vai sair caro.

O homem ergueu uma sobrancelha, ainda duvidando da sua palavra. Não era o tipo de cliente habitual, mas também não era um contrato habitual. Ia custar à mulher encapuçada e era apenas uma mulher, como podia ela pagar tanto?

- Eu posso pagar. Mas primeiro quero que você faça o que me prometeu. Eu quero aquele Targaryen morto. Estou farta de que passem por cima de nós.

A sua voz aumentara, com a sede de vingança a falar por ela, mas imediatamente a mulher ajustou a sua postura e respirou fundo, voltando a fixar o homem. Remexeu nas suas vestes, acabando por tirar um pequeno saco fechado. Colocou-o em cima da mesa, e o homem apercebeu-se de que o saco era pesado. Quantas moedas teria ela lá dentro? Muitas para o tipo de gente que habitava a taberna, mas não seria nem metade para o que ela queria feito.

- Preciso de saber se o vai fazer.

Acabou por dizer, a sua voz começara agora a tremer. A sua ansiedade começava a tomar controlo sob ela. Podia ter todos os mantos do mundo a cobrir a sua identidade, mas nada iria esconder o que estava mesmo à frente dos olhos do homem. A mulher estava desesperada. O homem sorriu, inspirando fundo. Olhou para a taberna à sua volta. Vários homens se encontravam lá, homens do povo, que procuravam uma noite mais animada do que o dia. O dono da taberna conversava com vários dos homens, com familiaridade, mas ao mesmo tempo examinava com cuidado aqueles que não conhecia. Um grupo de jovens desatou às gargalhadas, sobrepondo todos os outros ruídos da taberna. A mulher olhava para ele, impaciente, mordendo o lábio. Era uma das únicas mulheres ali presentes, com exceção das duas moças jovens que ali trabalhavam e eram constantemente assediadas por homens mais velhos. O olhar do homem finalmente parou na mulher, por breves segundos, até que voltou quebrar o silêncio.

- Os Homens sem Rosto completam sempre os seus contratos, milady.

Dito isto, o homem levantou-se e abandonou a taberna, deixando a mulher desesperada a olhar para ele incerta. Não sabia se o ia fazer. Mas não tinha escolha se não em confiar no homem. Era a sua melhor hipótese. Mercenários seriam mais baratos do que um único homem, mas quem confiava em mercenários? Nunca iriam fazer o que ela pedia deles. Mas os Homens sem Rosto tinham uma certa... honra.


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Última edição por Narrador em Seg Jun 13, 2016 7:05 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Trama [Westeros]

Mensagem por Narrador em Qui Maio 26, 2016 8:21 pm

Terras da Coroa II

Ideia da trama dada por Roth Whiteforest.

"Megga Baratheon", o Rei começou a falar. A sua voz era monótona, exausta. Juntando isso aos dois fundos poços onde estavam os seus olhos, era evidente que não tinha uma boa noite de sono há algum tempo. A Rainha não estava muito diferente: os cabelos desgrenhados, os lábios secos e os olhos cristalinos pareciam fitar o vazio. Como se não estivesse naquele mundo. No salão de mármore estavam todos os Lords e Ladies que visitavam a cidade para o torneio, mas era tal a sua concentração na cena que se desenrolava perante os seus olhos que não se ouvia um único ruído. Apesar de tanta gente estar dentro do salão, a Rainha era a única que se encontrava no centro. Afastada de todos, como se fosse uma ameaça. A tremer naquele chão frio, porém, nunca parecera tão fraca.
"Como Rei dos Ândalos, dos Roinares e dos Primeiros Homens e Senhor dos Sete Reinos", continuou o Rei "Acuso-te de traição". Só aí o barulho se instalou, mas apenas por um breve segundo. "Como tal, amanhã serás levada pelas Irmãs Silenciosas e servirás o Estranho pelo resto da tua vida, sem poderes jamais voltar a falar. Mas primeiro, irás fazer a caminhada da vergonha", o Rei pausou por breves momentos. O novo Alto Septão suspirou de alívio, limpando com as costas da sua mão gorda as gotículas de suor que se formavam na sua testa. "Esta ordem é final."
Dois guardas em mantos brancos aproximaram-se. Tinham jurado proteger para sempre a sua Rainha, mas agora levavam-na para a cela , para a sua ruína. Com o semblante impassível, agarraram no braço daquela que outrora fora sua suserana. Megga Baratheon apenas podia implorar ao seu Rei para que não o fizesse. "Daemon, sabes que eu não seria capaz de te trair. Estão a tentar incriminar os Baratheon e os Tyrell. Não vês isso? Por favor...", dizia, mas era em vão. Era arrastada para fora do salão de frio mármore.

2 dias antes


"Devan, meu querido irmão,

É com muita tristeza que te envio esta carta. Não sei se, neste momento, já sabes as grandes notícias: a Rainha traiu o Rei com o Lord Elliott Tyrell. Pois, te garanto que não passam de mentiras. Mas as provas contra mim são muito convincentes e desde a morte de Viserion, o Rei não tem sido o mesmo. Sabes como os Targaryen estão a um passo da loucura. Pois, temo que Daemon esteja prestes a dar esse passo, caso não o tenha dado já. Não tem falado comigo sequer. Estou presa num dos aposentos da Fortaleza, aguardando a sua decisão.
Quem quer que esteja por detrás disto, teve o cuidado de planear tudo muito bem. Primeiro, surgiu uma carta que seria supostamente para mim, desse amor com quem traí o Rei. Foi assinada como "A tua rosa" e por isso, imediatamente foi associada a um Tyrell. Segundo, um Tyrell foi morto. Não passava de uma criança, não sei como é que acham que eu podia trair o Rei com ele. Mas no seu corpo, estava uma carta, supostamente de mim. Aquele era então, o amante da Rainha. Um absurdo! Alguém está a tentar desfazer a aliança entre veados e dragões. Jamais eu seria capaz de trair Daemon. Prepara-te para reunir o exército. Sei que Serra também virá para Porto Real e agora que Daemon está tão perto do abismo, não tenho dúvidas de que uma guerra se aproxima. Sei o tipo de mulher que Serra é.

Da tua irmã.

A Rainha Megga Baratheon"

Ao acabar de escrever, a Rainha olhou satisfeita para o pergaminho. Agora, tinha uma cópia daquela carta a fazer. Ia se certificar de que aquela carta ia parar às mãos do seu irmão.

"Grande Meistre, por favor, envie esta carta ao meu irmão. Não pode acreditar que eu sou culpada", a Rainha dizia, enquanto andava de um lado para o outro. Estava confinada a um aposento da Fortaleza Vermelha. Não podia sair e para se asseguraram disso, a porta era constantemente guardada por um membro da Guarda Real. "Minha Rainha, não posso fazer isso. O rei...", começou a falar, mas foi interrompido pela voz furiosa da Rainha. Não era fácil ver a Rainha perder o controlo, mas era difícil não o perder naquela situação. "Acha que o Rei está totalmente são depois de Viserion ser engolido por um dragão desconhecido tão grande como Drogon, que já tem mais de cinquenta anos?". O Grande Meistre suspirou, olhando para as ruínas Septo de Baelor, que fora um dos edifícios dizimados pelo ataque. "Só uma carta?", perguntou e, se falar, a Rainha acenou. "Muito bem. Ele já deixou a cidade com a comitiva, para o casamento na Campina. Todos os Tyrell e seus aliados também se retiraram, mas vou enviar um corvo."
Sentando-se finalmente numa cadeira, a Rainha fechou os olhos por breves momentos, mais descansada. Também enviara um mensageiro a cavalo, então Devan ia certamente saber que a sua irmã estava a ser injustamente presa.

Não tardou muito. Três dias depois, Devan Baratheon já estava a reunir o exército. Declarara guerra à Coroa, antes mesmo de alcançar Jardim de Cima.

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Re: Trama [Westeros]

Mensagem por Narrador em Seg Jun 13, 2016 7:03 pm

O Norte I
Trama criada por The Mother, também conhecida como Zakintia de Asshai.


“Mestra, sinto sua falta. Compartilharei os momentos decisivos da última noite, na esperança de que sua orientação e sabedoria alcancem uma solução e uma interpretação devida a esta visão nas chamas. Que esta carta viaje em segurança, e que nossos corações permaneçam um só, apesar da distância...

Era como um sopro inconstante, um resquício de gelo no vento. Pela primeira vez em anos, não senti a presença reconfortante de R’hllor em meu coração. Intensa e gradativamente, imergi naquele transe, naquela idealização de consciência.... Como nadar até o fundo do mar sem sentir o ar faltar nos pulmões. Naquela bolha de enlevação, ergui-me sobre a estrutura de gelo. A imponência daquele monumento era algo que eu nunca sonhara testemunhar em minha juventude. Mas enquanto as chamas revelavam os seus contornos, não consegui desviar meus olhos. Eu não poderia afastar o olhar. Era assustador, mas era lindo.

 Quando pensei que a visão se desintegraria em fagulhas, o Senhor da Luz provou que eu não poderia estar mais enganada. Sentindo a umidade sumir de minha garganta, contemplei o espectro de caminhava no alto da Muralha. Suas vestes negras eram sedosas e fluidas, como as pétalas de uma rosa enegrecida. Seus olhos ergueram-se por entre os fios brancos e mortos de seus cabelos, e foi como se um oceano de vidro límpido encarasse a minha alma. Uma presença maior estendia-se para além da figura feminina. A origem de todo o éter negativo que envolvia meu espírito. Olhos de alcance mais pleno, uma influência nefasta que afastou a presença do Coração Flamejante. E me senti sozinha em meio à neve. Pela primeira vez em trinta anos, senti frio.

