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[rp flashback fechada] iron born and business

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iron born and business
A RP irá começar com o post de Ulfric Sparr. Esta é uma RP FLASHBACK FECHADA que se passa a dois anos antes dos tempos atuais e conta com a minha participação e a de Maron Greyjoy. A mesma se passará em Pyke, é período da tarde e está um clima nublado.


Última edição por Ulfric Sparr em Dom Jul 24, 2016 4:37 pm, editado 2 vez(es)


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O que está morto não pode morrer
A atmosfera de Pyke era bem diferente de Grande Wyk. Era mais pesada, mais agitada e tempestuosa. Homens e mulheres andavam para lá e para cá em Fidalporto. Marinheiros atracavam suas naus e outros saiam com as mesmas para se aventurarem. Prostitutas e esposas davam adeus e lhes desejavam boa viagens e saques com a ajuda do Deus Afogado. Era tarde nublada, o sol estava fraco e uma pequena névoa habitava perto do solo.

O cheiro de maresia impregnava-se nas narinas do Sparr enquanto este caminhava por entre os plebeus, disfarçados com vestes comuns e desgrenhadas, típicas dos habitantes das Ilhas e mais típicas nos marinheiros. Um livro considerável estava pressionado contra o peito de rapaz. - Ele havia marcado de me encontrar aqui. Proferiu, parando na porta de uma taverna que também era uma estalagem.
Limitou-se a adentrar no estabelecimento. O ambiente era uma mistura de músicas, gritos, risadas e barulhos de garrafas de vidro quebrando, pratos caindo e cadeiras se partindo devido ao peso dos homens gordos. O local fedia a álcool, suor e a queijo coalhado que foi levemente salgado. A cada passo que dava com suas botas de couro o piso de madeira rangia.

Sentando-se num canto mais afastado de toda a confusão, pediu uma garrafa de vinho e dois cornos, enchendo um corno e tomando um gole. A bebida lhe conferiu entusiasmo o suficiente para abrir seu livro sobre a mesa e ler alguns números e letras que estavam escritos no mesmo com uma tinta negra.

Realizando uma pausa na leitura, tomou outro gole de vinho do corno e analisou a taverna e seus indivíduos. Notou alguns casais, músicos, taverneiro e garçonetes. De repente, viu um homem parado no balcão bebendo uma boa quantidade de vinho e que mesmo assim, mantinha-se perfeitamente sentado e são. Este gosta de beber... Pensou. O homem tinha cabelos desgrenhados e grandes, com uma pele bronzeada e uma cicatriz no rosto, uma maça pendia sobre sua cintura de modo ameaçador.

- Ulfric Sparr? Perguntou um homem que surgiu ao seu lado como se fosse um espírito. O homem tinha uma pele de ébano e cabelos tão escuros como o Mar do Poente, assim como um sotaque bem exótico. Usava roupas diferentes e tinha brincos nas orelhas e um colar com uma pena de uma ave que o rapaz desconhecia.

- Sim. Suponho que você seja ele. Retrucou o rapaz, indicando com a mão direita uma cadeira para este se sentar.

- Sou apenas o mensageiro. Meu mestre está interessado na sua proposta e deseja marcar um encontro para tratar de negócios. Proferiu o homem entregando uma carta selada. Ulfric a pegou e depositou dentro de suas vestes, retirando uma caneta tinteiro e anotando algumas coisas em seu grande livro.

- Esperava que ele me encontrasse aqui em Pyke, eu fui mais que claro com os termos do acordo e ele não o honrou. Por que eu deveria manter o acordo agora? Inquiriu o rapaz Sparr com uma seriedade nunca antes vista, fitando o ilhéu com seus olhos escuros.

- Meu senhor não se arriscaria tão tolamente para encontra-lo nestas terras hostis e nada amigáveis, ademais, quem dita as circunstâncias não é você rapaz, e sim meu mestre. Retrucou arrogantemente, mantendo um semblante de profunda calma.

- E quanto aos meus riscos ao enviar cargas de pescaria, minério de ferro e conceder dracares para seu senhor como proposta de acordo comercial? Ele sequer pagou tudo que foi comprado e ainda assim estou investindo nele, está claro aqui quem é que está se arriscando, rapaz. Retrucou num misto de fúria passiva disfarçada. Sair do sério e perder o controle sobre suas emoções e ações abertamente nunca fora algo que este o fizesse com frequência, na verdade, era algo muito raro. Um olhar perdido manifestou-se nos olhos do homem negro, mas este tratou de adotar um semblante ríspido.

- Meu mestre está numa situação delicada e aprecia seu interesse nele e deseja firmar uma parceria comercial mais efetiva, no entanto, espiões de sua nação tem tentando seguir seus passos e um encontro dessa natureza, neste momento, é demasiado arriscado. Ele lhe envia uma carta e pede que você a leia e pense na proposta, adeus. Terminou, levantando-se da cadeira e saindo da taverna.

Fechando o livro, guardou-o sobre seu colo e tomou um longo gole de vinho. De repente, um homem sentou-se na cadeira a sua frente...

- Pois não? Disse o rapaz, confuso, colocando mais vinho em seu corno.

Habilidade treinada:
Matemática e economia

Falas
Narração
Pensamentos
Falas de Terceiros


ULFRIC SPARR


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Maron estava em seu habitat natural. A taverna Camarão azul. O vinho ali tinha menos gosto de urina e a atendente realmente era simpática com ele, mas infelizmente ainda não haviam se conhecido direito.


Olhava para ela, esperando que ela o olhasse de volta para que pudesse puxar assunto quando ouviu uma discussão que ocorria na mesa de trás. Curioso, entortou a cabeça para ver o que se passava.


Um jovem, nascido do ferro, discutia com um homem das ilhas de verão, o que interessou Maron foi o tom de voz que ambos utilizavam, a raiva estava presente, porém o tom de voz era controlado e severo, porém intimidador.


Foi então que reconheceu o ilhéu. Os marinheiros o chamavam de Tan Jhala, porém não sabiam ao certo se esse era o nome dele, o Grejoy gostava de acreditar que era uma palavra no idioma das ilhas que se traduzido ao westerosi seria: "Aquele que fede"


Jhala servia alguém que ninguém de Pike sabia quem era, porém ele sozinho já era um problema, era impressionante o estrago que aquele homem havia causado na frota de ferro, ele prometia aos capitães jovens grandes fortunas, porém de contrato em contrato ele conseguia deixá-los de mãos abandando no píer.


O jovem nascido do ferro parecia ser apenas mais um que cairia nas garras do comerciante, mas Maron viu algo no jeito que ele falava e em seu olhar que irradiavam sabedoria e nutriu esperanças que dessa vez Tan Jhala finalmente pagaria por todos esses anos de falsidades.


Esperou o ilhéu levantar-se para ir dialogar com aquele que depositava suas esperanças. Sentou na cadeira vazia e o homem, um pouco surpreso, disse:


-Pois não?


-Bem, eu não conheço você, mas devo te avisar que você estava conversando com o maior falsário que já passou por Pike, devo avisá-lo também que ele é um homem sagaz, mas também utiliza de métodos menos pacíficos para fechar seus negócios. Eu tenho algumas negociações para fechar com ele, porém não tenho cabeça para números e ele vai acabar me passando a perna, e você parece ser inteligente, porém se ele decidir te convencer pondo uma espada em seu pescoço é bom ter um reforço, não acha? O que me diz? A propósito, sou Maron Greyjoy.


O pirata então estendeu a mão para que o outro o cumprimentasse. Esperava que seu sobrenome trouxesse a credibilidade e confiança que necessitava para poder se vingar de Jhala.
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O que está morto não pode morrer
O ilhéu tinha se retirado da taverna Camarão Azul. O rapaz tomava outro gole de seu corno e preparava-se para se retirar quando num instante um vulto sentou-se na cadeira vaga, vulto este que carregava um cheiro exagerado de água do mar e suor cravejado em pele castigada pelo clima ensolarado do oceano, e ele disse.- Bem, eu não conheço você, mas devo te avisar que você estava conversando com o maior falsário que já passou por Pyke, devo avisá-lo também que ele é um homem sagaz, mas também utiliza de métodos menos pacíficos para fechar seus negócios. Eu tenho algumas negociações para fechar com ele, porém não tenho cabeça para números e ele vai acabar me passando a perna, e você parece ser inteligente, porém se ele decidir te convencer pondo uma espada em seu pescoço é bom ter um reforço, não acha? O que me diz? A propósito, sou Maron Greyjoy. Disse, apoiando seu cotovelo esquerdo na mesa de madeira e sua mão direita em seu joelho, tentando soar o mais honesto e confiável possível.

Improvável. Quais são as chances de um salvador desconhecido e mais que amigável surgir numa taverna em Pyke? E quais as chances de existir algum Greyjoy que não seja um filho da puta assassino, saqueador, estuprador e mentiroso? Pelos mares, o que este pretende? Matutou o rapaz mantendo uma expressão casual em sua face, preocupando-se para não franzir o cenho, produzir algum espasmo facial ou cerrar os olhos de modo inquisidor. O silêncio pareceu incomodar o Greyjoy e o Sparr tinha noção de que deveria averiguar a situação, no máximo, seria apenas mais um insano nobre querendo lhe foder com os planos, mas embora quisesse negar, tivera uma certa sensação de conforto com as palavras do mesmo e com seu aspecto.

- E como você sabe disso tudo Maron? A propósito sou Ulfric Sparr. Disse estendendo a mão para não deixar o homem num vácuo oceânico. Com um cenho franzido agora, tentando mostrar uma incerteza aferida com um grau de intimidade ao chama-lo pelo primeiro nome, e para completar, estendeu um corno oco para o mesmo e preencheu com uma quantidade mais que generosa de vinho.