 A criatura não parecia se incomodar com minha presença, como se um inseto agarrado em sua bota estivesse em meu lugar. Ainda assim ergueu uma das mãos e apontou para a imensidão branca que se estendia à nossa frente. Aproximei-me da beirada perigosa, sentindo a vertigem daquela altura que estava há quilômetros de distância. Eu não poderia me ferir, mas senti medo de morrer. Aquele olhar sombrio desviou-se de mim e mirou o horizonte. Por um segundo, vi o rosto belo e trágico da criatura fender num sorriso e temi que ela pudesse quebrar como cacos de vidro. Na verdade, no fundo de minha consciência eu desejava que a abominação quebrasse. Lá, por entre o vento firme que erguia nuvens densas de um branco ultrajante, centenas de pessoas se reuniam. Milhares, talvez. Uma multidão que formava pontos escuros daquela distância, vindo para a Muralha. Mas não foram eles que me lembraram o que era o medo.

 Adiante, onde mal podia distinguir o chão do céu, um segundo exército se reunia. Este, ainda maior e mais ameaçador. Criaturas inomináveis, cuja aparência cadavérica eu jamais encontrara em outra parte do mundo. Seres de morte e frio, avatares sombrios do Grande Outro. Meu coração apertou no peito diante de tamanha monstruosidade. Os Outros. Eles haviam retornado. Estavam reerguendo suas forças, espantando os selvagens do Verdadeiro Norte. Sabia que minha visão era um prenúncio de um futuro incerto, mas tinha certeza de que nunca mais veria algo tão real. Quem poderia iluminar tamanha escuridão, senão o Senhor da Luz? Enojada, afastei-me daquele triste espetáculo. Apenas para deparar-me com o rosto feminino a centímetros do meu. Seus olhos azuis como vidro soprado refletiam a ausência de humanidade. A indiferença pela vida humana.

   Naquele instante de horror em que a vida escapou de meus pulmões na forma humanoide de um grito desesperado, percebi que se aquelas criaturas conseguissem o seu intento, seria o fim.

    Em breve, cada um de nós redescobrirá o medo, na figura dos Caminhantes Brancos. O inverno está chegando.

Zakintia de Asshai, para a Alta-Sacerdotisa Kamaris Qhaedar do Templo de Volantis.

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Re: Trama [Westeros]

Mensagem por Narrador em Qua Out 12, 2016 12:17 pm

Terras da Coroa III
Trama criada por The Weeping Lady of Lys, também conhecida como Zakintia de Asshai.
 


 
    Finalmente, o trono era seu. Exultante, Rainha Serra sentou-se no Trono de Ferro, sentindo subitamente a frieza do metal forjado com fogo de dragão. Espadas de centenas de inimigos, fundidas para tornarem-se um síbolo da soberania de sua Casa, e de sua família. Família que fora obrigada a trair, para proteger o seu povo. Do lado de fora da Fortaleza Vermelha, gritos de júbilo e celebrações ocorriam por toda Porto Real. Ela sempre fora a favorita do povo, que parecia recordar-se de sua mãe, ao ver a sombra negra de Drogon sobrevoando novamente a Capital. Diante de si, sob os raios de sol brilhantes da manhã de um Outono longo, a corte de vassalos das Terras da Coroa permanecia em silêncio fúnebre. O motivo era claro. Damon Arryn, Mão do Rei de seu irmão e Rei Deposto Daemon IV, anunciara a morte do monarca no fim daquela madrugada. Seu irmão morrera durante o sono, envenenado com uma dose letal de sonodoce. Nunca encontrariam o assassino, ela sabia, embora as buscas estivessem sendo feitas. Reforçara também a segurança na Torre da Mão, restaurada após o retorno de Daenerys. Agora, o local era o cativeiro de seus sobrinhos, onde eram mantidos em segurança até que os detalhes do transporte de todos estivessem acertados. No entanto, Serra conhecia a verdade. Não havia a menor necessidade de protegê-los, pois fora ela quem contratara o Homem Sem Rosto, naquela noite de ódio e desespero. Antes que conseguisse o apoio de seus vassalos. Antes que concretizasse sua aliança com os Lannister e a Fé Vermelha. Sorrindo de forma maternal, Kamaris a encarou no meio de seus Lords. Como todos, ela aguardava pelo pronunciamento real, para que seus vassalos pudessem começar a dobrar os joelhos. Naquele exato momento, o corpo de seu irmão era preparado por sacerdotisas para a pira funerária. Ela faria com que o próprio Rhaegal consumisse Daemon em suas chamas. A fera alada com escamas de esmeralda não comera nem deixara seu covil desde o dia anterior. Era quase como se sentisse... Vhagar no entanto, parecia feliz em seguir Hyperion por onde quer que fosse, pedindo carne crua, que ele tostava com as próprias chamas, ainda infantis.
 
   Suspirando, Serra ergueu-se. As placas de metal com as quais revestia seu vestido tilintaram, e seu manto formado por correntes e elos interligados de prata e aço, caiu pesadamente sobre seus ombros. Ainda assim, não curvou o pescoço. Não desviou seu olhar daqueles que encaravam o chão, intimidados à sua frente. Chiando entre os dentes mortais, Meraxes moveu-se dos degraus do Trono de Ferro, onde repousava. Foi deitar novamente atrás de seu trono, e Serra pensou com um suspiro, que a visão era capaz de despertar medo no coração de qualquer um, que não fosse capaz de compreender aquelas criaturas fantásticas. Um tanto incomodada com o peso de sua coroa (literal e metafórico), Serra cruzou os dedos à frente do corpo, observando seus leais súditos. Gostara do adereço ao vê-lo pela primeira vez, esculpido em aço valiriano retirado das entranhas da Antiga Valíria, com pedras de rubi e obsidiana escrutando os olhos de três cabeças de dragão, ameaçadoras. Uma coroa digna de sua ambição.
 
- Neste manhã, meu irmão, seu antigo rei, foi encontrado morto em seus aposentos. Sei que este não era o desejo de nossos corações. R'hllor sabe que poupei a vida de Daemon, em nome do amor que nos unia. Mas como Eragon, ele era um dragão. Morto pela vingança de uma mulher desprezível, a mulher que ele escolheu como sua rainha. - Suas palavras surtiram o efeito apropriado, e ela acenou, com pesar ensaiado. - Sim, meus amigos. Megga Baratheon deixou a Fortaleza Vermelha. Fugiu, após ser liberta por Julian Hightower, homem que jurou proteger meu irmão, como Lorde Comandante de sua Guarda Real. - O ultraje que se seguiu foi tremendo. - A esta altura, ambos acreditam estar além do meu alcance. Mas eu os trarei à justiça. Com fogo e sangue. Mas hoje, não permitirei que este momento seja nublado com as sombras da vingança de uma mulher diabólica. Neste exato momento, Lord Lannister e uma comitiva dirigem-se para a Campina, onde selarão a aliança final com nossos irmãos Tyrell e Baratheon em meu nome, trazendo o reino de volta aos tempos de paz.
 
   Aclamações emocionadas e cheias de vigor encheram a sala do trono. Olhando brevemente para baixo, Serra quase pôde ver o sangue de Eragon manchando o piso bem lavado, de onde qualquer vestígio de seu fim fora exaurido. Tensa ao rever a cena macabra, a rainha tornou-se consciente da respiração de Meraxes, que parecia incomodado com toda aquela algazarra. Logo ele expeliria chamas e sairia voando pela claraboia aberta para Drogon. De certo modo, e apesar daquele ser o seu maior desejo desde a juventude, Serra desejou partir com o filhote de Drogon. Algo semelhante ao arrependimento pareceu insinuar-se em seu sangue, mas ela o afastou com um esgar de impaciência.
 
- Sim. A paz será selada. Todo o sacrifício que fizemos, e o auxílio que me prestaram no momento de maior dificuldade, será recompensado. A boa fé de nosso povo de bem renderá frutos, através das mudanças que anunciarei agora. Queira por favor tomar nota, Meistre Osfrey. - O Meistre que a servira todos os anos em que fora mantida isolada em Pedra do Dragão, parecia ainda abismado com os feitos de sua mestra. Ela ocultara mesmo dele, cada passo que levara àquele momento. - Deste momento em diante, a Fé dos Sete não é mais o culto oficial do Trono de Ferro. Iluminada pela luz do Verdadeiro Deus, a Capital reerguerá o Septo de Baelor no maior Templo da Fé Vermelha que o mundo já viu. Pois o Senhor da Luz escolheu a mim para guiá-los, meus leais súditos. E por sua vontade, apenas eu sou a lei. Também revogarei o título de Mão do Rei. Lord Arryn continuará servindo ao Reino como Mestre das Leis, se for esta a sua vontade. E assim que retornar, Lord Richard assumirá seu posto como a nova Mão da Rainha. - Serra não olhou para o Guardião do Leste, pois sabia que nem mesmo ele poderia desafiá-la. Graças à sua esposa, que era uma Lannister, sua vida fora poupada e uma posição no Pequeno Conselho oferecida. Que fosse grato. - Meistre Orys não mais servirá à coroa como Grande-Meistre. Esta tarefa será passada ao ordenado que o Senescal e seu Conclave da Cidadela acharem por bem indicar, mas até que chegue, Meistre Osfrey assumirá as obrigações do cargo. Kamaris Qhaedar assumirá o controle das atividades religiosas do reino, deixando ao fim da construção do Templo, uma sacerdotisa responsável pelo mesmo. Cersei Baratheon não servirá mais como Mestre dos Navios. O cargo será oferecido à Cedrick Greyjoy, muito mais experimentado em questões navais. O cargo de Mestre da Moeda será oferecido ao herdeiro do Príncipe Tristanye de Dorne, assim que os Martell enviarem uma comitiva para buscar a donzela Nymeria, anteriormente prometida ao meu sobrinho. Zakintia de Asshai manterá o cargo como Mestre dos Sussurros, por sua lealdade e dedicação, até que indique um substituto adequado à função.
 
- Isso é tudo, vossa Graça? - Indagou Osfrey, quando a última pausa de Serra durou mais que as demais. - Talvez a questão da Guarda Real...
 
- Oh sim, de fato. Um lembrete oportuno, Meistre Osfrey. - O conselheiro sorriu um tanto encabulado, supreso ao ser bem tratado diante da corte, quando gritos haviam sido seus constantes companheiros nos últimos anos. - Agora que Julian Hightower e Megga Baratheon são inimigos e fugitivos da coroa, Duncan Mormont assumirá como o novo Lord Comandante de minha Guarda Real. Príncipe Hyperion será liberado de seu juramento. Para preencher as vagas restantes, convocarei Ned Stark e Colin Arryn, por suas histórias de bravura e honradez. E para marcar a nova era de prosperidade, gostaria de anunciar o noivado de meu Hyperion com sua prima, Rhea, em ordem de purificar o sangue valiriano. A encantadora Leana casará com meu Aeron e minha Allyria será prometida ao herdeiro Velaryon, quando ele tiver a idade. Meu sobrinho Baelor casará com Daenerys, donzela de Derivamarca. - Serra sabia que a notícia seria recebida com ressalvas de seus vassalos. Eles esperavam que ela casasse seu herdeiro com uma Lannister. Mas ela era orgulhosa demais para submeter seus filhos ao mesmo sacrifício pelo qual ela passara, casando-se com um Payne. Não. Ela mesma casaria com um leão, mas não a sua semente. Felizmente, talvez a visita de Richard à Campina pudesse ajudá-la neste ínterim, se Zakintia pudesse convencê-lo ao revelar o pequeno segredo que compartilhavam. Serra também sabia da relação irregular de Ned Stark e sua filha mais nova. Ela não perderia a oportunidade de atá-lo à uma obrigação que seria para ele, também sua punição. Colin Arryn era apenas uma manobra, para agradar ao Lord do Ninho da Águia. Não conhecia o cavaleiro, tampouco se importava com suas qualificações. Ele serviria. Elevou a voz assim que sentou-se no Trono de Ferro, novamente. - Por fim, volto-me à vocês, M'Lords. Deem um passo à frente e declarem-se. Iniciemos agora uma nova era para os Sete Reinos.
 
    Um a um, os Lords vassalos das Terras da Coroa declararam-se a favor do reinado de Serra Targaryen. Se por lealdade ou medo, era difícil dizer, embora houvesse uma vontade genuína na maioria dos rostos. Ao fim da cerimônia de decretos reais e muito falatório, a entediada rainha passou a tarde ditando e carimbando cartas para todos os recônditos dos Sete Reinos. Cada Lord em seu castelo, das Grandes às Menores Casa, era convocado a declarar sua lealdade e dobrar os joelhos. Certamente as notícias viajariam rapidamente, então muitos já estariam preparados para a convocação. Começaria pelo Norte, onde parecia que seu irmão recebia o maior apoio. Queria testar a lealdade dos Stark, saber se declarariam sua reclamação como injusta, já que a esposa de Eragon era uma deles, bem como a futura Lady Stark, esposa do filhote imberbe de Tristan. Fosse como fosse, sabia que eles tinham seus próprios vassalos e a crise na Patrulha da Noite com que lidar. Não se atreveriam a marchar para o sul, deixando o Norte à mercê dos abutres. E bem poderiam apodrecer por lá, se não dessem à rainha de aço exatamente o que ela queria. Rendição e submissão. E estava apenas começando.
 
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Re: Trama [Westeros]

Mensagem por Narrador em Qua Out 12, 2016 12:21 pm

Terras Fluviais I
Trama criada por The Weeping Lady of Lys, também conhecida como Zakintia de Asshai.
 
 

 
    O homem ouviu o lobo uivar na noite. E sorriu. Puxando a espada como fizera tantas vezes pelas razões erradas, desceu sobre os inimigos como uma chuva de morte e destruição. Suas pernas ardiam com o movimento dos tendões que protestavam a cada estocada. A cada fôlego. Sua espada era como um extensão de sua mão que suava no interior da armadura. A manopla fechava-se duramente no cabo da arma, girando e contornando cada silhueta hostil que ameaçava chocar-se contra o cavaleiro. Um soco bem localizado atingiu-lhe a mandíbula e ele sentiu o sangue enferrujar sua língua. Riu-se, como um cão feroz. O lobo gostava daquela sensação. Do desafio. Abaixou-se quando uma espada larga deslizou a centímetros do todo de sua cabeça, e na massa de corpos e gritos que chocavam-se, discerniu as patas e dentes que moviam-se como um só organismo. Finalmente. Eles haviam chegado. Antecipando os protestos de horror que certamente viriam, saboreou o desespero dos soldados Tully, que perceberam tarde demais que não tinham chance. Afinal, eles estavam condenados desde o instante em que Julian Hightower decidira interceptar a carga de trutas e pescados destinada à Porto Real. Ele sabia que seus companheiros poriam muito melhor uso, àquela preciosa prenda.
 
- Os ajoelhadores não esperavam por essa, Hightower! - Rindo, Thoros de Myr ergueu o seu cantil, bebendo quase tanto rum quanto o que caiu por sua barba desgrenhada. - Te digo, os malditos traidores ainda hão de tremer quando ouvirem esses malditos lobos uivando. Eu sei que eu tremo, HAHAHA!
 
- O Vigia não é um demônio, como o seu Deus Vermelho, Thoros. Ele pode assustar um inimigo, porque é feroz e leal. Mas não deveria provocar receio no coração de um velho bêbado. A menos que esteja com medo de ser a próxima refeição... - Seus homens riram, enquanto Julian acariciava o pêlo cor de creme do lobo de proporções assustadoras. - Quando a matilha nos encontrou, pensei que seria o nosso fim. Vigia e seus companheiros nos deram um propósito, amigo. E eu não vou descansar até alcançá-lo.
 
- Vingança. Justiça. Ambos. - Thoros deu de ombros. - Nunca vi muita diferença nos dois. Mas rapaz, você decaiu. Aposto que nem mesmo seu velho no alto de Torralta, te aceitaria de volta. Acusado de traição, fugitivo, amante da rainha e perjuro. Honra não é muita coisa pra você, hãn?
 
- Foi a honra que me compeliu a libertar Megga, sacerdote. Você sabe disso. Honrei nosso amor, salvando a mulher que amava da perdição. São não percebi que tudo era parte de um plano maior. Da Aranha, e da Usurpadora. - Julian apertou o cabo da espada com força. - Mataram o meu rei, Thoros. Caçam noite e dia por Megga, enquanto seus filhos nunca saberão a verdade sobre a mãe. Todos esses Lords e Ladys são falsos, e traidores. Eu vou sangrar o Tridente, e logo os Tully não serão mais o cinturão que defende a Capital.
 
- Esses lobos são descendentes de Nymeria, Julian. A loba que surgiu na Batalha de Inverno com uma matilha de centenas. Estas criaturas viveram no anonimato, e o escolheram por uma razão. Certamente não foi por vingança. Algo maior se aproxima, bom homem. Maior que sua desgraça, ou a vitória da rainha Serra. O inverno está chegando. - Thoros olhou sobre o ombro de Julian, sorrindo. - Senhora.
 
- O jantar está pronto. Os outros esperam por vocês. - Megga Baratheon virou-se e retornou por onde viera. Julian a seguiu, com o lobo Vigia e Thoros em seu encalço. As palavras do velho ainda martelavam em sua cabeça. O inverno estava sempre vindo. Era este o maior medo das crianças, dos adultos e dos velhos. O que ele tinha a ver com isto? Sentou-se ao lado de Megga, e ela serviu-lhe uma tigela com guisado de truta, roubada da caravana Tully. Seus homens já passavam dos cinquenta, agora. Caçadores, lenhadores, ferreiros, moleiros... Gente que como ele, via a falsidade no governo ilegítimo da Usurpadora. Gente de baixo nascimento, mas mais honesta do que ele conhecera em toda uma vida de prestígio. Gente que seu pai nunca conhecera. E com eles, os lobos. Uma matilha de muitas daquelas intrigantes criaturas. Não chegavam a trinta, mas eram feras magníficas, que valiam por muitos soldados e lutavam como um só. Por vezes, pensava sonhar que corria com eles, na pele de Vigia... - Nossos amigos enviaram mais ouro, Julian. Marwyn recebeu corvos hoje. Serra anunciou o noivado de minhas filhas. - Haviam lágrimas nos olhos de Megga, quando ela deitou-se no ombro de seu cavaleiro. - Nunca pensei que veria toda a minha vida reduzida a pó.
 
- Quando terminarmos, eles terão sido reduzidos a pó, meu amor. - Julian beijou o topo de sua cabeça. - Para nossa sorte, os Tully têm muitos inimigos no próprio quintal. E o Norte se lembra, como antes. Com o ouro deles e nossos lobos, poderemos lutar pelas nossas vidas.
 
- Precisamos de mais gente. - Megga concordou. - Mas o povo virá. Faremos com que vejam. A Irmandade sem Estandartes é a resistência a essa época de loucura que virá.
 
   Julian sabia que havia esperança nas palavras de Megga, então não se manifestou. Mas para ele, com apoio ou não, o objetivo era o mesmo. Os Lannister se arrependeriam por terem destruído Daemon, e os Tully por ajoelharem a uma assassina. Sua vingança poderia consumir o mundo para expurgar o sofrimento de Megga. E ainda seria pouco, muito pouco...
 
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Re: Trama [Westeros]

Mensagem por Narrador em Qua Out 12, 2016 12:22 pm

Terras de Sempre Inverno I
Trama criada por The Weeping Lady of Lys, também conhecida como Zakintia de Asshai.
 