Mas por que ele me enganaria? Sequer me conhece, e pensando bem, aquele ilhéu tem me parecido esquivo em relação as nossas negociações e até agora não quitou os devidos débitos, talvez... Confiarei nele por hora, não vejo motivos aparentes para ele tentar me enganar e Jhala tem se mostrado tão suspeito como esse Greyjoy aqui. Maquinou em sua mente, tentando prever as ações de possíveis inimigos contra seu bem estar e seus negócios como se estivesse num campo de batalha ou na tenda de um general, traçando uma estratégia de guerra.

- Eu já naveguei muito pelo o oeste e já me atrevi a algumas andanças marítimas pelo leste meu amigo, e já topei com alguns marinheiros que se foderam graças a esses ilhéus malditos e eles falavam de Jhala, que andava cada vez mais ao oeste com suas tramoias. Agora, me diga, quantos ilhéus do verão ousam navegar por essas bandas? Falou com um sorriso diabólico no rosto que evidenciava uma sagacidade digna de um diabrete marinho. Ulfric pareceu meditar sobre o assunto conforme o seu colega de vingança ia lhe contando a prosa, e começava a ver sentido nas palavras e ações antes tão aleatórias.

- Maron Greyjoy eu te digo que tenho suspeitado desse Jhala e desse tal mestre dele que nunca vi pessoalmente, e lhe digo mais, esse bastardo já tem me fodido a alguns meses e eu adoraria dar o troco, mas não posso lhe garantir recompensa alguma, só o que esse filho da puta tiver para ser tomado. Proferiu, utilizando de diplomacia e adequando seu tom de voz e vocabulário ao de seu companheiro para gerar uma sensação de conforto e criar uma simpatia que lhe conferisse uma “carta de seguro” contra traições, pois, se havia algo que a família governante das Ilhas de Ferro entendiam era traição, todavia, tinha plena noção de que palavras bem colocadas e expressões bem administradas não cativariam um Greyjoy como cativavam um copeiro da família, ou um guarda mal pago, ou até mesmo um plebeu revoltoso e assim teria que ter paciência e tempo para ganhar a confiança do mesmo e, se este se provasse merecedor - e não um bastardo traidor -, lhe daria confiança.

- Muito bem parceiro, vamos pegar esse bastardo. Exclamou ansioso, virando o caneco e bebendo mais um gole sem ficar bêbado ou alterado alcoolicamente. Os dois apertaram as mãos com um sorriso, selando uma aliança que pareceria impossível aos olhos de ambos a alguns dias (até horas) atrás.

- Ele me enviou uma carta. Respondeu, abrindo o papel com um selo bem peculiar que continha uma onda de mar e um pássaro. O conteúdo da carta não era nada surpreendente, dava as coordenadas para um encontro e as circunstâncias. - Meia noite, na última marina de Fidalporto numa escuna de dois mastros e com uma vela branca com uma flâmula multicolorida em forma de penas de aves. Leu em voz alta, apenas o suficiente para ambos na mesa ouvirem.

- Isso me cheira a emboscada. Praguejou o Greyjoy, bebendo mais uma rodada de vinho, deixando um pouco do líquido inebriante escapar pelas bordas do corno.

- Precisamos montar uma estratégia. Afirmou o Sparr, levantando-se da mesa enquanto retirava alguns veados de prata e deixava sobre a mesma, chamando seu novo amigo para caminhar pelos arredores e planejar algo...

Falas
Narração
Pensamentos
Falas de Terceiros

Habilidade treinada:
Arte da Guerra

Observação:
Ao avaliador, bem, eu não sei se este post se enquadra nesta habilidade pois não narrou nada envolvido diretamente com formações de ataque, estratégias de guerra ou previsão de batalhas mas teve em relação a antecipação de comportamento, manipulação e gerenciamento de recursos pessoais tal qual análises de acontecimentos, então creio que tenha a ver, mas se o avaliador julgar que não tem, tudo bem (sem mimimi) e vamos seguir em frente porque atrás vem gente ( q ).



ULFRIC SPARR


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Maron seguiu seu parceiro em direção à rua, sem rumo, os dois perambulavam pela orla ouvindo o som das ondas que castigavam a terra firme. Ulfric então quebrou o silêncio e disse:


-Faltam informações para bolarmos uma estratégia decente. Você sabe mais alguma coisa sobre Jhala?


-Nada, a única coisa que ouvi sobre ele são os relatos de ex-capitães amargurados por estarem falidos. Já tentei persegui-lo algumas vezes, mas ele sempre tinha um plano de fuga. Você tem razão, precisamos saber mais, e eu acho que conheço alguém que pode nos ajudar.



O Greyjoy então tomou a dianteira e perguntou à Ulfric:


-Já esteve na Casa das Canoas? Imagino que não, se lembraria se tivesse passado por lá.



Ao caminhar em direção ao seu destino, o pirata percebeu um homem encostado na parede de um armazém que o observava fixamente e por fim gritou:


-Hey Greyjoy? Que tal uma ajuda para comprar bebida?  


-Hoje não. Tenho coisas pra fazer, mas me chame outro dia e veremos quem vai aguentar ficar de pé!



Os dois continuaram a andar a passos firmes até que pararam em frente a um beco escondido entre alguns prédios. O letreiro acima enunciava: A Casa das Canoas. Maron então parou, olhou no fundo dos olhos de Sparr e disse:


-Lembre-se, temos coisas importantes para fazer ok? Então não se distraia... Pensando bem eu é que vou acabar me distraindo, então não hesite em me sacudir ok?



Entraram. Aquele beco não era como os outros, sujos escuros e fedorentos, ele era iluminado e o cheiro de muitos perfumes e essências invadiam as narinas dos dois nascidos do ferro. Nas janelas que cercavam o beco dezenas de mulheres observavam os recém chegados. Algumas assoviavam, elogiavam, umas poucas chamaram Maron pelo nome e o Greyjoy achou até ter ouvido alguma pedir por Ulfric, mas eles não estavam sozinhos, haviam alguns outros marinheiros e algum deles poderia ter o mesmo nome.  


Tentando manter o foco, o pirata seguiu sem olhar para as janelas até a entrada de um dos prédios, onde encontrou o que desejava:


-Marlyn! Quanto tempo!
- Marlyn era, assim como todas as mulheres daquele local, uma prostituta. Ela já tinha alguns 38 anos e sua era de ouro havia passado, Maron havia desenvolvido uma estranha amizade com ela após tantas noites juntos.


-Ora ora, meu querido, finalmente apareceu! Mas temo te desapontar, estou de folga no momento, gente velha como eu merece descansar um pouquinho. Vejo que trouxe um amigo para conhecer a casa, seja bem vindo senhor. - Disse a mulher beijando a mão de Ulfric.


-Na verdade Marlyn – Disse Maron – Eu sei como você sabe de tudo que ocorre com todos os homens que passam por esse porto, suas pombinhas realmente sabem extrair os segredos de qualquer um. O que você sabe sobre o maldito Tan Jhala? Eu e meu parceiro aqui temos negócios a resolver com ele.  


-Jhala? Bom, não muito, ele não frequenta muito a Casa
– Então ela baixou a voz até virar quase um sussurro que apenas os dois homens conseguiam ouvir – Mas se você se virar lentamente, vai ver um dos espiões dele, seja discreto e tente não fazer muita bagunça, ok? Você me deve uma.



Maron então girou em seus calcanhares e viu o homem que havia pedido dinheiro para bebida à algum tempo atrás agora fingia olhar para as janelas, mas não conseguia disfarçar seu nervosismo.  


O Greyjoy agradeceu a prostituta com algumas moedas e perguntou a Ulfric:


-Pronto para fazer perguntas?



Então caminhou furioso até o espião, suas veias dilatavam, seu semblante escureceu e seus punhos se fechavam com força. Rapidamente o pirata agarrou a nuca de seu oponente, o levou até uma janela que estava no térreo e o arremessou para dentro do quarto, pulando logo em seguida. O homem era muito mais fraco que Maron e gritou de medo ao ser arremessado. A menina que trabalhava ali também soltou um grito de medo mas se calou imediatamente e observava a cena com os olhos esbugalhados, sentada na cama sem mexer um músculo.


Já dentro do quarto o espião tentou pular pela janela novamente, mas o Greyjoy o agarrou bateu sua cabeça contra a parede fazendo-o cair novamente no chão extremamente tonto. O pirata então retirou sua maça do cinto e segurou o braço de seu inimigo.  Ouviu Ulfric também pular para dentro do quarto e disse:


-É o seguinte, seu pedaço de lixo. Meu amigo aqui vai fazer uma pergunta e você vai responder a verdade da forma mais breve possível, se ele não ficas satisfeito com a resposta ele vai fala a palavra "bata" e eu vou esmagar a sua mão com essa maça aqui. E assim nós vamos de pergunta à pergunta, membro à membro, até que você responda tudo, entendeu? Ulfric, pergunte por favor.
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Avaliação de treino de habilidade

Ulfric Sparr


Você sabe das minhas últimas avaliações o que penso a respeito dos seus textos, Ulfric. Sempre com uma ótima ortografia e boas descrições, enfim, uma boa escrita. Esse, no entanto, não teve o necessário para ser considerado um treino, visto que a única menção real a economia foi vaga e sem qualquer descrição ou detalhamento.

Critérios de avaliação
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Avaliação de treino de habilidade

Ulfric Sparr


Como você mesmo suspeitou, o texto não pode ser considerado um treino de Arte da Guerra, apesar de estar bem escrito e com uma narração muito boa. Em uma conversa ou interação como a sua, teriam de ser tratados assuntos mais diplomáticos, ou ao menos com um tom parecido com isso.