Ela sabia o que queria. Seu coração pútrido e morto clamava pelo prazer de pertencer à ele. Seu Rei. Seu Rei, destruído por dragões nas fronteiras do mundo. Lá, onde o chão é verde e onde o gelo derrete até ser aniquilado. Onde o Deus das Chamas devora a terra e tudo muda, tudo se esvai com a passagem do tempo. Mas não ali. Não onde os cristais refletiam o brilho azul do poder que regia a existência. Não onde tudo era o mesmo, para sempre. Onde ela era sempre bela, e seus servos imutáveis. Seus pés descalços deslizaram pela pureza branca do solo, até o altar. Há décadas, a Fortaleza de Craster fora destruída pela Patrulha da Noite, mas com o retorno dos selvagens, haviam alguns que reverenciavam novamente ao verdadeiro Deus. O pai escuro, capaz de devolver vida a partir da morte. Que lhe conferia o domínio sobre a carne maculada de seu exército crescente, que apenas rasgaria cada vez mais a existência, a cada inimigo derrotado. Deslizando a unha negra sobre a pele grossa que cobria o bebê, depositou-o sobre a pedra, erguendo os braços sobre a cabeça. Da nevasca, quatro deles vieram. Seus protetores, e últimos generais. Um sorriso rachou a placidez de seu rosto, ao vê-los atendendo ao seu chamado. Seria a primeira vez, em mais de setenta anos. Concentrando-se, invocou as artes gélidas da morte e sentiu a dor corroer-lhe, quando a maldição instalou-se em seu indicado. Delicadamente, quase como se não lembrasse mais se poderia fazer aquilo, perfurou a doce pele daquela criança. Ele chorou com o frio lancinante, mas logo o poder de seu Mestre fez-se presente. Olhos azuis como espectros mortais de um novo alvorecer sombrio. Uma promessa. A primeira de muitas. Desinteressada, agora que o bebê desenvolveria-se rapidamente, entregou-lhe a um de seus servos. Suas vestes de gelo arrastaram-se, levantando neve conforme sacudiam.
 
- A posição da lua se aproxima. Logo será chegada a hora. - Um general sussurrou, aproximando-se e olhando para o céu, mostranho o astro opositor à luz, para sua Rainha.
 
- Da última vez, o Rei da Noite atravessou a Muralha porque encontrou e destruiu o Corvo de Três Olhos. - Ela balbuciou. - Não há mais Corvos. Temos de encontrar um novo rei. Eu vi um homem. Seu medo me deu poder e suas dúvidas, domínio. Possuímos um elo. Eu habito sua mente.
 
- Use-o. Este elo fará com que derrubemos mais uma vez, a barreira maldita. - Observou o monstro que segurava um bebê visívelmente mais velho.
 
- Ele fará muito mais que isso. Meu campeão nos guiará para uma nova guerra. Mas desta vez, não falharemos. Azor Ahai ainda não retornou a este mundo. Deixe que os selvagens reconstruam Durolar, e que os corvos encolham-se atrás da Muralha. Destruiremos a ambos novamente.
 
A Rainha da Noite caminhou para longe da clareira de sacrifício, acompanhada pelos seus generais. Orgulhosa, contemplou a multidão que se erguia à espera de seus comandos. Havia ainda muito a se fazer, antes que finalmente pudesse quebrar a magia de fogo que protegia a Muralha dos seus inimigos. Do outro lado, seu amado a esperava. Seu novo rei. No entanto, precisava angariar novas forças para seu exército. E sabia exatamente onde encontrá-las. Erguendo uma das mãos na direção do céu obscuro, notou quão belas eram as suas unhas de gelo, contra a pouca luz que atravessava as pesadas nuvens de nevasca. Invocou a tempestade que se seguiu, saboreando a prontidão dos elementos que curvavam-se ao seu chamado. Das profundezas do solo congelado, criaturas ergueram-se diante do clamor de seus generais. Aranhas de gelo, imponentes como nunca vistas, desde a Batalha pela Alvorada, quando encontrara pela primeira vez seu nêmesis, Azor Ahai. Ela lembrava-se bem, pois fora derrotada pela primeira vez. Assim como seu marido, destruído pelo herói num corpo de mulher. Mas ela era a Primeira Esposa do Grande Outro, Filha do Senhor da Noite e Progenitor do Fim. Era sua Mensageira e sua Vontade Encarnada. Mais poderosa e mais letal que seu rei caído. Mostraria aos filhos do Verão o verdadeiro poder e a crueldade de sua vontade. Não só por honra, mas por vingança. Ela era o Inverno, e traria gelo aos corações de cada homem, mulher e criança...
 
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Re: Trama [Westeros]

Mensagem por Narrador em Qua Out 12, 2016 12:23 pm

A Campina I
Trama criada por The Weeping Lady of Lys, também conhecida como Zakintia de Asshai.
 

      Os risos e a música vibravam em Jardim de Cima. O temperamento ardente daquela comemoração extraordinária propagava-se à muitos quilômetros de distância, e todo o povo que vivia nos arredores do castelo parecia compartilhar da ocasião feliz. Afinal, era o dia em que o Guardião do Sul casaria-se novamente, bem como sua filha e herdeira, Mychella Tyrell. A aliança com os Baratheon já não era um assunto tão polêmico entre a gente comum, afinal, agora que a Rainha Dragão assumira o Trono de Ferro, ficara bem claro que Lord Tyrell estivera no caminho certo por todo o tempo. Mesmo a Fé Vermelha era vista com mais tolerância, com apenas eventuais expressões de desagrado quando um sacerdote vermelho transitava nas estradas e povoados. Afinal, peregrinos de R'hllor haviam tornado-se extremamente comuns na Campina. Consagrando cavaleiros, curando doentes e realizando fogueiras noturnas. Naquela manhã de júbilo, especialmente, todo o povo festejava pelas estalagens cheias, e os bordéis lucravam como em nenhuma outra época dos últimos anos. A fortaleza Tyrell estava abarrotada de convidados, e famílias nobres de diversas partes do reino haviam enviado comitiva e membros para prestigiar o Guardião do Sul e o Senhor de Ponta Tempestade. Baratheons, Greyjoys, Lannisters, Arryns, bem como Tullys e todas as Casas vassalas da Campina. Os criados beiravam a exaustão no frenesi de atenderem a todas aquelas famílias de prestígio e seus contingentes. Mas não havia um deles que não estivesse satisfeito com o resultado de tanto trabalho. As famosas rosas douradas da Campina enfeitavam todo o exterior do castelo, e o jardim mais belo dos Sete Reinos transformara-se numa canção ao Senhor da Luz, tamanha a sua beleza. Um altar para os dois casais fora edificado, com um enorme braseiro sagrado de ouro, onde uma rosa e um veado haviam sido esculpidos com maestria.
 
     Ao adentrarem nos jardins com dosséis de rosas, os convidados foram designados aos seus lugares ao redor do altar dourado. De pé na estrutura, trajando um robe e um manto vermelhos, Nicolas Tyrell aguardava para presidir a cerimônia. Quando todos já estavam instalados em seus belos trajes com as cores e símbolos de suas Casas, Lord Aspen Tyrell e Peter Baratheon caminharam por entre seus convidados. Trajando as cores de suas Casas, tanto o Guardião do Sul quanto seu futuro filho por casamento traziam mantos Tyrell e Baratheon sobre os ombros. Diante da aproximação de ambos, Nicolas iniciou um cântico às chamas, em valiriano. Reverentes, os noivos mantiveram-se à espera de suas esposas, que não tardaram a chegar. Zakintia de Asshai vinha na frente, de braços dados com Sor Brynden Tarly, que trajava uma bela vestimenta de couro, com o símbolo do caçador preso ao peito. A Mestre dos Sussurros trajava um vestido de vermelho profundo, com rendas negras e pedras de rubi cobrindo cada bordado do tecido. Não usava manto algum, pois não era de nascimento nobre, mas uma longa capa carmesim bordada com chamas em laranja, amarelo e escarlate. Ela posicionou-se ao lado de Aspen, com Lord Tarly ainda amparando sua postura. Foi então a vez de Mychella Tyrell, cujo vestido de um leve verde relva era coberto com trabalhos em tecelagem semelhantes à espinhos e gavinhas, que amparavam seu decote. Um medalhão esculpido em ouro imitava uma grande rosa dourada, e a visão da jovem roubou o fôlego de mais de um dos homens presentes na ocasião. Segurando seu braço, seu irmão Lorant, representando o pai na ocasião. Ele parecia quase tão belo quanto o Guardião do Sul, embora ainda houvesse muito de garoto, em seu semblante de homem. Diante da visão de sua noiva, o jovem Peter Baratheon enrubesceu, completamente fascinado com a esposa mais velha.
 
- R'hllor - entoou Nicolas Tyrell, os braços estendidos contra o céu claro da manhã. - você é a luz em nossos olhos, o fogo em nossos corações, o calor em nossas costas. Seu é o sol que nos aquece todos os dias, e suas são as estrelas que nos guiam na escuridão da noite. - "Todos louvam a R'hllor, Senhor da Luz.", entoaram os devotos vermelhos, entre os convidados. - A noite é escura e cheia de terrores. Sozinhos nascemos e sozinhos morreremos, mas enquanto caminharmos por este vale negro obteremos força nos outros e em você, nosso senhor. - Nicolas sorriu, olhando para o pai e para a irmã. - Quatro surgem hoje para unirem suas vidas, para que possam encarar a escuridão deste mundo juntos. Encha o coração deles com fogo, para que possam trilhar seus caminhos de mãos dadas, sempre. - Então o jovem sacerdote olhou para cada um dos noivos. - Que subam no altar os casais a se unirem. - Lord Aspen e Zakintia de Asshai deram um passo à frente, sor Brynden amparando a subida da sacerdotisa. Lorant repetiu o gesto, auxiliando sua irmã. - Quem são os homens que trazem estas mulheres, para casarem?
 
- Eu trago. - Respondeu sor Brynden. - Esta é Zakintia de Asshai, sacerdotisa de R'hllor e Mestre dos Sussurros da rainha Serra.
 
- Eu trago. - Repetiu Lorant, um tanto nervoso. - Esta é Mychella da Casa Tyrell, uma mulher florescida, nobre de sangue e nascimento.
 
- E quem vem adiante reivindicar estas mulheres? - Nicolas sorria, satisfeito.
 
- Eu venho. Aspen Tyrell, Guardião do Sul. - Lord Aspen sorriu para sua noiva, animado.
 
- Eu venho. Peter Baratheon, herdeiro de Ponta Tempestade. - ecoou o jovem cervo, trocando um olha cúmplice com sua futura esposa.
 