Critérios de avaliação
+ Conteúdo e Coerência (0/40)
+ Estrutura e Coesão (0/30)
+ Enredo e Criatividade (0/20)
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O que está morto não pode morrer
O espião havia sido capturado por Maron com a ajuda de um cortesã “experiente” que mostrava não ser apenas um rosto...bonito? Caído de costas sobre o assoalho e com uma maça mais que efetiva apontada contra seu corpo, o homem finalmente desistira de qualquer resistência desnecessária. Ulfric adentrou no ambiente e passou a analisar as vestes, o corpo, os olhos e a expressão daquele humano.

- É o seguinte, seu pedaço de lixo. Meu amigo aqui vai fazer uma pergunta e você vai responder a verdade da forma mais breve possível, se ele não ficar satisfeito com a resposta ele vai falar a palavra "bata" e eu vou esmagar a sua mão com essa maça aqui. E assim nós vamos de pergunta à pergunta, membro à membro, até que você responda tudo, entendeu? Ulfric, pergunte por favor. Proferiu o Greyjoy com um tom grave, ameaçador e sério, gesticulando com a maça como se fosse rebater para longe alguma flecha que vinha em sua direção. Uma gota de suor escorria pela têmpora direita do homem, o rapaz notou isto e sorriu disfarçadamente.

- Primeiro, qual o seu nome? Tem filhos? Casado? Trabalha com o que? Perguntou o rapaz enquanto se abaixava para chegar próximo ao seu rosto, encarando-o com um sorriso simpático. Ele está acuado e com medo. Um agente espião quando é descoberto pelo inimigo e capturado se sente naturalmente em um terreno que nunca ou pouco esteve antes, e logo, fica desnorteado. Talvez esta análise minha seja equivocada, no entanto, estamos falando de um espião que foi descoberto por uma puta e que, a julgar por suas vestes, cabelos, pele, mãos e odor é um nascido do ferro. Nascidos do ferro não são conhecidos além de suas habilidades em mar, combate de espadas, selvageria e outras barbaridades. Analisou rapidamente, dando a mão para o homem se levantar. Maron e o cativo se entreolharam, sem entender absolutamente nada.

- Me chamo Erak. Não tenho cria alguma, tenho uma esposa nas Ilhas do Verão e sou marinheiro mercante. Respondeu, olhando nos olhos do Sparr. As orbes do rapaz faiscaram por um momento e ele olhou para seu parceiro após um breve momento de silêncio. Com um giro rápido e potente da maça a mão do homem foi atingida violentamente, fazendo o mesmo se curvar em agonia extrema. - Por... Po... Por q... Por... Que... Por que? Gemeu, acolhendo a mão ensanguentada e quebrada perto do peito.

- Erak, você tem aparência típicas dessas ilhas, esses ilhéus raramente se relacionam conosco de forma a gerar matrimônios dada as nossas culturas que são no mínimo, contrárias. Você não tem sequer uma característica que corrobore seu depoimento, seja cheiro, roupa, sotaque, porte físico etc, no entanto, eu acredito que você tenha alguém especial aqui... Talvez uma filha? Um filho? Uma mulher? Eu e meu amigo Maron aqui iriamos adorar andar por Pyke, fazer algumas perguntas, ouvir algumas conversas e descobrir por quem você perde o sono, a menos que, você nos diga a verdade! Vamos começar de novo. Argumentou o jovem, tocando o ombro da vítima com firmeza com intenção de transmitir confiança e intimidade. Maron conseguia perceber agora o quão longe seu parceiro conseguia ir, utilizando somente de alguns elementos aparentemente banais e sem importância.

Tomando o homem pelo braço e o erguendo, Ulfric o conduziu para fora da loja e se desculpou com os inquilinos, alegando que ele era um criminoso que havia matado e estuprado duas crianças em Fidalporto, conseguindo assim, um choque maior do que um golpe no cativo. Conduzindo-o até uma viela mal iluminada pela luz solar, e com seu amigo logo atrás, o fez deitar num barril velho de madeira e perguntou. - Qual o nome do navio de Tan Jhalla e qual a doca ele está? Ele tem negócios e contratos mercantis com os braavosi e os ilhéus? Ele te pagou quanto para nos espionar e desde quando você está nos espionando? Perguntou, enquanto Maron balançava a maça de um lado para o outro, como se estivesse ansioso para enterrar a arma no corpo do homem capturado. Um silêncio se fez. Ulfric pediu novamente e a maça voou em direção ao joelho do espião, fazendo-o gritar, todavia, este recebeu um soco na face, impedindo de rugir por socorro. - Não teste minha paciência, não estamos cercados pelo povo para eu ter de me controlar sem medo de sujar minha imagem. Declarou Ulfric, aplicando outro soco na face do homem com toda sua força. O lado inesperado de seu companheiro fez o Greyjoy se sentir surpreso e contente também, de certa forma.

- O... Cof, cof... O na...Na... Na... Cof, cof, cof, cof. O navio de...le... se chama Caná...rio do Mar. Falou, em meio a tosses e falhas, tomando alguns segundos para respirar e voltar a falar. - Ele está na última doca aos dias, mas durante a noite o navio fica ancorado nos a alguns metros do porto, no mar. Ele ofereceu um saldo de débito de uma dívida de jogo que fiz quando ele e seus homens aportaram em Pyke a meses atrás, vem... Venho... Cof, cof cof. Venho observando vocês desde que saíram da taverna juntos. Respondeu o homem rangendo os dentes de dor.

- Como é o navio e a tripulação? Inquiriu.

- Duas dúzias, usam espada e arcos e flechas. O navio tem duas velas, remos e dois conveses, velas vermelhas. Respondeu com o cuidado de não gaguejar. Ulfric sorriu e agradeceu ao homem, gesticulando em seguida para o Greyjoy que aplicou um golpe de maça contra a têmpora do espião, utilizando força o suficiente para torna-lo inconsciente.

- Agora temos que coletar mais informações, dessa vez, direto de nossa presa, hoje à noite. Ele não irá escapar, disso tenho certeza Maron! Temos coisas a fazer! Declarou, arrastando o espião para um canto mais escura da viela.

Falas
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Seu parceiro estava animado, porém Maron estava apreensivo. Duas dúzias de homens armados eram uma parte perigosa dessa equação, ele não conseguiria cuidar de todos sozinhos, se todos atacassem ao mesmo tempo, é claro.


-Ulfric, 24 homens armados, posso não ser tão bom em matemática quanto você, mas 24 é maior do que dois. Não é?



Sparr sorriu com o canto da boca, era estranho ver o pirata falar isso com um tom tão sério, como se estivesse se esforçando para calcular. Assentiu com a cabeça.


-Sorte a nossa que Tan Jhala tem mais inimigos em Pike do que o próprio rei Targaryen. Venha comigo, eu conheço mais alguém que pode nos dar o suporte que precisamos, ele não fará nada de graça, mas eu oferecerei a vingança e tu, o ouro. Vamos.



Os dois seguiram caminho pela orla, a noite surgia rapidamente, o porto ia ficando vazio e as tavernas lotadas. As velas e tochas iam se acendendo e a cantoria ficava mais forte. Ambos não puderam evitar de procurar pelos arredores por mais espiões, mas ou não havia nenhum, ou eles estavam muito bem escondidos.


-Você é um comerciante, deve saber disso mais do que ninguém, mas para conquistarmos o homem que vou lhe apresentar você deve dar a ele o prazer da conquista. Ofereça algo bem baixo, ele vai pedir mais, vá subindo a oferta até um valor aceitável, e principalmente, relute, brigue, deixe ele pensar que realmente conquistou algo.


Logo se aproximaram de uma fogueira do lado de fora de uma taverna, cerca de dez homens sentavam ao redor do fogo e eram servidos por atendentes que traziam barris inteiros para fora. Gritavam e comemoravam outro saque bem sucedido.  


Maron olhou por cima dos ombros até encontrar aquele que procurava. Um homem robusto, que dava a dúvida se era gordo ou forte, sua cabeça não tinha cabelo algum, porém sua barba malcuidada chegava até seus mamilos. Usava alguns colares e vários anéis, todos pagos com o preço do ferro. Greyjoy caminhou até mais perto da fogueira e gritou no volume das vozes que se elevavam:


-Capitão Torgon!


-Maron Greyjoy! Decidiu sair da barriga de sua mãe? Finalmente! - Torgon sempre dizia isso a Maron, provavelmente por algo que seu pai, Memphis, havia dito quando ele ainda não havia nascido.


-Venha beber conosco! Saqueamos um comboio de três navios hoje!



-Não vou beber agora capitão, mas beberemos mais tarde, juntos, o vinho temperado pela vingança.


Torgon observou curioso o pirata. Parecia relutante em sair de sua festa, mas a proposta era misteriosamente tentadora. O Greyjoy apontou para uma mesa vazia, também do lado de fora da taverna. Os três se sentaram, a fraca luz de uma vela iluminava os rostos apreensivos dos três.


O capitão olhou para Ulfric e perguntou:


-Quem é esse?  



-Esse é Ulfric Sparr, ele será uma parte importante do plano. Lembra-se daquela vez que o senhor foi contratado para transportar uma carga, foi emboscado e descobriu que esse era o plano de seu contratante o tempo todo? Destruir seu navio? Como se chamava mesmo? Aurora, em homenagem de sua filha, era um bom navio, as velas com tons amarelos, o poderoso aríete de metal na parte da frente. Naquele dia eu ouvi você gritar que arrancaria a cabeça de Tan Jhala quando pudesse. Eu e meu amigo aqui, encontramos Jhala, e decidimos dar um fim nele esta noite. Você irá cumprir a promessa que fez ao Deus afogado ou não?


Os olhos de Torgon brilhavam, ele havia esperado anos por sua vingança, mas um espirito ganancioso sempre será ganancioso independente das circunstâncias.