- Os quatro juram compartilhar o fogo de seus espíritos, quando a noite for escura e cheia de terrores? - Indagou Nicolas. Os quatro entoaram "eu juro", ao mesmo tempo. - Então deem as mãos e venham até mim, e sejam um só. Quatro entram nas chamas, dois sairão. O que o fogo une, ninguém irá separar. - Erguendo as mãos para o braseiro de ouro, Nicolas Tyrell fez com as chamas se erguessem, impressionando com efeito todos os presentes. Então ele tomou as mãos unidas de cada casal, e levou às chamas. Para espanto geral, nenhum deles queimou-se, o que poderia muito bem ser uma boa engendrada ilusão, ou um prodígio. Palmas e gritos de celebração encheram os jardins Tyrell com seus ruídos, e logo todos foram guiados ao grande salão de banquetes, onde os festejos teriam início.
 
  Quase tão embriagado quanto emocionado, Lord Devan Baratheon ria-se de modo estrondoso, de algo que um Lord vassalo lhe dissera. Mais contida, Lady Arandora limitara-se a sorrir, trocando um olhar bem humorado com a nova Lady Tyrell. Os dois Lords soberanos dividiam a mesma mesa do Senhor de Jardim de Cima, com outros Lords de Grandes Casas, além de seus filhos e filhas. Apenas Cersei Baratheon ausentara-se, o que não agradara nem um pouco ao seu pai. Justamente fora este o impulso para sua bebedeira, que rendia naquele momento, arroubos de generosidade e afeto. Nas enormes mesas do salão, vassalos e servos do castelo misturavam-se, entre pratos de iguarias e a melodia dos músicos que tocavam seus instrumentos, e bardos que entoavam seus cânticos.
 
- Permitam-me, por gentileza, pedir que a música pare. - Lord Devan ergueu sua taça. - Nesta ocasião de alegria e aliança entre minha Casa e a de meu grande amigo, Lord Aspen, quero oferecer-lhe um presente. Um símbolo de nossa união. Copeiro! Traga cá o vinho! - Um jovem Swann de um ramo secundário adiantou-se, entregando uma antiga e empoeirada garrafa para Devan. - Um dornês envelhido há mais de cem anos, meu amigo! Retirado das adegas de Ponta Tempestade, e trazido em segredo para surpreendê-lo! Este é uma libação edificada pelos deuses! Her, Deus! Por R'hllor! - Mais risadas se seguiram, de modo disfarçado. - Beba comigo, meu senhor. Nossas senhoras partilharão de nossas taças!
 
- Será uma honra, meu amigo. - Concordou Aspen, esvaziando sua taça de um só gole, antes de estendê-la ao Lord Baratheon. Após servir os dois cálices, Devan e Aspen beberam, passando-nos para suas esposas. Zakintia e Arandora tomaram goles mais moderados, tossindo levemente diante do teor alcoólico. Todos riram diante de suas expressões de desagrado. - Embora não seja meu desejo parecer ansioso, não seria um bom momento para a consumação do casamento? - os vassalos de Aspen riram, inferindo o que aquilo significava. - Meus amigos, não podem me culpar, não é? - Acrescentou, apontando para sua esposa, que sorriu de maneira modesta. - Além disso, quero netos antes do fim deste Outono! O quanto antes!
 
  Assim foi feito. Enquanto os noivos dirigiam-se aos seus aposentos guiados pelas senhoras e as noivas pelos homens (tal tradição sobrevivera à nova religião), música voltou a preencher Jardim de Cima. Contudo, menos de uma hora depois, o júbilo tornou-se espanto, quando Devan Baratheon interrompeu sua cantoria no salão de banquetes. Ele caiu sobre a mesa, derrubando sua garrafa de vinho envelhecido. Lady Arandora correu para socorrê-lo, mas ela própria levou a mão à garganta. Gritando de maneira medonha, ela contorceu-se em agonia, perdendo a consciência como seu marido. Gritos também vieram dos andares superiores, e quando convidados e guardas correram para verificar o ocorrido, encontraram Lady Zakintia debruçada sobre o corpo sem vida do Guardião do Sul. Imediatamente os portões foram fechados, e os vassalos e Lords aliados reuniram-se para encontrar os culpados. Salva pelos seus poderes sobrenaturais, Zakintia de Asshai ostentara o rubi em seu pescoço com uma expressão fria e repleta de ódio. Ela ordenou uma busca em cada aposento, auxiliada pelos muitos sacerdotes de R'hllor convocados por ela para a cerimônia. Não demorou até que encontrassem um culpado.
 
   Lorant Tyrell foi atado à uma pira, ao lado do criminoso Euron Greyjoy, capturado após sequestrar e estuprar uma Tyrell de Águas Claras. Gritando maldições e intempéries contra sua madrasta, Lorant negava a autoria dos assassinatos, acusando a nova Lady de incriminá-lo. Suas acusações foram derrubadas por seu próprio irmão, Nicolas, que lembrou a todos os Lords que a esposa de Aspen bebera do líquido, assim como ele. O presente viera de Devan Baratheon, mas veneno de mantícora fora encontrado nos pertences de Lorant. Suas motivações eram claras. Ele fora privado de seu direito de nascença quando seu pai adotara as Leis de Nymeria, dando à filha mais velha os direitos de herança, mesmo sendo mulher. Além disso, o jovem era devoto dos Sete, o que apenas contribuiu para encerrar o caso. Como parricida e traidor, Lorant ardeu ao lado do mercenário Euron, diante dos olhares em luto daqueles que desejavam uma reparação pelos assassinatos.
 
   Diante do povo e dos nobres, Peter Baratheon foi consagrado como novo Lord Baratheon. Sua esposa, Mychella Tyrell, nomeou Lady Zakintia como Guardiã Regente do Sul, como forma de agradecê-la por ter vingado a morte de Lord Aspen. A comitiva Baratheon partiu logo em seguida, com seus novos soberanos. A viúva de Lord Aspen negociou um rápido casamento para a filha mais nova de seu marido, selando uma aliança com as Ilhas de Ferro. Sienna Tyrell e Hunter Greyjoy casaram-se numa cerimônia muito menor que a anterior, feita às pressas em Jardim de Cima, para que a donzela pudesse partir com a comitiva de seu marido. Do alto dos aposentos do Lord, a nova governante da Campina observava as caravanas nobres que partiam em procissão, retornando aos muitos castelos de seu domínio, após os turbulentos acontecimentos. Vestida de negro, ela fechou os olhos por um breve momento, depositando as pontas dos dedos sobre o rubi em seu pescoço. Com um semblante fechado, abriu o seu armário de poções, retirando o pequeno frasco verde e levando-o ao fogo de seu braseiro. O veneno de mantícora fendeu e derreteu, exalando uma fumaça tóxica, que a sacerdotisa desfez com rápidos gestos.
 
- Minha senhora. - O Meistre de Jardim de Cima aproximou-se, entrando de maneira respeitosa nos aposentos. - Seria sábio alimentar-se. O filho de Lord Aspen precisa de suas forças.
 
- Sim. Sabe o que meus espiões disseram, Meistre Gregory? O que aconteceu aqui recebeu um nome. Casamento Esmeralda, é como o chamam. Sabe por quê? - Gregory olhou para baixo, triste. - Porque os corpos que queimamos nas piras estavam verdes e contorcidos. Meu Aspen. Devan e Arandora. Meus sacrifícios, para que R'hllor nos protegesse do Inverno que virá. E graças a você, a ameaça de Lorant foi eliminada. Mas por que sinto como se também estivesse morta?
 
 - O povo precisa de um líder forte, agora. Lembre-se das conspirações dos inimigos de Aspen. Os Hightower perderam seu herdeiro, mas ainda são perigosos. A GreenHand estava nestes salões, sedentos para usurpar a Campina, m'lady. - A Lady Tyrell interrompeu seu Meistre, erguendo uma das mãos.
 
- Crescendo Fortes. Estas palavras nunca foram tão primordiais. Eu ainda estou aqui, meu amigo. E farei o possível para defender o legado dos Tyrell. Agora que demonstrei ao Senhor da Luz minha capacidade de sacrificar, tenho certeza de que há um novo alvorecer no horizonte. - Zakintia pousou a mão em seu ventre, sentindo a vida que ali crescia. - Acompanhe-me, vamos comer alguma coisa.
 
     Em silêncio, mais uma noite findou-se em Jardim de Cima. Após o Casamento Esmeralda, a sensação geral era de choque e surpresa. Mesmo entre os criados. Certamente, aquele era um evento que permaneceria por muito tempo na memória recente dos Sete Reinos...
   
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Re: Trama [Westeros]

Mensagem por Narrador em Dom Out 30, 2016 1:36 pm

Terras da Coroa IV
Trama criada pela Soph (The Maiden), também conhecida como Leana Targaryen.
 


 
    - Lamento que tenha que ser assim, meu amigo, porém sabe tão bem quanto eu que não é possível evitar o inevitável. - A voz imperscrutável do Grande Meistre ecoou pelas paredes cavernosas daquelas masmorras. O local não era o mais apropriado, muito menos o que mais agradava ao ancião, mas era o único onde poderiam conversar devidamente, dadas as circunstâncias.

    - Sei bem, Daruos. Não me arrependo do que fiz, contudo. O povo precisava de saber, todos precisavam de saber. O reinado da Rainha Louca não deve ser duradouro; não pode ser. O Reino sofrerá máculas inexoráveis enquanto a Usurpadora estiver sentada no Trono de Ferro, e somente quando esta for deposta e uma nova ordem - sem os Targaryen e as suas bestas infernais - for estabelecida... Somente nesse momento, o reino poderá prosperar. - Uma pausa foi feita pelo velho homem de expressão cansada e profundas covas sobre os olhos. Com o suspiro pesado de quem se conformara com o seu destino, continuou. - Pelos Sete, veja até que ponto chegámos. Devíamos ter agido muito antes, antes de toda esta demência alcançar o nível atual. Uma mulher insana a governar o Reino, aquela seita herege a que chamam de religião, imposta. Dragões a voar livremente pelos céus de Porto Real e, além de bruxas do outro continente sentarem-se, agora, no Pequeno Conselho, aquele Blackfyre decide também o destino de todos vós. A Cidadela quis manter-se nas sombras, encoberta, e agora pode mesmo ser tarde demais...

    O desgosto nas palavras do Meistre era partilhado pelo Grande Meistre. Boros estava certo, ainda que as suas palavras refletissem já algum do desalento naturalmente sentido por um homem morto. - Não deixe que os Sete abandonem o seu coração, Meistre. - A resignação era clara no rosto de expressões sofridas do outro, porém a chama da crença ainda era visível através da dor. - Não deixe que a misericórdia da Mãe seja esquecida - e o faça olhar para as almas penadas daqueles que o julgam tão injustamente com desprezo - nem que a coragem do Guerreiro o abandone num momento tão difícil, pois esta é, sim, uma guerra. O Pai reconhece a sua inocência, e esse é o único julgamento que importa. O Ferreiro não o irá abandonar - sempre lhe trará força -, e a Velha iluminará o seu caminho mesmo que este seja de encontro ao Estranho. Sete benções, meu irmão. Não me esquecerei de rezar pela sua alma, durante as minhas orações.

    - Sete benções para você também, irmão. - E, assim, aquele diálogo foi encerrado.

    Com um aceno de cabeça, o Grande Meistre voltou as costas para o Irmão de fé, aproximando-se da entrada da cela onde a ausência de um guarda se fazia sentir. Aproveitando-se da sua influência, conseguira ter o privilégio de uma conversa privada - ou talvez assim fosse, se até mesmo as paredes da Fortaleza Vermelha não tivessem ouvidos. Então, e terminada a curta conversa, a presença do Grande Meistre Daruos desvaneceu-se. Restava agora Meistre Boros, e a sua companheira solidão.

    O destino do Meistre estava selado: no dia seguinte, quando o sol se encontrasse no seu ponto mais alto, conheceria a fogueira. Era assim que as execuções eram realizadas, no reinado de Serra Targaryen. Por agora, restava-lhe apenas aguardar pela fatídica hora em que o seu corpo seria consumido pelas labaredas. "Uma punição pelo crime que cometera," dissera o carrasco, "um sacrifício ao Senhor da Luz, a prova da sua soberania face aos Sete." Uma farsa.

    Os últimos três anos tinham sido acometidos por uma diversidade de flagelos e calamidades. Motins contra o governo da Rainha Usurpadora e dos senhores que a ela se tinham unido foram iniciados em vários pontos do continente, deflagrando incontroláveis como Fogo Vivo, e sendo apenas contidos pelo seu caráter efusivo. O povo, inicialmente iludido, não tardou a reconhecer a verdadeira faceta da Rainha, conhecendo a loucura e crueldade sem precedentes apenas inferior à de Aerys II Targaryen. Para Serra não existia uma barreira entre o certo e o errado, o bem e o mal: existia apenas a sua vontade, e o que se opusesse a essa mesma vontade deveria ser extinto e devidamente castigado. Fora esse o caso do velho Meistre que, após uma vida de servência à sua Fé, bem como aos propósitos por esta praticados, agira em conformidade com as desonras que enfrentara. Angariando o suporte daqueles que mais se sentiam inconformados com a nova realidade, o homem organizara um embuste, uma manifestação do desagrado generalizado. Porém, antes que o plano se concretizasse na sua plenitude, um dos seus até-então apoiantes denunciou-o à Fé Vermelha. O seu plano falhara miseravelmente. Não obstante, havia uma grande falha que contrariava o triunfo da sua doce Rainha: Meistre Boros não tinha agido sozinho.

    Era tudo parte de algo maior, parte de um plano tão ancestral que remontava aos dias de Aegon e as suas Rainhas-Irmãs. Sempre fora. Cada pedaço de história até então tinha sido documentada por um Irmão de Fé, cada criança tinha sido ensinada por uma Irmã de Fé, que as educava sobre os temas mais variados, formando nobres, Lords e até mesmo Reis. Cartas eram escritas e enviadas pelos Meistres que, residindo nas habitações a que serviam por juramento, estavam sempre informados acerca dos temas mais importantes de Westeros, e além. Dentro das suas casas, jantando às suas mesas e ensinando aos seus filhos tudo o que os levaria a serem adultos bem-formados e aptos a governar, ninguém, alguma vez, questionara a presença inerte dos homens e mulheres de Fé. Afinal, que ameaça poderiam eles constituir perante lâminas e títulos senhoriais?

    O Fogo já causara - ao longo dos anos, décadas e séculos - demasiado derramamento de Sangue, e aquilo não podia ser permitido. Nem seria. Os Targaryen representavam todo o mal que tinha vindo a corromper o ocidente por mais tempo do que aquele que seria possível relembrar. Incesto, soberba, ira, ganância, e outros incontáveis pecados foram estabelecidos como sendo algo normal, digno. Não havia dúvida do porquê de tantos deles acabarem loucos, afinal, que outro fim poderiam ter aqueles cujo sangue portava a pecaminosidade de inúmeras relações incestuosas entre irmãos e irmãs, primos e primas? Nada de bom suceder-se-ia enquanto gerações e gerações de tiranos e insanos se continuassem a sentar no trono, a governar todos eles. Porém justiça seria feita, nada seria em vão; esse era o único pensamento capaz de apaguizar o seu espírito conturbado. Um mundo novo estava sendo construído pela Cidadela, e nesse mundo não havia lugar para feitiçaria, profecias ou velas de vidro de obsidiana... muito menos para dragões. Meistre Boros sabia-o, e sabia que os seus Irmãos honrariam a sua dedicação, trabalhando em prol da causa comum. Não havia lugar para magia em Westeros e, no final de contas, não tinham sido os Meistres quem extinguira os dragões da última vez?
 
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Re: Trama [Westeros]

Mensagem por Narrador em Dom Out 30, 2016 1:41 pm

O Norte II
Trama criada pelo Gabs (The Black Goat of Qohor), também conhecido como Garad Ashford.


Passado, presente, futuro... Nada podia se esconder daquele que era tão antigo quanto o próprio continente, de uma época muito anterior à chegada dos primeiros homens. O corpo do novo Vidente Verde podia ser jovem... Afinal, mal tinha seus 70 anos. Porém, seus dons e sua essência já haviam viajado por diversos homens e mesmo por criaturas que nem humanas eram. E ele se lembrava de cada um dos tempos. Lembrava-se da era em que a magia dominava Westeros, assim como de quando os primeiros homens invadiram o continente e iniciaram guerras sangrentas por todos os lados. Lembrava-se também dos ândalos, das catástrofes causadas pela magia, da chegada dos Targaryen com seus dragões.

Ele estava lá. Em todos os momentos da história, ele estava lá. Não havia sido diferente na guerra mais recente contra os caminhantes brancos vindos das Terras de Sempre Inverno. O velho corvo havia observado e lutado com todas as suas forças contra as crias do gelo, e com muito esforço o mal havia recuado. Porém, ele sabia que seria por pouco tempo, e sabia que um inverno ainda pior se aproximava de Westeros. Os tempos seriam ainda mais catastróficos, pois quando chegasse não haveria uma só pessoa preparada para enfrentar as ameaças que ele traria. A não ser o próprio vidente.

“Passado. Presente. Futuro. Nada podia se esconder.” Enquanto o corpo do homem ainda estava em contato com o tronco alvo e puro do Represeiro, sob o olhar dos deuses antigos, ele via o passado. Via a grande mesa de guerra onde lordes e ladies do Norte se reuniam em busca de soluções para o problema que viria. Se soubessem do futuro como ele sabia, veriam que não importava quantas medidas fossem tomadas, o inverno ainda seria avassalador para todo o Norte. Ainda assim, observou atentamente cada uma das sábias decisões tomadas ali, para em seguida observar suas consequências, não muito tempo depois.

No presente, ele via o Norte unido uma vez mais. Via os lordes trabalhando em união por um bem maior, e via o crescimento de todos de maneira igual, assim como o crescimento da própria região. Eram inegáveis os avanços que todos conseguiam juntos pelo povo, desde construções ao acúmulo de recursos, passando por diversas coisas que nem mesmo os últimos reis haviam pensado. O corvo queria que aquilo bastasse. Desejava de todo o seu ser que fosse o bastante para conter a ameaça, mesmo sabendo que quando os Outros chegassem, seriam ainda piores que qualquer conto ou história que os novos governantes haviam ouvido.

Em um piscar de olhos, o vidente moveu-se no tempo e no espaço, passando a observar uma nova cena. No futuro, via os mortos marchando sobre o solo seco, destruindo tudo o que ousava respirar e deixando uma ferida tão grande que jamais seria curada. Mas ainda piores que eles eram os seres feitos de pura magia. Suas peles alvas, suas armaduras que trocavam de cor a cada passo dado... Estavam ainda mais poderosos que antes. Ou estariam, o tempo era algo confuso para alguém capaz de visitar qualquer época. O corvo sabia que, mesmo que naquele momento visse uma cena tão horrenda, o que se passava no presente era algo bem oposto.

Lembrava-se de Tristan Stark contente em sua casa, vendo os resultados de seus esforços. Dos lordes que continuavam a trabalhar duro para combater o frio e a fome. Lembrava-se também dos primeiros flocos de neve caindo sobre o chão, até que toda a vegetação estivesse coberta por um tapete branco. O corvo pôde ver tudo isso desmoronar com a chegada de uma única mensagem. Uma simples mensagem, entregue para lorde Stark por um corvo de penas tão claras quanto a neve que caía. As palavras que ela continha confirmavam o presságio sombrio que todos os lordes de Winterfell conheciam e recitavam desde criança.

O inverno havia chegado.
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Re: Trama [Westeros]

Mensagem por Narrador em Dom Out 30, 2016 1:43 pm

Terras Fluviais II
Trama criada por The Maiden, também conhecida como Leana Targaryen.




   As cordas vibravam de baixo do toque hábil do bardo. Uma brisa fria soprava de encontro aos dedos frenéticos, levando a doce, mas melancólica, melodia até aos ouvidos distantes. O jovem tocava o seu instrumento desde o raiar do dia, porém ninguém realmente parara para escutar a ressonância leviana da harpa. E tantas eram as histórias que esta contava...