-Greyjoy, você ganhou meu interesse, porém a minha tripulação não tem o mesmo desejo de vingança que eu. O que poderei prometer aos meus homens, materialmente?


Maron sabia que essa conversa de tripulação era uma lorota, ele queria os lucros para si, mas aquilo já não era mais assunto seu.


-Ulfric vai discutir isso com você, eu já bebi muito e não estou com cabeça para números.
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Senhor Capitão da Frota de Ferro

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O que está morto não pode morrer
Estavam os três sentados próximos uns dos outros diante uma fogueira e cercados por marinheiros que cantarolavam alguma música do mar  que contagiava o ambiente ao redor com muito mais do que alcoolismo exagerado. Os dedos gordurosos como uma salsicha de capitão Torgon tamborilavam sobre o ar, seus olhos astutos e gananciosos de rato analisavam o Sparr mas pareciam arrancar informações parvas, frutos de um pré julgamento interno do capitão.

- Capitão Torgon, eu e meu camarada aqui estamos numa empreitada que visa acabar com as andanças de Tan Jhala por essas bandas, e como um legítimo nascido do ferro, desejamos o que é nosso por direito. Iniciou seu discurso, tomando um caneco de madeira talhada com reforço de chumbo, levando um gole do azedo vinho a boca.

- Gosto dessa ousadia e pensamento rapaz, e lhe digo mais, também andei por muitos anos tentando encontrar meios de acabar com tal homem, mas este se provou ser mais esguio que uma enguia. Agora, como disse a pouco, porque deveria arriscar minha tripulação que tampouco se importa com minha vingança pessoal, afinal, a vontade de muitos sobrepõe a de poucos dentro do convés de um dracar como bem sabes. Retrucou de forma gananciosa, mas nada astuta para Ulfric. Levando a mão a barba desgrenhada e tomando um gole de seu caneco.

- Tu poderás ficar com o navio dele, o Canário do Mar, um belo dracar fabricado nas Ilhas de Verão e também, toda sua mercadoria que nele se encontra que inclui armamentos, suprimentos, ouro e artigos de luxo originários das Ilhas de Verão. Imagine-se em pé diante aquele leme, o primeiro nascido do ferro a capturar um navio de verão e navegar com ele. Não faltaria muito também para formar sua própria frota de piratas e ser um almirante, tal qual Memphis Greyjoy. Falou com um largo sorriso de orelha a orelha, aproximando-se do homem e dando tapinhas em suas costas, criando uma intimidade entre ele e si. Sabia que o a ganância e promessa de glórias e saques era um elemento mais que persuasivo nas Ilhas de Ferro e que também, era um sonho traiçoeiro que convidava os homens, dava o gosto para depois estrangulá-los com suas próprias aspirações tolas e gananciosas, assim era o mar.

- Não me bajule rapaz, não sou um capitão tolo que nada cego em direção a um beijo mortal de sereias. Eu arranco as presas da maldita e depois a estupro, só para garantir! Gritou o homem em meio a gargalhadas longas e fortes, sendo acompanhada por gritos comemorativos de seus subordinados que por um instante pararam de cantarolar. Ulfric não quis imaginar tal cena, senão iria vomitar enquanto bebia aquele vinho horrível, no entanto, a presunção do capitão pirata seria sua ruína. As ondas de promessa e riqueza lambiam o amago do gordo marinheiro pouco a pouco, entretanto, precisava provar que aquilo tudo não era bajulação, precisava conferir algo que lhe desse credibilidade às suas palavras.

- Não sou um homem de bajulações e meia palavras, ofereço-te a chance de se vingar juntamente conosco e de quebra levar este navio e tua carga, quanto a almirante dependes unicamente de tu. Retrucou rapidamente, tocando-lhe o ombro direito. Colocando a mão dentro das vestes, retirou uma carta de papel amarelo que encontrava-se aberta e entregou ao homem. Não sabia se este era letrado, mas arriscou-se.

” Saudações Ulfric Sparr,

Meu mestre deseja um encontro esta noite, à meia noite, para discutir os termos das próximas negociações que serão firmadas entre ele e tu, e para isto, pede que se dirija a hora mencionada até a última doca de Fidalporto onde lá será levado até o navio de meu mestre. Espero que, com estas palavras contidas nessa carta, fiques mais que satisfeito e seguro da integridade moral de meu mestre e que continuemos a negociar e lucrar nas terras do oeste.

Atenciosamente, Tan Jhala. “

A carta foi fechada e  Torgon permaneceu quieto e pensativo, mas mais parecia que tentava organizar seus pensamentos tempestuosos do que pensar numa forma de agir no meio de todo aquele contexto repentino. Após alguns segundos, lançou a carta no fogo da fogueira e olhou para Maron de forma estranha, e em seguida para Ulfric, sem dizer nada. Pôs a mão no cabo de sua espada, seus olhos faiscaram num misto de astúcia e ódio e então arrotou. - Vamos pescar alguns defuntos. Sorriu diabolicamente, com um sinal de cabeça para a dupla vingativa. Sacou sua lâmina da bainha que parecia ser bem maior agora e rugiu para seus subordinados. - Cavalheiros, escutem! Esta noite tem sido uma dádiva concedida a nós, mortais, pelo glorioso Deus Afogado! Após tantas semanas em mar aberto atacando, pilhando e estuprando um novo desafio surge no horizonte, nos instigando para o desconhecido e sussurrando promessas que ditam nada além de recompensas generosas e que inaugurarão o primeiro passo para montarmos a maior frota pirata que o oeste viu desde que Euron Greyjoy nasceu a mais de sessenta anos atrás, e para isto, um alvo poderoso se ergue das Ilhas do Verão, resoluto em arrogância. O que me dizem sobre isto? Não devemos agora tomar o que é nosso? Não devemos agora agarrar tal fortuita oportunidade e iniciar o nosso futuro? Não devemos içar velas e enviar nossos inimigos para o fundo do mar? Vociferou de forma carismática e persuasiva, deixando gotas de saliva e expressões raivosas escaparem enquanto balançava sua espada de forma imponente perante todos os homens, erguendo-se diante deles como se fosse o próprio Colosso de Braavos.

Ulfric encarou Maron por alguns segundos, ambos sorriram satisfeitos, no entanto o sorriso do Sparr era mais sombrio e discreto e o do Greyjoy era mais diabólico e evidente. Se aproximando de seu associado, levantaram-se e brindaram enquanto Torgon terminava seu discurso que inflamava o espírito dos marinheiros e gerava uma algazarra maior ainda que podia ser ouvida até de Luz Solitária talvez. - Vou servir como isca. Ele me levará até o navio de “seu mestre” numa escuna em mar aberto para me encontrar pessoalmente no Canário do Mar, você disfarçado e eu estaremos na escuna e Torgon seguirá a mesma com seu navio, a distância. No momento mais oportuno, você deve enviar um sinal a distância para ele atacar o Canário do Mar. Você deverá inutilizar a corrente do timão para impedir que Canário se mova e que Torgon o alcance e domine facilmente. Proferiu sua estratégia de combate.

- Mas e você? Jhala vai mandar seus homens matarem você e tentará rechaçar Torgon com suas forças. Retrucou pensativamente.

- Vou conseguir sobreviver sozinho até lá, você só precisa combinar o tipo de sinal com Torgon e eu iria distrair Tan Jhala e servir de isca para vocês atacarem com toda a força, ele não irá saber o que o atingiu até ser tarde demais. Respondeu o Greyjoy.

- Ulfric, seu plano tem uma falha. Falou de forma obscura olhando para o gordo capitão que comemorava com seus homens.

- Eu sei disto, a ganância dele não tem limites e não duvido que ela o jogue contra nós no momento que ele tiver chance, mas isto, nós deveremos improvisar na hora. De nada adianta montar um plano magistral sem as variáveis, e este já é arriscado demais. Prefiro esperar, observar e lidar com Torgon da maneira mais espontânea possível em vez de ficar paranoico com as possibilidades. Retrucou rapidamente. Torgon aproximou-se de ambos os nascidos do ferro e laçou seus braços em volta dos mesmos, conduzindo-os até um ponto afastado. Maron então explicou o plano de ação para o gordo capitão, e após isto, partiram para a ação, saindo dali...

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Avaliação de treino de habilidade

Ulfric Sparr

   
Muito boa narrativa de estratégia, assim como a descrição do estado do personagem junto, em um clima muito bem construído. Poucos erros de ortografia, especialmente de pontuação (uso de vírgulas), mas que não descontarei por não serem muito frequentes. Parabéns!

   
Critérios de avaliação
   

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Ulfric e Maron voltaram a caminhar a sós. Antes de se dirigirem ao local do encontro passaram por uma feira noturna. Era necessário comprar alguns itens que ajudariam no plano, primeiramente, Maron comprou de um ferreiro suspeito um serrote portátil feito especialmente para cortar correntes, algo muito suspeito para ser vendido, porém era o que precisavam. Além disso, compraram também dois barris médios de vinho de alta qualidade, foram caros, porém ia valer a pena no final e, por fim, uma capa preta e um tapa-olho, para serem utilizados como disfarce. Compras feitas, ambos se dirigiram ao local indicado na carta.

...

A lua estava encoberta por nuvens e a escuridão tomava Fidalporto, isso facilitaria o disfarce de Maron. "No escuro, todos os gatos são pretos". Se aproximaram da escuna mencionada no papel. A prancha de desembarque estava abaixada, porém não havia ninguém para recebe-los. Cautelosos, subiram para a embarcação, o Greyjoy carregava os dois barris de vinho e a serra escondida na bota.  

Foi quando subiram a bordo que Tan Jhala apareceu, saindo da sala do capitão, com dois outros ilhéus, armados até os dentes acompanhando seus passos:

-Ulfric Sparr, que bom que o senhor considerou bem minha oferta, saberá que meu mestre é um homem bom para aqueles que são bons com ele. Quem é esse seu companheiro?

-Esse é meu servo, Pike. Pode ficar tranquilo, ele é mudo faz muito tempo, por isso não sei o nome dele.

Maron arregalou os olhos e quase gargalhou, mas conseguiu segurar a voz. Aquele plano era perfeito, Ulfric realmente era um bom estrategista, dessa maneira o pirata, que não era um grande mentiroso, poderia ficar calado sem despertar suspeitas.

-É uma boa escolha Sparr. Há há há, já içamos a ancora, em breve estaremos no Canário do Mar.


...

Algum tempo depois se aproximaram de um navio enorme, sua engenharia era diferente dos Dracares das ilhas. Ele era maior e muito seguro para transportar mercadorias, era multicolorido, das velas até a moldura das janelas no convés. Emparelharam e subiram a bordo do Canário, Maron teve que subir as escadas duas vezes, pois só podia carregar um barril de cada vez e os servos de Jhala não pareciam dispostos a ajudar.

Ao chegarem, foram rapidamente escoltados para a cabine do capitão. Era nesse momento que a dupla iria se separar. Maron entrou na sala, sem levantar a cabeça para ver o misterioso mestre, ele devia se fixar no plano. Deixou um barril encostado em um canto da sala e saiu rapidamente da sala, conseguiu ouvir Ulfric dizer ao mestre:

-Esse é um presente meu para o senhor, simbolizando a boa fé, trouxe também outro barril, que meu servo entregará para a tripulação.


Então a porta se fechou e o pirata partiu para seu destino.

Tentou parecer o mais seguro possível. Desceu as escadas com passos largos e foi para o interior do casco onde a tripulação se reunia. O espião não havia mentido, vários homens armados fixaram os olhos no recém chegado, esse foi até o centro da sala. Colocou o barril à vista de todos. Tirou a lâmina de dentro de sua bota e cortou fora a tampa dele. Pegou uma caneca que estava encima da mesa, encheu-a e entregou a um homem, sem dizer uma palavra.

O homem falou algo no idioma ilhéu que Maron não entendeu e os outros tripulantes riram. O silêncio tomou conta do porão, então ele respirou fundo e virou a caneca inteira de uma vez só! Todos os homens comemoraram, pegaram suas canecas e foram se empurrando para chegar perto do barril que esvaziava rapidamente.  

Aproveitando a distração, Maron contornou a multidão e subiu de volta ao convés por uma escada diferente da que desceu. Estava perto do timão. Gritaria ocorria no convés e todos os marinheiros estavam distraídos, então o Greyjoy, mesmo sendo pesado e péssimo em furtividade, conseguiu se esgueirar até o timão.  

Sacou a lâmina e começou a cortar a corrente, como Ulfric havia sugerido. O barulho não era tão baixo quanto ele esperava e provocava arrepios por toda a espinha. Maron começou a ritmar os cortes na medida que os Ilhéus gritavam ou cantavam, quanto mais cantassem, mais rápido o Greyjoy serrava.

Foi quando um dos tripulantes subiu a mesma escada que o pirata havia subido alguns momentos atrás com uma tocha na mão. Sem saber o que fazer, Maron serrou o mais forte que pode e sentiu a corrente partir, mas o barulho foi alto demais e o Ilhéu veio correndo em direção ao timão.

O desespero percorreu Maron, o marinheiro o avistou e veio correndo em direção a ele, com a mão no cabo da espada. Porém o pirata foi mais rápido e com um salto, derrubou o homem no chão. Colocou o joelho encima do braço da espada, tapou a boca do homem com a mão e com a serra, cortou a garganta do homem, porém a serra já estava meio cega após cortar a corrente, então o Greyjoy teve que cortar três vezes o pescoço do homem. O sangue então começou a espirrar pelo corte. O Ilhéu, desesperado, mordia a luva de Maron com toda sua força e acertou um poderoso soco de mão esquerda na têmpora do pirata. Porém alguns segundos mais tarde parou de lutar e respirar. Estava morto.

O assassino sentiu uma súbita vontade de vomitar. O sangue havia espirrado em suas vestes. Os cortes não eram precisos como cortes de espada, mas cortes feios, horríveis de uma serra. Pensou em jogar o corpo na água, mas isso causaria barulho e desconfiança.

Não conseguiu segurar sua ânsia, correu até a amurada e vomitou no mar. Sua boca estava com um terrível gosto azedo, seus olhos perderam o foco. Ele ajoelhou por alguns segundos até recobrar a consciência.  

Quando o enjoo passou, Maron pegou a tocha que o ilhéu havia derrubado. Olhou para a parte de trás do navio e viu o Drakar de Torgon ao longe. Então arremessou a tocha o mais alto que pode e assistiu o fogo cair no mar. O sinal estava dado.

Sentou-se encostado na amurada e respirou fundo. Em alguns instantes o Capitão chegaria e o Greyjoy deveria se transformar em uma máquina de matar.  

Como será que ia a negociação de Ulfric?
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Senhor Capitão da Frota de Ferro

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O que está morto não pode morrer
A escuna cortava o mar com suavidade naquela noite de lua cheia e céu nebuloso. O oceano não estava revoltoso mas tudo poderia mudar em questão de minutos quando se tratava do Mar Poente. Após aproximadamente quarenta minutos de navegação o navio pretendido se erguia no horizonte. A nau tinha três conveses (superior, onde se encontra o leme do navio apenas; térreo, que fica a cabine do capitão e o piso de atividades regulares dos marinheiros; inferior, que estabelece o espaço de carga e alojamento da tripulação) e dois mastros com duas velas em cada. Era uma nau incrível e com um design diferente dos dracares de ferro.

A madeira era diferente, mas de excelente qualidade, quilhas, vigas e tábuas tratadas e juntas por rebites e pequenos reforços de metal. Não sabia que esse navio era tão forte assim, o dracar de Torgon não conseguirá fazer muita coisa contra este navio a mesmo que invada de imediato ele, mas caso Maron corte a corrente do timão eu creio que isto nos igualará em combate aberto. Raciocinou. Após subir na nau e caminhar para a cabine, algumas meias palavras foram trocadas e a cortesia foi servida, dois barris enormes do mais saboroso vinho do mercado negro de Fidalporto. - Esse é um presente meu para o senhor, simbolizando a boa fé, trouxe também outro barril, que meu servo entregará para a tripulação. Proferiu o rapaz cordialmente, e então o Greyjoy sumiu na noite. A porta foi fechada, e agora, a batalha do Sparr seria travada com as palavras.

- Ótimo... Vamos beber e tratar de negócios meu caro. Falou o homem que se encontrava sobre uma mesa maciça de madeira com entalhes decorativos ao longo dela toda, excetuando a parte plana onde se encontrava diversos pergaminhos, livros e uma espada. A cadeira virou e o mestre se revelou. Era alto, musculoso, cabelos com dreads adornados com fita multicoloridas que variavam do vermelho, amarelo e azul. As roupas do homem era finas e caras, feitas de seda. Seus pulsos exibiam braceletes com imagens e hieróglifos característicos de sua cultura e seu rosto não exibia barba alguma, apenas olhos negros finos como de uma raposa e carregava uma sombra preta de carvão logo abaixo dos olhos.

- Finalmente, meu senhor, nos encontramos para tratarmos pessoalmente. Falou Ulfric, que sentou-se numa cadeira logo a frente da mesa. O homem sorriu, exibindo dentes brancos fosforescentes que podiam cegar um recém nascido, ele acenou para seu servo que até aquele momento sempre havia lidado com o nascido do ferro em relação a negociações e o mesmo trouxe um grande livro. O objeto foi aberto após a mesa ser vagada, uma pena colorida foi tomada e o mesmo começou a ser preenchido com números.

- É uma honra, Ulfric Sparr, conhecer-te, afinal. Dessa vez não sorriu, parecia que o sorriso cordial sumia a cada instante que ambos habitavam o mesmo recinto. Alguns passos, o barulho de uma lâmina sendo sacada atrás de si e o rapaz olhou por cima do ombro. - Não precisas temer mal algum de nós, és meu hóspede nesta nau e meu associado. Frisou, com seu sotaque característico. A lâmina sacada foi em direção ao barril de vinho e este foi aberto com um violento baque. O vinho foi servido em dois copos feitos de madrepérola e entregues ao ilhéu, que gentilmente entregou ao Sparr. Ulfric aceitou com um aceno de cabeça e um sorriso.

- A honra é minha, senhor... Proferiu, erguendo um copo e tomando em homenagem ao homem.

- Tan Exalthor Doquu Jhala. Respondeu o homem com seu sotaque exótico e forte. Ao ver o nascido do ferro tomar o vinho, o seguiu logo em seguida, pedindo para mais vinho ser servido para ambos.

- Acho que seria de agrado e utilidade a nós que... Tan Doquu ergueu sua mão direita, interrompendo o Sparr, e estendeu sua mão em direção a Tan Jhala. O homem caminhou até um armário e o abriu, retirando um livro negro e grande, deixando-o sobre a mesa ao lado do primeiro que fora aberto pelo homem anteriormente. Um calafrio percorreu a espinha do nascido do ferro ao dar uma melhor olhada sobre as inscrições no livro e ver ele ser aberto, estava com a tranca violada, mas não por violência. Meu livro-mestre! Bastardo! Bastardo filho de uma meretriz! Como? Como? Ele tem espiões no castelo de minha família? Ele enviou alguma força de ataque e o tomou? Pelo Mar Poente e o Deus Afogado eu o matarei com minhas próprias mãos! Desgraçado! Ribombou internamente, fazendo uma gota de suor brotar em sua têmpora direita enquanto engolia um punhado de vinho.