   O bardo teria vivenciado pouco menos que vinte e três dias do seu nome - era um jovem viçoso, na flor da idade - todavia já vivera o suficiente para presenciar pelo menos um Inverno. Sabia que provações um longo inverno poderia representar para todos aqueles que se encontravam a sul da Muralha, mesmo até para aqueles que julgavam que a distância seria proteção suficiente para combater tal fenómeno. E, ainda que de início este fosse um dos únicos a crer no ditado ancestral dos Stark, já eram várias as pessoas que tinham reparado nas mudanças evidentes do clima, de há tempos para cá. As vertentes frias que acompanhavam os ventos não deixavam margem para dúvidas, muito menos deixava o orvalho que, nas madrugadas mais frias, chegava a formar uma ténue camada de gelo sobre as plantas rasteiras. O Inverno estava, de facto, chegando.

   Não obstante, essa não era a contenda que era tomada como prioritária por aqueles que ocupavam o pequeno vilarejo. Muito pelo contrário, a inquietude que pairava sobre todos como se se tratassem de nuvens que anunciavam chuva, mas nunca faziam chover, era relativa à demanda contra as forças Tully. O grupo de rebeldes tinha aumentado em muito o seu número de apoiantes, contando agora mais de três centenas de homens, mulheres e até mesmo algumas crianças que, rebelando-se contra o sistema ditatório de Serra Targaryen, as suas motivações ou a forma nefasta com que esta – segundo o que se dizia nas bocas do povo – abrira caminho em direção ao poder, teriam decidido unir forças com o movimento. E ainda era sabido que, mesmo permanecendo sem se declarar à causa daqueles que iam contra o regime, muitos outros apenas seguiam a nova Rainha pelo terror que esta impunha sobre os seus súbditos, não confiando nas políticas que aplicava.

   Certamente que não era fácil, porém o movimento rebelde tinha tido alguns êxitos desde a sua formação, há três anos atrás. Desbravando terreno pelas Terras Fluviais, tinham-se dividido em unidades menores que se estabeleceram em vários vilarejos e terriolas da região, ocupando zonas habitacionais e vivendo lá como se tratando das populações originárias. Assim, sem que a sua presença fosse grandemente notada, tinham conseguido espalhar-se um pouco por toda a região inferior ao Tridente, anónimos e encobertos pela aparência popular que assumiam. Ainda assim, os confrontos com forças militares quer dos Tully quer das suas casas vassalas, proprietárias dos terrenos ocupados, não tinham cessado. Em vez disso, tinham-se tornado ainda mais diretos e violentos, resultando frequentemente em baixas para ambos os lados do confronto. Dos trinta lobos gigantes que possuíam inicialmente, tinham agora apenas vinte e um adultos, e quatro crias de lobo que faziam parte da primeira ninhada a nascer no seio da alcateia. Três lobos adultos tinham morrido em combate; outros dois morreram por envenenamento das águas de um riacho próximo a uma povoação que, procurando defender-se das bestas selvagens, tomara medidas drásticas. A loba que dera à luz a ninhada também morrera, e outros dois animais tinham morrido por doença, ou ferimentos agravados.

   Dificultando ainda mais o sucesso do partido insurgente, nem todos os lobos adultos estavam a responder de forma correta aos comandos que lhes eram direcionados. Alguns insurgiam-se, eles mesmos, contra aqueles que os tentavam controlar e, ostentando um porte e força mais que suficientes para derrubar facilmente um homem entroncado, focavam a sua ferocidade nas figuras que já lhe eram familiares. Ainda assim, a maioria mantinha-se fiel aos seus “donos”, constituindo uma ajuda essencial naquela que era uma guerra já de si injusta.

   A melodia agravava-se agora, agigantando-se em força e poder, ainda que sendo traduzida em acordes brandos como aqueles que o instrumento de cordas era capaz de produzir. Um jovem bardo como o próprio nunca seria tido em grande consideração por quem quer que fosse, mas ele sabia. Ele sabia das conspirações, sabia dos planos. Escutava quando mais ninguém o fazia, quando os homens que se tinham reunido para beber não possuíam mais qualquer tipo de tento nas suas línguas, e acabavam por confidenciar o inconfidenciável. Para sorte destes, o bardo não pretendia utilizar qualquer tipo de informação para prejudicar a causa; era um apoiante devoto dos valores transmitidos pelos seus precursores. Para seu grande infortúnio, a memória ávida e verde permitia que nunca olvidasse uma única alegação escutada, ou acorde tocado. Deste modo, ele era como uma peça num vasto tabuleiro. Um bispo disfarçado de peão, contornando os entraves e atalhando o seu caminho através das divergências enfrentadas.

   Tudo aquilo fazia parte de um plano muito mais grandioso. Todo aquele modo de agir, a camuflagem em meio ao povo e a pretensão a se fazerem passar por nada mais que simples camponeses. Era tudo uma fachada para o que, realmente, estava sendo preparado. E não era apenas uma revolta popular; era muito mais que isso. Desde que tinham conseguido o apoio tão inesperado, porém bem-recebido, do nobre de traços dissimulados e olhar de raposa, nada fora o mesmo. A fasquia fora elevada, e agora o grupo não se limitava apenas a jogar um jogo secundário, onde o máximo que seriam capazes de conquistar seria a atenção dos escalões mais elevados da hierarquia westerosi. Não. Agora, eles tinham o poder de, através de um simples gesto, germinar as sementes do caos e da discórdia entre aqueles que detinham o poder na região. Enfim poderiam desestabilizar o Tridente de uma forma que nem a Casa Tully conseguiria manter o controlo sobre a sua própria posse. E o ponto principal de toda aquela conspiração era o facto de que, preocupados com o aparato no exterior, nenhum líder se dava conta do que estava prestes a acontecer dentro dos seus próprios domínios.

   A última corda foi tensionada e solta, as vibrações propagando-se uma última vez através do ar frio do crepúsculo. As palavras ocultas em meio a sons conexos e alternados permaneciam desta forma, desconhecidas àqueles que não se tinham dado ao trabalho de escutar. Porém, a história encontrava-se incompleta; muitos mais capítulos ainda estavam por escrever. O futuro era incerto, tanto para aqueles que faziam as suas vidas naquele vilarejo como para os que permaneciam nas populações vizinhas, também ocupadas pelo movimento revolucionário. O tempo não perdoava, e o tempo ocupar-se-ia de trazer até eles as provações que se seguiriam, tal como se iria ocupar de permitir que, no momento mais propício, os seus planos se transfigurassem em realidade. E o bardo lá permaneceria, tocando a sua harpa e contando as canções de tempos passados e futuros; um espectador em meio à peça que se desenrolava mais e mais a cada dia.

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Re: Trama [Westeros]

Mensagem por Narrador em Dom Out 30, 2016 1:45 pm

A Campina II
Trama criada por The Black Goat of Qohor, também conhecida como Garad Ashord.



— Os Graceford responderam ao vosso chamado, meu senhor — o homem falou em voz baixa, como se alguém pudesse ouvir as palavras que proferia naquele instante, mesmo sabendo que ninguém além dele e do lorde era capaz de escutá-lo dentro da sala trancada no topo da torre, na cidade mais antiga de Westeros. — Lorde Drywn e sua casa se unirão à Mão Verde, como o senhor esperava. No entanto, os Tarly se recusam até mesmo a ver um mensageiro de nossa casa, creio que a lealdade deles não será quebrada de maneira alguma. O mesmo acontece com os Tyrell de Águas Claras, o que já era esperado.

— Algo mais? — perguntou o homem, com o semblante pensativo que sempre assumia quando se tratava dos assuntos de guerra. — Qual a situação dos Vyrwell e dos Rowen?

— Ainda aguardamos a resposta de ambos, meu senhor. Mas, como sabe, eles se mostraram positivos quando os visitou em seus lares — o rapaz lembrou, desnecessariamente, ao homem mais velho. — Com o apoio deles e todas as forças que já havia juntado antes, os nossos números superam em muito os de nossos inimigos. No entanto, eu temo que haja represália de outras casas, meu senhor. Peter Baratheon é casado com uma Tyrell, você sabe, e ainda há a possibilidade da rainha Serra...

— A rainha já declarou que não irá interferir em nossos problemas, Edrill — respondeu, impacientemente, o senhor de Torralta. Era improvável que qualquer grande casa apoiadora dos Targaryen resolvesse proteger os Tyrell naquela guerra. Não era daquela maneira que as coisas eram feitas em Westeros, ele sabia bem. — Serra não correrá o risco de perder seus próprios homens no que para ela é uma disputa fútil entre duas crianças... E a rainha não teria motivos para ir contra seus próprios súditos, afinal. Nossa contenda é com aqueles que sujam o nome de Garth e de sua extinta casa. Mas nós sabemos de sua grandeza, e pretendemos restaurá-la.

— O que deseja que eu faça, meu sen... — a frase não foi terminada. Em um movimento de tamanha agilidade que até mesmo Osyl ficou impressionado, o jovem espião retirou uma adaga da manga de sua camisa, e a lançou para longe. Nem mesmo o Hightower pôde acompanhá-la, até ver aonde ia. Com uma precisão sobre humana, a ponta da lâmina de aço rasgou uma águia que pairava sobre a janela, há mais ou menos meia hora, ouvindo e vendo cada detalhe de tudo o que eles conversavam. Sua sorte não durou o bastante, no entanto, visto que o animal foi lançado em queda livre ao mar, onde sua vida teria fim.

...


Quando os olhos do warg se abriram, sua respiração era completamente ofegante, quase como se houvesse sido ele a morrer com a lâmina do assassino. E poderia ter sido, realmente. Ele sabia das consequências de ser morto no corpo de um animal, sabia que se perderia para sempre caso acontecesse, e foram pouquíssimos os instantes que o separaram da completa demência. Ainda assim, de alguma forma que sequer conseguia imaginar, havia sido descoberto. Viu o olhar do homem cair sobre o seu, e um grito para todos os homens Hightower que pudessem ouvir: ele não podia sair vivo dali.