- Agora, creio que poderemos tratar de nossos próximos negócios. Disse sombriamente, rabiscando algumas letras e números no novo livro, e voltando a rabiscar em seu próprio livro. Após transcrever alguns números, tomou uma folha de pergaminho e começou a escrever um punhado de frases e adicionar alguns números logo ao final.

- E eu creio que devamos tratar de negócios anteriores, negócios que ainda se encontram em aberto e que a vossa senhoria se encontra em estado de débito, e creio que, como um homem de palavra e de incríveis posses, irá saldar e honrar o estabelecido. Sibilou o nascido do ferro, adotando uma postura mais invasiva e séria. O guarda costas do ilhéu andava para lá e para cá atrás do rapaz, e seu servo pessoal Tan Jhala, observava a cena, prostrado logo na sua lateral.

- E que negócios anteriores você se refere? Falou o homem, murmurando alguma palavra estrangeira no final de sua pergunta que mais parecia um xingamento. O clima estava tenso. As velas distribuídas pela cabine do Canário do Mar bruxuleavam no ambiente. Vinho era tomado por ambas as partes embora Tan Doquu tomava com cada vez menos frequência, talvez o clima tenso? Talvez o gosto do vinho não era de seu agrado?

- Como as três últimas remessas de minério de ferro? As duas últimas remessas de pescaria? E quem sabe, o último dracar que eu lhe enviei como havia sido solicitado e que ainda não foi saldado? Retrucou com um tom seco e claramente desagradável, entretanto, aqueles que conheciam o rapaz intimamente sabia que aquele tom de voz exalava na verdade maldições e fúrias.

O assistente de Tan Doquu tentou falar, mas seu mestre ergueu a mão. Ulfric depositou o copo sobre a mesa com considerável força e ergueu-se de seu assento, depositando ambas as mãos em cima da mesa logo em seguida. Os dois homens ficaram alertas. - Veja... Eu não sou um miserável ou mesquinho, não me preocupo com tão poucas quantidades de mercadoria que foram de bom grado, “cedidas”, e tens razão, devemos tratar de negócios futuros... Dito isto, eu tenho uma proposta mais que interessante que pode beneficiar ambos os lados em uma escala que tanto você como eu não vemos a alguns meses. Proferiu de tom suave e persuasivo, aderindo um estilo de abordagem diferente que seria o da pura ambição e postura autoritária. O nascido do ferro acreditava que se conseguisse demonstrar ambição, visão, pompa e autoritarismo regado a certa lealdade ou talvez obediência, conseguiria conquistar aquele ardiloso homem, pelo menos, até o dracar de Torgon chegar.

Um baque foi ouvido, quase inaudível se não fosse pelo repentino silêncio instaurado após o discurso do rapaz, Tan Doquu encarou seus dois homens e fez um sinal de dispensa, sabia que era em direção ao barulho, para verificar o por quê sua tripulação estavam “se comportando como animais escandalosos”. Tomara que não seja Maron no convés inferior! Pensou Ulfric.

- O que tem em mente? Encarou o ilheú, com uma sobrancelha erguida.

- Estou com uma parceria com a casa Redwyne que nos permitirá fabricar os melhores dracares, rápidos, fortes e eficientes de Westeros e nos permitirá exportar em grande quantidade grãos, frutos e vinho de todos os aliados da casa na Campina e a aquisição de um novo parceiro no meio dessa... aliança, seria de vital importância para maximizar nossa rede de distribuição e aumentar ainda mais nossos lucros. De você, eu precisaria apenas da concessão dos nobres da ilha para comercializarmos por lá, e também, de seu apoio e suporte como porto amigo e parceiro de reabastecimento. Imagine também o que poderíamos fazer caso os famosos arcos dos Ilhéus do Verão fossem exportados para nossos aliados? Certamente teríamos uma evolução não só econômica, como também militar e quem sabe, a supremacia naval... Sibilou calmamente, como uma cobra que destila a sua dose mais concentrada, letal e doce de seu veneno e que de bom grado, “oferece” a sua presa que se delicia com a mesma, até notar tarde demais a natureza mortal do mel da morte. O homem de ébano teve um pequeno lapso muscular na maça esquerda do rosto, e um riso contido e extremamente leve se delineou em sua face juntamente de seus olhos ardentes e astutos de raposa.

Neste momento, o Sparr já estava de pé, mas de costas para seu “parceiro”, encarando um mapa de Westeros e Essos atentamente que se encontrava preso na parede da cabine enquanto que sua mão esquerda tateava a pequenina mesa que estava logo a sua frente, pegou um papel em formação retangular e selado. Uma proposta tão grande e tão lucrativa quanto esta necessita de provas, ainda mais para um parceiro econômico com qual você estava tendo atritos a poucos minutos atrás. Pensou com sua mente empreendedora.

- E você teria por algum acaso, algo que corrobore esta rara e tão fortuita oferta, meu caro amigo? Falou com um misto de desconfiança e ansiedade.

- Te peguei... Murmurou com um sorriso diabólico, ainda de costas. Virou-se e ergueu a carta que havia surrupiado da mesa, ficando parado. Pelos Céus, onde está você Maron? Não vou conseguir sustentar esta farsa por muito tempo... Raciocinou nervoso internamente, caminhando lentamente em direção a Tan Doquu, escondendo a carta para evitar que este reconhecesse o selo contido no objeto.

- (Muito bem!) Falou em seu dialeto, esfregando as mãos, mostrando os dentes fosforescentes em um sorriso ganancioso e pegando a carta e abrindo-a. Passou os olhos por ela e pouco a pouco seu sorriso se desvanecia como se tivesse visto um fantasma. O ilhéu encarou o nascido do ferro, que adotou uma expressão de seriedade após engolir um seco. Quando estava prestes a tomar alguma atitude como sacar a espada ou gritar para seus guardas o Canário do Mar sofreu um grande baque e uma gritaria repentina se estabeleceu no exterior da cabine, lançando os dois numa nuvem de perplexidade.

Será?...

Falas
Narração
Pensamentos
Falas de Terceiros

Habilidade treinada:
Matemática e economia

Observação:
Ao avaliador, em relação a habilidade treinada eu citei economia, engenharia e arte da guerra mas acho que o que mais predominou foi economia e matemática, se não achar, avalie no que no seu julgamento foi o mais usado e mais apropriado.



ULFRIC SPARR


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O Dracar de Torgon alcançava o Canário do Mar com velocidade. O Greyjoy, escondido em uma pilha de caixas, via ouvia a tripulação que ainda cantava no andar de baixo, parecia que decidiram fazer a festa completa e haviam aberto outros dois barris que estavam guardando para uma ocasião especial.


Foi quando o navio pirata já chegava perto que um grito de um dos ilhéus fez todos se calarem. Então de repente alguns marinheiros correram para o timão, para tentarem escapar do ataque, mas o timão estava inútil. O pânico instaurou-se nos tripulantes. Gritavam ordens uns para os outros e procuravam seus armamentos. Pareciam formigas quando seu formigueiro é pisoteado, corriam de um lado para o outro sem saber o que fazer.


Ainda escondido, Maron viu o poderoso aríete do Drakar acertar em cheio a lateral do navio, que sacolejou com força. Rapidamente os piratas mais corajosos pularam para o convés dos ilhéus. Surpresos e atordoados, o marinheiros só conseguiram pensar em reagir quando 5 ou 6 piratas já estavam a bordo da nau.


Maron saiu de seu esconderijo com o escudo amarrado no braço, a maça em riste e sangue sendo bombeado com toda a força para seus músculos, o medo da derrota, da morte, do esquecimento foram dando lugar ao ímpeto da batalha. Os homens do verão já se começavam a reagir ao ataque, o barulho do tinir das espadas já soava, assim como os gritos daqueles que se feriam. Então Maron ouviu Torgon gritar, de cima de seu navio com sua voz grave e poderosa:


-O QUE ESTÁ MORTO NÃO PODE MORRER!


Maron e os outros piratas repetiram o grito de guerra, com toda a força que seus pulmões permitiam. Por estar vindo de um lugar que não era o Drakar, Maron pegou os ilhéus de surpresa. Correu até dois que estavam de costas para ele, batalhando com outros nascidos do ferro.


Ergueu a maça o mais alto que pode e, utilizando todo o movimento de seu corpo, acertou com força total a nuca do primeiro, o pescoço entortou para traz em um ângulo assustadoramente surreal, o corpo desabou rapidamente no chão devido a força aplicada.


O outro ilhéu olhou surpreso e assustado para seu companheiro morto. O Greyjoy rapidamente atacou o joelho desprotegido do homem e sentiu no cotovelo os ossos do ilhéu se partindo. Gritando, o marinheiro caiu de joelhos no chão e Maron se preparava para dar o golpe final quando viu o ilhéu ser decapitado com apenas um golpe por uma lâmina larga e gasta. Olhou para o portador da lâmina e viu Torgon que gritou para ele:


-Hehe! Veja como esse recém nascido sabe usar uma maça!


O Greyjoy, sem dar atenção ao capitão, olhou para a porta da cabine do capitão, precisava chegar lá o mais rápido possível, Ulfric poderia estar em apuros. Correu para lá, desviando do combate, o mais rápido que pode.


A vitória dos nascidos do ferro era eminente, bêbados, os ilhéus não ofereciam perigo à frota. Porém, no pé da escada que levava aos aposentos, estava um dos guardas pessoais do mestre de Tan Jhala, mas ele estava com a espada embainhada.


Com o sangue fervendo, Maron ergueu seu escudo e caminhou com passos firmes, o ilhéu era grande e forte, porém seria apenas mais uma vitima, a confiança caminhava com o Greyjoy, ele sentia a maça se tornar parte do seu corpo.