Em uma velocidade que poucos humanos conseguiam alcançar, o nortenho correu para longe. Podia ouvir passos atrás de si, porém tinha confiança em suas habilidades. Precisava conseguir sussurrar as palavras que havia escutado nos ouvidos certos, e não poderia morrer até então. Era a única forma de deter tudo o que ocorria na Campina há mais de um ano, quando Osyl Hightower e seus aliados abertamente declararam guerra aos Tyrell, e, especialmente, à sacerdotisa vermelha que dominava Jardim de Cima.

Desde então, tudo era caos. Antigas rivalidades foram à tona, preceitos religiosos foram usados, e até mesmo o lucro pessoal era uma razão própria para se unir àquela guerra. As terras antes governadas pelos Gardener estava dividida entre duas facções... Dois pilares, com ideologias, divindades e objetivos completamente opostos. Nenhum conflito direto havia ocorrido, mas ainda assim todos os moradores da Campina sabiam o que estava havendo e, com a união dos Graceford à Greenhand, não havia um lorde a não declarar apoio a um dos lados. E o lado dos rebeldes estava na frente.

Vyrwell, Rowen, Oakheart, Ashford, Redwyne... Eram quase incontáveis as casas que se erguiam contra os seus suseranos. Já os Tyrell tinham apenas a própria família e sua casa mais leal para contar naquela grande provação que viria. Era por isso que o homem não podia desistir de sua tarefa. Devia alcançar Zakintia, e dizer a ela tudo o que havia descoberto, nem que tivesse que se arrastar até Jardim de Cima. Com as informações que ele possuía, os Tyrell podiam ser capazes de virar o jogo naquele conflito. Poderiam até mesmo trazer alguns dos rebeldes para seu lado.

Apenas ele sabia a verdade. Apenas ele havia descoberto a cruel trama que estava sendo controlada não pelo Hightower, ou por qualquer outro lorde daquele local, mas por uma sociedade muito mais antiga e poderosa que muitos ali. Zakintia Tyrell era um exemplo de algo que nenhum deles podia aceitar, pois era uma das únicas pessoas que não conseguiam controlar em todos os Sete Reinos. Ela era uma das verdadeiras ameaças ao reino, e como seus protetores os meistres não deixariam que ela continuasse a respirar. Toda e qualquer seguidora da criatura maligna a qual chamavam Senhor do Fogo deveria ser extinta.

Os passos se aproximavam do warg à medida que este ficava cansado. Se ao menos Presas não estivesse morto... O lobo poderia ser sua salvação naquele momento, mas não era mais. Ele estava completamente sozinho e perdia suas forças. “Eu preciso avisá-la”, gritava em sua mente, e o pensamento dava forças para que ele continuasse.

Porém, o mundo se tornou dor quando ele sentiu a flecha cravar-se em suas costas. De onde vinha? Nem mesmo ele era capaz de responder, tampouco os guardas Hightower. O projétil simplesmente foi disparado, da mais completa escuridão, atravessando a noite e perfurando com precisão o espião inimigo, que, caído ao chão, pôde escutar o uivo de seu grande amigo em sua mente. Havia acabado. Ele havia falhado.

— Mestra...

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Re: Trama [Westeros]

Mensagem por Narrador em Dom Out 30, 2016 1:46 pm

O Vale I
Trama criada por The Black Goat of Qohor, também conhecida como Garad Ashord.


“Lady Cyrenna Arryn,

Meu coração queima de pesar por ter de lhe enviar notícias ruins em uma época tão sofrida não a apenas para você, como para todo o Vale de Arryn. A morte de lorde Damon realmente chocou a todos nós, e eu desejaria de toda a minha alma poder dizer que as palavras que escrevo são unicamente para enviar os sentimentos da rainha a você e aos seus. Mas, infelizmente, preciso informar à nova Guardiã do Leste a respeito do mal que se aproxima de sua família, e que planeja fazer sangrar não apenas o Vale, mas cada ponto de Westeros. É em nome da paz que compartilho com você o futuro que o senhor das chamas me mostrou, assim como as informações que meus muitos amigos sofreram para conseguir.

Quando senti a minha consciência fluir até as chamas de R’hllor, eu soube imediatamente onde estava, mesmo que nunca antes houvesse pisado na sede dos Tollet. O que vi ali atormenta todos os meus sonhos, e continuará presente nestes durante muito tempo. Eu não sabia sequer se estavam vivos ou mortos, se eram humanos ou não. Apenas os vi, movendo-se com selvageria e uma sede de sangue que nunca antes presenciei em toda a minha existência. Eles assassinavam sem qualquer sinal de remorso ou hesitação, ceifavam uma a uma a vida de todos ali. O lorde enfermo e seus guardas sequer tiveram tempo para reagir, e nem mesmo os servos foram poupados. Quando a noite encerrou-se no Vale Cinzento, não havia um Tollet ou servo da família ainda a respirar.

Queria que minha visão tivesse se encerrado por aí, mas infelizmente não foi assim. Vindas de Pedrarruna, quem quer que estivesse fazendo aquilo não parou com os Royce os Tollet. Me vi em outros dois castelos, vendo o massacre sangrento e sem piedade de outras duas famílias. Coldwater e Shett poderiam estar extintos naquele momento, embora eu não os tenha visto morrer. De qualquer maneira, na melhor possível das hipóteses, suas casas foram tomadas assim como aconteceu antes com Pedrarruna. E os responsáveis por isso continuavam em sua marcha de destruição. Infelizmente, quando esta carta lhe for entregue, já terá sido tarde demais para os Tollet, os Coldwater e os Shett de Torre das Gaivotas, mas ainda há o que ser feito.

Mando esta carta na intenção de informá-la dos perigos que cercam a todos, na esperança de que possa contê-los antes que todo o Vale sangre de maneira irreparável. Como se não bastassem as visões que o meu senhor me mostrou, recebo também informações de que há vassalos insatisfeitos no Vale. Alguns clamam que uma Lannister jamais deveria chegar ao controle do Leste depois da morte de Jon Arryn, outros declaram-se insatisfeitos. Ainda não há qualquer início de rebelião nem movimento pronto contra você, mas recomendo que tome cuidado com os Breakstone, os Egen e os Baelish dos Dedos. Recomendo também que tome cuidado dobrado com as pessoas que afasta de si.

Novamente, eu sinto em ter de lhe trazer notícias tão ruins enquanto ainda está de luto. Que o Senhor das Chamas console a você a todos que sentirão falta de Damon Arryn, e que ele dê a vocês força para se sobressair dos desafios que virão em seu tempo como Guardiã do Leste. Pelo bem de todos os Sete Reinos, desejo que seja capaz de manter a paz em seus domínios, pois a noite é escura, e cheia de horrores.

Layna, Mestre dos Sussurros.”

A ruiva deu um longo gole em sua taça de vinho, logo em após terminar de escrever. Nenhuma das palavras contidas na carta era mentira, embora ainda houvesse muito mais a ser dito... Muito que a sacerdotisa sabia a respeito de tudo o que se passava no Vale, e que preferira ocultar de suas palavras de ajuda à nova Guardiã do Leste.

— Tome isso — disse Layna, a um dos homens que olhava para ela, imóvel e sem fazer qualquer som. Assim como os outros quatro presentes naquela sala, estava completamente vestido em vermelho, e suas expressões eram escondidas por um capuz e máscara de mesma cor. Assim que a Mestre dos Sussurros estendeu a mão com a carta que havia acabado de escreve, o rapaz se aproximou sem dizer uma só palavra. — Adicione títulos, tanto os meus quanto os de Cyrenna Arryn, enrole e sele a carta com o meu carimbo. Depois entregue pessoalmente à Cyrenna. Não dê isto nas mãos de mais ninguém.

Quando o homem partiu para reescrever sua carta, a mulher voltou a molhar a ponta da pena na mesma tinta preta que havia utilizado antes, colocando em cima de sua mesa outro pedaço de pergaminho, para então começar a escrever mais uma vez.

“Lorde Colin Arryn,

Há algum tempo, quando soube da morte de seu pai, Heitor Arryn, eu me senti verdadeiramente infeliz pelo Vale, pois foi uma perda irreparável para todos, não apenas em Lar do Coração. O antigo lorde sempre foi um homem leal não apenas ao seu irmão, como também ao reino, uma característica que eu prezo muito, e que é compartilhada também pelo seu tio, Damon. E, assim como a de Heitor, a morte de Damon Arryn será irreparável para todos, especialmente para você e para a sua casa. Exatamente, será. Neste momento, Damon Arryn ainda respira, e você é um dos únicos capazes de fazer algo por ele.

Mesmo com todos os meus informantes espalhados pelo Vale, não fui capaz de descobrir onde Damon é mantido neste instante. Porém, uma coisa eu posso te dizer com certeza: seu tio ainda respira, e a leoa o mantém prisioneiro. Ainda que não fosse nascido na época, você deve ser capaz de se recordar de todo o mal que os leões causaram aos Arryn no passado, e temo que isso não seja nada em comparação com o que planejam fazer neste instante. Ninguém além de Damon deve governar o Vale. Impeça que as garras da leoa se fechem de vez sobre a nobre águia, antes que seja tarde demais, pois um horror muito maior que ela assola o Vale mesmo enquanto escrevo esta carta.

Layna, Mestre dos Sussurros.”

Após terminar de escrever, a ruiva leu e releu a carta enquanto tomava mais de seu vinho, e então escreveu outras três. O conteúdo destas era uma versão resumida do que os demais receberiam, contando apenas sobre a situação atual de Damon. Quando acabou, tinha cãibras na mão, mas ainda assim sorriu levemente.

— Vocês levarão essas quatro — disse aos homens que ainda estavam no local. — Esta é para Colin Arryn, lorde de Lar do Coração. As outras três são para o lorde Breakstone, o lorde Egen e o lorde Baelish, nos Dedos. Entreguem isto apenas para eles, e para mais ninguém. Quando terminarem de ler, queimem os pergaminhos.

E assim, Layna quase pôde ver o último fio da teia se conectando.

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