Porém quando se aproximava, o guarda desembainhou sua lâmina e surpreendeu Maron, ele era canhoto, o pirata nunca havia batalhado com um canhoto. Rapidamente o ilhéu aproveitou a indecisão de Maron e atacou. Com o escudo na mão errada, o pirata tentou bloquear o ataque com a maça, porém a defesa não foi firme o suficiente.


A espada do homem virou, porém acertou a última costela de Maron. O pirata sentiu o pulmão esvaziar rapidamente. A lâmina havia batido de lado, portanto não havia penetrado, porém a força do guerreiro e o peso da arma causaram uma contusão muito dolorida, tinha medo que sua costela tivesse trincado.


Se não fosse pela adrenalina que sentia, provavelmente teria caído no chão. Um segundo ataque vindo da direita cortou o ar. Por instinto, o pirata se abaixou e o ataque passou zunindo por cima de sua cabeça.  


O guarda decidiu repetir o ataque que havia acertado, atacando o lado desprotegido do Greyjoy, mas, dessa vez, Maron sabia o que fazer. Abaixou-se um pouco e, para se defender, praticamente encostou a mão que segurava o escudo, a esquerda, no ombro direito, protegendo todo o lado vulnerável.


Assim que a espada bateu em seu escudo, girou seu corpo inteiro no sentido horário ao mesmo tempo que esticava o braço. O servo de Jhala estava totalmente desprotegido, pois ambas as mãos estavam ocupadas voltando do ataque, então Maron acertou a mandíbula de seu inimigo com a maça.  


O guardião caiu desacordado no chão. O pirata olhou para trás e viu os outros piratas descendo o porão para terminar de vez com os ilhéus, dezenas de corpos de ambos os lados esfriavam no chão e o sangue escorria em direção ao mar. Algumas aves, famintas, se empoleiravam no mastro, esperando o fim do conflito para poderem se alimentar.


Subiu os degraus e empurrou a porta, estava aberta.


Maron entrou e seu cérebro, oxigenado pela batalha rapidamente analisou o ambiente. Ulfric estava sentado em uma cadeira. Um ilhéu do verão segurava uma espada com a ponta a um palmo e meio de distância do pescoço do Sparr. Nem sinal de Tan Jhalla, ele poderia estar morto ou escondido em algum canto.  


-Mais um passo e eu... - Começou o ilhéu, mas Maron estava de saco cheio de conversas e a adrenalina no seu corpo fez com que ele se tornasse perigosamente impulsivo, antes  que o homem terminasse a frase, o pirata arremessou sua maça com toda a força em direção ao rosto do oponente.  


O arremesso foi miserável, o Greyjoy viu a maça se distanciando da cara do homem cada vez mais, seu coração parou de bater por um instante, havia sentenciado Ulfric à morte. A maça rodopiava, perdendo altitude rapidamente até que encontrou seu alvo. O cotovelo direito do Ilhéu.


A maça acertou em cheio o cotovelo, fazendo o homem se dobrar e fechar os olhos de dor. Rapidamente o Sparr, aproveitou esse erro, acertou um poderoso soco na têmpora do homem e arrancou-lhe a espada e apontou-a em direção ao pescoço de seu inimigo.


-Desculpe Ulfric, não iria aguentar mais conversas. Os homens de Torgon já dominaram o navio. Matarão o último dos guerreiros em breve. O que vamos fazer agora?  


Disse Maron, sem fôlego. A costela começando a doer à medida que o efeito da adrenalina passava. O Ilhéu parecia querer dizer alguma coisa, mas xadrez verbal era coisa para o Sparr. O Greyjoy só queria voltar para a taverna.
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O que está morto não pode morrer
O combate contra os ilhéus do verão havia sido ganho em meio a uma torrente de gritos, tinir de ferro contra ferro e rugidos furiosos misturados com choramingos de morte. Os nascidos do ferro haviam esmagado os ilhéus, apesar de sua evidente desvantagem em termos navais. Ulfric permanecia com a espada na mão e pousada sobre o ombro direito de Tan Doquu, pronto para ceifar sua vida e enviá-lo ao seu criador.

- Desculpe Ulfric, não iria aguentar mais conversas. Os homens de Torgon já dominaram o navio. Matarão o último dos guerreiros em breve. O que vamos fazer agora? Proferiu Maron num cansaço que cada vez mais se apoderava de seu corpo e evidenciava suas feridas, perto dele, o Sparr estava tão bem quanto numa bela manhã de verão.

- Não podem... Maldito... T-Temos... Fugir, porra! Torgon não é um homem de confiança. Divagou o rapaz num súbito de fúria. Seus olhos vagavam de um lado para o outro, o mesmo respirava pesadamente como um cachorro que havia corrido quilômetros sem descanso algum, o suor escorria por suas têmporas e seu dorso também se esforçava em fazê-lo transpirar, estaria em colapso? - Eu mesmo me dei um xeque mate. Proferiu o rapaz. Tinha a consciência antes de embarcar nessa empreitada que confiar em Torgon era o mesmo que atravessar uma ponte de madeira e corda durante uma tempestade, tentando equilibrar-se sem as mãos, mas agora notava que uma coisa era a teoria, outra era a prática e nesta segunda o rapaz não tinha experiência alguma.

- Mas que inferno Ulfric?! O que você tá falando? Eu sei, esse bastardo não é confiável, mas mantenha a calma! Exclamou o Greyjoy, andando de forma levemente arrastada e socando-o no peito para fazê-lo  “acordar” de sua repentina sessão de pânico. Os gritos da tripulação bêbada das Ilhas do Verão começaram a soar ao fundo, o capitão ria e passos chegavam cada vez mais perto da cabine. O Sparr escutou os pedidos de perdão e misericórdia no estranho dialeto, olhou para o barril de vinho ainda cheio e então teve uma epifania que ofuscou seu medo repentino.

- Você, tem gordura animal? Madeira? Vinho? Qualquer coisa? Exclamou, posicionando a espada sobre o pescoço do homem com pele de ébano. - Maron, feche a porta. Conte-me ou eu arrancarei cada dedo de seu corpo, cada junta de cada membro, te esfolarei, esmagarei seus ossos e só depois de ter sofrido todos os males possíveis e não antes disso, terá minha permissão para morrer. Fale agora. O Greyjoy o fez com pesar físico.

- Tenho vinho, lã, banha de porco e tábuas para construção. Falou o homem com aflição na voz, desejava uma morte tranquila afinal, ou talvez, acreditasse que iria viver de alguma forma.

- Obrigado. E então o cabo da espada irrompeu na têmpora de Tan Doquu e este apagou. - Eu vou causar uma cena, vou fazê-lo poupar a tripulação por mais alguns minutos. Usa teu carisma, reúna eles no convés principal, todos eles sem exceção, comemore e faça ele não notar minha ausência. Vou reunir todo o vinho, lã, banha de porco e tábuas... qualquer merda que puder pegar fogo num piscar de olhos. Vou juntar no convés inferior, vamos atear fogo e fugir para o dracar dele com os ilhéus que sobraram. Eles nos ajudarão a velejar de volta para Pyke, se não o mestre deles irá morrer. Essa é a nossa escapatória das garras de Torgon, meu camarada. Exclamou o Sparr com um sorriso astuto na face, entregando a espada decorada do ilhéu chefe para o Greyjoy. O nascido do ferro encarava o garoto com um olhar de perplexidade, talvez imaginando como um rapaz tão jovem e inexperiente pudesse tramar tal plano que tinha altas chances de dar sucesso e que era regado a uma sagacidade e crueldade vista em poucos homens com qual ele batalhou contra ou junto em seus anos mais moços. Ambos trocaram olhares de concordância, e o Sparr sumiu da cabine, começando a gritar animado de forma dissimulada, persuasiva e eufórica, comemorando o sucesso da empreitada, e indo em direção à Torgon para dialogar sobre a vida dos cativos.

- Quem sabe se os mantivermos vivos e nos divertimos com eles um pouco, que achas meu companheiro? Falou o rapaz com sorrisos eufóricos, tomando um caneco da mão de um pirata qualquer e bebendo, soltando risos e simpatia, misturados com gritos de vitória. Torgon e sua tripulação pareceram cativados com a ideia de torturar alguns ilhéus filhos da puta, antes de roubar seus tesouros e seu precioso navio e então, Ulfric sumiu para baixo do convés inferior, fazer seus preparativos dignos do Rei Louco de outrora.

Maron saiu da cabine com a espada e um caneco em mãos, logo, executaria a sua parte do plano...

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ULFRIC SPARR


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Avaliação de treino de habilidade

Maron Greyjoy

Uma considerável quantidade de erros com relação a pontuação, principalmente o uso correto de vírgulas. O fórum é ambientado na Era medieval, o que seria a dita serra retrátil? Creio que tal ferramenta não existia naquela época, e se existia e for como penso (uma serra pequena, já que escondeu dentro da bota), certamente não seria algo forte o suficiente para arrebentar uma corrente de embarcação marítima. Apesar do desenvolvimento da trama ter ocorrido bem, faltou descrições mais detalhadas sobre a furtividade.


Critérios de avaliação

+ Conteúdo e Coerência (28/40)
+ Estrutura e Coesão (24/30)
+ Enredo e Criatividade (16/20)
+ Ortografia e Organização (8/10)

Total (76/100)


+ 2% de experiência pelo atributo de inteligência com 2 pontos
+ 10% de experiência por ter a habilidade no nível 0

Recompensas

+ 85 pontos de experiência em Furtividade.
Avaliação de treino de habilidade

Maron Greyjoy

Assim como no post passado, erros com relação a utilização de pontuação. Também acabou cometendo inúmeros erros de concordância e fluidez, tanto em relação á paragrafação, quanto utilização errônea de pronomes, artigos e etc. Tente reler seus posts antes de enviá-los, ajudará certamente a melhorar e encontrar erros fáceis de serem notados.


Critérios de avaliação

+ Conteúdo e Coerência (36/40)
+ Estrutura e Coesão (20/30)
+ Enredo e Criatividade (18/20)
+ Ortografia e Organização (6/10)

Total (80/100)


+ 2% de experiência pelo atributo de inteligência com 2 pontos
- 15% de experiência por ter a habilidade no nível 4

Recompensas

+ 70 pontos de experiência em Maça.
Avaliação de treino de habilidade

Ulfric Sparr

Um treino muito bem escrito e desenvolvido, parabéns. Ressalto sua criatividade e as ótimas descrições feitas, tanto nos diálogos quanto no ambiente.


Critérios de avaliação

+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 18% de experiência pelo atributo de inteligência com 7 pontos
- 25% de experiência por ter a habilidade no nível 4

Recompensas

+ 93 pontos de experiência em Economia e Matemática.
Avaliação de treino de habilidade

Ulfric Sparr

Um treino tão bom quanto o anterior, bem desenvolvido e sem maiores adendos. Apenas notei um pequeno erro ou outro, que acabaram não gerando descontos por serem pequenos.


Critérios de avaliação

+ Conteúdo e Coerência (40/40)
+ Estrutura e Coesão (30/30)
+ Enredo e Criatividade (20/20)
+ Ortografia e Organização (10/10)

Total (100/100)


+ 18% de experiência pelo atributo de inteligência com 7 pontos
- 15% de experiência por ter a habilidade no nível 4
+ 7% de experiência pelo dote inicial

Recompensas

+ 110 pontos de experiência em Arte da guerra.





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O que está morto não pode morrer
Todos os homens estavam sendo reunidos com a encenação de Maron que portava um caneco de vinho numa mão e uma espada cravejada com brilhantes, e ao seu lado, como um cão acuado, Tan Doquu se encontrava. Torgon e seus homens reuniram-se no convés principal, eles riam, davam gritos de guerra e clamavam por uma tortura lenta e dolorosa sobre o ilhéu que tanto havia desgraçado as vidas dos marinheiros sobre o comando de Torgon. O Greyjoy sabia utilizar seu carisma e logo os marinheiros semi bêbados se aquietavam, embora sentissem o medo percorrer pela espinha.

Ulfric deslizava pelo convés inferior como uma sombra, e com a barulheira no convés superior não era difícil fazê-lo. Ao chegar no compartimento de carga, encarou um homem recostado na parede de madeira, acordado mas com medo e na sua cintura uma faca mal cuidada repousava. O Sparr avançou contra o homem agarrando seu pulso que tentava sacar a arma, e tomando a mesma para si, deitou-a sobre o pescoço do homem e começou a gesticular para que calasse a boca e se acalmasse. - Tan Doquu. Afirmou o nascido do ferro, ludibriando o homem que estava cansado, apavorado e desesperançado demais para investigar mais a fundo e então, aquietou-se.

Continuando seu caminho, tombou um barril para o lado ao cheirar seu conteúdo, era gordura de foca e ao lado, óleo de peixe. Rolando os dois barris para a parte central do convés que se encontrava, procurou posicioná-los debaixo onde a barulheira era mais audível, calculando que eles estariam ali. Um pirata surgiu, mas Ulfric se escondeu rapidamente de forma desesperada, passos se aproximavam. - Merda, essas lamparinas a óleo desses filhos da puta são tão fracas, tenho que pegar mais vinho logo para a tripulação festejar alguns minutos a mais antes de torturarmos um pouco mais aquele ilhéu de araque. Exclamou o homem coçando a cabeça que continha tufos que deviam ser chamados de cabelos. O homem passou pelo barril sem dar muita atenção e foi até a carga, entretanto, o Sparr andou abaixado, mas pisou num machado que fez barulho e o fez virar. Tarde demais, a faca já havia sido enterrada no pescoço do homem e o líquido vital escarlate caía em cascata, anunciando sua transição de plano.

Continuando seu trabalho, tomou do chão alguns pedaços de corda jogador no chão e os amontoou perto dos barris, assim como algumas lascas e tábuas de madeira destroçadas. - Preciso levar um barril de vinho se não eles mandaram mais homens em busca daquele ali. Raciocinou em voz alta, mas antes, olhou para o mesmo ilhéu e jogou-lhe a adaga, cumprimentando com um aceno de cabeça e sorrindo, tentava ganhar sua confiança. Após matar um inimigo dele e armar-lhe novamente o rapaz pensou que conseguiria estabelecer um vínculo de confiança que durasse ao menos três minutos, dito e feito.

Acenando com a mão direita, ainda ensopada devido a cascata mortal do nascido do ferro, apontou para os fundos do convés onde ficava as cargas e gesticulou para trazer todos os barris aqui, apontando para a lamparina e fazendo mímica que indicasse uma fogueira. O homem olhou-o estranho e com medo, talvez entendesse que iria explodir tudo (e iria) mas que iria explodir tudo mesmo! Inclusive ele e a si mesmo! O Sparr sumiu com outro barril de vinho, ainda num frenesi de ações que não poderia parar, caso contrário, morreria pela ganância de seu “aliado” pirata.

Após entregar mais um barril de vinho e marcar uma leve e passageira presença – para eliminar suspeitas próximas -, retornou. Quando se deparou com a pilha de materiais que estava reunindo, viu o ilhéu empurrando outro barril, abrindo-o e despejando seu conteúdo que era fedido e gelatinoso, misturando-o numa corda e arrastando-o até Ulfric. Entregou a corda e parou, como se aguardasse ordens. O jovem fez um sinal de cabeça e apontou para alguns homens, arrastou seu “amigo” para perto de uma portinhola e de lá, apontou para o dracar de Torgon. A mensagem foi entendida sem grandes necessidades de explicação por mímica, e o homem sumiu na escuridão do convés inferior para alertar os colegas mais sóbrios que deveriam partir para o dracar pela portinhola que possibilitava um homem normal passar sem dificuldades.

Tudo ia estranhamente bem, seu cérebro pipocava com inúmeros raciocínios e ações. Pegou uma lamparina de óleo e estendeu a corda para longe da pira, quebrou a mesma e incendiou a corda que começava a se consumir lentamente, aumentando conforme os segundos. Teria talvez um minuto para fugir antes que aquela nau dos infernos fosse enviada aos salões submarinos.

A bebedeira continuava, e alguns gritos de escárnio e agonia se manifestavam do andar de cima. Estavam torturando Tan Doquu. Ulfric correu, subindo o convés e com uma faca escondida na cintura. Metamorfoseando sua expressão, de paranoico para “festivo”, foi em direção a Torgon e Maron que se encontravam juntos bebendo. - Capitão Torgon, triunfamos, o navio é seu assim como sua carga, me permita uma palavra com este diabrete aqui antes de matarmos o resto desses filhos da puta e irmos para a taverna mais próximas para estender a festança por mais um dia. Pronunciou, tomando um copo em cima dum barril e tomando em meio a uma risada forçadamente ensaiada que de tão calculada não aparentava ser forçada a olhos de bêbados piratas. Torgon concordou murmurando algumas palavras e batendo no ombro do rapaz, todavia, agarrou o mesmo pelo braço com tremenda força e falou:

- Cuidado, sim? Um convés de navio pode reservar muitas surpresas, e acidentes acontecem às vezes... Terminou num tom sombrio regado a uma gargalhada disfarçada no final, sim, ele pretendia trair Sparr e o Greyjoy, mas não antes de ser torrado feito um peixe no espeto, isso foi o que Ulfric pensou provavelmente.

- Vou me esforçar... (gargalhadas) Já irei afiar a lâmina para enterrar nas entranhas desses estrangeiros filhos da puta. Terminou com mais uma gargalhada, disfarçando o nervosismo acumulado, puxando Maron para a amurada, Torgon os vigiava de canto de olho.

- Pronto? Perguntou o Greyjoy, mas então foi empurrado para o oceano, e seu parceiro saltou também. O pirata tomou a espada de Tan Doquu de cima do barril e rugiu para seus homens. Atirou o caneco de vinho contra o mar e praguejou maldições a sua tripulação e aos dois traidores, todavia, traidor que trai traidor tem cem anos de?...

Tan Doquu tentou se erguer e correu para a amurada oposta enquanto os piratas e Torgon avançavam para capturar aqueles dois que já estavam marcados para morrer na mente do capitão pirata, entretanto, uma chama vermelha iluminou todo o navio por dois segundos e então explodiu no convés inferior. O navio dividiu-se em dois, os mastros tombaram para lados opostos, farpas de madeira e armas voaram para todos os lados, o mar à volta ficou revoltoso com tamanho impacto e alguns piratas foram incinerados vivos ou tiveram suas carnes derretidas e fundidas com suas próprias roupas, anéis e brincos num espetáculo pirotécnico nojento e brutal. Ulfric e Maron mergulharam, abriram os olhos e viram alguns ilhéus nadando também para o dracar de Torgon, subiam lentamente e após alguns segundos desesperados ambos os rapazes atingiram a nau e começaram a subir. O Sparr só conseguira tal feito no mar devido a ajuda do Greyjoy durante o nado, caso contrário, sufocaria e se afogaria miseravelmente.

- Içar vela! Estender remos! Vociferou Maron, encharcado e com sua maça em mãos, apontada para o ilhéu que tinha mais aspecto de brutamontes, gerando uma autoridade repentina que ludibriou os debilitados e miseráveis homens a não se rebelarem. Ulfric correu até um remo e o agarrou com ambas as mãos. Seus pulmões ardiam devido ao esforço e seu corpo clamava por descanso e roupas secas, no entanto, começara a remar insanamente, e os marinheiros subvertidos fizeram o mesmo que o Sparr. Pouco a pouco o dracar se distanciava da enorme explosão, deixando para trás nada além do que vinganças quitadas...

RP encerrada.

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ULFRIC SPARR


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